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Concordância com a deliberação do CSM criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Abr-2008
A Associação Sindical dos Juízes (ASJP) e o Sindicato dos magistrados do Ministério Público (SMMP) estão de acordo com a decisão do Conselho Superior de Magistratura de impedir os juízes de fazer apreciações valorativas sobre processos em curso.

 

Mas a polémica decisão não agradou a parte dos juízes que a consideram de aplicação duvidosa. É o caso do juiz desembargador Eurico Reis que disse discordar "frontalmente" da medida já que, recordou, esta inibição existia mas não era aplicada de forma igual. O juiz lembrou também que ele próprio foi alvo de dois processos devido a posições públicas sobre os processos Casa Pia e uma alegada violação do segredo de justiça por parte do ex-Procurador Geral da República, Souto Moura.

O presidente do Conselho Superior de Magistratura (CSM), Noronha Nascimento disse terça-feira à rádio TSF que na última reunião do Conselho ficou decidido que os juízes estão a partir de agora formalmente impedidos de comentar processos em curso.Recusando-se a falar em "lei da rolha", Noronha Nascimento adiantou que um juiz pode contudo "explicar a decisão" ao abrigo do direito à informação, mas não comentar.

O presidente da ASJP, António Martins, concorda com esta decisão, uma vez que, argumentou ontem, "ela não impede o juiz de esclarecer" uma decisão. "O esclarecimento desde o conteúdo até aos fundamentos é adequado porque é o direito à informação", disse. António Martins adiantou que lhe parece "correcto que os comentários valorativos, sejam positivos ou negativos, não possam ou não devam ser feitos".

O presidente do SMMP, António Cluny, disse, por seu lado, que esta prática devia ser seguida pela generalidade dos intervenientes da Justiça. O magistrado adiantou que o SMMP segue esta prática e só muito "excepcionalmente" tece comentários sobre qualquer processo em curso. De acordo com António Cluny, esta prática pode "contribuir em muito" para o "esvaziamento da descredibilização da acção da Justiça", nomeadamente em comentários que se fazem "precipitados e insidiosos sobre assuntos que não são totalmente conhecidos".

JORNAL DE NOTÍCIAS | 04.04.2008 

Comentarios (2)add
... : Buffalo Springfield
Esta é boa. Não são estes mesmos senhores (refiro-me à ASJP) os primeiros a comentar processos judiciais pendentes (caso Esmeralda), quando o carácter intocável e quiçá divino das decisões judiciais é colocado em causa pela sociedade civil?
04.Abril.2008
... : Distraído
A ASJP não comentou o caso Esmeralda. Publicou a decisão no sítio da associação e comentou atitudes tomadas em relação aos magistrados intervenientes no processo.
Os advogados esses sim é que insituíram o hábito de comentar os próprios processos que estão a correr e as decisões neles tomadas, impunemente.
Se os magistrados comentassem da mesma forma os próprios processos não faltaria quem tomasse a inciativa e os perseguir disciplinarmente, a começar pelos advogados que estão no CSM.
14.Abril.2008
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