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Independência judicial: questão mundial |
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04-Mar-2007 |
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Não é só em Portugal, em Espanha ou Itália que o poder executivo quer estrangular o poder judicial. Nas Américas, na Ásia e na África sucede o mesmo. Os juízes ugandeses vão iniciar segunda-feira uma greve ilimitada para denunciar "o desprezo do Estado de Direito e a violação persistente da sua independência" pelo poder Executivo, indica um comunicado divulgado sexta-feira em Kampala.
Os Juízes denunciam "as violações repetidas do Templo da Justiça, o desrespeito das decisões do Tribunal em toda impunidade, bem como as ameaças e os ataques frequentes contra a segurança e a independência da Justiça e dos seus funcionários".
Esta decisão intervém na sequência de um ataque da Polícia e do Exército contra o Alto Tribunal de Kampala para deter de novo seis militantes da oposição acusados de traição e que obtiveram a liberdade provisória há um ano.
Os seis homens estão detidos pela Polícia apesar desta liberdade provisória. Os juízes exigem desculpas do Governo para retomar o trabalho e pedem que os autores destes ataques sejam acusados criminalmente.
O ministro ugandês da Informação, Ali Kirunda Kivejinja, considerou que a greve dos juízes é "deplorável, histórica e injustificada". "O poder Executivo só apresentará desculpas se for necessário. Ele irá reunir-se na próxima semana para examinar este assunto", acrescentou o governante ugandês, sublinhando que esta greve é a primeira do género no país.
ANGOLAPRESS | 04.03.2007
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