header image
Início seta Órgãos de Polícia Criminal seta Aumento do carjacking
Aumento do carjacking criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
26-Mar-2008
Apesar da descida da criminalidade violenta e grave (menos 10,5%), ocorreu no ano transacto o aumento do carjacking e do furto por esticão. Os dados foram revelados numa conferência de Imprensa, ontem, após a reunião do Conselho Superior de Segurança Interna (CSSI) em que o relatório anual foi apresentado.

A criminalidade participada à Polícia Judiciária aumentou 31% no ano passado. A subida é justificada pelo Governo com "uma mudança de metodologia" na contabilização das ocorrências, tendo pela primeira vez sido incluídos nas contas da PJ todos os crimes de que este órgão de polícia tem conhecimento, mesmo quando são "da competência de outras polícias".

Se a Judiciária fosse retirada das estatísticas e contempladas apenas a PSP e a GNR, o número total de ocorrências participadas sofreria um decréscimo de 0,7%, em vez do saldo ligeiramente negativo de mais 0,1% face ao ano anterior. O ministro Rui Pereira insiste na mensagem de que o Governo "não responde a sentimentos de insegurança com números" (ver entrevista nas páginas seguintes), o que não impede a repetição dos dados para confirmar a "tendência de estabilização" da criminalidade. 

Numa conferência de Imprensa, ontem, após a reunião do Conselho Superior de Segurança Interna (CSSI) em que o relatório anual foi apresentado, e em véspera de audição parlamentar do responsável pela pasta da Segurança Interna, pouco mais foi acrescentado em relação a números já divulgados nas últimas semanas. A apresentação pública da globalidade do relatório fica adiada para o momento em que este for entregue à Assembleia da República, segundo o prazo legal até final deste mês.

Depois de lembrar a já conhecida descida da criminalidade violenta e grave (menos 10,5%), Rui Pereira reconheceu ter de "lamentar" a subida do "carjacking", crime que "mereceu consideração especial" por parte do CSSI, presidido pelo primeiro-ministro. Ficam prometidas medidas preventivas, em colaboração com a indústria do sector. Também o roubo por esticão, que contribui para o sentimento de insegurança das populações, aumentou 0,9% relativamente a 2006.

Sem avançar números sobre a evolução do crime de corrupção, o ministro da Justiça, Alberto Costa, prometeu continuar a "investir muito" nesta área, assegurando que metade dos 150 inspectores da PJ que irão iniciar o treino em Maio serão encaminhados para a investigação de crimes económicos e financeiros.

Mesmo sem confirmação oficial ou a divulgação do relatório, a verdade é que a TVI acrescentou ontem alguns dados sobre o ano passado subida de 10,5% de crimes por corrupção; a detenção ou tráfico de armas proibidas aumentou quase 20%; Lisboa, Porto, Setúbal, Faro, Braga e Aveiro foram os distritos onde ocorreram mais crimes - mas terá sido em Braga, Faro e Setúbal que as estatísticas do crime mais subiram.

JORNAL DE NOTÍCIAS | 26.03.2008

Comentarios (6)add
... : Hannibal Lecter
Qual é o espanto ?
A recente alteração ao CPP teve, objectivamente, o mérito de ir de encontro a quase todos interesses dos criminosos. Diminuem os prazos dos inquéritos e das medidas de coacção sem aumentar os meios para os levar a bom porto, dificulta-se cada vez mais a produção de prova desfavorável aos arguidos, o número de nulidades e irregularidades que eles podem invocar é astronómico, dá-se aos arguidos o poder de paralisar em muitos casos a produção de prova contra eles, permite-se que o arguido confesse o crime perante o juiz e com o seu advogado ao lado, que ele assine pelo seu punho essa confissão e depois dá-se-lhe o direito de a rasgar e de impedir que a mesma seja usada, reduz-se cada vez mais a possibilidade de usar o meio de prova das escutas telefónicas, justamente porque é talvez o meio de prova mais eficaz para perseguir a alta criminalidade, quer violenta quer financeira, incluindo a alta corrupção, etc, em vez de terem a coragem de acabar com as escutas como meio de prova, microregulam-se cada vez mais ao pormenor certos actos dos juízes, tirando-lhes quase toda a margem de manobra para fazer face a situações disfuncionais do caso concreto, por serem suspeitos de querer fazer mal aos arguidos, e isso não pode ser tolerado, etc.
E queriam que a criminalidade não disparasse ?
Só que quem está por trás disto tudo tem um pequeno problema: é BURRO, e não previu que ao disparar a criminalidade vai criar um clima de insegurança tão devastador que as pessoas vão exigir nas ruas reacções cada vez mais severas, e aí vamos cair no extremo oposto...
26.Março.2008
... : CPM
Estatísticas

A coisa das estatísticas
É coisa enganadora
Permite que o Governo
Faça notícia impostora

Se se lançar uma bomba
Que arrase Lisboa inteira
Não havendo outros crimes
A ´statística é porreira

O carjaching aumentou
Como p´los números se viu
Demonstram as estatísticas
A violência diminuiu

As agressões nas escolas
Dar porrada ao professor
É violência importada
Não é lá do interior


Crimes espectaculares
Como é o assalto a bombas
Não dá cuidado ao Governo
São ´sporádicos arrombas

Roubar comércios e lojas
E caixas registadoras
São em pouca quantidade
E nada perturbadoras


Na verdade a estatística
Pelos núm´ros que vos dou
Demonstram que o crime grave
Não é muito, até baixou

Realmente este Governo
Que nós temos pela frente
Com estas explicações
Mostra ser incompetente

A ousadia no crime
Revela tanto à vontade
Que o Governo deveria
Ver outra realidade

Ao reduzir o impacto
Desses crimes sem parança
Incutem na sociedade
Um clima de insegurança

Porque o número conta pouco
Mas conta a sua valia
Pelo modo como agem
E pela sua ousadia

A conclusão a tirar
Ao pensar de forma honesta
É que o Governo não serve
É Governo que não presta

Além disso, até confrange
Que em postura enganadora
Minta assim na nossa frente
De forma tão ditadora




26.Março.2008
... : Mário Rama da Silva
A admitir-se que as estatísticas divulgadas pelo governo são verdadeiras e não manipuladas, por exemplo pela simples alteração de critérios de classificação estatística dos crimes, temos que concluir que a comunicação social anda muito atenta e empenhada para poder divulgar tanta criminalidade como a que é noticiada.
Por outro lado, admitindo, ainda, que as estatisticas estão correctas, isso reflectirá uma descida efectiva do número de crimes ou, tão somente, uma descida do número de ocorrências participadas, derivada do crescente sentimento de insegurança e da descrença na utilidade de os participar?
E quanto ao crime violento/grave, sabendo-se que ele se desenvolve em círculos restritos ele não deixará, muitas vezes de ser comunicado pelo simples medo de psteriores represálias?
Esta é uma análise necessária e que não sei fazer, mas as dúvidas não deixo de as ter.
27.Março.2008
... : xico
O aumento do carjacking está directamente ligado com a melhoria dos sistemas de segurança contra furto dos automóveis.
Os criminosos não conseguem, hoje, pôr em funcionamento a maioria dos automóveis de gama alta e apoderam-se deles quando estão a ser utilizados para ultrapassar os sistemas de segurança neles instalados...
Por vezes, do aumento de medidas securitárias não resulta qualquer pacificação da sociedade, mas, muito pelo contrário, provoca um incremento da intensidade e da violência dos meios usados pelos criminosos para atingir os seus fins!
«Mutatis mutandis», poderia dizer-se o mesmo sobre o que vem sucedendo noutras áreas, onde as medidas securitárias vão em aumento...
28.Março.2008
... : Anónimo
Na minha opinião, estatísticas são estatísticas mas não são reveladoras da situação real a que se encontra a actual grande Lisboa. Por exemplo aonde vivo, em Belas concelho de Sintra, era uma vila muito calma e pacata, assiste-se a cada vez mais a assaltos a lojas generalistas e a pastelarias e até mesmo às pessoas, num espaço por vezes de 3 vezes por cada 15 dias a 30 dias em alguns meses recordando uma tentativa de assalto ao meu pai que ia trabalhar. Portanto digo que o Governo não vive no país real. e vemos as localidades periféricos de Amadora, Cacém, Damaia, etc daquilo que se passa em algumas zonas.
08.Abril.2008
... : Pedro Galvão
Mas alguém acredita nas informações prestadas pelo Governo sobre criminalidade?! Como podem falar de criminalidade, Goeverno, se nunca trabalharam nessa área?! O resultado é o brilhante (!!) CPP editado por pessoas que nada entendem de criminalidade...
04.Junho.2008
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem
Que leis devem ser alteradas para minorar a insegurança no País ?
 
Fim da sondagem: 08.09.2008