|
As esquipas especiais da
PSP, onde se integra o GOE, que estão a combater o "carjacking", têm
autorização para empurrar da estrada viaturas suspeitas, no caso de
estas não obedecerem às ordens de paragem,
A medida é quase de natureza
excepcional, uma vez que normalmente os elementos policiais são
desaconselhados de realizar perseguições e muito menos de obrigar uma
viatura suspeita a sair da estrada. O risco de acidente é grande,
nomeadamente para terceiros, alheios à perseguição, que sejam apanhados
no meio de uma operação policial deste tipo.
Uma primeira detenção foi
já feita anteontem (ver texto em baixo), a primeira da nova Unidade
Especial de Polícia (UEP), que congrega o Grupo de Operações Especiais
(GOE), o Corpo de Intervenção (CI), o Corpo de Segurança Pessoal (CSP)
e a Investigação Criminal. No entanto, a medida de abalroamento -
embora do ponto vista policial seja assumida com a designação de
"pequenos toques" laterais ou na traseira da viatura em fuga - está
associada ao facto de os condutores das equipas especiais da PSP, que
já estão nas ruas, serem provenientes do CSP e altamente treinados.
A
medida é justificada com o aumento de 70 % dos casos de "carjacking"
nos primeiros quatro meses do ano. O CSP é uma força preparada para
fazer guarda pessoal a altos responsáveis governamentais e os
condutores estão aptos para conduzir a alta velocidade e enfrentar
situações de alto risco. Os "pequenos toques" deverão assim ser levados
a cabo em condições em que não se verifique qualquer risco para outros
condutores e de forma a fazer parar as viaturas em fuga ou
empurrando-as para fora da estrada. A acção encontra justificação no
facto de os indivíduos ligados ao "carjacking" serem geralmente
perigosos e usarem armas, não hesitando em usá-las, como ainda
recentemente aconteceu no Porto, onde um inspector da PJ foi ferido a
tiro junto ao seu carro particular.
O JN sabe também as equipas
especiais - quatro homens, do CSP, do GOE, do CI e da Investigação
Criminal - têm ordens para permanentemente envergarem o colete à prova
de bala). Os coletes são interiores e terão que ter capacidade de
resistir a impactos de balas de calibre nove milímetros, um tipo de
equipamento em que as forças policiais portuguesas têm várias
deficiências. Também a nível de armamento as precauções são extremas e
se o condutor do CSP e o investigador criminal levam apenas uma pistola
, já os elementos do GOE e do CI vão pesadamente armados, inclusive com
pistolas-metralhadoras e capacetes, preparados para o confronto directo
com os criminosos.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 15.06.2008
Comentarios () |
|
|
|
|
|