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Ordem para abalroar criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
15-Jun-2008
As esquipas especiais da PSP, onde se integra o GOE, que estão a combater o "carjacking", têm autorização para empurrar da estrada viaturas suspeitas, no caso de estas não obedecerem às ordens de paragem,

A medida é quase de natureza excepcional, uma vez que normalmente os elementos policiais são desaconselhados de realizar perseguições e muito menos de obrigar uma viatura suspeita a sair da estrada. O risco de acidente é grande, nomeadamente para terceiros, alheios à perseguição, que sejam apanhados no meio de uma operação policial deste tipo.

Uma primeira detenção foi já feita anteontem (ver texto em baixo), a primeira da nova Unidade Especial de Polícia (UEP), que congrega o Grupo de Operações Especiais (GOE), o Corpo de Intervenção (CI), o Corpo de Segurança Pessoal (CSP) e a Investigação Criminal. No entanto, a medida de abalroamento - embora do ponto vista policial seja assumida com a designação de "pequenos toques" laterais ou na traseira da viatura em fuga - está associada ao facto de os condutores das equipas especiais da PSP, que já estão nas ruas, serem provenientes do CSP e altamente treinados.

A medida é justificada com o aumento de 70 % dos casos de "carjacking" nos primeiros quatro meses do ano. O CSP é uma força preparada para fazer guarda pessoal a altos responsáveis governamentais e os condutores estão aptos para conduzir a alta velocidade e enfrentar situações de alto risco. Os "pequenos toques" deverão assim ser levados a cabo em condições em que não se verifique qualquer risco para outros condutores e de forma a fazer parar as viaturas em fuga ou empurrando-as para fora da estrada. A acção encontra justificação no facto de os indivíduos ligados ao "carjacking" serem geralmente perigosos e usarem armas, não hesitando em usá-las, como ainda recentemente aconteceu no Porto, onde um inspector da PJ foi ferido a tiro junto ao seu carro particular.

O JN sabe também as equipas especiais - quatro homens, do CSP, do GOE, do CI e da Investigação Criminal - têm ordens para permanentemente envergarem o colete à prova de bala). Os coletes são interiores e terão que ter capacidade de resistir a impactos de balas de calibre nove milímetros, um tipo de equipamento em que as forças policiais portuguesas têm várias deficiências. Também a nível de armamento as precauções são extremas e se o condutor do CSP e o investigador criminal levam apenas uma pistola , já os elementos do GOE e do CI vão pesadamente armados, inclusive com pistolas-metralhadoras e capacetes, preparados para o confronto directo com os criminosos.
 
JORNAL DE NOTÍCIAS | 15.06.2008 
Comentarios (27)add
... : Gajo atento a mandar "bitaites"
Parece que finalmente está a regressar alguma autoridade ao Estado...

O Sr. Rui Pereira parece começar a perceber que estas coisas vão baixando a popularidade dos ministros da Administração Interna e que depois dificilmente volta para um lugar de tanto destaque.

Quero ver é quem é que depois paga os estragos causados nos carros da polícia, nos carros roubados e, porventura, nos carros de terceiros...

Por fim, direi que não me parece muito boa ideia divulgar que os agentes policiais vão usar coletes à prova de bala... Os bandidos (mais informados) vão ficar a saber que terão de disparar para a cabeça...

16.Junho.2008
... : predador
Mais uma vez há que alertar para a existência do art.4 do Código da Estrada,( desobediência a ordens no ãmbito da regulação do trânsito) , trata-se de uma contra-ordenação que não permite a utilização de armas de fogo, nem de meios invasivos como tem sucedido nos ultimos anos.
Outro dia quando o Sr Inspector Geral do MAI falou em cowbois, terá tido pouca habilidade, mas ele sabe do que fala pois tem os processos disciplinares inerentes a determinadas loucuras que ainda se vão fazendo.
A não paragem a ordem da autoridade além de contra ordenação faz recair a responsabilidade sobre o proprietário pelo que este tipo de americanice apenas pode ser efectuado quando se tiver a certeza que o carro foi roubado, ou seja roubado mesmo, e não furtado pois a lei é clara no que concerne á utilização de armas e a necessária moldura penal.
A propósito o carjaking, como os outros crimes, resolvem com inteligência...


16.Junho.2008
... : Mário Rama da Silva
Parece que, também nesta matéria como noutras, se começa a confundir a reposição a autoridade do Estado com o voluntarismo autoritarista de alguns ministros de ineficácia comprovada.
Como notam os dois primeiros comentadores, lançar a polícia na rua com ordens para agir desta ou daquela maneira, sem suporte legal, serve para alimentar cabeçalhos de jornais, dando uma falsa imagem de eficiência e combate ao crime mas redunda invariavelmente em asneira.
A moda de tudo transformar em contra-ordenações, forma expedita de arrecadar coimas, vai descriminalizando condutas verdadeiramente criminosas.
Não distinguindo uma simples desobediência à ordem de parar de uma fuga deliberada a uma perseguição policial, em viatura identificada e sinalizada, a perseguição resulta em cowboyada com elevados riscos para todos os intervenientes.
Não pode continuar a presumir-se que o autor da fuga é um rapazola sem carta ou um grupelho cujo condutor bebeu demais, os únicos que são apanhados em tal tipo de perseguição.
Importará, primeiro, criminalizar a fuga e, então, actuar consequentemente, não por causa do carjacking, mas porque os fugitivos podem transportar droga, armas, o produto de um assalto recente ou, simplesmente, terem mandados de captura pendentes, questões muito mais preocupantes do que uns roubos de alguns automóveis de gama alta.

Quanto a este método folclórico de combate ao carjacking, Gajo atento já alertou para o grotesco da medida, caso corresponda ao teor da notícia.
Na primeira tentativa de abalroamento basta um tiro na cabeça do condutor, já que só os homens do GOE e do CI levam capacetes, e é despiste garantido.
Admitindo que o abalroamento é eficaz, será que os nossos impostos irão pagar os estragos produzidos no carro de gama alta escaqueirado pela acção policial? Ou limitam-se a devolver os cacos? Se o proprietário tiver seguro contra roubo talvez seja preferível que o carro não seja apanhado, se não tiver depende do estado em que lho devolverem.
Quanto ao carro da polícia é de presumir que, conserve as mossas como marca de glória e, no caso de se inutilizar, acabe por ficar parqueado como outros à espera de reparação por falta de verba.
Como refere Predador, talvez usando a inteligência...
16.Junho.2008
... : Rodolfo Dias
Se eu bem compreendo os profundos pensamentos do MAI Pereira, combate-se o roubo de automóveis, atirando esses mesmos veículos para a valeta, enquanto os ladrões ainda lá estão dentro.
Qualquer coisa parecida com o incendiar uma casa para deter o assaltante que ainda lá está dentro...
Passando por cima do absurdo da solução (que, vinda do MAI Pereira, não surpreende), cumpre questionar quem vai indemnizar as vítimas, proprietárias das viaturas, quando as carcaças lhes forem devolvidas? Os arguidos?, a PSP?, as companhias de seguros? ou o MAI Pereira?

Já agora, porque é que o MAI Pereira, com o dinamismo musculado que agora revela ter, não explica porque nada fez durante os dias em que as nossas estradas foram invadidas por hordas de selvagens à solta, que mandavam parar quem bem entendiam, atravessavam as estradas de qualquer maneira, agrediam colegas e sabotavam as respectivas viaturas e, quando foram embora, deixaram as valetas cheias de lixo, sem que ninguém tenha obrigado os porcos a limpar o lixo que fizeram...
16.Junho.2008
... : JONY
Com a escalada do preço da gasolina quem pagará as aceleradelas!?!?!!?! E as amolgadelas,!?!?!?!?!! E os danos colaterais!?!?!?!?!?!? Será o Rui Pereira?!?!?!!?!? No creio.....
Já para não dizer que o tipo legal de crime é roubo e não "carjacking",
BOAS
16.Junho.2008
... : Magnifico
Mas qual é o vosso problema?!
18.Junho.2008
... : predador
Olhe Sr Magnifico, um dia o seu filho pode também ir dentro de um carro...
18.Junho.2008
... : Zeta-Junes
olha o fantasminha...buuuu....buuuu...o garantismo saloio...Mt Bem, abalroa-se, antecedente de ordem de paragem, qual é o problema....
19.Junho.2008
... : Magnifico
Senhor Predador

O senhor não deve viver neste mundo ou se vive deve fazê-lo arredado de tudo pois não imagina que género de pessoas praticam estes actos e o lastimável estado em que ficam os muitos filhos vítimas destes apelidados "cidadãos".
Os filhos educam-se para se afastarem deste tipo de comportamentos mas se mesmo assim a educação dada não evitar isso terão que assumir os consequências dos seus comportamentos já que têm idade suficiente para compreeender o que está bem e o que está mal... smilies/cool.gif
19.Junho.2008
Meus amigos..
Esta medida, em nada, vai alterar o comportamento dos assaltantes...
Esta é só uma equipa para imprensa ver...
Sabem onde existe mais carjaking?? Cidade do Porto. Quantas equipas foram criadas. Zero.
Espero que ninguem se venha a magoar..mas tenho dúvidas.
Havia era de dar meios técnicos e formação aos OPCs, e aos magistrados., para os bandidos serem castigados e não só para inglês ver.
19.Junho.2008
... : hafb
Se se confirmar esta medida, estará em causa o nosso Estado de Direito!
Esta medida é de bradar aos céus... com a satisfação do diabo...
Loucos!!!
É aos juízes que cabe julgar, condenar ou absolver.
Por outro lado, em Portugal não existe pena de morte.
Como se pode então admitir que se abalroe um carro, só para ser "parado"? Não se apercebem que porão em risco a vida dos ocupantes da viatura (na qual podem até estar pessoas/crianças sequestradas), e a vida dos ocupantes de outras viaturas que circulem na via?
Lamento dizer mas, com "iluminados" destes, arrepia-me o que aí pode vir... smilies/cry.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif smilies/cry.gif
20.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Depois da desobediência, se se verificar que estão dentro da viatura roubada apenas bandidos, e não é preciso ser o equivocado Lombroso para tirar estes marginais pela pinta e pelo capuz, é de abalroar sem hesitações o carro.
20.Junho.2008
... : Magnifico
Senhor HAFB

Mas os senhores magistrados para julgarem/condenarem ou absolverem alguém tem que os "transportar" até aos tribunais pois de outra forma o tão apelidado Estado de DIREITO deixa de existir!! Leia Cícero...
20.Junho.2008
... : hafb
Ao Senhor Magnífico:

Obrigado pela questão que colocou. Tenho todavia de dizer que se limitou a utilizar uma das justificações que eu dei, não se apercebendo ou ignorando as outras todas, que por sinal respondem à sua pergunta.

Quanto às leituras que me recomendou,agradeço. Mas há certas coisas básicas como estas, em que não é preciso ir reler pensadores do passado para perceber que o que alguns pretendem fazer agora é um crime ignóbil, impossível de existir num Estado de Direito.

Até Saddam teve direito a um julgamento.

Em todo o caso acrescento:

Se os acusados de "carjacking" forem "transportados" para o tribunal já cadáveres, de que lhes valerá serem absolvidos?
E com que legitimidade foram condenados à morte?
E as outras pessoas que entretanto também forem envolvidas na tragédia?

Eu já fui tramado e condenado por pessoas que nem sequer são Juízes; um deles até é Padre... sei pois a vergonha que grassa por aí...

Espero que sejam poucos os Juízes a favor desta medida, e desejo que alguém lhe ponha cobro. Aliás, esta medida é um atestado de incompetência aos Juízes, que não é merecido.

Se até os assassinos em massa podem recorrer, como concebeu o Ministro esta "medida" infame???

Não se trata apenas de limitar a possibilidade de o acusado se poder defender, mas sim do poder de, em uma fracção de segundos, alguém decidir que ele morrerá!

Em suma, não quero gente na estrada a julgar os outros, com o poder de causarem a morte de alguém... impunemente!

Indigna-me e tremo com estas soluções fáceis que alguns preconizam... de tão ignóbeis que são...

Enfim... é a vilanagem total...

20.Junho.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Hafb já foi condenado por "um padre"? Onde diabo foi isso? Condenar só por juízes, a não ser que seja às penas do Inferno. Outra coisa: quem é que aqui falou em matar? Quem é que falou aqui em pena de morte? Abalroar é mandar para a valeta, é dar um encosto para fora da estrada - não param a bem param a mal e acaba-se o roubo. Não sabe que esta gente mata por nada? Não está a par das notícias? De que lado está?
22.Junho.2008
... : Alberto Ruço
Os polícias estarão sujeitos a regras rígidas de actuação, pois podemos vir a confrontar-nos, objectivamente, com eventuais crimes de homicídio ou outros.

Se esta medida for posta em prática, por certo os agentes autorizados a levá-la a cabo terão de observar regras rígidas de actuação.

Serão necessárias para defesa de todos.

Os agentes que cumprirem essas regras não devem arcar com responsabilidades que não sejam apenas as suas.
E quem manda os outros fazer, tem de assumir como suas as condutas daqueles que se limitaram a cumprir as regras que lhe ditaram.

Se alguém vier a morrer, por certo haverá um inquérito criminal para apurar os factos e espera-se que quem investiga cumpra o seu dever, que é apurar com verdade o que efectivamente ocorreu.

Se houver regras é mais fácil apurar responsabilidades.
Mas as regras têm de ser simples, claras e destituídas de ambiguidades.
Só assim se evita que sejam sempre os mais fracos a sofrer as consequências de algo que possa correr mal.

Haverá, com toda a certeza, regras que impeçam o abalroamento se, por exemplo, a seguir à berma da estrada há uma ribanceira de dezenas de metros, um rio, outra faixa de rodagem, casas, ou árvores, isto é, circunstâncias que segundo as regras da experiência sabemos serem adequadas a causar a morte do condutor, de passageiros ou terceiros exteriores aos veículos.


22.Junho.2008
... : sargento ajudante Morais
Hi-HI no Havai: Não seria um juiz-padre ou um padre-juiz?, em mescla de justiça terrena e justiça divina?. Creio mesmo que tal mescla evitaria os erros judiciários.
23.Junho.2008
... : Pedro Galvão
Senhor Hafb

O "Magnifico" tem razão em tudo aquilo que disse...as pessoas que praticam esse tipo de crimes e outros similares são géneros humanos pouco recomendáveis num Estado que se diz de Direito...este Estado de "direito" só permanecerá como tal se as instituições que esse mesmo Estado criou para afirmar o seu poder heterotutelar puderem funcionar, claro está que em determinados contextos de actuação policial por vezes haverá uma ou outra medida menos do agrado de cidadãos como o senhor mas por ignorarem o que é a realidade do mundo em que alguns de nós vivemos...quanto à sua descrição em relação a um "Padre" acho que é completamente absurdo trazer para aqui situações da sua vida pessoal que em nada se relacionam com os contextos em que nos encontramos e já agora também lhe darei um conselho, leia o "Crime do Padre Amaro" que não é de Cícero mas de Eça de Queirós... smilies/cool.gif
23.Junho.2008
... : hafb
Olá Senhor Hi-Hi-no-Havai, obrigado pelo seu post.

Quanto à condenação... devo fazer uma rectificação: eu não fui propriamente condenado mas sim tramado, tramado e tramado. É todavia importante que diga que não tomo a parte como um todo, e que continuo a ter muita consideração pelos Padres, e pelo seu papel social!

Mas, se pessoas que deviam ter elevados padrões morais falham vergonhosamente, que esperam quando alguma tragédia suceder nesses "abalroamentos"? Os implicados vão tentar salvar a pele, não ligando a meios... obviamente.

Assim,
quanto ao abalroamento... no calor de uma perseguição, a alta velocidade, em que a adrenalina sobe e a capacidade de raciocício diminui, dificilmente os agentes conseguirão simplesmente fazer com que o carro seja "encostado à berma".

E muito menos identificar quem vai no carro e se há crianças ou pessoas sequestradas no interior, por muito "iluminados" que sejam, ou "pupilos do Dr. Lombroso".

Não sendo, nem podendo ser o abalroamento uma ciência exacta, há demasiados imponderáveis; os riscos são muito elevados e os benefícios quase nulos.

Fugindo a alta velocidade, um toque provocará o despiste, embate imediato ou capotamento atrás de capotamento, com eventual invasão da outra via, e sabe-se lá mais o quê...

O Governo que pergunte às seguradoras e entidades policiais a taxa de sobrevivência nas viaturas que levaram "toques" enquanto seguiam a mais de 90 km/h. E avalie que outros "estragos" foram provocados...

Quanto à pena de morte... se alguém morrer devido a abalroamento, significa que o seu julgamento durou apenas o tempo da perseguição, e que a sentença foi mesmo pena de morte, com execução imediata.

Havendo testes de ADN e impressões digitais, o Governo deve dar mais meios às Polícias para poderem intervir por aí. E depois que ponham os ladrões atrás das grades!

Relativamente ao Senhor Pedro Galvão, a explicação também consta neste texto.
25.Junho.2008
... : Pedro Galvão
Senhor hafb

Que entenderá o senhor de abalroamentos em contextos de actuação policial?!
Não se pronuncie sobre aquilo que não sabe!
As actuações policiais regem-se por princípios de completo respeito pela identidade humana...a adrenalina dos agentes em actuação nem sobe nem desce portanto mais uma vez não meta a foice em seara que não conhece, como tal deixe de ver filmes...
25.Junho.2008
... : hafb
Senhor Pedro Galvão:

lamento que tenha feito um comentário ao meu post..., com tanta ligeireza...

As minhas preocupações não se resumem à questão da adrenalina e capacidade de raciocínio dos agentes... e dos fugitivos...

Releia o meu post com mais atenção, e pense um bocadinho...


É certo que eu sei pouco sobre abalroamentos, mas a sua "sabedoria" não me sossega!
03.Julho.2008
... : Euclides
Fala-se de tudo menos do tópico...

Acho engraçado as comparações que se fazem aqui entre leis e religião é de todo dois mundos diferentes...

Muito se fala de Unidades especiais, Equipas de Intervenção entre outros, mas facto é que até agora quem esta a vencer a batalha são os "senhores do carjacking" e outros senhores que cometem crimes sem conta...

Esquecendo-se de quem realmente quer e pode resolver as coisas os agentes "convencionais" que fazem o que podem para ganhar a batalha injusta...
30.Julho.2008
... : Filipe Castro
Carjacking não se combate com unidades especiais....combate-se com investigação.
Carjacking não se combate com abalroamentos...combate-se com analise de informação.
Carjacking não se combate com informação não confirmada...combate-se com certezas, com informações consolidadas.
As detenções...essas sim, poder-se-ão fazer de forma mais musculada consoante a análise de risco que for efectuada. Flagrantes são indesejáveis na criminalidade violenta. Os suspeitos, armados, em situações de stress e por vezes encurralados, agem tresloucadamente e podem fazer vítimas desnecessárias. Tal como os Polícias podem fazer vítimas desnecessáriamente. Troca de tiros em zonas urbanas não vitimam só polícias e criminosos, vitimam inocentes.
Se a PJ tivesse os meios que merecia ter, humanos e materiais, nada disto se verificaria. Mas enfim, algum castigo teria que advir do processo casa pia, ainda que não fosse a Pj a investigar a casa pia
12.Agosto.2008
... : MP
Estas Unidades de Pesquisa Encoberta, nome através do qual se designam, congregam aquilo que a POLICIA (PSP) tem de melhor, uma vez que, reune numa só equipa, pessoal altamente especializado no combate à criminalidade altamente organizada (GOE; CSP; CI; INVESTIGAÇÃO CRIMINAL), ou seja, resumindo tudo isto em duas palavras, MUSCULO e INTELIGÊNCIA.
A criminalidade altamente organizada, combate-se com análise de informação e com investigação criminal, claro! ... mas não só.Que o diga o Inspector da PJ do Porto, com quem já tive o prazer de trabalhar, que foi gravemente atingido a tiro, na presença da sua familia.
Mas como ele, todos os dias, existem pessoas que são vitimas deste tipo de criminalidade, ou é já estão esquecidos daquela senhora que foi morta ao volante do seu carro algures em Lisboa?! Claro que estes casos foram veiculados pela comunicação social, mas na realidade são meras migalhas, comparando com os números reais que não têm o mesmo privilégio de serem alvo de abertura de telejornais.
Não tenho dúvidas que a Investigação Criminal e a análise da informação têm um papel vital no combate à criminalidade, disso não haja dúvidas. Que é preferivel surpeender o criminoso em casa às 05h, a dormir, e aproveitando o elemento surpresa, fazer a sua detenção, tb não há duvidas!
Agora, a partir do momento que o crime acontece, até ao momento em que o seu autor(es) é (são) identificado(s), localizado(s) e detido(s), podem decorrer anos, sim, anos, isto na melhor das hipoteses!!! .... e enquanto isso, vamos fazer o quê?? Vamos combater o crime com Agentes da PSP, em carros patrulha a gasóleo, de marca FIAT TEMPRA ou FIAT PUNTO; PEUGEOT 206; RENAULT CLIO; VW GOLF III ( CARROS ESTES DE 1994 a 1996) ?!, sem coletes à prova de bala, sem a preparação técnica e táctica necessária, com armamento com mais de 30 anos, que isso é o que actualmente existe, meus senhores, essa é a realidade???!!!! Isto é claramente uma luta desigual, porque eles (criminosos) vão fugir, enquanto isso, percorrem o país a cometer este tipo de ilícitos, pessoas honestas que saem de casa para trabalhar vêm-se desprovidas dos seus haveres, e por vezes, da sua propria vida !! A pergunta que se impoêm é, VAMOS DEIXAR EXCLUSIVAMENTE O COMBATE Á GRANDE CRIMINALIDADE PARA A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, por muito competentes que esses profissionais sejam??? Com a frieza racional que este tipo de matéria nos impoêm, digo, claro que não.
Temos que combater a criminalidade altamente perigosa, com todos os meios ao nosso dispor, com inteligência, frieza e determinação, ou já se esqueceram que vivemos num estado de direito???
Não podemos permitir que isto de transforme num qualquer Brasil.
Vamos deixar os profissionais de Polícia, fazer o seu trabalho, para o qual são altamente treinados...sem demagogias.
14.Agosto.2008
... : piromano
Sinceramente nao consigo compreender as pessoas. Se se faz e porque nao devia fazer-se porque estamos num estado de direito, logo fugir a policia e uma contra-ordenação, e isso e inquestionavel, podendo em vez de uma serem varias e bem pesadas. Qual o problema disso, habitualmente quem e notificado com os autos de contra-ordenação e sempre um qualquer desgraçado a quem possivelmente furtaram o veículo e que ainda vai pagar as asneiras dos outros. Se nao se faz e porque vivemos numa qualquer republica das bananas e toda a gente faz o que quer, opiniao minha, nao e assim mas quase, o grande senao e que os policias tem regras e os bandidos nao, logo ai a actuacção dos opc e sempre complicada porque qualquer coisinha la vem o IGAI, e cada vez mais apetece fazer menos.
Quanto ao comentario do Sr Predador qual foi a parte de que estas recentes equipas formam formadas enfrentar o, e ele chame como quiser,carjacking, que ele nao percebeu?
E obvio que estes senhores nao vao andar ai a fiscalizar veiculos, ou nao sera obvio? da minha perspectiva penso que sim.
Tambem e obvio que muitas das vezes quando actuarem, estes elementos ja saberam que viatura procuram em concreto e quem sao os ocupantes, o que penso que tambem sera obvio.
Eu muito sinceramente fico desgosto com tanta opiniao baseada em experiencias de secretaria e tao pouco no dia a dia nas ruas. Conquistem o direito de falar mal ao sairem dos gabinetes e virem apanhar na rua o que as policias apanham diariamente e depois ao enfrentarem uma situação dessas gostaria de saber como os srs reagiriam com o material que vos seria dado, pistola velha, sem colete, e uma farda que nao podem rasgar que e paga por vos.
sinceramente
mete do
16.Agosto.2008
... : Pedro Galvão
Senhor Hafb

Possuo uma experiência policial que me permite falar com certeza sobre aquilo que faço e quando não estou à vontade pergunto a quem sabe mais...e se o deixa mais descansado com cidadão estou a terminar mestrado na área de segurança e defesa e como eu andam actualmente a maioria dos elementos policiais.
Hoje o cidadão é abordado, ou aborda elementos policiais, com licenciaturas, pós graduações, mestrados e inclusivamente doutoramentos, algo que muitos cidadãos desconhecem. A PSP mudou muito a esse nível só que os cidadãos ainda pensam, "Oh da guarda"!
24.Agosto.2008
... : hafb

Senhor Pedro Galvão:

felicito-o pelo esforço académico que anda a fazer.

Mas quanto ao meu post, tenha paciência ou então reflicta bastante mais: mantenho o que disse, sem tirar uma vírgula.
25.Agosto.2008
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