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30.º Aniversário EMJ - Conclusões |
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17-Nov-2007 |
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No evento das comemorações do 30.º Aniversário do Estatuto da
Magistratura Judicial, organizado pelo Fórum Permanente Justiça
Independente, na Quinta da Fonte Boa (Santarém), no dia 16 de Novembro
de 2007, foram formuladas as seguintes conclusões:
1.ª - A exigência que a sociedade contemporânea faz da justiça é
absoluta e universal. A Justiça deve ser igual para todos e estar ao serviço de todo e cada um dos cidadãos.
2.ª - Por isso, a independência enquanto garantia de imparcialidade de
cada Juiz, constitui ela própria um pilar do Estado de Direito.
3.ª - O Estatuto dos Magistrados Judiciais há-de ser o
instrumento único, exclusivo e estável nos seus princípios; não só
definidor de direitos e obrigações profissionais, mas sobretudo garante
total da independência dos Juízes.
4.ª - O Estatuto dos Magistrados Judiciais não deve ser
modificado segundo os interesses contingentes de qualquer que seja a
maioria política;
5.ª - A autoregulação sobre a capacidade dos Juízes se definirem ética e deontologicamente, é possível, legítima e desejável.
6.ª - Os Poderes Legislativo e Executivo têm o dever de
respeitar a Independência dos Juízes e de lhes assegurar os meios
legais e técnico-logísticos, que lhes permitam resolver os processos em
prazo razoável.
7.ª - A projectada funcionalização dos Juízes constituiria um completo regresso ao sistema definido pelo Estado Novo.
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