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PS e PSD aprovaram hoje em votação final global a alteração dos
Estatutos dos Magistrados Judiciais e dos Tribunais Administrativos e
Fiscais, matéria que estava incluída no acordo político-parlamentar
assinado pelos dois partidos. O CDS-PP absteve-se na votação da proposta de lei do Governo, enquando BE, PCP e partido ecologista Os Verdes votaram contra.
Durante a discussão em plenário da proposta de lei do Governo, em
Março, o ministro da Justiça, Alberto Costa, adiantou que a iniciativa
legislativa visa, entre outros aspectos, "aproximar a realidade do
Supremo Tribunal de Justiça (STJ) do seu conceito constitucional, pondo
termo a uma situação de prolongado défice de realização da
Constituição".
Além disso, acrescentou, o diploma visa igualmente "introduzir, no
acesso aos tribunais superiores, um factor de 'legitimação pelo
procedimento', passando de um processo interno baseado em inspecções
para um outro com lugar para júris com elementos externos, publicidade
e transparência".
A melhoria das condições de intervenção, no âmbito no âmbito do
Conselho Superior da Magistratura (CSM), dos membros eleitos pela
Assembleia da República, eliminando os actuais desequilíbrios é outro
dos objectivos das alterações agora introduzidas, ainda segundo o
titular da pasta da Justiça.
O Governo propõe que quatro quintos dos lugares no STJ sejam
compostos por candidatos provenientes da magistratura, como actualmente
está consagrado, e que o restante quinto seja "obrigatoriamente
preenchido" por juristas de mérito "provenientes do exterior da
magistratura, diferentemente do que hoje acontece".
Por outro lado, pretende-se também incorporar "um elemento de
publicidade e de transparência" no processo de avaliação curricular no
acesso aos tribunais superiores e a promoção de "um maior enraizamento
e possibilidade de escrutínio no âmbito da comunidade jurídica"
Além disso, o executivo propõe ainda "reforço do papel dos membros
do CSM (e do seu Conselho Permanente) designados pela Assembleia da
República, mais em linha com o critério constitucional reflectido na
composição daquele órgão".
LUSA | 02.05.2008
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