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Falecimento de Juiz do Tribunal Criminal Lisboa
29-Abr-2008
Faleceu neste domingo 27 de Abril, Raquel Lemos Azevedo de Mendonça Horta, de 35 anos, juíza  no 3.º Juízo do Tribunal Criminal de Lisboa, vítima de de um acidente de viação, anteontem, no Algarve, no IC1, próximo de Tunes, concelho de Silves, no sentido sul-norte. Pelas 18 horas, Raquel Horta seguia num veículo de marca MG quando o condutor de outra viatura, que viajava sozinho num Opel todo-o-terreno, fez uma ultrapassagem mal calculada e colidiu frontalmente com o veículo MG da Juíza.
Apresentamos os nossos sentidos pêsames à Exma. Família da Juíza falecida.
[Fonte da notícia: Jornal de Notícias. Cfr. ainda Correio da Manhã]
Comentarios (19)add
... : Hannibal Lecter
As mortes na estrada, neste pequeno e triste país, estão a tornar-se numa mera abstracção, em meros números e dados estatísticos, e só nos apercebemos que não é assim quando a desgraça nos bate à porta.
29.Abril.2008
... : colega
Os pêsames à família e amigos!

As penas têm de ser CONVINCENTES! Há vários meios!
29.Abril.2008
... : BD
Uma notícia triste... trágica... que me tem acompanhado o dia todo... que me deixou pensativo... Uma jovem... na flor da idade... ceifada assim... Ah, estas malvadas e assassinas negligências!...
29.Abril.2008
... : Barracuda
Governo q n sabe por cobro a esta selvajaria, que tantas vezes tenho fustigado, nunca saberá governar. Se o homicídio provada a culpa determinasse prisão preventiva, pois é evidente o risco de continuação delictuosa, e prisão efectiva de no mínimo 8 anos de prisão não veriamos tantos selvagens ao volante. Assim é o que se vê e continuará a ver. A figura do dolo eventual tem a meu ver aplicação. Conduzir com a perigosidade que vemos nas nossas estradas é o mesmo que disparar para uma multidão sem querer atingir ninguém em particular. Há aliàs medidas já implementadas noutros Países, como a Alemanha, que têm dado resultados palpáveis. N obstante poder circular-se em muitas vias sem limite de velocidade expresso, a verdade é que sendo a densidade do tráfego e as condições climáticas muito adversas é incomparável a segurança com que se circula naquele País. Mas um acampamento de ciganos é isto mesmo.
29.Abril.2008
... : Shangri-La

Se oresponsável por um acidente de viacção causador de danos corporais ou morte ficasse sem carta uns anos, os condutores tinham medo e eram melhores condutores.
Mas parece-me que não é isso que sucede.

Seria interessante verificar através das acções cíveis em que são pedidas indemnizações por danos corporais ou morte qual foi a sanção aplicada ao responsável.

Suspeito que teríamos enormes surpresas.




30.Abril.2008
... : Calvin
Amigo Barracuda:
No outro dia,numa dada revista da especialidade, fazia-se PUBLICIDADE a uma moto e sua potência, apresentando-se um jovem condutor a fazer o designado «cavalinho» com ela! Depois, não é que a PUBLICIDADE aos automóveis o que mais evidencia neles são as velocidades cada vez mais elevadas que são capazes de atingir, os cada vez menos segundos que levarão a atingir os 100 Km/H e os cada vez mais «cavalos» de que serão possuídos?! Pois, e agora os «ciganos» é que pagam! smilies/angry.gif
30.Abril.2008
... : Nuno Coelho
Nem acredito que partiste, Tia Raquel.
30.Abril.2008
... : açoriana
o meu profundo pesar que sei que por maior que seja jamais será como o da familia enlutada a quem peço arranjem forças seja onde for para aguentar esta perda que só que passa imagina ....
30.Abril.2008
... : Ana ramos ( Beja)
Sentidos pêsames á familia desta jovem Magistrada, principalmente aos seus pais e irmãos. Perder um familiar é sempre trágico mas, quando de trata de um filho, morre uma grande parte de nós mesmos. Foi isso que vi nos meus pais quando me faleceu um irmão... Força, muita força, é o que mais lhes desejo para conseguir suportar este embate terrivel.
01.Maio.2008
... : Barracuda
Estimado Calvin,

Quando falo em acampamento de ciganos não pretendo referir-me aos nómadas que todos conhecemos e há mesmo quem considere uma etnia. Nada disso! Acampamento de ciganos é uma expressão corrente lá onde nasci e onde os ciganos, os tais, constituiam parte importante da população flutuante, sobretudo em período festivo, fosse romaria ou de ciclo, como p.ex. festas religiosas. Na m infância brinquei e dancei nos bailes de roda com ciganos que conhecia pelas suas alcunhas como a qualquer miudo da minha idade e condição. espero q nenhum cigano, dos verdadeiros, se me ler, imagine que me refiro a eles. Aliás, tendo uma infância de imposições, como todas as crianças do meu meio e condição, escola, cuidados de animais e outras restrições à brincadeira, muitas vezes protestava contra o faz isto ou aquilo, vai aqui ou ali, ameaçando: qualquer dia fujo com os ciganos! Imaginava neles a liberdade de brincar sem restrições... Nada portanto de falsas interpretações. Acampamento de ciganos significa o provisório, o descoordenado, o desarumado, o improvisado, o levantar do acampamento e quem quiser que limpe, o não foi o meu burro que comeu o seu pasto. Portugal, ainda que sem ciganos, é um acampamento, não é um País sério, aqui se está como se não fosse para sempre, cada um por si, pilha galinhas de bom coração, improvisador e desenrasca, faz-tudo atrevido e seja o que Deus quiser, sonhador quixotesco, inguais, todos inguais, lá fora também há, em Portugal só se pode dizer que chove quando se identificar o sítio onde a chuva cai, nada de generalizações, não há crime sem identificação do seu agente mesmo que a vítima crivada de facadas esteja à nossa frente. Portugal é um País em suspenso de condições que não controla, como por ex. entradas de remessas de emigrantes e subsídios comunitários.É o Reino dos fulanos, como dantes era o dos nobres ociosos. O Estado ocupa, mais ou menos, mas fornece meios de vida directamente, como patrão, a 700.000 trabalhadores, ou seja, uns 7% da sua população e uns bons 25% da população activa, indirectamente a uns 2 milhões de idosos, reformados e sem rendimento, financia ainda directa e indirectamente, através de incentivos e maus negócios, empresas privadas nacionais e estranjeiras, muitas delas financeiramente bem mais poderosas que o nosso próprio Estado, tem uma classe política que se pode comparar com as moscas lá onde eu não digo por nojo, irresponsável e incapaz de assumir que perante resultados patentes e maus lhe cabe responsabilidade, fazer autocrítica, fechar a porta e partir para outra. Portugal não é um País com os pés na terra: nem no ensino, nem na economia, nem nos projectos com os nossos políticos nos pretendem enganar. Se fosse uma empresa já tinha falido há muito tempo. Assim acabará por falir mas de forma diferente. Por isso considero que não é um País mas em linguagem figurativa um sítio onde nós acampamos, sempre de passagem. Um dia destes emigro. E lá vão eles. Há uns tempos, anos, partiam das aldeias do interior. Agora, abandonadas pelo poder político, estão vazias. O acampamento ali vai sendo levantado. N há mais gente para emigrar de lá. De Lisboa ou do Porto não partiam em número significativo. Já n é assim. Familiares a trabalhar na Suissa diziam-me há dias que onde dantes se não via um alfacinha nas obras, hoje é de lá que eles vêem em maior número! É isto que devia contar para os nossos palavrosos doutores e políticos e é disto que ninguem fala. Como num acampamento de ciganos: uns partem outros ficam. O provisório permanece. É este o sentido que dou à expressão e pesa-me não ser suficientemente claro.

01.Maio.2008
... : açoriana
Ana Ramos: é verdade, quem passa sabe como os pais sobretudo quase que morrem junto... tenho um caso na familia parecido, mas penso que importando uma dor ainda maior (se é que se pode medir as dores nestes casos): suicido de um filho... sem qq motivo aparente, sem explicaçao, mt querido que era por todos.. já se passaram alguns anos mas os pais parece que ainda nao fizeram o luto pk num suicidio acho que a morte nao vai a enterrar... há algo que está sempre pendente.. deve ser horrivel..
Mas para a familia da Drª Raquel desejo mta mas mta força pk realmente é a inversao da ordem natural... se têm fé entao que agarrem-se mt a ela e a Deus..
a vida é feita de contradiçoes .. nao é nada fácil, mas temos de aprender a viver com elas e seguir em frente, guardando no coraçao aquelas pessoas que amamos, pk é a melhor forma de as termos sempre vivas dentro de nós!
Esquece-las sim é deixa-las morrer, mas enquanto as lembrarmos estarao sempre vivas... nao presentes fisicamente (e isso doi), mas espiritualmente talvez ainda mais presentes do que o que estavam...
02.Maio.2008
... : Calvin
Amigo Barracuda:
No caso vertente, para melhor enquadramento do seu pensar e não ser, injusta e hipoteticamente, acusado de racista, talvez, liguisticamente falando, devesse ter colocado a expressão em causa entre «parênteses»...É que há coisas tão «delicadas», que nunca será demais ser-se «delicado» com elas...
Vá daí um abraço, que está «absolvido»!
02.Maio.2008
... : sempre na mesma
Infelizmente esses polícias que dizem fiscalizar o trânsito só se preocupam em andar a fazer testes de alcool no sangue aos condutores e mais nada..
Não fiscalizam nada e basta ver as manobras perigosas e as loucuras de velocidade que eu vejo todos os dias nas estradas.. Mesmo quando nos submetem a uma operação STOP, não têem nenhum intuito reeducador, na abordagem aos condutores e sim a gula fanática de nos tentar caçar de alguma maneira para entraraem mais uns tostões para os cofres do Estado..
Nunca ouvi nada: veja se respeita os outros, conduza com prudência, olhe que o piso está perigoso e o tempo está mau pelo que reduza a velocidade, não beba, já acusou alguma coisa: não beba mais nada etc etc
Quem fiscaliza sofre dos mesmos vícios de quem é fiscalizado: falta pura de civismo..
05.Maio.2008
... : descontente
De um Advogado, que sabe o que custa perder um filho, os meus sentimentos à família.
05.Maio.2008
... : tristeza
sinto muito esta morte, é horrivel perder a vida de maneira tão estúpida....

12.Maio.2008
... : SImplesmente Maria
A dor da perda de alguém pela morte, é a maior dor pela qual o ser humano pode passar.E eu infelizmente sei do que estou a falar.Dizem que o tempo cura tudo mas não é verdade só atenua a dor.À familia e aos amigos os meus sentidos pesames.Palavras nesta hora não acalmam dores nem revoltas Há cerca de três anos passei por uma dor semelhante e hoje que já fiz as pazes com o mundo e com Deus.Estou mais serena para dizer que a melhor maneira de homenagear quem parte é mantelos bem vivos no nosso coração."A morte não é nada apenas me esgueirei para a sala ao lado..."
16.Maio.2008
... : António Santos : http://Ponta Delgada
de um Agente Fiscalizador de trânsito..... É para evitar esta dor, que todos os dias saio de casa com a inenção de evitar a dor que hoje sentimos pela Dignissima Dr.ª Raquel. Meus sentimentos á familia.
02.Junho.2008
... : eu vi
so tenho pena que as noticias nao sejam correctas, pois eu estive no local e o condutor do jeep opel nao fez nenhuma manobra perigosa.
apenas se desviou de outra viatura de marca mercedes que vinha a a ultrapassar o MG.perdendo depois o controle do mesmo e colidindo com o MG. É sem duvida tragico mas nao devemos condenar ninguem em praça publica sem saber de facto o que se passou.


09.Julho.2008
... : Amiga / Colega
Retalhos da memória: Desconhecia a existência desta página que agora acabei de ler integralmente. Nas passagens em que se dão pêsames aos amigos, sinto-as também a mim dirigidas. Muita dor e tristeza me causou, até me custa ainda dizer ... o desaparecimento da minha querida amiga e colega Raquel. Desde que deixei há um tempo de trabalhar muito próxima dela que tinha a sua fotografia, de um jantar de despedida de colegas (eu incluida) ao lado do meu computador, para assim a manter presente. Essa foto creio que deve estar agora com um familiar da Raquel, pois tenho-a como uma imagem muito especial dela com amigas. Agora no mesmo lugar está a foto do nosso pequeno grupo de trabalho, de então, junto do meu computador. Procurei reunir tudo e todas as coisas que tinha da Raquel para as manter como algo sagrado que quero preservar. Procurei em doc.s do meu computador tudo aquilo que ela me tinha dado nos nossos intercâmbios de informação, gavetas, ... já encontrei várias coisas. Uma prenda de anos dela e um "cartão" de parabéns feito por ela, onde fez vários desenhos com mensagens com um bom humor extraordinário, muito tipico dela ... que só mesmo tendo conhecido a Raquel ... procurei também nas minhas memórias relembrei tantas e tantas coisas, as nossas conversas, o grande carinho com que sempre falava da familia, ... sempre solidária com os amigos nos seus problemas... A Raquel "é" uma boa amiga e colega de quem muito gostamos, uma pessoa positiva, muito directa, justa, trabalhadora, inteligente. Foi um previlégio para mim ter sido amiga e colega da Raquel. Quando como acima alguém referiu ela "passou para uma sala ao lado" do sitio onde estamos, senti em mim um apelo da Raquel para estar sempre presente naquela altura para dar o apoio possível á familia e para voltar-mos a estar juntas: ela, os amigos, os colegas. E estive como senti que tinha de fazer, sempre presente em todos aqueles momentos. A minha querida amiga Raquel continua aqui, acabei de olhar para foto do nosso grupo, ... como faço muitas vezes. Para sempre a Raquel vai estar comigo, sempre tenho presente o lindo sorriso dela, a sua atitude enérgica e positiva perante a vida. Obrigado minha querida Raquel por te teres cruzado nas nossas vidas a quem trouxes-te alegria, luz, solidariedade, camaradagem. Continuas aqui com todos nós que para sempre enquanto existirmos te vamos sempre manter bem viva. Da tua amiga para sempre.
24.Julho.2008
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