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Esquadras da PSP - escalas e segurança criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
29-Abr-2008
Sindicatos afirmam que não basta reorganizar escalas para ter segurança.Paulo Rodrigues, o presidente da ASPP, não concorda com a ideia do ministro da Administração Interna de reorganizar o trabalho e os agentes da PSP sem fazer um reforço de efectivos. António Ramos, do Sindicato dos Profissionais da Polícia, também está preocupado com a situação.


Rui Pereira defende que basta reorganizar as escalas para garantir mais agentes e mais segurança nas esquadras.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP) tem dúvidas quanto à maneira como o ministro quer assegurar a presença de mais polícias nas esquadras sem reforçar o número de agentes. Paulo Rodrigues diz que não basta reorganizar as escalas. «Infelizmente o efectivo não é elástico e quando se puxa para um lado falta do outro», salienta. «É verdade que temos cerca de 45 elementos por esquadra, mas estão divididos por quatros turnos e ainda temos de contar com as folgas, as férias e as baixas», explica Paulo Rodrigues acrescentando que isto «faz com que fique pouca gente para pôr nas ruas e também põe em causa a segurança da esquadra». Paulo Rodrigues diz que, muitas vezes, cada turno não tem mais de quatro ou cinco agentes, o que é insuficiente para garantir todo o trabalho. «A situação [de Moscavide] só aconteceu porque os comandantes tentam, e bem, colocar o máximo de profissionais na rua para garantir a segurança das pessoas, o que obriga a abrir brechas à segurança das esquadras», conclui o responsável da ASPP.

Uma análise que é partilhada pelo presidente do Sindicato dos Profissionais de Polícia. António Ramos dá como exemplo o que está a acontecer no comando da PSP de Santarém, que tem poucos agentes para corresponder à área ampla que abrange.
O responsável salienta mesmo que verificou se uma ocorrência e estava apenas um efectivo ao serviço, o que se tornou insuficiente para fazer frente à situação. Para saber de que forma é que vai ser feita a reorganização do serviço e escalas dos agentes da PSP, a TSF aguarda ainda uma resposta ao pedido de entrevista que dirigiu ao director nacional da Polícia de Segurança Pública

TSF | 29.04.2008


POLÍCIAS EXIGEM SEGURANÇA DENTRO DAS ESQUADRAS

Associações sindicais de polícias exigem mais efectivos, sistemas de videovigilância e segurança dentro das esquadras da PSP. Queixam-se que o número de agentes "é insuficiente para as necessidades e em quase todas as esquadras só fica um elemento, enquanto outros dois estão a fazer ronda no carro-patrulha". Estas reivindicações surgem após um grupo de indivíduos ter entrado na esquadra da PSP de Moscavide, em Loures, no domingo, e agredido outro que ali se encontrava.

Paulo Macedo, dirigente do Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP), denuncia ao DN que "isto acontece em todo o País, devido à grande falta de efectivos na PSP". Na sua opinião, "é a prova que não é uma esquadra eficaz, só com um elemento lá dentro e dois a circular no carro-patrulha. Até esse agente fica sem segurança". Alerta que, "se assaltarem uma esquadra, podem roubar armas e munições que ali se encontram".

O mesmo sindicalista defende a instalação de sistemas de videovigilância nas esquadras. "Como não há, ninguém consegue identificar os indivíduos que entraram na esquadra", salienta Paulo Macedo, lembrando um caso em que "um suspeito tinha sido levado à esquadra, deu uma cabeçada numa parede e ficou a sangrar e depois foi queixar-se de ter sido agredido pela polícia. Com registos vídeo, haveria provas e não restariam dúvidas sobre o que sucedeu".

Sobre a falta de efectivos, exemplificou com a esquadra de Odivelas: "Tem 48 elementos, que têm de se dividir em quatro turnos de serviço e outro de folga, descontar o pessoal de apoio logístico (serviços de secretaria e de apoio ao bar e ao comércio, programa Escola Segura, etc.) e quem está de férias e de baixa médica. Em termos de pessoal operacional, só fica um elemento na esquadra e dois no carro-patrulha".

Paulo Rodrigues, da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), diz que estas situações são pontuais e só acontecem "quando o comandante da esquadra tenta assegurar a segurança dos cidadãos, descurando a segurança da própria esquadra".

A falta de efectivos é uma realidade e a ASPP culpa o Governo pelo que aconteceu em Moscavide porque no ano passado foi alertado para estas situações. Ao Ministério da Administração Interna (MAI) foram dados a conhecer dois casos de agressões em posto policiais. Em 2002, no Bairro do Lagarteiro, no Porto, um grupo de pessoas lançou cocktails Molotov para a esquadra e depois invadiu o espaço, agredindo os agentes. Foi necessário o envio do Corpo de Intervenção para o local para evitar o pior. Em 2007, um agente foi espancado por um civil quando se encontrava sozinho na esquadra de segurança ferroviária, em Gaia.

Mas os casos sucedem-se. Também anteontem, um jovem de 18 anos foi detido em Beja por alegadas agressões físicas a dois agentes à porta da esquadra. Paulo Rodrigues afirma que o indivíduo começou por "agredir a pontapé um subchefe que estava à porta da esquadra". O polícia ficou com o maxilar partido e um outro agente, que o ia socorrer, acabou também por ser agredido a soco pelo mesmo indivíduo, mas conseguiu-o controlar e deter. "Alertámos em devido tempo o Governo para o que se está a passar, mas ninguém nos deu ouvidos", acrescenta Paulo Rodrigues, considerando que com o mais recente episódio, em Moscavide, "a imagem da PSP ficou ferida", aumentando também o sentimento de insegurança da população.

Para a ASPP cabe à tutela não uma simples e mal planeada reestruturação das forças de segurança mas investir mais no sector. Até porque a desmotivação dos agentes começa a ser preocupante. "A maioria dos 994 novos polícias que entraram ao serviço em Dezembro só ainda não abandonou a profissão porque não encontrou outros empregos", diz a ASPP. A exigência e risco deste serviço são grandes, mas os salários ficam pelos 750 euros mensais.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 29.04.2008 

Comentarios (5)add
... : Shangri-La
«...o indivíduo começou por "agredir a pontapé um subchefe que estava à porta da esquadra". O polícia ficou com o maxilar partido e um outro agente, que o ia socorrer, acabou também por ser agredido a soco pelo mesmo indivíduo, mas conseguiu-o controlar e deter».

Se isto é verdade e parece que sim, é demasiado grave.
A resposta da sociedade, através dos tribunais, é meter esta gente na cadeia dois ou três meses, meio ano um ano ou o que for justo.

E rapidamente.

Claro que temos ainda que contar com os recursos eventualemnte pagos com o dinheiro do apoio judiciário.

Porém, não se pode admitir que um cidadão agrida um polícia.
A frequência com que isto sucede tem de ficar a dever-se à falta de resposta adequada da Justiça.

Porque é que um indíviduo deste não vai para a cadeia dois ou três meses?

Bem, coitado do agressor ia sair de lá pior; a cadeia faz as pessoas más; torna-as mais criminosas, etc.

Esta laracha, que eu saiba, não passa de mera afirmação sem qualquer comprovação científica no nosso país.

Se um tipo que dá uns murros num polícia for logo preso, julgado em processo sumário e lhe forem aplicados dois ou três meses de prisão, devendo o eventua recurso ser prioritário e julgado num mês, em dois ou três anos acabamos com estas situações.




30.Abril.2008
... : Mário Rama da Silva
Tem razão Shangri-La e pouco importa que se trate de um ou dois casos isolados porque a generalização do que é mau torna-se sempre rápida.
Como pode existir alguma sensação de segurança no cidadão comum se já nem na esquadra os próprios polícias estão seguros?
Casos destes e outros similares deveriam ser julgados num prazo de 24 horas e só por insuficiência ou dúvida sobre a prova deveriam ser remetidos para instrução já que, quando nada há para instruir ou investigar a intervenção do MP, para além de inútil e dispendiosa, retira ao MP capacidade para se dedicar ao que realmente interessa.
Previna-se a celeridade do recurso neste tipo de casos, como sugere, e as garantias ficam asseguradas.
Quanto às despesas com o apoio judiciário creio que, em muitos casos e com um sistema bem oleado, elas poderiam ser recuperadas pelo Estado logo que o beneficiário estivesse em condições de as suportar.
30.Abril.2008
... : BD
O que se passou na esquadra da PSP em Moscavide não tem desculpa nenhuma. Os sindicatos culpam o Governo, este foge com o rabo à seringa, mas ninguém tem razão - nem o Governo, nem os sindicatos, nem os polícias (que suspeito, a avaliar pelos dados, que organizam o serviço a seu bel-prazer...). Perante os factos, pois, o que apetece dizer é que andamos a brincar aos polícias e ladrões. Eis a imagem que foi transmitida. É inadmissível que um bando de rufias entre dentro de uma esquadra da polícia e agrida outra pessoa nas barbas da autoridade. Eles sabiam que só lá estava um? Boa pergunta, não acham? É inconcebível uma situação destas acontecer num país civilizado. É uma vergonha. É uma miséria.
30.Abril.2008
... : Joaquim Maria Cymbron : http://www.legitimismo.blogspot.com
A falta de efectivos policiais é afirmada por quem sabe o que sustenta. Portanto, essa falha tem de ser suprida.

No entanto, parece-me que a principal causa da inoperância policial não está tanto aí, ou, pelo menos, não está só aí --- a Polícia age dentro de um condicionalismo legal que a fragiliza.

Devolva-se autoridade à Polícia e logo veremos como ela é eficaz. Se calhar, mesmo ainda antes de aumentarem o pessoal que está ao serviço.

Estou firmemente convicto que a Polícia, restituída a força moral que nunca lhe devia ter sido retirada, fará mais com os efectivos de que dispõe, do que acrescentada em número, mas amputada, como agora, do poder que a devia acompanhar.

Por isso, esta é, a meu ver, a razão principal do drama vivido pela Polícia. Com reflexos sobre toda a sociedade, não o esqueçamos!
01.Maio.2008
... : Pedro Galvão
Senhor BD

Não seja ignorante...a invasão da Esquadra de Moscavide deve-se apenas a uma pessoa, ao seu comandante de Esquadra que já deveria de ter percebido que o mundo mudou...e mais, pelos vistos não deveriam ir para o quadro de mobilidade apenas alguns funcionários do Estado?!!!
08.Junho.2008
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