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Juízes admitem cortar relações com Bastonário OA criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
26-Mai-2008
A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considerou que as recentes declarações do bastonário dos advogados no Fórum da Maia «não são aceitáveis» e admite «cortar relações» com Marinho Pinto se este continuar a «manchar a honra» dos juízes.

A Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP) considerou que as recentes declarações do bastonário dos advogados no Fórum da Maia «não são aceitáveis» e admite «cortar relações» com Marinho Pinto se este continuar a «manchar a honra» dos juízes, noticia a Lusa.

Em carta datada desta segunda-feira e endereçada ao bastonário da Ordem dos Advogados (OA), com conhecimento ao Conselho Superior da OA e dos diversos Conselhos Distritais, o presidente da ASJP, António Martins, refere que as recentes declarações de Marinho Pinto, no Fórum da Maia, «não são admissíveis nem aceitáceis para os juízes portugueses e para a ASJP, enquanto sua estrutura representativa».

A ASJP lembra na carta que, desde a posse enquanto bastonário, António Marinho Pinto tem feito «sistemáticos ataques gratuitos à honra, consideração, dignidade e profissionalismo dos juízes portugueses».

«Até ao momento, a ASJP tem procurado evitar responder a tais ataques. Desde logo porque a classe profissional dos advogados portugueses e a OA, enquanto instituição, lhe merecem a maior consideração e respeito, mas também para não contribuir para a degradação das relações entre profissionais da justiça, com reflexos no dia a dia dos tribunais», lê-se na carta, a que a Agência Lusa teve acesso.

As palavras polémicas do bastonário da Ordem dos Advogados

Segundo a imprensa, o bastonário afirmou, nomeadamente, que «nada mudou dentro do tribunal desde o tempo do Marquês de Pombal», «as pessoas têm de se dirigir ao juiz da forma mais submissa, nem com o Presidente da República é assim» e que os «magistrados são temidos, mas não respeitados».

O bastonário dos advogados terá ainda questionado a legitimidade dos juízes em Portugal - que «noutros países são eleitos pelo povo» -, recordou a «aberração» do caso Esmeralda, assinalou a «perplexidade da opinião pública face à prisão do sargento» Luís Gomes, sustentou que «o que se aplica é a vontade do juiz e não a lei» e alertou que «a Justiça não tem donos, tem servidores», que devem ser todos.

Sem aludir especificamente a esta ou aquela afirmação de Marinho Pinto, o presidente da ASJP, António Martins, refere contudo que «não é aceitável nem admissível que o bastonário continue a procurar denegrir injustamente os juízes, os quais lhe deviam merecer mais respeito e consideração».

ASJP pede «moderação e responsabilidade»

«Nesse sentido (...) a ASJP apela ao bastonário para que se comporte com moderação e responsabilidade, nas palavras e nos actos. Se tem algo a apontar a algum juiz, em concreto, que se dirija ao órgão próprio, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) e assuma a responsabilidade de identificar o comportamento ilícito ou incorrecto, bem como o seu autor. Se não tem nenhum comportamento ou nenhum juízo em concreto para identificar, não podemos aceitar que continue a tentar manchar a honra, consideração e profissionalismo dos juízes com generalidades», diz a carta.

A concluir, António Martins adverte que, «caso este apelo não encontre acolhimento, a ASJP reserva-se o direito de cortar relações com o bastonário, sem prejuízo de os juízes e esta associação continuarem a pautar o seu relacionamento com os demais órgãos da OA, e com os advogados, pelo respeito e consideração

LUSA e PORTUGAL DIÁRIO | 26.05.2008 

Comentarios (43)add
... : Tony
Já não era sem tempo. As palavras de demagogia, falseadas e populistas do jornalista Marinho Pinto não honram nem os advogados portugueses, de quem se diz representante (gostava de saber se a maioria dos advogados compartilha dos seus entendimentos), nem a democracia, nem o respeito e a dignidade que é devida aos Tribunais e aos Juízes que sempre têm trabalhado e dedicado a sua vida a uma causa da qual são sempre os bodes expiatórios pelas leis que não criam nem pelos artifícios processuais que os advogados, ainda que em cumprimento da vontade do seus clientes, criam nos processos e que os fazem protelar.
26.Maio.2008
... : ABCDEFGH
Vergonhosas as palavras do Bastonário ao atribuir a culpa de todo o estado na justiça (até no caso Esmeralda!) aos juízes,
claro, como se os advogados do processo nada tenham feito para que esse processo (e muitos outros) continue sem terminar. Provavelmente a solução seria os Tribunais rejeitarem os requerimentos dos advogados e assim os processos terminariam mais depressa, mas depois, ai cal-de-rei, diria o bastonário que estariam esses juízes déspotas a cercear os direitos dos advogados... Pois... preso por ter cão, preso por não ter...
Os juízes são a face visível da justiça, mas são os menos responsáveis pelo estado em que esta está. Se não fossem os juízes portugueses, com o seu trabalho dedicado, o país estava entregue às máfias e seriam vazios os direitos dos cidadãos. Pena que este Bastonário só saiba incendiar os ânimos e acusar infundadamente.
26.Maio.2008
... : Mudemosdeassunto!!!
Deixemos o BOA a surfar nas núvens, onde manifestamente anda há muito tempo. O que implica não mais estar presente onde ele estiver, etc., etc.
27.Maio.2008
... : Mendes de Bragança
Finalmente, finalmente a ASJP deu um sinal positivo. É preciso dizer basta à mediocridade, ao populismo, à doença, à cegueira, à prepotência e à irresponsabilidade deste bastonário.
Se a actual direcção da ASJP resolver cortar relações com a OA, eu apoio.
Tudo tem um limite e este bastonário não faz nenhuma falta ao país, não contribui para uma discussão séria e serena sobre a justiça, não passando de um provocador e de um incendiário da actual situação que se vive na justiça portuguesa.
27.Maio.2008
... : Ricardo Vitorino : http://www.ricardovitorino.com
A Ordem dos Advogados é uma entidade que não faz falta à sociedade portuguesa. Apesar de ser advogado, nada nem ninguém me pode obrigar a pensar de outro modo ou a esconder o que penso. Considero, ainda, que Marinho Pinto tem feito um trabalho notável para conduzir a O.A. à sua desejável extinção.
27.Maio.2008
... : Juiz Atento
Já aqui, nesta Revista, por várias vezes, preconizei a medida que a ASJP se propõe levar a cabo com este indivíduo. Apenas pergunto: está à espera de quê?
27.Maio.2008
... : Cinderela
Aqui, no reino da fantasia, eu mais o Príncipe achamos piada ao Sr. Bestanário, que manda umas laradas para o ar e que achamos o digno sucessor do coelho da Alice. Alguém nos dá o contacto desse Senhor? Parece que a Gata borralheira também o quer contratar para bobo da corte... Obrigada.
27.Maio.2008
... : Buffalo Springfield
Em Portugal, país pequeno, de gente geralmente pequena, toda a gente está habituada a dizer mal de toda a gente.
Os juízes portugueses também estão habituados a, no recato dos seus gabinetes e corredores, dizer mal dos outros (advogados, mp, polícias, funcionários, etc.).
Porém, os juízes portugueses não estão habituados a que se diga mal deles.
E porque é que não é habitual que se diga mal dos juízes? Porque é necessário aplainar o pêlo a quem detém o poder de decidir, provavelmente por receio de represálias...
Ora, o exercício do poder só é democrático se for feito com humildade, pois qualquer excesso transforma-o em ditadura.
Nem sempre essa humildade tem existido na classe dos juízes.
Pese embora seja minha convicção que uma percentagem apreciável dos juízes é gente séria, honesta, humilde e trabalhadora, a parte restante (que não é tão insignificante quanto isso) não reune alguma ou algumas dessas qualidades.
O sistema (CEJ, CSM, inspecções) não tem sido minimamente eficaz na prevenção e na punição dessas situações.
O resultado é a impunidade e a soberba de quem se julga intocável e capaz de fazer o que bem quiser.
Na classe dos juízes, como em qualquer outra, por alguns pagam todos, o que mais se justifica enquanto nada acontecer a esses alguns que não dignificam a classe e que, pelos vistos, são protegidos pelos seus pares.
O boçal Dr. Marinho, com a sua conhecida ignorância, deslumbramento e sede de protagonismo, tem um grande mérito.
Quebrou o tabu relativamente à intocabilidade dos juízes protugueses.
Aos juízes portugueses restam duas opções:
Ou amuam, como têm feito até aqui;
Ou comportam-se como pessoas crescidas, procurando contribuir para melhorar o seu desempenho, o que passa necessariamente por varrer das suas fileiras quem não tem valor para aí figurar.
27.Maio.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
O que mais fragilizou a Judicatura perante a sociedade portuguesa foi a decisão (errada, injusta, é preciso dizer isto, tanto mais que o Supremo posteriormente assim a considerou) proferida pelo colectivo que entendeu como crime de sequestro o comportamento do sargento no caso Esmeralda. O que aconteceu a estes juízes? Se calhar nada. E por causa de uns pagam outros. Quanto ao mais, o bastonário que retorne ao seu escritório de província e a Ordem, como defendeu R. Vitorino, que feche as portas.
27.Maio.2008
... : também quero ser presidente do meu tribunal
Diz o Bufalo que os juízes também dizem mal dos outros, advogados , mp, policias, funcionários, etc. Será verdade? Naõ acredito, porque, como se vai vendo nestes comentários, os juízes não se julgam mais do que os outros. Esclarecimento: eu quero ser presidente do meu tribunal para poder mandar nos lugares de estacionamento.
27.Maio.2008
... : manuel soares
Buffalo
Penso que concordará que há criticar e criticar.
Criticar o sistema de justiça e a sua organização, e mesmo os poderes dos juízes e a forma como os exercem, é legítimo. Criticar o juiz A ou B que se portou mal, é desejável. Mais desejável ainda se a crítica for acompanhada da queixa ao órgão disciplinar. E é evidente que alguns juízes o merecem.
Agora, atingir todos com lama e dizer que os juízes são todos perguiçosos, prepotentes, medievais, bárbaros, mesquinhos, imaturos e outro palavreado desse, é tão disparatado como seria dizer que os advogados são todos isto, aquilo e aqueloutro.
O Sr. Bastonário tem o estilo que tem. Se tem as antenas viradas para outro lado qualquer e usa o palanque da ordem dos avogados para se promover, isso é com ele e com os advogados. Uns gostam outros não. Eu não gosto.
O que ele devia fazer, isso sim, era apresentar ao órgão disciplinar as queixas concretas que tem. Teria o apoio de todos os juízes.
Invocar a ineficácia do órgão para não apresentar queixa é do meu ponto de vista errado e demasiado cómodo.
Ademais, a certa altura, quanto mais não seja pelo respeito que é devido aos advogados e pela necessiade de preservar um relacionamento saudável nos tribunais, será preciso que os juízes percam a paciência com o Sr. bastonário.
Por acaso não quererá ir ao site do CSM, ver os relatórios anuais, para ver quantos foram varridos das fileiras nos últimos anos?
É aqui: http://www.conselhosuperiordamagistratura.pt/index.php?id=&idmenu=2&lg=1#70,

27.Maio.2008
... : PRodrigues
Pois, pois, Buffalo Spingfield, o Sr. Bastonário quebrou o "tabu" da intocabilidade dos juízes portugueses.
Para o poder político, quebrar esse "tabu" significa: quebrar o "tabu" da independência e da irresponsabilidade pelo conteúdo das decisões - Conatilho dixit -; quebrar o "tabu" da inamovibilidade; quebarar o "tabu" do juiz natural, etc.
E, com tanto quebrar de "tabus", lá se vão as garantias de imparcialidade e isenção - que, para o cidadão, não são "tabu", mas que o "falatório público" parece aceitar de braços abertos, embriagado nas palavras do Sr. Bastonário e de outros demagogos de serviço.
Haverá maus juízes - como em qualquer outra profissão.
O caminho que se anuncia é aquele em que passarão a ser as maiorias partidárias - ou "outros poderes", esses sim, incontroláveis - a decidir quem são os "maus juízes".
Já estivemos mais longe.
Quando lá chegarmos, não se venham queixar...
27.Maio.2008
... : Zéneca
Já aqui dei a entender que sou advogado e que votei no Dr.Marinho Pinto. Fui enganado. Neste momento o Dr. Marinho Pinto não representa os advogados que o elegeram mas tão só a sua opinião e um resquício muito pequeno do pior da advocacia portuguesa.
Sou advogado na província e nunca tive qualquer problema com nenhum juiz. Discordâncias técnicas, jurídicas, há muitas. Muitas acções ganhei, outras tantas perdei, uns recursos ganhei, outros perdi, arguidos que defendi foram absolvidos e outros condenados. Mas isto são as regras que existem. QUando um juiz decide contra o meu cliente eu podia acusar o juiz de estar a ser incompetente, prepotente, déspota e não sei mais o quê que o Dr. Marinho Pinto insiste em rotular todos os juízes portugueses. Mas se eu o fizesse estaria a ser hipócrita, porque quando um juiz decide em consciência e de acordo com a lei que considera aplicável, tenho que respeitar essa sua decisão e caso não concorde com ela, usar dos meios processuais (que são tantos!) que estão ao meu alcance para que essa decisão seja reformada ou revogada.
É claro que tenho ouvido falar de alguns juízes que são arrogantes com os advogados e as testemunhas. Devo ser um felizardo porque nunca me relacionei com um desses juízes e posso dizer que há mais de 25 anos que exerço a advocacia e tenho feito julgamentos desde o Norte ao Sul, incluindo ilhas. Por isso, acredito que esse número é mesmo insignificante, não podendo assim concordar com o comentador Buffalo.
Finalmente, parece-me, estas declarações sempre incendiárias, genéricas, ofensivas e difamatórias de uma classe, representa o baixar de nível por parte da Ordem dos Advogados que sempre se tem pautado por um grande nível nos seus relacionamentos. O que é mau, sendo um grave retrocesso no relacionamento entre as instituições, sendo muito gravoso que seja a própria Ordem dos Advogados através do seu bastonário a criar abismos onde eles não existiam. Preferia antes que o Sr. Bastonário em vez de andar a dizer sempre mal dos mesmos (são sempre os juízes os únicos culpados por tudo o que se passa na justiça, na óptica deste homem), cumprisse ele com as suas obrigações estatutárias, para as quais foi eleito, relacionando-se de forma elevada e respeitosa com todas as instituições, não pondo em causa a autoridade que gera mais indisciplina por parte dos cidadãos e que defendesse os advogados (não atacando os outros, mas defendendo os nossos) para que estes possam exercer advocacia de qualidade e sempre de forma livre e Independente.
Esta conduta de irresponsabilidade que está a ser tomada pelo Dr. Marinho Pinto é repugnante e deve motivar os advogados portugueses a fazer uma censura nos seus órgãos próprios a tais declarações, instando-o a não prosseguir com os seus ataques gratuitos e ofensivos, sob pena de poder ser destituído das suas funções.
Finalmente, Buffalo, também não concordo consigo no último parágrafo que escreveu. Os juízes são uma das classes mais controladas, respeitosas e honradas deste país, que muito tem a aprender com o seu trabalho e a sua dedicação. Ficaria muito frustrado se os juízes não reagissem a estes ataques gratuitos do Bastonário da OA. Isso não é amuar, pois só não se sente quem não é filho de boa gente. Os juízes sentiram-se e bem. Não dizem que váo cortar relações com os advogados, mas sim com o Bastonãrio. Parece-me ser uma atitude muito correcta.
27.Maio.2008
... : Cidalia
Ao contrário do que diz o Sr Bastonário, todos os juízes que eu conheço (e tal como eu que sou juíza), são escravos.Não são nem reis nem príncipes, nem marqueses. E se são imaturos, porque têm que ser os juízes a convidar os advogados a corrigir os seus articulados ?
Parece-me que o Sr. Bastonário defende que os juízes deviam ser eleitos. Diz que isso acontece noutros países, mas não diz em quais. Esquece-se de apontar quais os poderes, quase discricionários e sem recurso que tais juízes têm em tais países (v.g., EUA). E esquece-se de dizer que nesses países os juízes no último ano da sua função decidem em função do que lhes dá possibilidade de serem reeleitos. Isto não é justiça independente nem imparcial, mas política pura, ao sabor dos interesses. Será que é isso que os cidadãos querem, juízes que prometem para depois não cumprirem ?
Até parece que a legitimidade só advém do voto. Como se o Primeiro-MInistro tivesse sido eleito ou os ministros do governo tivessem sido escolhidos pelo povo. Eles são nomeados, como o sáo os juízes, mas estes têm que prestar provas previamente, algo que os políticos executivos não fazem.
Acredito que o Sr. Bastonário estaria bem num regime como Cuba ou Afeganistão. Mas se assim é, força, desapareça para esses países e seja feliz, já que me parece ser uma pessoa sempre revoltada com a vida e sempre com um alvo a abater. Mas isso tem tratamento...
27.Maio.2008
... : For What It's Worth
A sua argumentação, caro(a) Buffalo Springfield - se de argumentação se pode falar quando estamos perante acusações genéricas não concretizadas em factos - é tão artificiosa e sua atitude tão facciosa que nem repara que, no seu comentário, insulta gravemente os advogados portugueses, ao afirmar que ?é necessário aplainar o pêlo a quem detém o poder de decidir, provavelmente por receio de represálias...?, assim os apelidando de cobardes.

P.s. Acha que ?os juízes portugueses não estão habituados a que se diga mal deles??
Não que seja uma conduta que deva merecer habituação, mas ?não é tão insignificante quanto isso?, para usar a sua expressão, o número de ataques pessoais ao juiz vertidos em alegações de recurso.
E, ainda a propósito desta afirmação, o(a) Buffalo Springfield não é muito de ler jornais, pois não? Não há caso ?policial? mediático no qual não sujam acusações aos juízes decisores; não há discussão sobre o estado da justiça onde não se culpe os juízes pela sua crise (trabalham pouco, não cumprem prazos etc.).

There's something happening here,
What it is ain't exactly clear.
There's a man with a gun over there,
Tellin' me I gotta beware.
I think it's time we stop,
Hey, what's that sound,
Everybody look what's going down.

27.Maio.2008
... : Socrália
O Sr. Bastonário devia estar calado e envergonha os Advogados portugueses. Os Advogados não merecem isto.
27.Maio.2008
... : Hannibal Lecter
ATENÇÃO !
Algo de estranho se está a passar.
O truculento jornalista bastonarizado passa mais de metade do tempo a falar dos Juízes. E o problema não começa nas asneiras que diz, nem nos insultos que dispara em todas as direcções (onde houver um juíz). O problema é que ele é bastonário da Ordem DOS ADVOGADOS ! Corrijam-me se estiver errado.
Não tem ele tanto trabalho a fazer dentro da sua casa ? Não tem tantos problemas a resolver ? Nomeadamente -e agora vou fazer de marinho- não tem tantos advogados incompetentes e arrogantes que julgam que são o supra sumo da sabedoria, por aí espalhados, a denegrir a imagem de toda uma classe ? Não seria a função dele preocupar-se com esses casos, como os detectar, como os corrigir, como os evitar ?
Será que ninguém dentro da classe a que pertence perde a paciência com esta contínua obsessão do homem ? Que o faz desviar-se dos problemas que lhe incumbem resolver ?
27.Maio.2008
... : Buffalo Springfield
Também quero ser (...):
Pelos vistos, não tem andado pelos gabinetes e corredores...

Manuel Soares:
Claro que já não estamos no tempo em que o único procedimento disciplinar conhecido foi movido ao juiz que se atreveu a escrever um livro no qual criticava as inspecções. Mas, quem anda nos tribunais sabe que a acção disciplinar não chegou ainda a níveis minimamente aceitáveis. E os primeiros a ver e calar são os próprios juizes, colegas dos prevaricadores.

PRodrigues:
Não confunda o poder político com o Dr. Marinho. Este último é e sempre foi um franco atirador, que corre por fora.
Já agora, quem é o Conatilho?

Zéneca:
Pelos vistos, tem tido muita sorte. Não deite muitos foguetes.

For what it´s worth:
Os advogados não são cobardes, são realistas.
O Dr. Marinho não quebrou o tabu agora.Já abriu a torneira há muito tempo, ainda antes do processo Casa Pia e do caso Esmeralda.
Não tem visto televisão?
Expecting to fly?
27.Maio.2008
... : devilelas
Excelente excerto da musica "Stop Children What´s that sound" dos Jefferson Airplanes."
Quanto às declarações do bastonário, nada de novo, pois continua no seu tom populista, demagógico, que sempre teve. Infelizmente agora as palavras dele têm outra repercursão.
27.Maio.2008
... : Contra
Mas alguém quer saber do que diz o Dr. Marinho e Pinto?
Alguém - que seja responsável - lhe dá crédito?
Estou em crer que não! Caso contrário, mal vai o Estado de Direito: quando se atribui relevância a afirmações que mais não são que juízos de valor, fruto de preconceitos e que não têm qualquer sustentáculo. Pelos visto, a personagem até se permite fazer comentários a propósito de casos concretas...
Pena que, ao abrirmos os jornais, tenhamos de o ver e de ser confrontados com os disparates que diz.
Colegas advogados, o que fomos nós fazer ao eleger este Sr.!

27.Maio.2008
... : Buffalo Springfield
devilelas:
a canção chama-se for what it´s worth;
a canção é dos Buffalo Springfield...
se quiser saber mais, diga.
27.Maio.2008
... : Coelho da Alice
Arre burro que eu não quero esse gajo como sucessor! smilies/wink.gif
27.Maio.2008
... : PRodrigues
Buffalo,

O que o Dr. Marinho "sempre foi" pode ser contatado pela letura dos BOA mais antigos, quando o seu papel público se limititava à subscrição da crónica sobre "vinhos e comidas".

Depois, veio o processo Casa Pia...

E eis o "franco-atirador" na ribalta, a queixar-se dos privilégios dos juízes - férias e coisas que tais.

Chamo a isso "correr por fora", MAS no Largo do Rato, a ver quem é que o apanha!
27.Maio.2008
... : PRodrigues
Já me esquecia...
O Conatilho dispensa apresentações.
27.Maio.2008
... : Horacio
A 1º atribuição estatutária da OA é a defesa do Estado de Direito, pelo que é inevitável ter o Bastonário que falar do que o comprometa ou possa comprometer. É evidente que o comportamento menos correcto por parte de um Juiz tem ou pode ter maiores e piores consequências. Todos somos humanos, mas há que reconhecer à partida essa fragilidade e, simultaneamente, a maior responsabilidade das funções desempenhadas por um Magistrado. Exemplos concretos de comportamento menos correcto, soberba e outros defeitos de personalidade? Não é preciso ir mais longe. Basta ler alguns dos posts neste blogue. Preocupante. Não tinha ideia que podiam ser assim tão, mas mesmo tão "humanos". Por que não olharem além do vosso "eu" e pensarem realmente nas funções que desempenham com o máximo de objectividade e isenção..?
27.Maio.2008
... : sempre na mesma
Quando não conseguimos governar bem a nossa casa ou não temos capacidade para tal utilizamos manobras de dispersão para cima de quem governa outras casas...
É como o Socrates e companhia com o Euro 2008 à porta, aproveitarem para fazerem todos os disparates possíveis e imaginários com a estúpida alienação colectiva em prol de uma bola de futebol..
Ou como o Hugo Chavez que distrai toda a gente (como o fazem outros no Irão, e fizeram em Cuba etc etc) a falarem do W Bush etc etc...


27.Maio.2008
... : PRodrigues
Horácio,
Eu bem tento pensar "realmente" nas minhas funções.
Mas o barulho que o Dr. M. Pinto faz não me deixa pensar...

Aliás, qualquer dia nem vamos ter "função" em que pensar.

Quanto ao tom "humano, demasido humano", espero que não leve "demasiado a sério" alguns desabafos no intervalo entre um monte e o outro.

Um abraço.
27.Maio.2008
... : Velociraptor
Horacio:

Registo o seu esforço de dar alguma cobertura jurídica ao comportamento obsessivo do BOA. Mas não exagere nesse esforço. Pondo de parte as declarações bonitas e sonantes, da "defesa do estado de direito", a verdade é que a Ordem dos Advogados existe essencialmente para atribuir o título profissional de advogado, regulamentar o exercício da respectiva profissão, zelar pela função social, dignidade e prestígio da profissão de advogado e promover o respeito pelos respectivos princípios deontológicos, defender os interesses, direitos, prerrogativas e imunidades dos seus membros e exercer jurisdição disciplinar exclusiva sobre os advogados e advogados estagiários.
Para a defesa do Estado de Direito existem, primordialmente, os orgãos de soberania. Aí se insere a função dos Tribunais e dos Juízes.
E para os assuntos que têm a ver com o exercício da profissão da Judicatura, nomeação, colocação, transferência, promoção e exercício do poder disciplinar sobre os Juízes, existe o Conselho Superior da Magistratura.
Cada macaco no seu galho.
O que já se está a tornar ridículo no vosso Bastonário (vosso porque eu não sou Advogado) é a obsessão permanente de querer arrogar-se os poderes do Conselho Superior da Magistratura, e passar o tempo todo a emitir opiniões, todas elas deselegantes, sobre os Juízes, sem apontar um único nome concreto. Era altura de os Advogados de respeito reassumirem o poder dentro da Ordem, e dizer ao sr. Marinho Pinto que se quer continuar a ladrar contra os Juízes, que o faça enquanto cidadão. Dirija-se ao CSM e em seu nome pessoal apresente participações disciplinares, todas as que quiser, indicando as respectivas provas. Se o fizesse seria respeitado.
O que diriam os Advogados deste país se o Dr. Noronha do Nascimento passasse a maior parte do seu tempo a dizer que os nossos advogados são isto e são aquilo, têm a mania disto e daquilo, cobram honorários muito superiores à qualidade do serviço que prestam, têm uma mão cheia de defeitos, apoderam-se do dinheiro dos clientes, são os responsáveis pelo estado caótico que se vive nos tribunais, etc ? ? ?
Pense nisto e responda com sinceridade. Perdia completamente as estribeiras, não é ? Exigia respostas duras, acções de indemnização, etc. Não é ?
Agora, admita que os Juízes Portugueses têm demonstrado uma paciência e um sangue frio que só se consegue com anos de treino e disciplina.
Façam um favor à vossa Profissão. Corram com este homem.
27.Maio.2008
... : Vila Verde
Honra seja feita ao meu bastonário ( embora não concorde com maior parte das críticas que faz à magistratura) consegue o maior número de comentários, sinónimo de que o homem não é apenas popular (porque deixem-se de populismos) perante a opinião pública mas nos meios judiciários. Os Juízes "morrem de inveja" por não terem uma presidente da ASJP (pessoa muito respeitável) com o carisma daquele - talvez não tenha ambições politicas.
27.Maio.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Não é isso, Vila Verde. Não se trata de ser muito ou pouco popular. A questão é que o bastonário promove a indignação nos magistrados judiciais. Ofende-os. E temos de ripostar, porque quem cala consente. Se ofendessem a classe honrada a que pertence Vila Verde fazia decerto o mesmo. É apenas isso. E é uma vergonha nunca vista para a Justiça. Um desprestígio.
28.Maio.2008
... : Hannibal Lecter
Caríssimo Vila Verde:
Ao ler no seu comentário que "os juizes morrem de inveja por não terem um presidente da ASJP com o carisma do bastonário, não resisto a dizer-lhe, aqui que ninguém nos ouve, que a sola dos sapatos do António Martins tem mais dignidade, honra e conhecimentos jurídicos que a figura que ocupa actualmente o cargo de bastonário. É a minha opinião pessoal sobre o sr. Marinho Pinto, e já que ele insulta tudo e todos, também posso dizer o que penso dele.
Tinha pensado não gastar mais cibertinta com tão patética personagem, mas a sua simpática provocação surtiu o efeito desejado.
Cumprimentos
28.Maio.2008
... : Huno
Vila Verde

Continua verdinho como nunca. Pois tem olhos mas não vê. Não vê que lhe quero bem, advogado.
Escute, pode ser-se popular por bons ou maus motivos.

Ser-se justo, correcto e eficaz na resolução dos problemas da Justiça só está ao alcance da inteligência, do saber, perspicácia e respeito, mas nada disto o vosso bastonário possui.

O vosso Marinho é popular, mas não tem nenhuma outra qualidade de relevo, agride, ofende, faz as notícias com a sua ilicitude.
Este homem pequeno, mas popular, constantemente coloca mal os advogados que não se sentem representados por um conflito entre juizes que aquele insiste em criar, mas que ninguém o sente ou vê.

O homem Marinho quer criar conflitos, quer embaraçar os Tribunais, os juízes e os advogados com coisas e pensamentos estranhos.
Não é um homem bom. Não diz nada de útil, nem quando fala de corrupção (aí demonstrando clara simpatia e conotação com o Governo de Socrates esperando dividendos).

Mas ao contrário dos delírios do homem Marinho Pinto, afinal comprova-se que muitos advogados e juízes, que com sinal de inteligência, concordam entre si ou discordam, mas sempre mantendo uma saudável tertúlia, que o homem Marinho deve odiar no seu pesado e estranho sonho, longe das coisas deste mundo.
Não concorda companheiro Vila Verde?



28.Maio.2008
... : pirolito
Hannibal Lecter

Camarada é absolutamente certa a posição do Marinho com os sapatos do Dr.António Martins.
Mas o bastonário também tem virtudes
É verdade, e está à vista, que o camarada Marinho entende pouco de Direito, de processo civil, de processo penal ou outro, contudo, o nosso camarada é um gajo bom com o bastão. tem uma batida constante.
E quem bate bem faz falta
Malta como o Vila Verde, e como eu, gosta da arena do coliseu. do sangue a espirrar, epá e se for de juiz, está a ver meu.
O Nosso marinho dá-nos espectáculo, circo.
E olha que já vi uns juízes na bancada a rir e a gozar à fartazana com as bartidas do amigo Marinho.
O gajo diverte a malta.





28.Maio.2008
... : Conatilho dixit
Estive a falar com o Vital, o grande educador da burguesia, e numa coisa estamos de acordo.
Nada há na Constituição que impeça que os juízes sejam criticados e até que os mais ridículos sejam objecto de chacota.
Noronha e Martins para o Contra-Informação, já.
28.Maio.2008
... : Huno
Conatilho dixit

O seu nome dixit tudo
28.Maio.2008
... : Conatilho dixit
Huno:

Dixit, não dixit?

P.S.: dê cumprimentos meus ao Átila.
28.Maio.2008
... : Huno
Conatilho não queiras experimentar o gume do meu sabre. Apenas vim agora da germânia, porque ainda faz frio por lá.

Mas Conatilho, tens um nome lixado, deixa-me ajudar-te.
Se mudares de nome de repente se fará luz no seu espírito e verás que a crítica faz falta a qualquer um, sobretudo a quem carrega muita responsabilidade, como os juízes.
Mas qualquer pessoa é merecedora de respeito, sobretudo quando se trabalha pela madrugada dentro a servir o cidadão, proferindo sentenças a fio como tu nunca farás ideia, enquanto tu Conatilho tem entregas a amplos sonhos que nascem das tuas sibalas.

O Átila é um tipo antigo, cujas botas estavam bem atadas, e por aí logo se vê que não foi o homem Marinho que realizou o trabalho. Nessa encarnação o Marinho ja sujava as ruas da urbe, dando imenso trabalho aos serviços de higiene do governador.



28.Maio.2008
... : Conatilho dixit
Huno:

Passou-se ou esqueceu-se de tomar os comprimidos?

Faça um bocado de ioga, que isso passa.
28.Maio.2008
... : huno
Então Conatilho afinal não gosta de critica?

ioga faz bem, recomende ao seu bastonário para praticar. E sobretudo para tomar uns calmantes e psicoticos.

esse homem tem de se tratar urgentemente, para bem dele, e sobretudo, para bem dos senhores advogados, profissão que estimo.


28.Maio.2008
... : Conatilho dixit
Huno:

1º O problema não está em gostar ou não gostar de críticas. Está em, a determinada altura, ter deixado de entender o que V. Excia. diz.

2º Não se precipite e não se julgue mais esperto do que o que é. O bastonário não é meu, nunca foi, nem o quero para nada. Fique com ele, se quiser.
28.Maio.2008
... : huno
Ok Conatilho, foi um prazer. Quando quiser visitar as estepes do Norte diga
28.Maio.2008
... : bluerose
Meus caros senhores, com o devido respeito a todos, como sempre, ora vejo ataques GENERALISTAS tanto para os Juízes, como para os Advogados e como também para o Ministério Público. Será que não seria melhor estarmos todos UNIDOS e pararmos definitivamente com este tipo de situações que só nos desvia do real objectivo da Justiça? Algumas situações descritas mais me lembra as crianças quando lutam pelo brinquedo maior. E muitas dessas situações se olharmos bem, não é um problema originado nem pelos Juizes, nem pelos Advogados nem pelo Ministerio Público. É um problema mais de fundo e é aí, especificamente, que deve ser resolvido o problema. Eu sou advogada e concordo com o "apontar o dedo" e só o apontar em relação a certas situações pelo nosso actual Bastonário, mas DISCORDO plenamente da maneira como o faz. Acho que devia dirigir as suas críticas de forma mais concreta e recorrendo devidamente aos concelhos disciplinares contra o Juiz, procurador ou mesmo advogado em causa. Está na hora e sempre esteve na hora e espero que essa hora não mais acabe, heheh, de pararmos de nos atacar mutuamente e acabarmos em concreto com as "pequenas maças podres" que existem nas várias árvores, mas que na mesma não impedem que a árvore de frutos smilies/wink.gif

smilies/grin.gif

smilies/cheesy.gif
06.Junho.2008
... : Anibal....
Binde a Cartago....
*
Esse Marinho...é um percursor da luta de classes!
Da luta técnica, que Heidegger detestava. É um génio.
Marinho: guardo-te in only mi harte.
.
N cortem relações...Ainda há mt processo para despachar...e pouco tempo...
17.Junho.2008
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