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Oficiais de justiça sem regresso criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Mar-2008
Uma redistribuição de efectivos iniciada em 2005 deslocou 400 oficiais de Justiça do Norte para Lisboa. A situação era temporária, mas três anos depois há famílias a sofrer com a distância imposta pela tutela.


Quem inventou a distância deve ter inventado também a saudade, e são sobretudo relatos de saudade, que se mesclam com a incompreensão e com os problemas de ordem financeira, os factores que concorrem para o enorme descontentamento dos cerca de 400 oficiais de Justiça que, desde Janeiro de 2005, e cumprindo o exposto num diploma aprovado pelo efémero governo de Pedro Santana Lopes, em que era ministro da Justiça José Pedro Aguiar-Branco, foram deslocados oficiosamente dos tribunais da Região Norte em que exerciam funções para a Grande Lisboa, onde os efectivos disponíveis não eram suficientes para assegurar a necessária celeridade processual. Consumadas à margem dos movimentos ordinários de oficiais de Justiça previstos no estatuto da profissão – e que têm lugar todos os anos nos meses de Fevereiro, Junho e Novembro –, estas transferências oficiosas tinham um carácter temporário, visando suprir a falta de funcionários nas instâncias da Grande Lisboa, em que o volume de trabalho é mais acentuado, mas embora admitindo que “as expectativas que o ministério ia dando eram sempre de que seria para demorar”, o regresso a casa é hoje uma miragem num deserto de soluções. A equipa de Aguiar-Branco foi rendida com a mudança de governo, e até hoje o gabinete de Alberto Costa não deu qualquer resposta à inquietação destes trabalhadores, entre os quais avultam dezenas de jovens mulheres que se vêem “obrigadas a deixar os filhos” crescer na ausência dos seus cuidados.

O PRIMEIRO DE JANEIRO ouviu três dessas mães. São mulheres na casa dos 30 anos, com filhos pequenos – na maioria dos casos mais do que um –, que se vêem forçadas a desdobrar-se num quotidiano solitário e economicamente mais apertado na capital (onde arrendam pequenos quartos ou dividem apartamentos com colegas na mesma situação), para que aos fins-de-semana possam rumar a casa e abraçar os maridos e as crianças que crescem, brincam, choram e riam, que adoecem e se curam sem saber das lágrimas vertidas na distância e controladas diante dos mais novos, sempre que finalmente os encontram, no fim da ansiosa viagem de regresso ao lar. Adília, que corajosamente assume o próprio nome nesta reportagem, tem 36 anos e quatro filhos, com idades entre os quatro e os 11 anos, e encara a sua vida como “uma dor vivida em silêncio”, explicando que a ansiedade dos filhos, “sempre a perguntar” quando vem ou por quanto tempo fica, “dói muito e reflecte-se também no trabalho”.


Natural de Pombal e a trabalhar no Tribunal de Cascais, relatou que já fez “diversas exposições” ao Ministério da Justiça e também a instituições que apoiam crianças e mães, lamentando a “pouca sorte” que tem tido, e o facto de “legalmente não poder fazer mais nada”. Reconhece que aceita dar à estampa o seu nome verdadeiro em virtude de, feitas tantas exposições a tantas instâncias, se encontrar “um bocadinho queimada”, mas assume que, se conseguir resolver a sua situação e ajudar colegas que vivam o mesmo drama, então terá valido a pena. “Tomei posse em Outubro de 2005 num sítio que não escolhi, esperando poder rapidamente movimentar-me para mais perto de casa”, confessou JANEIRO, com a mesma voz embargada com que afirmou depois ser “muito doloroso”, para ela, para o marido e nomeadamente para os seus quatro filhos, o momento em que lhes vira costas e se faz à estrada rumo a Cascais.


Sem qualquer apoio familiar, seja em termos financeiros, seja no acompanhamento das crianças, frisa que “estão todos com o meu marido”, e que aos fins-de-semana se transforma “numa máquina” para poder tratar de todos eles, das roupas, da casa onde quase não vive, e do ambiente familiar que tenta preservar, apesar da distante rotina que leva lá longe. Garante que, quando está presente, os filhos não a largam, pugnando por cada minuto da sua atenção, e que no início “choravam de cada vez que telefonava para casa”. Emocionada com a “forma simples” como os filhos vêem a vida – “Não entendem por que razão tenho de ir para longe, e são os primeiros a tentar arranjar soluções para que eu possa regressar a casa” –, tenta explicar-lhes o motivo por que está ausente durante a semana, mas lamenta que dois tenham já tido necessidade de apoio psicológico.


No momento em que falou ao JANEIRO, Adília encontrava-se de baixa, em virtude de ter um filho doente e um outro que, por recomendação de uma professora, foi encaminhado para sessões de apoio especializado. “Está sempre a perguntar-me quando venho, ou por quanto tempo vou estar em casa, e essa grande ansiedade faz-lhe mal e dói-me muito também”, refere a funcionária do Tribunal de Cascais, onde diz haver três colegas em situação semelhante à sua. “São elas quem me dão apoio quando me sinto mais em baixo, porque custa muito estar longe dos meus filhos, ainda mais quando estão doentes, por exemplo”, concretiza, acrescentando que, “se estamos perto e temos um filho doente, podemos ausentar-nos do trabalho por uma ou duas horas, mas se estamos longe, para resolver o problema temos de nos ausentar dois ou três dias”.


Em Cascais Adília divide um apartamento com outras colegas deslocadas, e atesta que “o Estado não nos dá nada a mais por estarmos longe de casa”. Com o mesmo ordenado de qualquer outro colega, acabam por ter “duas vidas”, que implicam um substancial aumento das despesas mensais, com uma segunda casa, as viagens e a alimentação. “Actualmente as pessoas são vistas, nos locais de emprego, como máquinas produtoras, mas é preciso ter a noção de que também há o outro lado. Somos humanos”, disparou, para logo em seguida considerar “vergonhoso que um País em que se fala tanto de políticas de natalidade e de apoio às famílias, não se veja nada nesse sentido quando expomos situações como esta. Há muito dinheiro mal gasto, em coisas sem sentido, e para coisas realmente importantes como esta de manter juntas as famílias não se vê qualquer apoio. Quando me dizem que não há verbas só me dá vontade de rir. Mandam-nos ter filhos, e depois obrigam-nos a abandoná-los e a viver longe deles”, ironizou.


Leite congelado
Relatos muito semelhantes ao de Adília são os de outras duas jovens mães ouvidas pelo JANEIRO a propósito de deslocações oficiosas demasiado prolongadas, e que solicitaram o anonimato, alegando o medo de represálias por parte das hierarquias. Num primeiro caso, Estrela (nome fictício) vivia no Grande Porto e exercia funções em Vila Nova de Gaia, mas em Outubro de 2005 viu-se “obrigada” a mudar-se para a Pequena Instância Criminal de Lisboa. “Tive de aceitar o cargo. Ou ia para Lisboa ou ia para a rua”, recordou. Desde essa altura, há cerca de dois anos e meio, está a viver num quarto arrendado em casa de familiares na capital. Temendo represálias, diz preferir o anonimato da denúncia, alegando que “poderão prejudicar-me sempre que eu peça o destacamento, que já me foi negado uma vez, porque o tribunal em que estou não me deixou sair para outro, mais perto de casa”.
Instada a comentar essa decisão negativa, sublinhou que “eles alegam sempre falta de pessoal, mas o que acontece é haver pessoal mal distribuído, e isso começou a notar-se mais após o encerramento de varas e secções de alguns tribunais, porque os supranumerários foram sendo retirados de onde estavam em número excessivo e afectados aos locais em que faziam mais falta”. Com um bebé de um ano, Estrela ainda amamenta, mas durante a semana retira o leite com uma bomba, que depois congela para deixar ao filho nos dias em que está com ele e que o amamenta “pela via tradicional”. Aponta também o caso de uma colega, que tem um bebé de quatro meses e está novamente grávida, lamentando que para o Ministério da Justiça seja indiferente o drama destas famílias, forçadas a viver separadas.
No Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa há outros seis funcionários na mesma situação de Estrela, sendo apenas um, natural de Fafe, do sexo masculino. As colegas do sexo feminino foram deslocadas de pontos tão diversos como Porto, Gaia, Leiria e Viana do Castelo, e vivem todas na capital desde Outubro de 2005, à distância das respectivas famílias. Salientando que nunca concorreu para conseguir o lugar que ocupa, e que ali foi colocada oficiosamente pela tutela, tentou diversas vezes expor a sua situação junto do próprio ministério e dos serviços competentes, mas sempre sem sucesso. Frisou também que a aparente vantagem de, enquanto deslocada, poder concorrer a todos os movimentos de oficiais de Justiça, de nada lhe tem valido. O filho de um ano vive com a mãe de Estrela, cujo marido trabalha por turnos, não podendo por isso ter a seu cargo o desenvolvimento da criança, que passa os dias e as noites com a avó. “Quando, como agora, a minha mãe adoece e não pode cuidar do menino, tenho de faltar ao trabalho e meter baixa para assistir a um e a outro: à minha mãe porque está doente, e ao meu filho porque, sem ela, não tenho quem tome conta dele”, explicou.
De Viseu chegou à redacção do JANEIRO o caso de Marisa (nome fictício, a pedido da denunciante), que em Setembro de 2005 tomou posse nos Juízos de Execução de Lisboa, deixando para trás dois filhos, com um e cinco anos, que durante algum tempo tiveram também de ser separados: “Na altura a minha mãe desempregou-se para poder tomar conta da menina, que era muito pequenina, enquanto o meu filho mais velho ficou com os meus sogros, que já tinham uma idade avançada e nunca poderiam ter ficado com os dois”. Também o marido de Marisa trabalha por turnos, pelo que só os pais e os sogros puderam valer-lhe nos últimos anos. Mas porque os seus pais vivem em Penalva do Castelo, a cerca de 30 minutos de Viseu, o pai nem sempre podia ir buscar a mais nova, para que ela pudesse passar mais tempo com o irmão. “É uma situação muito complicada e difícil”, rematou.
Há pouco tempo, no entanto, acendeu-se para Marisa uma nova esperança. “Soube da abertura de uma vaga em Mangualde, e imediatamente expus a minha situação, pedindo a transferência, mas não me deixaram sair de Lisboa, argumentando que não tinham outra pessoa para me substituir”, contou. Sem entender as razões desta recusa, afirma sentir-se “cada vez mais desiludida e desanimada”, recordando que também já deu aulas, mas que esse foi outro cenário de descontentamento, porque “era contratada e nunca tinha colocação certa e permanente”. Congratulando-se com o apoio que tem tido de familiares e amigos, no sentido de continuar a pugnar por um futuro melhor para aqueles que ama, garante não saber “onde estaria hoje sem esse apoio. No início deste processo emagreci muito, e ainda me sinto muito agastada por saber que há vagas no Centro e no Norte e não nos deixam ocupar esses lugares. Não consigo entender por que razão não posso, eu e outras colegas que se encontrem na mesma situação em que eu estou, ocupar essas vagas”, disse a jovem mãe ao JANEIRO, em jeito de desabafo.

Mães em movimento
Atestando o cansaço das viagens semanais de e para Viseu (embora esse esforço não seja ainda comparável, quer em termos de tempo, quer no aspecto económico, ao de uma colega colocada em Lisboa que diariamente se desloca de e para junto da família, na Figueira da Foz), Marisa salienta que não abdica, sob pretexto algum, e mesmo diante do cansaço permanente que este ritmo de vida lhe impõe, de ir ver os seus dois filhos todos os fins-de-semana. No entanto, e porque considera que “é insustentável estar uma semana inteira longe” de crianças tão pequenas, e que por isso se tornam tão exigentes em termos dos cuidados de que necessitam, Marisa já pensou por diversas vezes em criar, dentro da classe dos oficiais de Justiça, “um movimento de mães – embora também haja pais a sofrer com este problema – que vivam nas mesmas circunstâncias”, na esperança de assim chamar a atenção das entidades competentes e da própria sociedade para esta questão, com vista a obter avanços significativos nesta matéria.
Num “rasgo de rebeldia”, ousou ainda contrariar as indicações que diz ter recebido dos serviços, que dão conta da proibição de contacto com a Comunicação Social imposto pela directora-geral da Administração da Justiça. Fê-lo pelas duas crianças que pôs no mundo, que na sua opinião “são órfãos de pais vivos”. Um drama a que pretende pôr termo no mais curto espaço de tempo possível, e que por isso aceitou denunciar nas páginas dos jornais...

O PRIMEIRO DE JANEIRO | 02.03.2008

 

Comentarios (15)add
... : Aguenator : http://Aguenator
Há tanta coisa para dizer,
há tanta coisa para organizar,
há tanta coisa para se fazer.
Os representantes dos oficiais de justiça andam calados, por conveniência?
Os representantes dos oficiais de justiça...
04.Março.2008
... : Felino
Já sabia que os Portugueses era um Povo Passifico e sereno, mas nunca pensei que fosse-mos uns carneirinhos, que caminhamos calmamente para o matadouro.
É incrivel como um Povo perde todas as regalias, conquistadas com tanto sacrificio e durante tantos anos, apenas em dois três anos.
Com base na arte do logro e da demagogia, numa arte que é conhecida da humanidade, desde que esta começou a ter consciencia de si própria, que é o de dividir para reinar.
Por outras palavras, vamos fazer querer os trabalhadores que não trabalham para o Estado de que estes estão muito bem pagos e que para além disso têm uma segurança social muito melhor que aqueles outros. Quando os bancos e os Gestores ganham as fortunas que ganham, as legais, para não falar nas ilegais, ou nos negócios feitos à base de engenharia financeira ou com base em paraísos fiscais.
E, aqui vamos todos nós para o matadouro, para que com o nosso sacrificio se "salve o País" da desgraça económica.
Acabaram os ideais filosóficos, socialistas, sociais democratas ou outros, venha o pragamatismo económico, porque assim ninguém defende a direita ou a esquerda, deixou de existir classes profissionais, somos todos iguais, apenas uns mais gordos que os outros , uns com fome e outros fartos. uns cada vez mais ricos e outros cada vez mais pobres e viva a democracia.
Quanto ao sindicato dos funcionários de Justiça, desses nem vale a pena falar, parece que já não existem, acho mesmo que partiram para parte incerta.
Como é bom ser Presidente de Junta de Fraguesia e tão barato que sai ao poder...
VIVA A REPÚBLICA DAS BANANAS QUE É ESTE IMENSO PORTUGAL, QUE NÃO PASSA DE UM PAÍS DO TERCEIRO MUNDO, SEM QUALQUER OFENSA PARA AQUELES. VIVAM OS CARNEIROS QUE SÃO MANSOS E DÃO LÃ...
11.Março.2008
... : triste sorte minha
colegas tou na mesma situacão. Sou mae e tenho que sofrer pk eles n fazem nada
11.Março.2008
... : cgf
Esses tiveram sorte porque ainda lhes resta uma esperança de voltarem um dia.
Agora os outros milhares que vão ser deslocados com o novo mapa judiciário, já é diferente.
12.Março.2008
... : fat
quando aceitaram ser oficiais de justiça não leram o Estatuto? porque o choradinho agora. Só esta cá quem quer!.
15.Março.2008
... : mmcpa
Como eu entendo as colegas... estou na mesma situação, só que eu optei por trazer a minha filha na altura com 5 meses... as dificuldades são a dobrar...
19.Março.2008
... : Gata : http://gata
Fora com o Prsdnte do Sindicato Fernando Jorge que nada faz, é um lobo vestido com pele de cordeirinho ou coelhinho se fosse como tu tirava a mão do bolso e metia-a tiri gatiititititi.......
19.Março.2008
... : armando
É lamentável a noticia, desagregada dos direitos elementares das gentes, os direito humanos, impostos pela nua e crua situação do futuro, a globalização, a inconsciente atitude que se completa num quadro laboral de e para a necessidade de deslocar pessoal, com encargos acrescidos para poderem responder às situações de excesso de trabalho e processos em atrazo, que os cidadãos clamam por soluções imediatas.
Naturalmente que atinge os funcionários das administração publica, principalmente neste caso do ministério da justiça. Mas não é só agruras, é também as conveniências que as deslocações promovem, custas e deslocações a titulo de remunerações. Ninguém se queixou quando convidadas para o serviço, agora todos reclamam porque querem regressar à base, falta saber se efectivamente os serviços melhoraram ou ficaram pior. Talvez uma noticia mais esclarecedora nos fizesse ver melhor esta nova situação dos oficiais sem regresso.
21.Março.2008
... : Oficial de Justiça que sabe o que escreve
armando, é absoluta e totalmente falso o que diz no seu último parágrafo.

Lamento que não saiba manifestamente e com despudor como escreve.

Não há nenhuma conveniência em qualquer deslocação.

Ajudas de custo ? Dahh??? Acha que os oficiais de justiça são assessores do governo ? Nenhum oficial de justiça tem ajudas de custo quando deslocados do seu local de residência. Tem unicamente direito a deslocar-se em transporte público, se a DGAJ deferir que resida noutro local próximo. Nada mais.

Remunerações ? Dahh? Era bom, mas não há nenhum acréscimo remuneratório por um oficial de justiça estar deslocado do seu local de residência. Acho que está a confundir com alguma benesse dada a membros do governo.

Nunca ninguém se queixou... E acha que nos tempos que correm alguém pode abrir o pio ? Se o oficial de justiça não aceitar, vai para o olho da rua, pois sem local de colocação, fica no desemprego e não há quem sustente a sua casa e os seus filhos (se os tiver).

Não confunda oficiais de justiça que trabalham nos tribunais e aqueles que andam em comissões de serviço, de mãos dadas com o poder político, no COJ e na Divisão de Informática, a receberem ajudas de custo diárias de ? 150,00. e ganhando por mês o dobro do salário de um juiz.. Desses ninguém fala porque não há interesse em falar. Desses, agradeço que o armando fale, se é que sabe. Se não sabe, é melhor não cair em ridículo.
21.Março.2008
... : tou na mesma
Infelizmente são muitas mães na mesma situação. Há colegas que esperam há 5 anos, eu estou a concorrer e a pedir destacamentos há 8 anos. Daqui a pouca as filhas que eu não vi crescer vão casar e eu continuo no mesmo sítio. Havendo vagas nos tribunais da área da minha residência não me permitem sair do mesmo sítio.São os beneficios e as regalias dos funcionários da justiça.
25.Março.2008
... : c.f
pois é amiguinhos, pois tb estou na mesma situação das colegas da noticia, no entanto o que vos tenho a dizer é que lançar noticias no jornal funciona. se não sabem ficam a saber que uma das colegas conseguiu o que queria, não sei como, não faço ideia, mas o facto é q a colega que "deu a cara" conseguiu sair do tribunal onde estava indo para mais pero da sua residencia. Está de parabens! mas agora pergunto eu e as outras pessoas na mesma situação?o que acontece a essas? aonde está a igualdade? alguem me sabe responder?
26.Março.2008
... : zeca
Não confunda oficiais de justiça que trabalham nos tribunais e aqueles que andam em comissões de serviço, de mãos dadas com o poder político, no COJ e na Divisão de Informática, a receberem ajudas de custo diárias de ? 150,00. e ganhando por mês o dobro do salário de um juiz.. Desses ninguém fala porque não há interesse em falar. Desses, agradeço que o armando fale, se é que sabe. Se não sabe, é melhor não cair em ridículo.
Tudo isto com a conivência da administração e do próprio sindicato. Porque não expõem as situações conhecidas daqueles que auferem estes suplementos (acrescimos de ordenados, ajudas de custo, etc)
Já viram vêm quem tem acesso a tais comissões de serviço!
É só para amigos, nuinguem vai para lá por ter conhecimentos.
Isto é o tipo de conhecimentos correcto. Cunhas é igual a corrupção!!!! Porque não se investiga! não é crime!
09.Abril.2008
... : ana
o sr. armando tem quem lhe aqueça os pes a noite certo
os meus filhos não tem quem os agasalhe nem de mimos
não fale do que não sabe
15.Abril.2008
... : ana
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15.Abril.2008
... : Maria da Fonte
Colegas,
Juntem-se, arranjem um bom advogado e processem o Estado pelos prejuízos morias que vcs têm vindo a sofrer, e pelos riscos a nível de formação de carácter a que os vossos filhos estão sujeitos, devido a ausência prolongada de um dos pais; além do mais, essa lacuna afectiva poderá torná-los crianças e jovens inseguros, com déficit de auto-estima.
DEUS É JUSTO, lembrem-se. Não tenham medo, pq q união faz a força, e os adamastores desvanecem-se qd os enfrentamos.
Um gd abraço para estas famílias!
24.Abril.2008
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