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Na sequência da deliberação tomada na reunião da Direcção Nacional, de
23 de Maio de 2008, o Presidente da ASJP escreveu uma carta ao
Bastonário da Ordem dos Advogados, apelando à moderação e à
responsabilidade nas palavras e nos actos, que se passa a reproduzir.
«Exmº Snr
Bastonário da Ordem dos Advogados
Dr. António Marinho e Pinto
C/ Conhecimento:
Exmºs Snrs Presidentes
- do Conselho Superior de Deontologia da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital de Évora da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital de Faro da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital da Madeira da Ordem dos Advogados
- do Conselho Distrital dos Açores da Ordem dos Advogados
Lisboa, 26 de Maio de 2008
As recentes declarações de Vª Ex.ª, na quarta-feira passada, no Fórum
da Maia, não são admissíveis nem aceitáveis para os juízes portugueses
e para esta Associação, enquanto sua estrutura representativa.
Infelizmente, esta atitude de Vª Ex.ª mais não é do que uma sequência
do seu lamentável comportamento desde a tomada de posse enquanto
Bastonário, com sistemáticos ataques gratuitos à honra, consideração,
dignidade e profissionalismo dos juízes portugueses.
Até ao momento a Associação Sindical dos Juízes Portugueses tem
procurado evitar responder a tais ataques. Desde logo porque a classe
profissional dos advogados portugueses e a Ordem dos Advogados,
enquanto instituição, lhe merecem a maior consideração e respeito, mas
também para não contribuir para a degradação das relações entre
profissionais da justiça, com reflexos negativos no dia a dia dos
tribunais.
Mas não é mais aceitável nem admissível que o Sr. Bastonário continue a
procurar denegrir injustamente os juízes, os quais lhe deviam merecer
mais respeito e consideração.
Nesse sentido e com esse propósito a Associação Sindical dos Juízes
Portugueses apela ao Sr. Bastonário para que se comporte com moderação
e responsabilidade, nas palavras e nos actos. Se
tem algo a apontar a algum juiz, em concreto, que se dirija ao órgão
próprio, o Conselho Superior da Magistratura, e assuma a
responsabilidade de identificar o comportamento ilícito ou incorrecto,
bem como o seu autor. Se não tem nenhum comportamento nem nenhum
juiz em concreto para identificar, não podemos aceitar que continue a
tentar manchar a honra, consideração e profissionalismo dos juízes
portugueses com generalidades.
Caso este apelo não encontre acolhimento a ASJP reserva-se o direito de
cortar relações com o Sr. Bastonário, sem prejuízo de os juízes e esta
Associação continuarem a pautar o seu relacionamento com os demais
órgãos da Ordem dos Advogados, e com os advogados portugueses, pelo
respeito e consideração recíprocos.
Com os melhores cumprimentos,
O presidente da Direcção Nacional
António Martins»
In www.asjp.pt
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