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Presidente STJ: maior intervenção Juízes |
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26-Abr-2007 |
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O presidente do Supremo Tribunal de Justiça defendeu, esta quinta-feira, um maior protagonismo dos juízes nos sistemas de investigação criminal e a existência de tribunais mistos. Noronha de Nascimento criticou ainda o Ministério Público e a comunicação social.
O presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) defendeu, esta quinta-feira, um maior protagonismo dos juízes nos sistemas de investigação criminal e alegou que o Ministério Público não dá garantias de total isenção.
No discurso de abertura do colóquio «Justiça, Sociedade e Poder Político», que decorre até sexta-feira nas instalações do STJ, em Lisboa, Noronha do Nascimento lançou uma série de dúvidas sobre o modelo futuro a seguir na investigação criminal em Portugal.
«Queremos uma investigação centrada em juízes de instrução para através da independência garantir a sua autenticidade ou queremo-la centrada no Ministério Público?», começou por questionar.
O presidente do STJ interrogou ainda «qual o Ministério Publico que garante afinal a neutralidade» de investigação «imposta pela igualdade de cidadãos perante a lei quando o juiz não tem lugar no sistema?».
Noronha de Nascimento defendeu assim uma investigação criminal «centrada num juiz de instrução» experiente.
O presidente do Supremo aproveitou a ocasião para tecer críticas à comunicação social, considerando que esta é tutelada por «grandes grupos económicos-financeiros», o que conduz algumas vezes a «efeitos noticiosos perversos».
O magistrado judicial questionou ainda se Portugal corre o «risco da unidimensionalidade na mediação que a comunicação social faz para a sociedade civil» ou «se a chegada da Internet vai trazer a comunicação aberta da cidadania igualitária».
À margem do encontro, Noronha de Nascimento defendeu ainda, junto dos jornalistas, a existência de tribunais mistos.
«Seriam desembargadores a julgar em primeira instância crimes graves e a julgarem em recurso extensíveis», disse, acrescentando que este modelo já funciona noutros países.
O presidente do Supremo sublinhou assim que «a orgânica judiciária não tem de ser de um formalismo radical que não permita soluções flexíveis e mistas».
TSF | 26.04.2007
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