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O presidente do Sindicato
dos Magistrados do Ministério Público considerou que a agressão a
dois juízes em Santa Maria da Feira foi a mais grave de que teve conhecimento.
Já o presidente da Associação Sindical dos Juízes lembrou que é
preciso resolver os problemas da Justiça antes que aconteçam situações
mais graves. Também o presidente da Associação
Sindical de Juízes se mostrou indignado com este acontecimento, considerando
mesmo que este exemplo revela o mal com que a Justiça é tratada em
Portugal.
O presidente do Sindicato
dos Magistrados do Ministério Público considerou que a agressão a
dois juízes em Santa Maria da Feira foi a mais grave de que teve conhecimento.
Já o presidente da Associação Sindical dos Juízes lembrou que é
preciso resolver os problemas da Justiça antes que aconteçam situações
mais graves.
O presidente do Sindicato dos
Magistrados do Ministério Público considerou que a agressão a dois
juízes no Tribunal de Santa Maria da Feira, na quarta-feira, foi a
mais grave de que teve conhecimento.
Ouvido pela TSF, António Cluny
lembrou que «houve casos de espera de magistrados e ameaças», mas
casos como este ainda não tinha chegado ao conhecimento do presidente
do sindicato dos magistrados.
«São uma situação de desprestígio
grande em que os tribunais se encontram, mas a questão fundamental
tem a ver com a falta de segurança que existe nas instalações dos
tribunais para todos os que as frequentam, sejam magistrados, funcionários,
delegados ou cidadãos», explicou.
António Cluny frisou ainda
que este caso deve incentivar o Governo a não demorar na procura de
soluções num cenário em que a «Justiça se deixa bater na sua própria
casa».
«É uma justiça absolutamente
incapaz de afirmar o sentimento de autoridade e responsabilidade do
Estado de segurança aos cidadãos. Espero que isto sirva de vez de
alerta para o Governo resolver também de vez esta situação», frisou.
O presidente do SMMP adiantou
ainda que mais vale resolver já este tipo de situações do que esperar
que «aconteçam situações mais graves que podem ser de tal maneira
dramáticas que responsabilizem de tal forma que tem a incumbência
dessas situações».
Também o presidente da Associação
Sindical de Juízes se mostrou indignado com este acontecimento, considerando
mesmo que este exemplo revela o mal com que a Justiça é tratada em
Portugal.
«Isto só está a decorrer
porque o Estado tem estado a degradar as condições mínimas de dignidade
e segurança de funcionamento dos tribunais e do exercício da função
dos tribunais», adiantou António Martins.
Este dirigente sindical entende
ainda que não há condições para que se realizem mais julgamentos
em Santa Maria da Feira enquanto não estiverem reunidas todas as condições
de segurança.
«Em finais de Abril, o Ministério
da Justiça prometeu que em Setembro abririam instalações novas. Neste
momento, o processo está bloqueado porque o Ministério das Finanças
está a burocratizar o processo e já fala que só em 2009 haverá a
possibilidade de mudança de instalações», acrescentou.
TSF | 26.06.2008
ASJP APOIA SUSPENSÃO DE AUDIÊNCIAS DE JULGAMENTO
A Associação Sindical dos Juízes
Portugueses considera «grave o episódio de violência e insegurança»
ocorrido quarta-feira nas instalações provisórias do tribunal de
Santa Maria da Feira e apoia a suspensão de audiências caso seja essa
a decisão dos juízes
A leitura da sentença de 18 arguidos
condenados por tráfico de droga terminou em agressões a dois juízes,
que sofreram ferimentos e escoriações, num julgamento que decorreu
no Pavilhão dos Bombeiros de Santa Maria da Feira, as instalações
provisórias do tribunal.
Para a ASJP, as instalações onde está a funcionar provisoriamente
o tribunal de Santa Maria da Feira «não reúnem as condições
mínimas de segurança e dignidade para realizar julgamentos».
Esta situação é «muito grave» e revela «falta de sistemas
de vigilância e policiamento adequados» nos tribunais, o que provoca
«sentimentos de intranquilidade nas pessoas que trabalham e utilizam
os tribunais, além de uma imagem de perda de autoridade e de prestígio
do Estado».
Neste sentido, a Associação «considera absolutamente necessário
que seja encontrada uma solução definitiva, no máximo já a partir
de Setembro, tal como foi publicamente prometido pelo Governo».
No comunicado, a ASJP refere também que apoia os juízes caso estes
considerem «adequado suspender a realização de julgamentos e diligências
públicas» e «exigirá ao Governo e ao Conselho Superior da
Magistratura que sejam tomadas medidas imediatas
e concretas no âmbito das suas responsabilidades próprias no sistema
de administração dos tribunais».
SOL | 26.06.2008
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