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Lei Orgânica da GNR por regulamentar criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Jun-2008
Muitos dos quase 25 mil militares da GNR ainda não sabem onde vão trabalhar e quais as regras que vão ter de seguir. A nova lei orgânica da GNR está por regulamentar há quase seis meses, contrariando assim o prazo de 30 dias estipulado no início de Novembro do ano passado, quando foi aprovada.

Um estudo que o PÚBLICO divulgou em Setembro de 2006 e que posteriormente veio a ser quase totalmente aproveitado pela tutela previa a extinção de vários serviços da GNR, nomeadamente as Brigadas de Trânsito e Fiscal, as quatro Brigadas Territoriais e os Regimentos de Cavalaria e Infantaria. Os efectivos destes serviços, conforme já foi proposto pelo Ministério da Administração Interna (MAL), passarão a integrar os Grupos Territoriais, estruturas novas e cuja organização hierárquica terá reflexos, sobretudo, de carácter financeiro.
Há um compromisso do Governo - assumido no Parlamento pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira - para fazer a regulamentação de forma que a lei orgânica entre definitivamente em vigor até final deste mês. Nessa altura, vários serviços da GNR deixarão de ter autonomia e os seus efectivos passarão a integrar os Grupos Territoriais. Só que, até ao momento, ainda ninguém sabe, por exemplo, que postos vão encerrar e quais serão os locais onde, eventualmente, serão inaugurados outros.
A maior parte das decisões a tomar está agora a ser ponderada pelo novo comandante-geral da GNR, general Nelson Santos, o qual poucas hipóteses terá de intervir face às recomendações do MAL, uma vez que só há cerca de um mês tomou posse, substituindo no comando o general Mourato Nunes.

Mais patrulhas na estrada
O encerramento de alguns postos e a abertura de outros farão com que muitos efectivos venham a ser transferidos a curto prazo. É uma situação que, sobretudo junto daqueles que têm família constituída, está a gerar preocupação.
Mas há igualmente preocupações de carácter funcional. Em relação à Brigada de Trânsito (BT), força especial da GNR com dois mil efectivos (só cerca de metade fazem serviço efectivo de patrulhamento), o principal receio prende-se com a falta de informação relativa a futuras acções de formação.
Actualmente, a BT envia regularmente os seus militares a Lisboa para se familiarizarem com legislação comunitária processada quase diariamente. Esta valência não está, para já, assegurada na nova reorganização da força. “Todos os dias surge matéria nova e se, no futuro, não existir um gabinete de estudos, não poderá haver em Portugal uma aplicação da lei idêntica à que se faz no resto da Europa”, disse ao PÚBLICO um oficial da GNR, que pediu anonimato.
Garantida está, no entanto, a intenção de aumentar o número de patrulhas nas estradas. Com a integração da BT nos Grupos Territoriais prevê-se que a totalidade do actual efectivo possa efectuar acções de fiscalização, ao mesmo tempo que o trabalho de apoio passa a ser desempenhado pelo pessoal das secretarias, entretanto reforçadas com a chegada de militares dos outros destacamentos que vão perder autonomia.
Nos Grupos Territoriais, segundo apurou o PÚBLICO, irão integrar-se destacamentos e subdestacamentos de trânsito, assim como os postos de trânsito, que são uma novidade prevista na nova lei orgânica. Igualmente novos no futuro esquema organizativo são os postos fiscais (que serão responsáveis pelo serviço a desempenhar em instituições aduaneiras).

Poupança - GNR vai deixar de ter 11 generais no quadro

As mudanças preconizadas para a GNR vão fazer com que mais de metade dos 11 generais que actualmente existem na instituição deixem de exercer funções de chefia. A reestruturação e redistribuição da guarda no território fará com que muitos cargos passem a ter como principais chefias elementos com a patente de coronel. Esta medida visa, de imediato, uma redução nos encargos com vencimentos.
Os generais, que por força da nova lei orgânica deverão abandonar a GNR, pertencem ao Exército. Podem optar por regressar a esta arma ou, em alternativa, podem escolher a aposentação.

PÚBLICO | 04.06.2008

Comentarios (7)add
... : Viva o Rei!
Mas quando é que acabam com a GNR e passa a existir só uma polícia, a PSP, para além, claro, está, das polícias especiais (PJ, SEF, etc)?
Cada vez me convenço mais que a GNR só continua a existir para servir de prateira dourada aos oficiais que vão saíndo do exército.

O Estado corta em tudo, extingue, funde e concentra serviços, mas a GNR lá continua alegremente.

Tens 18 anos e a 4ª classe
és um jovem ambicioso
Vem ser um gordo da GNR.

Por outras palavras, cuidado com as cabeças...

04.Junho.2008
... : Cavenon
http://diarioeconomico.com/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/
politica/pt/desarrollo/1131475.html

Queria só aproveitar, pelo facto de se falar em polícias, contribuir novamente numa tentativa de ajudar o Sr. Administrador da "nossa" revista digital, em descobrir algumas notícias que despertam sempre interesse e suscitam comentários dos leitores que diariamente a frequentam.
Trata-se de uma problemática relacionada com a ASAE que suscitou comentários sobre a sua constitucionalidade. Parece-me interessante e espero que seja do interesse para a "nossa" revista.
Sr. Administrador, como esta informação não se refere ao tema acima descrito, não é necessário que o mesmo seja exposto.
Bem-haja.
05.Junho.2008
... : Mais-Generais
A futura lei orgânica prevê mais tenentes-generais do que a actual que é de um e em relação aos majores-generais, passa-se o mesmo.

Não esquecer que as unidades de reserva não tinham nenhum oficial-general e a unidade substituta tem, a repartição dada à instrução vai dar lugar a um oficial-general.

O Estado-Maior vai dar lugar a vários comandos de chefia de oficiais-generais, um deles, o operacional, vai até ter 2 (1 tenente-general de 3 estrelas 1 major general de 2 estrelas)

Além de passar de 1 general de 3 estrelas passará a haver 3 de 3 estrelas.

Com a agravante de os oficiais generais saírem de Coimbra Porto e Évora, para se concentrarem em força, em Lisboa.

E passe a ironia de o MAI, na reestruturação, ter extinguido precisamente 8 unidades comandadas por Oficiais-generais, ou seja, ... (fica à consideração dos leitores pensar o resto)
18.Junho.2008
... : Pedro Galvão
Senhores

Esta lei apenas serve generais que andam sem fazer nada!!
28.Junho.2008
... : j j
"Tens 18 anos e a 4ª classe
és um jovem ambicioso
Vem ser um gordo da GNR._"

pois eu digo:
tens um computador,
és um revoltado
vem ser um borra botas de um comentador!!!

em vez de criticares a gnr faz tu alguma coisa pelo país. tens medo de agir não é?
apresenta-te numa esquadra/ posto e diz o que te vai na alma, de homem para homem, nao uses o anonimato do computador. se fazes melhor que os outros toma uma atitude. es um cobardolas
14.Julho.2008
... : disse
cuidado com as cabeças, malta. com gente desta (viva o rei) tecendo comentários absurdos sobre assuntos que não domina de todo, só se pode esperar um país de sem cabeças. vai-te curar e faz algo de produtivo pelo país. pelo menos instrui-te, ignorante.
18.Julho.2008
... : menina
Viva o Rei Ignorante... é aquilo que és!
Apenas posso concordar com o facto de todos os cidadãos ganharem com a coesão das 2 forças de segurança. No entanto, não posso deixar de esclarecer que os Guardas que constituem a GNR já não são os Gordos e Burros, que em outros tempos deixavam transparecer uma imagem de inércia.Pelo menos não têm a falta de educação e principalmente de formação que algumas pessoas demonstram.Tem pena de ti.....
11.Agosto.2008
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