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A directora do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de
Lisboa disse, ontem, que a demora na realização de perícias é uma das
razões da morosidade processual, pelo que será criada uma bolsa de
peritos para ajudar a investigação criminal.
"Há demoras e falta de recursos e, como tal, temos de ter imaginação,
em vez de passarmos a vida a lamentar-nos. A ideia do DIAP de Lisboa é,
em vez das lamúrias, a execução", disse a procuradora-geral adjunta
Maria José Morgado.
A magistrada falava aos jornalistas à margem da 4.ª Conferência
Internacional de Psicologia Criminal e do Comportamento Desviante,
promovida pela Universidade Lusófona, em Lisboa.
Na sessão de abertura, Maria José Morgado falou da intenção do DIAP de
Lisboa em estabelecer protocolos com algumas entidades, nomeadamente
universidades, para a criação de uma bolsa de peritos que reúna pessoas
de diversos saberes úteis ao desenvolvimento da investigação criminal.
"Precisamos de apoio pericial nas mais diversas áreas, tais como
economia, finanças, contabilidade, medicina legal, psicologia forense e
outras", disse. "Nós precisamos, além de polícias especializados no
combate ao crime, de pessoas com saberes especializados na área da
aplicação do direito penal, nomeadamente a psicologia forense na área
da criminalidade contra as pessoas", disse. A intenção de criar uma
bolsa de peritos já tinha sido referida por Maria José Morgado, no
início de Abril, em declarações à Lusa. Na altura, a magistrada
considerou que o DIAP "está no bom caminho", mas que pode ser "melhor
organizado", designadamente através da criação de uma "bolsa de
peritos" para combater a corrupção.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 09.05.2008
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