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Libertados para não prejudicar a investigação
08-Out-2008
Termo de identidade e residência (TIR). Esta foi a medida de coacção aplicada aos três homens detidos, na segunda-feira, pela PSP de Sintra por posse de armas proibidas, nomeadamente uma besta e duas réplicas de metralhadoras. Os indivíduos não foram a tribunal para não prejudicar a investigação.
Os indivíduos - um português com cerca de 50 anos; um cabo-verdiano e um guineense, ambos na casa dos 20 - foram conduzidos à esquadra de Sintra para serem constituídos arguidos e para lhes ser aplicada a medida de coacção de TIR.
“Após o interrogatório, foi decidido de comum acordo com a procuradora do Ministério Público, que os indivíduos não seriam, para já, presentes a tribunal porque isso seria prejudicial para a investigação”, explicou ao DN a subintendente Anabela Alferes, comandante da Divisão da PSP de Sintra. Mas, de acordo com esta responsável, “o mais provável é que estes três indivíduos venham a ficar em prisão preventiva quando terminar a investigação”.
Os três suspeitos, que têm cadastro e já cumpriram penas por crimes de roubo, foram detidos no decorrer de dez buscas domiciliárias feitas anteontem no Bairro de São José (em Mem Marins), Ranholas e Cortegaça (em Sintra).
Todos eles são suspeitos de terem roubado, em Agosto, um Mercedes pelo método de carjacking, em Mem Martins, que foi posteriormente usado para assaltar uma ourivesaria no Cacém, e ainda de terem roubado vários sacos de moedas, de um, dois e cinco cêntimos, do Banco Português de Investimento (PBI).
As investigações desta operação designada por “Pega Dôdo” continuam e a PSP está convicta de que mais pessoas poderão ser detidas.

Magistrados dizem que PSP não levou gangue a tribunal
O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) emitiu ontem um comunicado garantindo que a manchete do Correio da Manhã”Procuradora liberta gangue armado” - é falsa. O SMMP denuncia a falsidade da notícia referente ao gangue detido em Sintra. No comunicado lê-se: “Contrariamente ao que se refere na notícia em apreço, a PSP não apresentou ao Ministério Público qualquer indivíduo detido, nem sequer lhe comunicou a detenção de qualquer suspeito. Deste modo, a magistrada do Ministério Público não ordenou a libertação de quaisquer indivíduos detidos, nem tinha como o fazer. A notícia é, por isso, totalmente falsa.” Segundo o SMMP, as buscas domiciliárias foram requeridas pela magistrada e “autorizadas pelo juiz competente”.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 08.10.2008



QUEM LIBERTOU O GANG ?

O CM noticiou ontem, em manchete, que uma procuradora de Sintra libertou três detidos com cadastro. O Sindicato do Ministério Público veio dizer que a notícia não era verdadeira porque a PSP não apresentou nenhum detido à procuradora.

Afinal, o que se passou? Citando a subintendente Anabela Alferes, da PSP de Sintra, houve uma “decisão conjunta” do Ministério Público e da PSP em deixar sair o gang apenas com Termo de Identidade e Residência. Ou seja: a procuradora não chegou a ter de se pronunciar porque, apesar da operação policial, os indivíduos em causa não foram formalmente ‘detidos’, mas apenas constituídos arguidos. T

odavia, não foi essa a versão inicial da PSP que, em comunicado, falou de `detidos’ e que só hoje veio esclarecer que, afinal, são apenas arguidos. Em termos objectivos: a procuradora e a PSP ‘entenderam-se’ sobre a libertação do gang, por razões seguramente relevantes. Uma coisa é certa: quem não libertou o gang foi o CM que fez uma notícia em que os factos objectivamente são verdadeiros. Agora, o CM não será, de certeza, o espaço da guerra cada vez menos surda e cada vez mais corporativa que travam policias e magistrados.

EDUARDO DÂMASO | 08.10.2008

 

Comentarios (4)add
... : José
Caro Administrador:

A crónica de Rui Rangel, no Correio da Manhã de hoje, é dirigida a esta revista digital. Para mim, sem dúvida alguma e por causa dos comentários à crónica da semana passada.

Porque não suscitar a discussão sobre o anonimato dos comentadores, alguns dos quais magistrados?

Havia muito a dizer, incluindo algo sobre aqueles que querendo assumir protagonismo mediático se pronunciam por tudo e por nada e depois execram as críticas que lhe fazerm, pessoalizando naquilo que escrevem as ideias que transmitem.

Por muito que custe a Rui Rangel a liberdade de expressão comporta críticas e por vezes aceradas. Principalmente, quando se lêem asneiras que ninguém vai contradizer no lugar certo.

Desafio-o a publicar a crónica e a iniciar a discussão, até porque o mesmo ameaça com o CSM...veja lá!

Que democracia é esta?
08.Outubro.2008
... : Administrador In Verbis
Caro José, pela pertinência, o artigo em causa vai ser publicado já de seguida. Agradeço ter chamado a atenção para o mesmo.

No entanto, permita-me discordar da sua observação, pois o articulista refere-se a blogues. Como este espaço não é um blogue e porque presumo que qualquer licenciado em Direito conhece perfeitamente a distinção entre blogue e revista digital (revista esta, enquanto simples compilação de artigos e não de órgão de comunicação social, por conseguinte, não sujeita à lei da imprensa), considero que o artigo não visa atacar este espaço, nem me sinto, aliás, minimamente melindrado com o mesmo.

Os meus melhores cumprimentos.
08.Outubro.2008
... : Suum Cuique Tribuere
Cheira-me que a longa manus do Governo está aí no seu melhor. De outro modo, como entender a notícia que a Procuradora libertou quem nunca viu nem sabia que havia sido detido pela
08.Outubro.2008
... : Fintas
Pessoal dos EPs:
Pschiu...anda investigação no ar ali pá zona de sintra....todos calados...vá!
Se calhar vamos ter umas rusgas nos acampamentos...para apreender 6 pistolas de alarme e 2 soqueiras, um casaco de cabedal e uma agulha, para além das pratas que o Moledo anda a juntar para vender ao quilo...
09.Outubro.2008
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