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Mudança de tutela da PJ criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
05-Mai-2008
O Governo recusa comentar as declarações do director-nacional da Polícia Judiciária (PJ), Alípio Ribeiro, que em entrevista hoje publicada pelo “Diário Económico” defendeu a mudança de tutela daquela polícia para a Administração Interna ou para um novo Ministério do Interior.

Já os funcionários de investigação criminal estão "radicalmente contra" esta mudança, contestando ainda que a ideia surja num momento em que se devia estar a debater a problemática da criminalidade.

"Vamos mudar para quê? Não há estudos que mostrem que é melhor para a justiça em Portugal ou para a investigação criminal. Nem está provado que haja melhor coordenação entre polícias. A PSP e a GNR estão no mesmo Ministério e existe descoordenação entre elas", disse Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), à Agência Lusa.

Este responsável encara a entrevista do director nacional da PJ como uma "manobra de diversão" relativamente aos problemas da criminalidade e em relação à "falta de meios" desta polícia.

Carlos Anjos admitiu que na origem desta posição assumida por Alípio Ribeiro esteja o reconhecimento da "incapacidade" do Ministério da Justiça em resolver os problemas da PJ, enquanto tem havido uma aposta nas forças policiais tuteladas pelo Ministério da Administração Interna.

O director nacional da PJ adianta ainda como hipótese a criação de um Ministério do Interior, à semelhança de Espanha, e rejeitou a ideia de que a saída da PJ do Ministério da Justiça prejudique a relação desta com o Ministério Público, considerando que a PJ tem uma vertente de investigação criminal estritamente policial, como todas as polícias.

"É uma hipótese de trabalho", disse, considerando que as competências da figura do secretário-geral do Sistema Integrado de Segurança Interna, criada no âmbito da Lei de Investigação e Organização Criminal, ficaram "um pouco aquém". Alípio Ribeiro defende que o secretário-geral deve ter mais competências de coordenação funcional "e não ser apenas o gestor dos meios, mas também o gestor dos fins".

JORNAL DE NOTÍCIAS | 05.05.2008 



 Director nacional diz que a Polícia Judiciária sofre de exposição. E que as pessoas que trabalham na PJ precisam de ser mais contidas.

Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária, defende a criação de um ministério que reuna todas as polícias, uma medida que, defende, traria eficácia ao seu trabalho. em pena que a lei que regula a Polícia Judiciária tenha estado mais de um ano parada no Parlamento? Naturalmente que gostava que ela tivesse sido aprovada há uns meses. Na visão mais pessimista que tive, acreditei que isso fosse possível em Outubro. Atrasou, de facto, bastante.

Tem tido consequências no seu trabalho, esse atraso?
Pessoalmente gostava que não se tivesse verificado, até porque, para mim, cria uma situação de impasse, porque é preciso estruturar, dividir. Agora que foi aprovada, pelo menos teve algum consenso. Mas estamos à espera das Lei de Segurança Interna e da Lei de Organização da Investigação Criminal, que também são importantes. A Polícia Judiciária vai passar a ter dois níveis de competências, uma absoluta, que não pode ser afectada pelos outros órgãos de polícia, e um outro conjunto de competências que pode ser afectada, por despacho do Sr. Procurador-Geral da República, a outras polícias.

Gostaria que houvesse um fio condutor entre as diversas alterações legislativas?
A segurança, hoje, é uma área abrangente em que não há estruturas estanques. Nós temos a ameaça, as informações, a prevenção, a repressão, a gestão das grandes catástrofes, que também entram neste leque de preocupações e tudo isto é um todo que tem de interagir. A investigação criminal não pode estar de costas voltadas para a informação, tem de conviver com ela. Hoje, tão importante como saber gerir a informação, é importante saber como partilhar a informação. Isto hoje é fundamental. Os grandes êxitos de investigação criminal, por esse mundo fora, resultam, muitas vezes, de um método em que todos sabem um bocadinho de tudo. 

A passagem da Polícia Judiciária para o Ministério da Administração Interna poderia contribuir para uma maior eficácia?
O Ministério da Administração Interna sofreu alterações profundas, deixou de ter a modernização administrativa, as autarquias. Hoje é, de facto, o ministério da segurança. É uma questão que não deve ser afastada, deve ser pensada, acho que vale a pena.

Outra hipótese é criar um ministério do interior, como existe em Espanha...
Exactamente. É uma hipótese de trabalho. O problema da tutela política bicéfala em matéria de segurança reflecte algumas questões, mas temos encontrado boas soluções. Por exemplo, na Lei de Organização da Investigação Criminal, (à espera de aprovação na Assembleia da República) é criada a figura do secretário-geral, mas do meu ponto de vista acho que as suas competências ficaram um pouco aquém.

Devia ter mais?
Sim, mais competências de coordenação funcional, e não ser apenas o gestor dos meios, mas também o gestor dos fins. Por conseguinte, a tutela que exerce sobre estes diversos actores, (com funções policiais) do meu ponto de vista fica aquém do que seria desejável.

Mas a saída do Ministério da Justiça não prejudica a relação da Polícia Judiciária com o Ministério Público?
Não. A Polícia Judiciária tem uma vertente de investigação criminal, mas é uma vertente estritamente policial, como todas as polícias, e todas as polícias têm uma relação com a Procuradoria-Geral da República. O problema aqui é se entendermos a segurança tal como a referia aqui. Porque há uns anos, tínhamos uma noção muito separada, tínhamos de compreender que a Judiciária estava na Justiça, mas tinha o exclusivo da investigação criminal. Hoje, já não tem, nem creio que esse modelo volte a vingar, pelo menos nos próximos anos. Há elementos novos, sobre os quais é preciso pensar. As novas ameaças criminais são cada vez mais difusas, densas, sem fronteiras, e há uma criminalidade que circula de um modo pouco visível, como a criminalidade económica, ou o terrorismo. É preciso começar a fazer abordagens mais profundas, em que o elemento de informações tem de se articular.

É preciso gerir essa informação?
Sim. A Polícia Judiciária,  hoje, vive do caso, no sentido de ser uma polícia reactiva, mas tem de ser também a polícia do fenómeno, que antecipa e ensina a prevenir. Num esquema de terrorismo, a polícia tem de evitar, e antecipar é muitas vezes detectar o crime que é instrumental. É evidente que vai cair o Carmo e a Trindade, mas nós precisamos de reflectir muito sobre isto.

Mas a saída do Ministério da Justiça não é consensual. António Costa defendeu-a, Alberto Costa é contra...
Mas hoje há esta ideia da segurança. Depois de 2001, muitas coisas foram-se modificando.

Qual é o nosso grau de ameaça terrorista?
Creio que não há ninguém no mundo que possa dizer: estamos imunes. É evidente que é muito baixo, mas isso é uma luta que não é só nossa, resulta da solidariedade internacional, é preciso dizer isto. Não porque temos riscos altíssimos, mas de facto, temos um dever para com todos. O combate a este fenómeno exige uma solidariedade internacional.

"O ‘carjacking' não é uma moda"
"O ‘carjacking' não é uma moda. É um roubo", diz Alípio Ribeiro, "que surge, porque a qualidade dos carros melhorou muito e hoje já não há ligação directa". "Se antigamente os bandidos pegavam num Fiat Punto, faziam a ligação e fugiam, hoje já nem com o Renault Clio conseguem isso e, por isso, se precisam de utilizar uma arma e dizer às pessoas dê cá o carro, levam um Audi", descreve o responsável. Mas o director nacional da Polícia Judiciária não nega o elevado perigo associado a este fenómeno em que "um número muito significativo é feito com recurso a armas de fogo e se há uma hesitação, ou uma reacção, pode haver um tiro. É a situação mais preocupante". Por se tratar de um delito relativamente novo, o responsável da polícia alerta para "algum cuidado que se deve ter na análise deste crime" e diz que algumas soluções que se estão a desenhar podem "ser perigosas". Na maioria dos casos, os carros são utilizados para fazer assaltos e depois aparecem. Alípio Ribeiro rejeita a necessidade de aumentar as penas previstas para este tipo de crime, que podem chegar aos 15 anos de prisão.

Há ou não falta de meios?
Se fossem dados mais meios à Polícia Judiciária, o  Director Nacional não rejeitaria, mas para já, Alípio Ribeiro está preocupado em "fazer mais e melhor" como os meios disponíveis. "Entendo que é possível utilizar mais racionalmente os meios humanos e técnicos disponíveis".  No imediato está prevista a entrada de 150 novos inspectores, que vão começar este mês o curso de acesso à Judiciária. Um número muito significativo que representa um aumento de cerca de 10% face ao total de inspectores que hoje estão no activo. "Este grupo tem uma particularidade, é que sendo todos licenciados, não são todos licenciados em Direito, mas também Psicologia, Economia, Antropologia", revela o responsável, esclarecendo que esta entrada "em massa", resulta do facto de durante muitos anos não ter havido novas admissões. O número de inspectores sofreu uma ligeira redução desde o ano passado. "Em Março de 2007 estavam 1.130 inspectores no activo e em Março de 2008, 1.102. Mas essa redução será largamente ultrapassada pela entrada dos 150 novos inspectores”, esclarece Alípio Ribeiro.

Susana Represas e Francisco Teixeira  | Diário Económico

Comentarios (17)add
... : BD
Isto é conversa fiada (e política) por parte do Director-Nacional da PJ. Uma pura manobra de diversão, lenha para outra fogueira, para desviar as atenções sobre o aumento de uma certa criminalidade violenta no nosso país e o sentimento de insegurança vigente na comunidade. Desta vez, e porque sou uma pessoa independente e isenta e não me move nada contra ninguém nem contra nenhuma instituição em particular, concordo integralmente com o que disse (corajosamente) Carlos Anjos.
05.Maio.2008
... : BD
Mas, e não posso deixar de acrescentar, espero que também desta vez Carlos Anjos perceba que não convém minimizar o papel do MP no inquérito e que os adversários da Justiça estão noutro lado e dentro do próprio poder político. Que isto lhe sirva pois de lição e que aprenda com o erro é o que todos nós, pessoas da Justiça, desejamos. Este comentário é extensivo às "guerrilhas" inúteis entre Juízes e MP e Advogados e PJ e que por vezes também por aqui acontecem. Infelizmente, dado que o problema é outro e está efectivamente noutro lado - no Governo e no Parlamento. Exactamente aqui.
05.Maio.2008
... : Tony
Parece que Alípio Ribeiro se esqueceu da ASAE, que usando o mesmo argumento, enquanto órgão de polícia também devia estar debaixo da mesma tutela.
Estes paradigmas da união nacional de todas as polícias sob o mesmo tecto lembra-me tempos idos mas que estão a regressar a toda a força a que um secretário-geral de política criminal empossado no primeiro-ministro constitui a cereja do bolo da ditadura big brother.
Já não conheço o país onde, quando novo, me falavam das liberdades conquistadas e de um futuro risonho, sem fome, sem criminalidade.
05.Maio.2008
... : yy
esse país acabou há muito, com o gol maçon a mandar, com cunha rod no mp, com os juizes a se sentirem vulgarizados e secundarizados pelo ps e por lab lúcio ministro.

o feitiço está, como sempre, a virar-se contra o feiticeiro, ou seus dscendentes.

o judiciário pós c rod e pós lab lucio será a antítese do que eles quiseram... para si. e quem se lixa é o mexilhão.
05.Maio.2008
... : Zé do Povo
Já agora... num exercicio de mera ginástica mental, porque não dizerem os nomes dos paises livres e democráticos aonde as policias estão espartilhadas por ministérios, por policias altamente especializadas, e outras especialidades de policia.

smilies/grin.gif

Eu dou uma pista... Espanha.
05.Maio.2008
... : 2008
Concordo com o medo do Carlos Anjos.
Ele teme que se ouver alteração na tutela da PJ, os inspectores da PJ não possam acomular a função com a de escritores de processos.
05.Maio.2008
... : PREDADOR
Quando é que os Magistrados do MP se didicam aquilo para que são pagos?
Cada vez que existem fantasias dos Magistrados nas policias correm mal e a imagem de ambas as Magistraturas fica cada vez mais confundida com interesses politicos.
Já chega...é tempo de purificar a "raça".

05.Maio.2008
... : Mário Rama da Silva
Alípio Ribeiro perfilha uma visão da acção policial que coincide aparentemente com a visão do próprio governo, com excepção do MJ por razões que se ligam ao consequente esvaziamento de poder do ministério, que ficaria reduzido à gestão (má) dos dinheiros e edifícios afectos aos Tribunais e ao MP cujas atribuições também ficariam em crise.
Mas, o mais preocupante, é que uma pessoa com esta visão sobre as polícias seja do MP.
Já agora, tenho uma dúvidasmilies/shocked.gif que irão fazer os antropólogos como inspectores da PJ? Concorrência ao laboratório de polícia científica ou condução de processos de investigação?
A mesma dúvida estende-se aos economistas porque, normalmente, não percebem nada de gestão de empresas e não se entende o que irão investigar.
06.Maio.2008
... : tudo
Este Agente do MP, actual Director da PJ, e futuro Juiz (?), foi nomeado pelo poder político democrático.
E, portanto, depende do MJ!
Que azar teve este Director em não ter na PGR Cunha Rodrigues...

06.Maio.2008
... : Filipe Castro
1 - O Dr. Alípio Ribeiro pode ser muito bom magistrado, com muito boas intenções, ser uma pessoa intelectualmente capaz e honesta.
Mas isso não lhe dá atributos para ser bom naquilo que faz actualmente, que é ser Director de uma Polícia, principalmente a PJ.
De facto, sempre que o senhor Procurador abre a boca, estala polémica. Defende publicamente o dever de reserva e exonera pessoas por causa dele, mas é o primeiro a vir à praça pública quebrar com o mesmo. Devia dar o exemplo.
2 - Unificar as Polícias no mesmo ministério não é solução, não resolve o problema. Como disse e bem o senhor Carlos Anjos, a descoordenação existe mesmo entre a PSP, a GNR, o SEFe outros OPC's debaixo da alçada do MAI. E também entre estes existe imensa competição e rivalidade.
Os problemas que se vêm agudizando desde 2000, só acontecem porque a investigação criminal ficou espartilhada por vários OPC's e porque a magistratura que devia defender a LEI não o faz. O MP tinha o poder/dever de implementar a LOIC e não o faz ou fez, atribuindo ou deixando por exemplo a PSP ficar com uma investigação de tráfico marítimo de estupefacientes (competência da PJ).
3 - A investigação criminal devia ficar inteiramente a cargo da PJ. Enquanto isto aconteceu, não haviam os problemas que existem desde 2000.
O quadro de inspectores da PJ, está claramente deficitário; isto apesar de a Lei prever um quadro de pessoal de investigação francamente superior.
Contudo, repare-se que desde que a GNR e a PSP têm investigação criminal, estas duas forças têm bem mais do dobro dos operacionais da PJ. E depois fala-se que faltam polícias nas ruas.
No entanto, ninguém gosta de assumir os erros do passado e ninguém assume a viragem do barco.
4 - Além do mais, desde há muito tempo a esta parte que interesses de tubarões securitários influenciam a absorção da PJ pela GNR e PSP. Interessa muito afastar a concorrência e ficar-lhe com a boa fama que desde sempre granjeou nos cidadãos.
Por isso existem periodicamente crises na PJ, com alegados escândalos. Interessa minar a confiança dos cidadãos na PJ para que mais facilmente aceitem a decisão política de integração. Um bocado como o que aconteceu com a PVT e a criação da BT.
E tudo isto, claro, é uma consequência também do Processo Casa Pia e outros, com conotações alegadamente políticas. Ninguém pensou que a PJ iria ficar a salvo do castigo e da palmatória política ou pensou?
O que se calhar não sabe é que o processo Casa Pia foi investigado pelo Ministério Público e não pela PJ. A PJ apenas forneceu os seus homens para servir de braço armado da equipa do MP. Sim, porque não se está a ver os senhores procuradores a correrem riscos físicos e para sua imagem ou está? Pelo menos os actuais. Não falo dos senhores magistrados mais velhos, porque esses tinham veia jurídica, garra, imparcialidade e independência do poder político. Os actuais vivem da imagem pública, porque um dia aspiram a um qualquer cargo e para isso vendem a alma...ao "diabo".
A PJ agoniza de dia para dia, à mão de políticos incompetentes e com outras intenções na sua agenda. Por isso lhe falta dinheiro, para fazê-la parar. Quando existe algum descalabro criminoso, então aí sim, tem que haver dinheiro e tem que haver equipas para tudo. Sim, porque aqui quem fica também mal na fotografia são os políticos e então aí há que defender a imagem para ganhar eleições ou justificar o cargo que ainda ocupa.
Por causa dos interesses e do corporativismo, é que a Direcção Nacional da PJ veio a terreiro defender recentemente a imagem, no processo Maddie e, calou-se no episódio que levou á demissão do Director do Porto. A diferença entre os dois casos é simples: no meio encontrava-se uma senhora procuradora que não podia ter a ?careca? descoberta. O Dr. Alípio é do MP, a senhora procuradora também o é. Logo, há que proteger a colega. Os operacionais da PJ são carne para canhão.
Desde há muito que os directores da PJ são meros comissários políticos.
Os interesses políticos controlam muito e querem controlar tudo. Só assim se explica o SISI. O que aparece sob a capa da coordenação das polícias, é o controle efectivo da informação criminal. Saber se existem políticos ou VIP?s a ser investigados. Porque é que aconteceu o escândalo do Apito Dourado e da alegada sonegação de informação á Direcção Nacional da altura? Porque no sistema informático da PJ não constava, pelo menos de forma completa ou de forma claramente perceptível que determinadas pessoas importantes da Política e do futebol estavam a ser investigadas.
Quer-se acabar com a PJ porque esta, ou melhor, os seus investigadores, também não obedecem cegamente ao poder político. Não fazem o que por exemplo faz a PSP, que em dias de greve das escolas, manda elementos das brigadas de investigação às escolas fazer a estatística de greve. Isto sei eu, assisti, ouvi e vi com olhos de ver numa esquadra do norte do país.
A investigação está na moda, até para acidentes de viação.
CSI's de bancada é o que há mais nos dias que correm.
Os meus desejos de boa sorte ao Dr. Almeida Rodrigues e que faça juz à sua imagem junto da opinião pública, a de um homem sério, competente, honesto e com grande conhecimento interno da casa que vai dirigir.

07.Maio.2008
... : OPC reformado
Anónimo Filipe Castro.

Depreendo das suas palavras que na PJ não há corrupção, não há indivíduos com hábitos alcoólicos, não há indivíduos que batem nas mulheres, etc. Esqueceu com facilidade ? só lembro este ? o dinheiro que fugiu duma apreensão de droga

Pois brilhante ideia sua, deve andar noutro planeta, mas como em todas as profissões à sempre uns cabeças no ar!!!.

O que falta é coragem das estruturas interna da PJ e do MP para fiscalizar as barbaridades processuais e outras praticadas por essas bandas. Tenho pena que os Magistrados que aqui tanto defendem a PJ, não assumam, pelo menos de vez enquanto, que a PJ, lamentavelmente, há muito que deixou de ser aquela policia de contos de fadas, que tudo resolve.

Quanto à unificação, sou da sua opinião. O seu a seu dono, a investigação criminal para a PJ, como até 2000. Não se esqueça(m) de ter a abertura, lucidez intelectual e seriedade de dizer porque isso aconteceu, pois certamente ? COMO TODOS SABEMOS ? não foi por excesso de capacidade de trabalho e competência que tal aconteceu.


Quanto ao Novo Director da PJ, que seja bem-vindo, pois pelo que lhe conhece é um excelente POLICIA.

07.Maio.2008
... : 2008
Já agora relembrar que só no ano de 2008.

4 inspectores a conduzir, em serviço, sob a influencia de alcool.

100 000 euros gamados dum cofre.

07.Maio.2008
... : 2008
Já agora sugeria a mudança de sigla de PJ para PVTJ... ficava bem e passaria a um apolicia que abarcava uma estruura de transito a uma outra financeira. smilies/cheesy.gif.

E quanto à organização não falo, recuso-me a falar, pois a PJ é realmente organizada.

Por vezes o silencio é de oiro. smilies/cry.gif. smilies/grin.gif smilies/grin.gif
07.Maio.2008
... : Rio Seco
Gostava de relembrar ao Filipe Castro que a PJ, foi nos ultimos anos reforçada com muitos elementos da PSP e GNR.


07.Maio.2008
... : Filipe Castro
Senhores OPC reformado, .2008 e rio seco:

Para meio entendedor meia palavra basta.
Poderia falar de muitas situações aqui, de todos os OPC's, em que se prevaricou, cometeu crimes, etc.
Se reparar, no meu comentário anterior, não abordei nenhum desses temas por respeito e porque sei perfeitamente que estaria a dar um "tiro no pé".
Abordei tão só a questão de se enviar Policias a escolas aquando da greve, porque tal é, no mínimo, escandaloso. As pessoas deviam-se negar a fazê-lo.
Em todas as organizações, há gente boa e gente má.
Todos os bons deviam ser elogiados, louvados, dignificados e, todos os maus, punidos se a tal houvesse lugar.
Para já e para os esclarecer, nada tenho contra os colegas da PSP, GNR, SEF, ASAE, etc., respeito-os profissionalmente e em pé de igualdade com os colegas da PJ.
O que critico, são as cúpulas destes organismos, os pseudo-intelectuais que vêem as coisas por um prisma securitário, porque são estes que reivindicam junto das cúpulas do estado, algo que lhes dê mais "panache". Tal como criticarei alguns da própria PJ que sofrem do mesmo desejo intenso de maior "panache" (que os há também).
Quando falei em PVT e BT, acho mais uma vez que me exprimi em Português. Toda a gente sabe que para afastar a imagem de corrupção que graçava na PVT, mudou-se o nome para BT e fizeram-se alterações. E referi-me a esta estratégia, porque entendo que se quererá fazer um pouco o mesmo com a unificação das polícias; não por causa da corrupção, mas por causa da boa imagem e do crédito que tem junto do cidadão.
Relativamente aos colegas da PSP e GNR que ingressaram na PJ, ingressaram por mérito próprio como qualquer cidadão que não o era, não sei qual é o mal disso. Não tenho qualquer legitimidade para os criticar.
Acho estranho que se lembrem só dos maus exemplos, mas isso é normal, os bons não interessam à integração nem ao conhecimento público.
Se tivessem dado meios à PJ em 2000 e desde então, se calhar teriamos capacidade de trabalho suficiente para abarcar toda a investigação criminal.
A PJ não tem bolas de cristal para tudo descobrir e esclarecer. Tal como os outros OPC's também não a têm.
A PJ tem é o Know how para fazer a investigação criminal, tem formação de base em investigação criminal. E é reconhecida por isso, é invejada por outros OPC's ao nível europeu, que desejavam o mesmo.
Na Bélgica, onde trataram de unificar as polícias, já se começa a repensar o modelo, porque a unificação deu e continua a dar raia.
A PSP e a GNR, tem formação ao nível da segurança pública, das relações de proximidade com o cidadão e da defesa de direitos do cidadão enquanto consumidor. Formação essa que deveria melhorar substancialmente, quer em termos qualitativos, quer em termos quantitativos.
Espero mais uma vez, ter falado português.


08.Maio.2008
... : OPC Reformado
Falando claro lhe direi que o OPC PJ há muito que precisa de se reformar na forma e maneira de agir e mostar sabedoria e bem fazer.

Quanto à formação, mais uma vez falamos claro e em bom portuûes, há muita que se roga o aumento, comulativo, da eficácia e eficiencia na PJ.

Quanto ao resto vamos falar claro e deixar o autismo de lado e pensar claro e sem afunilamentos e ou paixões clubisticas.
26.Maio.2008
... : Pedro Galvão
Senhor Filipe Castro

Antes de tudo não seja ignorante!!
Caro senhor
A Polícia Judiciária foi boa até que aqueles elementos que contribuiram para isso se reformaram!
Hoje a Polícia Judiciária funciona porque os elementos da PSP/GNR é que trabalham pois os restantes são meninos fúteis que por verem o CSI querem todos ir para a PJ fazer nada!
Na PJ há tantos problemas como nas restantes forças e serviços de segurança, já foram enunciados por alguém!
Nas fileiras da PSP/GNR há uma massa humana tão boa como na PJ em termos de licenciados e pós graduados só que ao contrário da PJ as hierarquias na PSP/GNR é que ainda não possuem cultura institucional para aceitar esses paradigmas emergentes!
Quando alguém falou em vícios na PSP/GNR não se esqueça dos existentes na PJ e só não enuncio casos recentes concretos porque me ficaria muito mal!! smilies/cool.gif
Abra os olhos e dê a conhecer novos mundos aos seu mundo...
28.Junho.2008
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