|
O Ministério da Justiça vai contratar 300 reforços de oficiais de justiça para tribunais. Mas o Sindicato dos Funcionários Judiciais diz que faltam pelo menos "outros tantos" para preencher quadros, debilitados pelas muitas saídas.
O Ministério da justiça abriu um concurso interno para recrutar 300
novos oficiais de justiça para desempenhar funções nos tribunais já a
partir de Janeiro de 2008. Trata-se de um concurso a nível nacional,
destinado a colmatar falhas resultantes, não só de aposentações, mas
das saídas para outras áreas da Administração Pública registadas nos
últimos anos.
O acréscimo de quadros significa um "investimento
total global que ultrapassará os quatro milhões de euros", sendo que "a
maior fatia é do POAP [Programa Operacional para a Modernização da
Administração Pública], e o restante contributo da DGAJ [Direcção-Geral
da Administração da Justiça]", adianta fonte oficial do gabinete de
Alberto Costa.
Este concurso público estava prometido aos sindicatos
desde Junho e o regulamento foi publicado já este mês em Diário da
República. Até ontem, tinham já concorreram aos concursos de escrivão
de direito e técnico de justiça principal cerca de 2700 candidatos,
sendo que existe a possibilidade de o mesmo funcionário concorrer a
ambos os concursos.
A Justiça sublinha que "desde 1998 que não era
aberto o concurso de promoção à categoria de técnico de justiça
principal e, desde o ano de 2002, que não era aberto concurso de
promoção à categoria de escrivão de direito". O Sindicato dos
Funcionários judiciais (SFJ) aplaude, mas lembra que, para que os
quadros fiquem completos, "falta abrir pelo menos outras tantas vagas".
António Marçal, da direcção do SFJ, lembra que "nos últimos anos saíram
muitas pessoas, sobretudo para a PJ e para a DGCI", facto que se soma
às alterações derivadas de reformas como a da integração dos tribunais
militares ou as mudanças no contencioso administrativo.
A formação
dos novos funcionários será efectuada em ambiente de trabalho, não
tendo sido "contratada qualquer empresa deformação externa", diz o
Ministério.
JORNAL DE NEGÓCIOS | 22.08.2007
Comentarios () |
|
|
|
|
|