header image
Início seta Juízes seta CSM/CSTAF chamados a pronunciar-se
CSM/CSTAF chamados a pronunciar-se criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
12-Nov-2007

Em reunião realizada no dia 10 de Novembro de 2007, o Conselho Geral da ASJP deliberou, em representação dos juízes portugueses, solicitar ao Conselho Superior da Magistratura e ao Conselho dos Tribunais Administrativos e Fiscais, uma tomada de posição pública, o mais rápida possível, de inequívoco repúdio por esta lei que pretende funcionalizar os Juízes e que viola gravemente os princípios constitucionais da separação de poderes e da independência do Poder Judicial.

 

«O Conselho-Geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses analisou as consequências da aprovação da Proposta de Lei nº 152/X, que aplica aos juízes de todas as jurisdições o regime dos funcionários públicos, com prevalência sobre o seu específico estatuto constitucional elegal, e delibera o seguinte:

1- Considerando que a lei foi aprovada sem audição do Conselho Superior da Magistratura edo Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais e que essa atitude incompreensível, por parte do Governo e da Assembleia da República, constitui uma grave einédita violação das regras de confiança institucional e de adequado funcionamento da democracia;

2 - Ponderando as atribuições constitucionais e legais dos Conselhos Superiores e as suas especiais responsabilidades no governo independente do Poder Judicial e na gestão e motivaçãodos juízes;

3- Atendendo a que, numa matéria tão grave e que coloca ostensivamente em crise o regular funcionamento do sistema de justiça, o silêncio dos Conselhos Superiores pode dar azo a equívocos desnecessários sobre o entendimento desses órgãos sobre o que deve ser o estatutoconstitucional e legal dos juízes;

4- Tomando nota das declarações públicas do Presidente do Conselho Superior daMagistratura, proferidas na audição parlamentar do dia 31 de Outubro, criticando a aprovação desta lei, mas sem vinculação do órgão colegial a que preside;

O CONSELHO-GERAL DA ASJP, EM REPRESENTAÇÃO DOS JUÍZES PORTUGUESES, SOLICITA AO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA E AO CONSELHO DOS TRIBUNAISADMINISTRATIVOS E FISCAIS UMA TOMADA DE POSIÇÃO PÚBLICA, O MAIS RÁPIDAPOSSÍVEL, DE INEQUÍVOCO REPÚDIO POR ESTA LEI QUE PRETENDE FUNCIONALIZAR OS JUÍZES E QUE VIOLA GRAVEMENTE OS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEPARAÇÃO DEPODERES E DA INDEPENDÊNCIA DO PODER JUDICIAL»

Comentarios (9)add
... : CPM
Ao começar a carreira
Sentia no pensamento
Que os magistrados seriam
Sempre livres como o vento

Livres, também responsáveis
Muito firmes, coerentes
Dizendo sempre o direito
Com ´statuto independente

Lutámos contra o fascismo
Com firmeza e a preceito
Na busca constantemente
Dum Estado de Direito

Havia dentro de nós
Um sentimento geral
De que as coisas com o ´stado
Andavam a correr mal

E pensava enquanto jovem
Com a alma inflamada
Que tudo se mudaria
Ao correr com a "velhada"

Mas vendo a nossa postura,
Juízes de Portugal,
Sinto que pouco mudou
Continua tudo igual

E dentro da Magistratura
Já vou perdendo a ilusão
Pois os juízes d´agora
Têm pouca união

C´o 25 de Abril
No ideário impoluto
Respirámos liberdade
Ganhámos nosso Estatuto

Na União Europeia
Há Estados de Direito
Portugal na Presidência
Deve ser do mesmo jeito

Mas em vez disso que faz
Com postura libertina
Procura outros conceitos
Da América Latina

Temos que lutar sem tréguas
Desde agora até final
Travarmos as nossas lutas
Até à greve geral

Na presente encruzilhada
Para o juiz ter sucessos
Fortaleça a união
Prejudicando os processos

P´ra não ser um "calceteiro"
- Seja só comparação -
Que firmado na calceta,
Não tira os olhos do chão

Com esta sua postura
O "calceteiro" revolta
Pois concentrado no chão
Não vê nada à sua volta

Criemos um juiz novo
Despido das nossas cargas
Olhemos à nossa volta
E tenhamos vistas largas

Já que a luta começou
Façamo-la com vontade
Exigindo do Poder
Nosso Poder de verdade

Um verdadeiro Poder
A firmar no advir
E não um Poder como agora
Que é somente a fingir

Não digo mais por agora
Na nossa urgente disputa
Sejamos todos unidos
E vamos todos à luta

CPM
12.Novembro.2007
... : Aristóteles na Lusitânia
Muito bem!
12.Novembro.2007
... : Vigilante
Para quem gosta de acções concretas, aí têm. Feita com ponderação, adequação. Muito bem! Está de parabens a Associação.
12.Novembro.2007
... : Socrália
O Estado de Direito há muito que está em perigo. Não obstante, muito boa gente, ainda não viu, nem ... crê.
12.Novembro.2007
... : Salavisa--
XEQUE-MATE !
Muito bem!
12.Novembro.2007
... : Jorge Orwell
Mas que grande salganhada vai por este país.
Se fossem corajosos, diziam de uma vez por todas o que pensam e querem fazer dos juízes, da independência do poder judicial e do princípio da separação de pdoeres.
Mas como não passam de uns cobardolas, vão indo aos pocuos, leve levemente,com umas gotas de veneno aqui, outras ali, até asfixiar por completo aqueles que procuram assegurar o cumprimento da Lei, do Direito, da Consntituição, enfim do Estado de Direito Democrático.
Nojo !
12.Novembro.2007
... : José Soares
Tem razão Jorge Orwell. Esta gajada do governo mete NOJO.
13.Novembro.2007
... : João
O Ministério Público é uma magistratura de representação do Estado, cabendo-lhe especialmente exercer a acção penal, de acordo com a administração pública prioridades da política criminal definidas pelo poder político. Diferentemente dos juízes, trata-se aqui de uma magistratura hierarquizada na sua organização e subordinada e responsável no exercício das suas funções, sob comando do Procurador-geral da República, livremente nomeado e exonerado pelo poder político.
Por consequência, não relevam para o Ministério Público as razões constitucionais e políticas que no caso dos magistrados judiciais afastam a sua qualificação como funcionários públicos. Ainda que com algumas especificidades, nada há de incompatível entre o regime da função pública e as funções dos magistrados do Ministério Público.

VITAL MOREIRA | PÚBLICO | 13.11.2007


13.Novembro.2007
... : António
«O pêndulo visível do estatuto dos juízes só pode ser um: o da titularidade de um dos órgãos de soberania do Estado» (Presidente do STJ, 16.11.2007).
Não é o caso do MP.
Para bem de todos os cidadãos.
18.Novembro.2007
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem