A revelação acaba de
ser feita pelo Conselho Superior da Magistratura de Itália, que
concluiu um inquérito às denúncias que recebera de juízes e
procuradores.
Aquele órgão concluiu que o correio
electrónico dos associados e dirigentes da MEDEL foi interceptado e
investigado pelo SISMI (Servicio de Inteligencia y Seguridad Militar
Italiano).
O caso está no centro de uma acesa polémica em Itália. Cluny disse ao SOL
que a notícia lhe foi comunicada hoje. O presidente do Sindicatos dos
Magistrados do Ministério Público diz que vai pedir às autoridades
portuguesas que peçam explicações às suas congéneres italianas.
A
MEDEL é uma organização europeia de juízes e de magistrados do
Ministério Público, que desenvolve diversas iniciativas em estreita
colaboração com a Comissão Europeia, o Conselho da Europa, a Associação
Internacional de Juristas e múltiplas associações e sindicatos de
magistrados da Europa, África e América Latina.
Tem
por objectivo a discussão e a apresentação de propostas com vista ao
fortalecimento da independência da Justiça. Integra magistrados de
Portugal, Espanha, França, Itália, República Checa, Chipre, Bélgica,
Polónia, Roménia, Alemanha e Grécia.
Jornal Sol