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Orlando Afonso e Bravo Serra concorrem ao CSM
06-Fev-2010
Mais de 100 juízes são esperados sábado, no Porto, num almoço com o conselheiro Orlando Afonso, numa iniciativa da lista por este encabeçada às eleições do Conselho Superior da Magistratura (CSM), à qual concorre também uma outra lista liderada por Bravo Serra.


As eleições para o CSM - órgão de Estado de gestão, disciplina e administração dos juízes - estão marcadas para 25 de março, cabendo ao candidato da lista mais votada assumir a vice-presidência do CSM, atualmente a cargo do juiz conselheiro Ferreira Girão.

Orlando Afonso, recentemente eleito presidente do Conselho Consultivo dos Juízes Europeus e nomeado para o Supremo Tribunal de Justiça, defende a renovação do CSM, dotando este órgão de cúpula da magistratura judicial de maior credibilidade, operacionalidade interna e externa, e exige uma forte intervenção dos juízes em matéria de política judiciária.

LUSA / VISÃO ONLINE | 05.02.2010 [21:26]



Juízes: Listas encabeçadas por Orlando Afonso e Bravo Serra concorrem às eleições para Conselho da Magistratura

As eleições para o CSM - órgão de Estado de gestão, disciplina e administração dos juízes - estão marcadas para 25 de março, cabendo ao candidato da lista mais votada assumir a vice-presidência do CSM, atualmente a cargo do juiz conselheiro Ferreira Girão.

Orlando Afonso, recentemente eleito presidente do Conselho Consultivo dos Juízes Europeus e nomeado para o Supremo Tribunal de Justiça, defende a renovação do CSM, dotando este órgão de cúpula da magistratura judicial de maior credibilidade, operacionalidade interna e externa, e exige uma forte intervenção dos juízes em matéria de política judiciária.

"Este órgão de governo autónomo da magistratura é essencial ao poder judicial, porque ele é antes de tudo e sobretudo o garante da independência deste poder e da do juiz singularmente considerado", refere Orlando Afonso no manifesto da sua candidatura.

É também dito que "os candidatos que compõem a lista pretendem apenas servir a judicatura, bem como os cidadãos em geral, não se movendo por quaisquer interesses pessoais sejam eles de progressão ou ascensão na carreira ou de ordem política".

"Sempre defendemos e continuaremos a defender a independência real e concreta dos juízes. A independência traduzida nos mais ínfimos pormenores da vida judiciária. E não uma independência 'balofa' defendida, apenas, como bonito conceito de retórica em discursos e tratados de ocasião", refere o manifesto da lista encabeçada por Orlando Afonso.

A lista de Orlando Afonso diz querer "um CSM especialmente preocupado com a seleção, a formação, a progressão na carreira, as condições de trabalho da magistratura judicial, seja em que instância for".

A lista liderada por Bravo Serra concorre sob o lema "Mudar Radicalmente", com este juiz conselheiro a alertar que o CSM "não tem tido voz como órgão do poder do Estado, nem defende a independência dos juízes e dos tribunais".

"Não se assume como uma instituição aberta aos juízes, escondendo as suas deliberações sob um manto de inexplicável opacidade", diz Bravo Serra, que acusa ainda o CSM de pactuar com "todas as medidas que se apresentam como funcionalizantes da magistratura".

"Omite a função crítica, que devia exercer, sobre a menor dignidade e funcionalidade das instalações dos órgãos de soberania tribunais", afirma.

A lista de Bravo Serra critica o CSM por desenvolver uma actividade "opaca, irrelevante socialmente, ineficiente, ´ingestionária´, não apoiada em projetos ou estudos credíveis, autoritária perante os magistrados judiciais, casuística e sem qualquer eco na sociedade".

Segundo o manifesto do programa de Bravo Serra, o CSM deve "assumir, sem peias, a dimensão político-institucional que lhe foi confiada pelo poder soberano legislativo, posicionando-se como um verdadeiro interventor no setor da administração da Justiça" , pelo que deve "intervir, enquanto parceiro estratégico, nas questões relacionadas com a gestão dos tribunais e a reforma judiciária".

LUSA / SAPO NOTÍCIAS | 05.02.2010

 

Comentarios (34)add
... : Tony
Pois ... e parece que não são os únicos a concorrerem !
Pelo panfleto que recebi ontem no tribunal, parece que o Presidente da ASJP também concorre na lista de Bravo Serra !
Aliás, quando abri fiquei logo perplexo e confuso - afinal estas são eleições para o CSM ou para a ASJP ?
Alguém "de direito" faça o favor de esclarecer.
06.Fevereiro.2010
... : acabl
Votem do Conselheiro Orlando Afonso, Senhores Juízes. Pelo menos é culto.
06.Fevereiro.2010
... : Alcides
É fácil de esclarecer. O Dr. António Martins perdeu a vergonha e a ASJP apoia descaradamente um dos candidatos, o Dr. Bravo Serra, quando deveria manter-se equidistante.
Perdi a consideração total pelo Dr. Martins e por toda a gente que faz parte da ASJP.
O Dr. Bravo Serra terá a noção de que sempre foi odiado pelos juízes que hoje são os mais antigos? Por causa dos seus métodos ditatoriais e arrogantes contra os juízes, quando era secretário do CSM; por causa da sua postura contra as mulheres na magistratura.
As pessoas não mudam assim tanto. Há males que fazem parte da personalidade.
06.Fevereiro.2010
... : Indignado
Estive no almoço. Foi uma demonstração de vitalidade da lista do Dr. Orlando Afonso, rumo à vitória. Os juízes bem precisam de alguém com a sua craveira para fazer face aos tempos que correm...
06.Fevereiro.2010
... : Abraxas
Então isto é por almoços???
07.Fevereiro.2010
... : Pires, o sadino
O que é que o Dr. Bravo Serra fez pelos juízes portugueses, ao longo da sua carreira, que o façam merecer o cargo de vice-presidente do CSM, para o qual concorre?
Nada.
Enquanto juiz-secretário do CSM deixou uma péssima imagem de um homem antipático, distante dos juízes e de ditador que não deixou saudades.
Estes defeitos não se perdem; pelo contrário, agudizam-se no poder, se ele vier a ganhar.
Em boa hora o plenário de então correu com ele no momento da votação para novo juiz secretário, escolhendo o Dr. Soreto de Barros, homem afável, simpático e dialogante com os juízes.

Se o Dr. Bravo Serra ganhar é a vingança perante os juízes portugueses. Não tenham dúvidas. Quem o conhece sabe muito bem o que vai acontecer. Vai correr muito sangue face à extrema exigência perante todos os juízes.
Cuidem-se. Quem vos avisa já tem 30 anos de carreira e sabe do que fala.
07.Fevereiro.2010
... : Nicolau Alfaiate
Também eu vi o dito panfleto, todo bonitinho. Terá sido subsidiado pelas quotas que os senhores juízes pagam para a respectiva Associação, a tal que deixou passar as leis da responsabilidade civil dos juízes e da progressão da carreira, assobiando para o lado e arrepiando-se cada vez que alguém coloca a hipótese de greve? É que a falta de vergonha e o despudor já atingiram limites históricos. Só que a história e o passado de cada um é algo que as pseudo-modernices não conseguem apagar. Essa é que é essa. E não venham agora com conversas de virgens ofendidas. Cada um faz a cama onde se deita. E deve enfrentar os seus actos e os seus dizeres.
07.Fevereiro.2010
... : manuel soares
A sua dúvida, que não é uma dúvida sincera nem fundamentada mas apenas uma maldicência gratuíta, facilmente ficará esclarecida se quiser comparecer na Assembleia Geral de aprovação das contas, de Março, e colocar essa questão. Se não quiser ir lá, pois muito bem, sempre poderá ficar por aqui a dizer essas coisas.
07.Fevereiro.2010
... : Vitoria
Isto é por almoços ...é simmmm.
E ainda há quem considere que os almoços contam para notas....
08.Fevereiro.2010
... : Mulher de César
Não tenho dúvidas que a verba necessária para o referido panfleto não saiu das contas da ASJP.
Mas não posso deixar de notar que o comentário anterior apenas responde a essa questão, nada dizendo quanto ao facto de o Presidente da DN da ASJP ser mandatário de uma das listas concorrentes ao CSM.
Quanto a isso, nada, e o silêncio é ensurdecedor.
Para uma tendência associativa que andou durante anos a manifestar-se contra uma alegada colagem de determinadas DN da ASJP ao CSM então em funções, estamos conversados. Olha para o que eu digo, e não para o que eu faço.
Se atendermos ainda a que, segundo me foi informado, a actual ASJP, ao contrário do que era tradição, se recusou a contribuir financeiramente para (todas) as candidaturas que fossem apresentadas para o CSM, penso que fica mais clara a motivação dessa opção.
Para todos um bom dia.

08.Fevereiro.2010
... : manuel soares
Respondo a Mulher de César
Quanto a quem é mandatário de quem não discuto porque não me interessa ir atrás dessa conversa. Dá-me ideia que os candidatos gostariam mais que se discutissem os pontos dos respectivos programas e as propostas que cada um tem, mas isso talvez fosse pedir demais para ser feito aqui.
Quanto ao que lhe foi informado, se é que foi, a prudência aconselharia a usar a razão. Nunca a ASJP apoiou financeiramente as campanhas das eleições para o CSM, nem isso teria qualquer cabimento estatutário. Talvez isso tivesse acontecido antes, quando nos termos do EMJ as listas para o CSM eram apresentadas pela associação sindical, mas isso foi há mais de vinte anos, quando eu ainda não andava por cá.
O que a ASJP apoiou, nos três ou quatro últimos actos eleitorais, nos tempos das direcções presididas por Orlando Afonso, Ferreira Girão, Baptista Coelho e António Martins (só não tenho a certeza absoluta quanto à primeira), foram as campanhas para a própria ASJP, atribuindo a cada lista concorrente verbas idênticas nos montantes deliberados pelo Consellho Geral e tal como é possível pelos Estatutos. E nem se trata de uma competência da direcção mas sim do Conselho Geral onde estão representadas as várias listas concorrentes.
Por isso, quanto aos seus conhecimentos sobre as tradições e à qualidade das suas fontes de informação ficamos conversados.
08.Fevereiro.2010
... : Sun Tzu
Caro Alcides, nãom foi isso que as listas que o Dr OA sempre apoiou para o CSM receberam da ASJP por ele apoiada (e não só?).

08.Fevereiro.2010
... : Mulher de César
Respondo a Manuel Soares:
Se é assim como diz, e não ponho em causa que o seja - como referi, baseei o que disse em informação prestada por terceiro -, então considere sem efeito o penúltimo parágrafo do meu comentário.
Quanto ao mais que disse, pois mantenho, e registo a sua resposta.
Cumprimentos cordiais.
08.Fevereiro.2010
... : Hello
Sobre a promiscuidade e a continuidade, ainda se lembram deste texto (http://ciberjuristas.blogspot.com/2005/10/o-direito-dos-juzes-greve.html), assinado por estes "compagnon de route" (?):
Octavio Castelo Paulo, com José Rodrigues da Silva, António Ferreira Girão, Soreto de Barros, Bettencourt Faria, Noronha Nascimento, OrlandoAfonso, Afonso Henrique Ferreira, antigos presidentes e secretários-gerais da ASJP

08.Fevereiro.2010
... : Tony
Hello, apoiar o direito à greve significa promiscuidade ou significa ter coluna vertebral ?
Ah, pois, já me esquecia que o Dr. Bravo Serra e os seus apoiantes são contra o direito à greve dos juízes e também contra a sua independência.
Mas apesar disso pela primeira vez na história dos juízes, um presidente da ASJP é MANDATÁRIO (não simples apoiante, como os casos que cita acima) de um candidato ao CSM. Isso, sim, é inédito e para mim MUITO grave.
08.Fevereiro.2010
... : Steven
O Hello acabou por dar um grande apoio à candidatura do Dr. Orlando Afonso. Ainda bem que há pessoas como as que cita que são pela independência do poder judicial.
Citando o texto do blogue em ligação...
«Não sejamos ingénuos! O que está verdadeiramente em causa em Portugal, hoje, é a independência do poder judicial: para o poder político, o controlo dessa independência; para os juízes, a sua defesa; para determinados poderes socioeconómicos, a necessidade de terem um magistratura dócil, funcionalizada, monolítica; para os juízes, a defesa, através da sua independência, da igualdade dos cidadãos perante a lei e o direito, a tutela dos direitos dos mais fracos em face do direito dos mais fortes».

A propósito, onde estava o Dr. Bravo Serra nessa altura ? Ao lado dos juízes ou do lado dos políticos ?
08.Fevereiro.2010
... : Face Oculta
O Dr. António Martins é o mandatário para as Relações de uma das listas candidatas ao CSM. O que acontecerá se, no futuro, essa lista que ele apoia tão descaradamente, for a escolhida para representar os juízes e adoptar uma posição contrária aos interesses sócio-profissionais representados pela ASJP ?
Será que tira a cartola de ex-mandatário e veste o fraque de Presidente da ASJP ?

Ou será que tira a camisa de apoiante do Cons. Bravo Serra e enverga a gravata de sindicalista ?

Ou será que guarda na gaveta as gravatas e as camisas de sindicalista e enverga o fato de "comissário" ?

É difícil discutir ideias quando se escolhe o caminho de que vale tudo (mas mesmo tudo) para procurar ganhar as eleições.

É por causa destas atitudes que assino Face Oculta pois, com este compromisso ético, sei lá ....
08.Fevereiro.2010
... : manuel soares
Noronha apoiou Orlando para a ASJP e Orlando (enquanto presidente da ASJP) apoiou Noronha para o CSM / Orlando e Noronha apoiaram Girão para a ASJP, Orlando, Noronha e Girão (enquanto presidente da ASJP) apoiaram Bernardino para o CSM / Noronha, Orlando, Girão e Bernardino apoiaram Baptista Coelho para a ASJP, Orlando, Noronha e Baptista Coelho apoiaram Girão para o CSM / Noronha, Girão, Bernardino e Baptista Coelho apoiam Orlando para o CSM.
Algum problema? Claro que não, tudo certo!
Martins apoia Bravo Serra para para o CSM.
Algum problema? Claro que sim! Se fosse só apoiante, proponente ou simpatizante, ainda vá que não vá, mas agora mandatário... Aí é que está a grande maldade.
Já agora, por apoios (visto que a discussão dos programas não passa por aqui), o facto de uma das listas para o CSM contar nos seus apoiantes (até agora) com 5 Inspectores Judiciais do CSM, também deve estar bem, de certeza absoluta.
08.Fevereiro.2010
... : Joana
Agum do paleio que por aqui se vê é do mais sectário que se possa imaginar. "Do lado dos políticos", "do lado dos juízes"? Mas porquê "do lado"? Porque não por detrás ou pela frente, hem?
08.Fevereiro.2010
... : o Céptico
Sr. Dr. Manuel Soares. Não vamos esconder o sol com a peneira.

Quem quer ser sério, quem se acha diferente, quem batalha contra a "promiscuidade" e o "canal aberto" de circulação entre a Associação Sindical e o CSM tem de ter outra postura!!!

Explique-me lá Vossa Excelência o seguinte: se por acaso essa lista ganhar (figas, FIGAS, Canhoto!) e estiverem em desacordo com as deliberações do CSM (como aconteceu recentemente) o que irão então fazer? Demitem o "VOSSO VICE"?...

Então o Vosso Presidente da ASJP pode ser mandatário de uma lista para o CSM e um inspector judicial, que é um JUIZ, que não preside "a nada", que não representa os Juízes Associados, não pode???

E a Ética, do Vosso Compromisso, também não interessa para nada?

Olhe, só lhe digo uma coisa: se V. Excelência não vê nisso "nenhum problema" - como disse - não sou eu que cepticamente lhe vou apontar o caminho das pedras... isso sim, seria "uma grande maldade"...

Sobre a discussão dos programas, dou-lhe razão. Pois também tenho interesse em discuti-los. Diga-me, por favor, por onde quer começar.
Pelos princípios? ...

09.Fevereiro.2010
... : Abraxas
Seria, efectivamente, interessante recuperar para este espaço alguma discussão programática, com a devida concretização de intenções e não apenas o recorrente uso de lugares comuns.
09.Fevereiro.2010
... : Elias
- Mas anda tudo louco?
Perderam a memória? Saberão o que é um estado de Direito DEMOCRÁTICO?
E a coluna vertebral? Faz o que eu digo...
Será que a ETA também posou
09.Fevereiro.2010
... : Elias
Esta história entrou e ainda não tinha começado!
Interrogava-me se a ETA também deixou por aí lastro?
Andamos todos fartos de mentiras e desonestidades intelectuais.
Nalguns grupos destacam-se os terroristas, os estrategas, os oportunistas, os idiotas, enfim...
As conveniências pessoais hoje sobrepõem-se ao interesse colectivo que aparentemente ontem se defendia. É pena... esperemos no entanto que as coisas mudem... para bem de todos e não dos leves duros...

09.Fevereiro.2010
... : Vallium
Discutir programas... como?

Até agora só é conhecido um (a menos que dizer mal do outro seja um programa)!

Tenham calma, podem sempre ir discutindo a banda sonora, leia-se, ruídos de fundo.
09.Fevereiro.2010
... : Joaquim Mota
Já se sabe quem apoia quem... antes assim e se discutissem os programas.

PS- Estar com os que são contra os juízes é, por exemplo, dizer que parte considerável dos juízes (por ex. a actual direcção da ASJP) está com políticos. Sublinhe-se que nenhum dos principais visados nos comentários (Orlando Afonso, Bravo Serra ou António Martins), que eu saiba, alguma vez caiu em generalizações tão graves e acusações tão insultuosas para um grupo significativo dos seus colegas de profissão. Também por isso posso afirmar que vejo as eleições com tranquilidade, pois nenhum destes 3 representantes da judicatura me suscite preocupações (ao contrário de outros juízes).
09.Fevereiro.2010
... : Elias
Isto está bonito!
Agora dizem-me que o candidato a VP do CSM, BS, já passou por lá 2x e era o braço direito de um tal Vitor Coelho que foi Subsecretário de Estado do Orçamento (Ministério das Finanças) do governo de Marcelo Caetano! Será inventona?
09.Fevereiro.2010
... : Elias
Afinal quem é que não gosta(va) de mulheres na judicatura?
Quem? Dizem que é um dos candidatos. Adivinhem.
E parece que quando elas apareciam gravidérrimas, ficavam de pé...
Não pode ser verdade! É um senhor!!!
E afinal elas ainda andam por aí e cada vez mais!
Dêm-lhe rédea!!!
Maledicência à solta!!!
Será mais uma inventona?
09.Fevereiro.2010
... : manuel soares
Elias, quem é que não gosta(va) de mulheres na judicatura?
Ora veja lá quem era:
«Culpa dos atrasos é das mulheres?
Essa gestão está complicadíssima. Nós temos uma bolsa de 18 juízes em todo o País para atender os casos de megaprocessos, substituir juízas grávidas e juízes doentes. Em Junho tínhamos 41 juízas grávidas. Como é que podemos gerir 41 tribunais sem juízes, tendo apenas uma bolsa com 18? Os casos dramáticos não são os processos mediáticos, mas os milhares de processos que temos para decidir sem juízes suficientes. No ano passado, tivemos ao longo do ano 78 juízas grávidas, quatro meses cada uma, quando decorriam dezenas de megaprocessos em todo o País, com medidas de segurança complicadas. Com a gestão de recursos que temos, os problemas são dramáticos... Precisamos de 80 juízes. O ano passado reformaram-se cerca de 100 magistrados. Todos os anos se jubila muita gente. Há tribunais no Porto sem ninguém porque os juízes são quase só mulheres e estão todas grávidas.
(Noronha Nascimento, Vice-Presidente do Conselho Superior da Magistratura, DN, 06 Outubro 2003)
09.Fevereiro.2010
... : desmemoriado
Este Noronha do Nascimento, Vice-Presidente do CSM em 2003, é o mesmo que encabeçava uma lista na qual foi também eleito Manuel Soares, que com ele fez campanha pelo País inteiro? E já agora: sabendo-se aquilo que disse Noronha do Nascimento, que disse - na altura - Manuel Soares? Reagiu? Não, seguramente. Até porque, na altura terá compreendido, como todos nós, o sentido das palavras de NN: existem cada vez mais mulheres na Magistratura (lembram-se de que, aqui há tempos, se chegou a discutir, nesta Revista, a possibilidade de instituir quotas para homens?). Estas, mercê de uma lei cretina que as obrigava a aguardar 2 anos após a licenciatura para se candidatarem ao CEJ, assumiam funções como juízas de direito com 30 ou 30 e poucos anos. Com uma situação profissional finalmente estável e com o relógio biológico a dar horas, é perfeitamente natural que pensem em ter filhos (por ora, não obstante algumas modernices em matéria de casamento, ainda não é possível aos homens engravidar). As comarcas ficam, assim, sem juiz durante largos períodos. Mesmo as Bolsas de Juízes - criadas para acudir a esse tipo de situações - são compostas por muitas mulheres, algumas delas grávidas. Isto é pura constatação de um facto. Foi isso que fez o Cons. Noronha do Nascimento. Como eu o faço, aqui e agora. Significa isto quer sou (ou que ele era) contra a presença de mulheres na Magistratura? Não seguramente, muito pelo contrário. Será que ele, quando se refere - na mesma entrevista - a juízes doentes, também está contra a entrada na judicatura de homens susceptíveis de adoecer?
Por amor de Deus! Tudo tem um limite, mesmo a demagogia. O Presidente da ASJP é mandatário de uma candidatura mas consegue manter alguma compostura; o Secretário-Geral da mesma Associação devia pôr os olhos nele e procurar não ser mais papista que o Papa. Fica-lhe mal!
09.Fevereiro.2010
... : Teresa Garcia Freitas
Boa Tarde a todos.
Vou ser breve. O meu nome que consta supra é o meu nome real, não é nenhum pseudónimo, nem encobre qualquer anonimato.
E faço questão de dizer o meu nome, por uma razão muito simples: sou tesoureira da ASJP. E isso, e só isso, me leva a escrever aqui. Sou eu quem assina, embora conjuntamente, os cheques da ASJP e sou eu que executo on line todas as ordens de transferências. E se não gosto de ver gratuitamente por-se em causa a honestidade das pessoas (sim, porque dizer-se que sai dinheiro da ASJP para a campanha do Cons. Bravo Serra é por-se em causa a honestidade de quem o faz), mais me custa quando essas acusações, gratuitas, mentirosas e sem qualquer fundamento, vêm de juízes, que ainda por cima não o sabem dizer dando a cara, o nome e o fazem insolentemente a coberto de um pseudónimo. Quem tiver dúvidas compareça na Assembleia Geral e confronte-me cara a cara com tal situação.
Por último, poderão confirmar que o meu nome - o verdadeiro e que consta supra - não consta de qualquer lista de proponentes, apoiantes ou o que lhe queiram chamar, não obstante - como já referi - integrar a Direcção Nacional da ASJP. A ASJP não deliberou qualquer apoio à lista do Cons. Bravo Serra. E por isso ponho eu as mãos no fogo.
10.Fevereiro.2010
... : rui Francisco Figueiredo Coelho (Juiz das Varas Criminais)
O comentário da Teresa Freitas empurrou-me para dizer qualquer coisa sobre as discussões que têm surgido nesta Revista. Como muitos saberão, sou candidato a Vogal por Lisboa na lista do Dr. Orlando Afonso.
Muito ganharíamos nesta disputa eleitoral, se quem aqui escreve tivesse a frontalidade de assinar o seu nome e assumir os dislates que publica. Estou cansado de ver insinuações, provocações, tentativas de assassínio de carácter relativamente a cada um dos candidatos a Vice-Presidente do CSM.
Quando escrevo nestes comentários, assino o meu nome, identifico-me. Cada um deve ser suficientemente honesto e frontal para assumir o que diz. Porque é triste ver que a Teresa teve que escrever o que acima se lê, para se defender de uma acusação que mais não foi que uma provocação lançada ao vento sob a capa do anonimato que outros, igualmente anónimos, aproveitaram para alimentar. Assim nasce o rumor, a desinformação, se desvia a discussão daquilo que interessa para o acessório.
Já no passado aqui vim defender-me das bocas do anonimato. Agora foi a vez da Teresa. Espero que não tenhamos que voltar a fazer textos assim, porque era sinal que os outros comentadores tinham aprendido a ser objectivos e dignos.
11.Fevereiro.2010
... : manuel soares
O Rui Coelho já não vai ler isto, uma vez que o assunto foi arquivado.
Mas ficam aqui ditas duas coisas:
1ª que concordo com ele;
2ª que o que ele deseja não vai acontecer. Aqueles malcriados que aqui vêm insultar não têm emenda nem vergonha.
11.Fevereiro.2010
... : Rui Francisco Figueiredo Coelho (Juiz das Varas Criminais)
Caro Manuel Soares,
Ainda li , e infelizmente, concordo. Às vezes os comentários nesta Revista andam ao nível dos comentários n'O Público, DN ou qualquer outro jornal online. É pior que o "speacher's corner".
12.Fevereiro.2010
... : dworkin
Vou votar BSerra ainda que não muito satisfeita. Estou farto do lobbie de NN. Só por isso não apoio o Conselheiro O Afonso que nunca fará frente a NN (há favores que têm de ser pagos).
Por falar em quem está ao lado dos políticos convem n esquecer que NN (que apoia O Afonso) ficou ao lados dos políticos quando se discutiu o acesso dos juízes à Relação e votou contra a lei transitória. Por isso é melhor n falar de B Serra (cuidado com os telhados de vidro).


12.Fevereiro.2010
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