|
Escutar sem qualquer controle |
|
|
|
|
28-Mar-2008 |
|
ovo director da secreta militar quer fazer escutas sem ser controlado. Silva Carvalho esteve 17 anos no SIS e defende que
as intercepções telefónicas são um meio de defesa face a um certo tipo
de ameaças à segurança nacional.
Jorge
Silva Carvalho, o novo director do Serviço de Informações Estratégicas
de Defesa (SIED), defende as "intercepções telefónicas" como forma de
as "secretas" poderem seguir suspeitos que, dentro ou fora de Portugal,
ponham em causa a segurança nacional, no âmbito do terrorismo ou da
criminalidade organizada. Num artigo publicado na revista "Segurança e
Defesa", o novo chefe da secreta externa, que foi escolhido na
quarta-feira pelo primeiro-ministro José Sócrates, considera que a
impossibilidade constitucional de os serviços - SIS e SIED - poderem
fazer as escutas é uma "situação grave por privar o País de um meio de
defesa face a determinados tipos de ameaças".
"Os países do Magrebe são essenciais" na luta ao terror
O
novo director do SIED tem publicados vários e qualificados trabalhos
nas áreas das informações e da segurança. Tem participado também em
alguns debates universitários. Falou das questões de segurança da União
Europeia e referiu, por exemplo, que "os países do Magrebe são
essenciais a qualquer estratégia de contraterrorismo da União Europeia".
Jorge
Silva Carvalho é o primeiro director da secreta externa que não
pertence às Forças Armadas e à diplomacia. A excepção do general Vizela
Cardoso, que esteve apenas quatro meses em funções, todos os directores
foram diplomatas. Silva Carvalho sucede no cargo ao diplomata João da
Câmara, nomeado em 6 de Setembro de 2005, e que agora foi colocado na
Embaixada portuguesa em Harare, no Zimbabué.
O SIED depende do
primeiro-ministro e produz informação que contribui para salvaguardar a
independência nacional. Segundo o gabinete de Sócrates, ainda não há
data para a tomada de posse do novo director.
24 HORAS | 28.11.2008
Comentarios () |
|
|
|
|
|