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O antigo vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Neves Ribeiro, falecido há um ano, foi ontem homenageado por meia centena de amigos na Lousã, sua terra natal.
Tratou-se de uma dupla homenagem póstuma, organizada pelo jornal Trevim, do qual o juiz conselheiro foi um dos fundadores quando estudava Direito na Universidade de Coimbra (UC), e pela Sociedade Filarmónica Lousanense (SFL), colectividade que tinha Neves Ribeiro como presidente da assembleia geral há vários anos.
"Era um homem solidário. Dava-nos um certo ânimo quanto estávamos na mó de baixo", declarou à agência Lusa um dos promotores da iniciativa, João Poiares da Silva.
Natural da freguesia de Vilarinho, concelho da Lousã, António da Costa Neves Ribeiro assumiu uma das duas vice-presidências do STJ no dia 31 de Maio de 2005, tendo sido substituído por António Henriques Gaspar, após a sua morte em 16 de Fevereiro de 2005.
Licenciado em Direito e Ciências Jurídicas pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, o magistrado integrava o Supremo Tribunal de Justiça desde 1999.
Ontem, às 12H00, meia centena de conterrâneos e outros amigos colocaram uma lápide na sua campa, no cemitério de Vilarinho, onde está também sepultado o jurista Vicente Ferrer Neto de Paiva, que foi reitor da UC em meados do século XIX, após a Revolta da Sala dos Capelos, em que se distinguiu o estudante e futuro escritor Antero de Quental.
Seguiu-se uma visita do grupo à sede da Filarmónica Lousanense, onde foi descerrada uma fotografia de Neves Ribeiro no salão principal da colectividade centenária, da qual foi dirigente e benemérito.
"Sinto que ele está connosco e que preside ainda à assembleia- geral da SFL", disse João Poiares da Silva, vice-presidente do órgão, cuja presidência recusou assumir até agora, numa simbólica homenagem ao amigo.
DIARIO AS BEIRAS | 16.02.2007
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