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O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) exige a
impugnação do despacho que determina que os dois anos de congelamento
das carreiras não contam para efeitos da respectiva progressão, noticia
a Lusa. Em nota divulgada esta quarta-feira, o SMPP «repudia» a
interpretação feita pelo Governo sobre o diploma referente à progressão
das carreiras profissionais, considerando que o facto de «o tempo que
durou o congelamento das progressões das carreiras deixar de contar
para efeitos de progressão, sem qualquer retroactivo, cria um buraco
negro de dois anos».
A direcção do Sindicato, presidida por António Cluny, reuniu-se
sexta-feira com o ministro da Justiça, Alberto Costa, tendo este
transmitido que «o período de tempo em que ocorreu o congelamento
deixará de contar, para sempre, para efeitos de progressão das
carreiras dos magistrados».
«Esta interpretação foi definida pelo
Ministério das Finanças e aplica-se a todos os magistrados abrangidos
pelo congelamento das progressões», refere a nota, acrescentando que
este entendimento «mereceu o repúdio imediato» do SMMP.
«Uma
leitura correcta do diploma do congelamento não consente esta
interpretação, na medida em que esta se traduz pura e simplesmente numa
expropriação ilegítima do tempo de antiguidade dos magistrados»,
acrescenta.
Os órgãos dirigentes do Sindicato dos Magistrados do
Ministério Público vão reunir-se para tomar medidas quanto à situação,
designadamente a impugnação judicial do despacho governamental, segundo
a nota.
PORTUGAL DIÁRIO | 21.02.2008
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