header image
Início seta Juízes seta Organização Tribunais - Posição ASJP
Organização Tribunais - Posição ASJP criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
16-Jan-2008
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses, em reunião ocorrida no dia 11 de Janeiro de 2008, tomou uma deliberação a propósito da Revisão do Mapa Judiciário e da Organização dos Tribunais, na sequência do documento de trabalho do Governo, preparatório da proposta de lei de revisão. Conheça os termos da deliberação.

«A Direcção Nacional teve acesso ao documento de trabalho do Governo, preparatório da proposta de lei de revisão do mapa judiciário e da organização dos tribunais, e divulgou-o na Internet solicitando aos juízes os seus contributos, críticas e sugestões.

A ASJP, responsavelmente, deu prioridade a este assunto e tomou a iniciativa de elaborar, emAbril do ano passado, o documento A CONSTRUÇÃO DO NOVO MAPA DOS TRIBUNAIS – ENRAIZAMENTO, EFECTIVIDADE E MUDANÇA,, com o objectivo de intervir no início do processo de construção das soluções legislativas, conseguindo que muitas das sugestões então apresentadas tivessem sido incorporadas nesta proposta do Governo e que muitas opções negativas fossem afastadas.

Com a mesma responsabilidade, a ASJP irá dedicar a máxima atenção ao acompanhamento da reforma que poderá, a prazo, se bem concebida e aproveitada, introduzir factores de modernização e mudança positivos no funcionamento dos tribunais, essenciais para prestigiar os juízes e a função judicial e, reflexamente, para reforçar a sua capacidade de influência negocial no futuro.

A intervenção da ASJP será baseada nos seguintes pressupostos: 

→ A reforma do mapa judiciário e da organização dos tribunais é necessária e inevitável;

→ A crise de eficácia do sistema de justiça não pode ser enfrentada com mais medidas de desjudicialização nem com a massificação dos quadros;

→ O novo mapa territorial dos tribunais não pode ser um obstáculo ao efectivo acesso dos cidadãos à justiça;

→ A reforma da organização e gestão dos tribunais deve reforçar a independência do poder judicial, através da maior intervenção do Conselho Superior da Magistratura e do reforço do papel e da liderança do juiz presidente

→ Mas será inaceitável qualquer mecanismo de perda de independência interna, que permita ao Conselho Superior da Magistratura ou ao juiz presidente intrometer-se, seja de que forma for, na esfera de actuação jurisdicional ou processual do juiz;

→ É fundamental que o juiz presidente, podendo ser nomeado pelo Conselho Superior da Magistratura, tenha legitimidade interna, obtida pela consulta aos juízes da respectiva circunscrição territorial;

→ Será intolerável qualquer violação do princípio do juiz natural, que permita escolha de juízes para processos ou processos para juízes, que não seja por critérios gerais, abstractos e objectivos;

→ É essencial que os mecanismos que possam implicar a mobilidade dos juízes entre tribunais sejam acompanhados da devida compensação retributiva, ocorram apenas em casos excepcionais e determinados por critérios objectivos, com o mínimo prejuízo pessoal e profissional e de forma consensual;

→ Não se aceita que esta reforma seja um instrumento para depreciar o regime remuneratório dos juízes numa futura revisão estatutária;

A Direcção Nacional da ASJP espera o interesse e mobilização de todos, para que seja possível introduzir na reforma soluções positivas para a melhoria do sistema e para, se necessário, combater quaisquer medidas que ponham em causa princípios essenciais da nossa independência e dignidade funcional.

Para isso, a Direcção Nacional da ASJP, pretendendo estar habilitada a emitir parecer fundamentado e a intervir com eficácia no processo legislativo, deliberou:

- Desenvolver um conjunto de iniciativas para contactar directamente os juízes, designadamente aqueles que numa primeira fase poderão ser abrangidos pelo novo regime experimental, de forma a partilhar toda a informação disponível e a recolher todas as críticas e sugestões;

- Convidar os juízes a participarem no fórum reservado da Internet onde está aberto um capítulo específico de discussão desta matéria ou a fazerem chegar à Associação as suas propostas».

In Sítio da ASJP 

Comentarios (3)add
... : BARBAS
A única solução passa por "encerrar" o País para balanço. São tantas as asneiras (...dasssss).
Fechem os tribunais, as maternidades, os postos policiais, os postos do correios e enviem o pessoal do interior para Espanha.
16.Janeiro.2008
... : ABC
Vira o disco e toca o mesmo!
Não há pachorra!

É mesmo trabalhar das 9 às 17 h e pronto!
16.Janeiro.2008
... : Alverca(gar)
O mapa judiciário, por si só, não se apresenta como solução aos inumeros problemas, mas podia ajudar se fosse feita uma reforma estrutural com a participação de magistrados (MJ e MP) e funcionários, com experiência, engenho e arte. Mas não vai ser assim, infelizmente. Há 30 anos que ando pela Justiça e a realidade foi hoje, mais uma vez proclamada - desde 2000 que os tribunais estão a acumular, apesar das reformas (remendos) que foram feitos.Já se "queimou" várias gerações de magistrados e vai continuar a ineficácia e má imagem dos tribunais enquanto não for realizada uma verdadeira reforma de todo o sistema. Ainda acredito mas tenho pouca esperança.
17.Janeiro.2008
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem