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Momento de silêncio criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
23-Nov-2007

O presidente da Associação Sindical dos Juízes escusou-se hoje a comentar a lei sobre vínculos, carreiras e remunerações na função pública alegando que «chegou o momento de fazer silêncio» para dar «tempo e espaço» ao Presidente da República. 

«Chegou o momento de fazer silêncio», afirmou o presidente da Associação Sindical dos Juízes, António Martins, quando questionado pelos jornalistas sobre a lei aprovada no Parlamento apenas com os votos do PS e que equipara juízes e magistrados do Ministério Público aos funcionários públicos em matéria de vínculos, carreiras e remunerações.

António Martins, que falava à saída de um encontro com o líder do PSD, salientou ainda que este é o momento para o Presidente da República ponderar, devendo, por isso, ser dado «tempo e espaço» ao chefe de Estado, que recebeu o diploma na quarta-feira em Belém. Não é o tempo próprio para falar», acrescentou, criticando «quem chegou tarde» e só agora proferiu declarações sobre a matéria.

Questionado sobre se essa crítica se dirigia aos partidos políticos e ao procurador-geral da República, que hoje em entrevista à revista Visão considera que «começa a haver alguns sinais de que pode estar em perigo a autonomia do Ministério Público», António Martins escusou-se a concretizar, frisando apenas que «houve um momento próprio para o debate». 

A este propósito, António Martins recordou que a Associação Sindical dos Juízes foi a primeira entidade a falar sobre o diploma e a produzir um documento sobre a matéria no final de Outubro.

Quer a Associação Sindical dos Juízes Portugueses, quer o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público e a Associação de Juízes pela Cidadania já consideraram que a lei dos vínculos e carreiras da Administração Pública, ao abranger os magistrados, coloca em causa «a independência do poder judicial» como órgão de soberania e «a autonomia do Ministério Público»

«Agora não é oportuno falar mais», acrescentou António Martins, escusando-se igualmente a comentar a entrevista do procurador-geral da República à revista Visão. 

Na quarta-feira, o Presidente da República, Cavaco Silva, também recusou comentar o diploma e as declarações de Pinto Monteiro, apenas confirmando ter recebido nesse dia, em Belém, a lei sobre vínculos, carreiras e remunerações na função pública.

«Não posso comentar observações feitas por quem for a leis que estão a ser objecto de análise [em Belém]. Nunca o fiz, não o irei fazer», afirmou, limitando-se a explicar que tem constitucionalmente oito dias para decidir se envia a lei para o Tribunal Constitucional e 20 dias para promulgar ou vetar. 

«Agora é o tempo do Presidente da República», disse.

SOL | 23.11.2007 

Comentarios (4)add
... : Marta
Se o PR enviar o diploma para o TC, tal decisão acertada será muito útil para acabar com certos erros e mitos.
23.Novembro.2007
... : Carlos Cunha
Silêncio sim porque mais um Sr. Juiz, este no IGAI, deu um tiro no pé.
Agora a culpa já não é dos políticos! Fantástico? É nem mais nem menos dos Polícias.
Deve ser por estarem toda a noite de serviço e logo de manha irem a Tribunal com os bandidos e terem que aguentar o dia todo para saberem que a coisa vai ficar adiada.
Claro que se só levarem nas bentas, basta prescindir do Procedimento Criminal.

Quando temos policias a darem tiros nas moleiras, e enfardarem como nunca, eis que uma cabecinha pensante se lembra de dizer umas coisitas. E logo quando já lá estava á dois anitos tão caladinho.

TAMBÉM ESTARÁ FARTO DE SER FUNCIONÁRIO PÚBLICO?? UPS PARECE?

24.Novembro.2007
... : Marta
Esta lei só vila a CRP quanto aos Juizes, atendendo à redacção limpida dos arts. 215º a 217º da CRP.
25.Novembro.2007
... : Antígona
Carlos Cunha: Clemente Lima deu a entrevista como Inspector do IGAI e não como juiz. Não confunda as coisas. Cada macaco no seu galho e cada galo no seu poleiro. Caso contrário, tem que continuar a chamar Paulo Portas e António Costa de ministros da defesa.
26.Novembro.2007
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