| Os bons e os maus |
| 21-Jan-2009 | |
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As relações entre a justiça e os media continuam a ser alimentadas por
uma rede de opacidade, com altos e baixos e com uma fricção e um ruído
que minam as suas virtudes. Nesta complexa relação não existem
inocentes. Não adianta, por isso, numa visão maniqueísta do Mundo,
afirmar que a má Comunicação Social é aquela que está sempre a
questionar o trabalho dos tribunais, a suscitar dúvidas, e que a boa é
aquela que não interroga, não critica, aquela que só fala bem dos actos
realizados pela Justiça.
Rejeito o perfil do jornalista que trata os juízes com reverência e com
medo. Não quero, para o meu país, jornalistas sem alma e que não sejam
livres na sua actividade.
É verdade que os jornalistas erram, excedem-se, por vezes, ofendem
gratuitamente e violam as regras da sua profissão. Mas prefiro o erro
de mãos livres e em liberdade do que o erro amordaçado pelo medo de
errar ou condicionado por aquela velha máxima, de que “lá estão eles a
invadir o espaço e a acção dos tribunais”, “lá estão eles a arvorar-se
em decisores judiciais”; ou a “contribuir para o não-cumprimento das
decisões judiciais”.
Culpar os media, a propósito do chamado caso `Esmeralda’, apelidando-os
de “maus” e inocentando a justiça, “os bons”, faz-me lembrar a figura
do peixe roncador do nosso Padre António Vieira: “Os roncadores, embora
tão pequenos, roncam muito”; simbolizando a arrogância, a soberba a
presunção. No chamado caso “Esmeralda” não há só bons ou maus,
inocentes ou culpados. Todos andaram mal, mas quem tinha a obrigação
maior de caminhar de forma segura, pacificando o conflito, era Justiça.
Já não convence ninguém tentar culpar os outros das nossas
incapacidades e insuficiências, na arte de saber comunicar com os media
com a sociedade. E também já cheira a bafio o pensamento que nos leva a
continuai trilhar a estrada sinuosa pouco transparente da cegueira
corporativa. Este é um percurso que já foi feito por outros que estão
quase a sair de cena, e que deu os resultados que estão à vista. A
Justiça só se faz respeitar se aceitar dar explicações sobre os actos
que pratica, ainda que tenha de assumir o erro ou a falha.
Os tempos mudaram e muita gente dentro do sistema da justiça ainda não
percebeu ou não quer aceitar. As demonstrações de fé, as verdades
morais ou até os juízos proféticos de uma justiça sacrossanta, fechada
no seu casulo, que persiste em ajudar na comunicação, informando e
clarecendo dúvidas, têm os dias contados.
RUI RANGEL | CORREIO DA MANHÃ | 21.01.2009
Comentarios
... : Gandalf
Por uma vez concordo com o Desembargador Rui Rangel:
Quem mais contribui para descredibilizar os tribunais e os juízes não são os jornalistas ou os órgãos de comunicação social, mas sim alguns juízes, que fazendo uso desses mesmos órgãos de comunicação social (nomeadamente o Correio da Manhã), comentam e criticam decisões judiciais, violando o dever de reserva a que estão sujeitos. 21.Janeiro.2009
... : reis
Onde anda a comunicação social "boa"!!???Aquela que se verga aos juizes e só diz bem dos tribunais?Nunca vi, nem ouvi...
21.Janeiro.2009
... : José
: http://portadaloja.blogspot.com
Subscrevo o comentário anterior e digo mesmo mais: para escrever isso, no Correio da Manhã, mais valia estar quietinho.
21.Janeiro.2009
... : Rosário Marques
Lolol...
Gandalf , subscrevo POR INTEIRO o que diz.... eu só não o saberia dizer assim tão bem... 21.Janeiro.2009
... : Hannibal Lecter
Cheira-me que o nosso Comentador compulsivo não se sente mesmo nada bem na barca da Justiça, e está sempre a tentar ocupar um lugar na barca da Comunicação Social. Só não percebi ainda se quer mesmo mudar-se de armas e bagagens, ou se quer ficar com um pé em cada barca.
Se for a segunda hipótese, tem de ter muito cuidado, pois corre o risco de as duas barcas seguirem caminhos divergentes, ou até apenas por causa da ondulação, e ele ou vai à água ou esgaça qualquer coisa... 21.Janeiro.2009
... : ....--Também Tu Brutus...
Se alguém na "justiça" pensa que pode determinar o que diz ou não a comunicação social está redondamente enganado. De uma vez por todas temos que perceber que uma notícia não é uma sentença. A crítica é sempre bem vinda, a que incomoda é a idiota, mas esta autodestroi-se com o tempo. Veja-se o caso Esmeralda. A publicação da decisão calou muito idiota ... apesar de alguns mais renitentes continuarem a resistir.
21.Janeiro.2009
... : Suum Cuique Tribuere
Comentários anteriores: Idem idem, aspas aspas.
De resto, veja-se este acso: Depois de saber que o TJ de TN decidiu que a menina Esmeralda fora finalmente entregue ao verdadeiro e único pai que tem (decisão esta, natural e única admissível à face da lei), eis que a SICN levou «o pai afectivo» a uma entrevista... espero que um qualquer comentador com acesso aos pasquins do nosso pobre País escreva o que se lhe oferecer sobre mais esta violação da isenção suposta nos «media», em defesa da Dignidade do pobre Baltazar. 21.Janeiro.2009
... : pontos nos is
Também eu, Sr. Desembargador "rejeito o perfil de jornalista que trata os juízes com reverência e com medo" e também não quero para o meu país "jornalistas sem alma e que não sejam livres na sua actividade".
Ser, porém livre na sua actividade, não significa que o jornalista possa dizer levianamente aquilo que entende e não sofrer as consequências disso. Infelizmente é isso que acontece na grande maioria das notícias sobre justiça e sobretudo dos casos mediáticos: Relatam-se supostos factos, sem que lhes seja exigido rigor e seriedade de forma a que quem os lê ou ouve possa formar uma opinião isenta e esclarecida. Um jornalista com alma e livre na sua actividade é sobretudo um bom profissional. E um bom profissional tem que ser rigoroso. É este rigor que vai faltando aos jornalistas quando abordam matérias de justiça. 21.Janeiro.2009
... : Um cidadão
O eterno candidato
21.Janeiro.2009
... : perfeito
os médicos dedicam-se a administrar a justiça
os juízes dedicam-se a escrever nos jornais os jornalistas dedicam-se a diagnosticar e tratar doenças os tempos mudaram e assim é que está correcto, não? 21.Janeiro.2009
... : O mundo está perigoso
O Dr. RR parece que ainda vive no período anterior ao 25 de Abril de 74. Só assim se compreende que veja os coitados dos jornalistas como vítimas e os Tribunais, maxime os juízes, como os verdugos do sistema, nomeadamente no que respeita à comunicação com a opinião pública. Hoje em dia os Tribunais são constantemente vítimas de mentiras, deturpações da verdade, omissões, tudo em prol das vendas de jornais e das audiências. E o Dr RR vem-nos falar dos jornalistas amordaçados? Amordaçada está a justiça e os juízes, que não têm qualquer possibilidade de comunicar directamente com a opinião pública e por isso ficam sujeitos à censura que os próprios jornalistas fazem. Esclarecimentos que não são publicados, informações omitidas, comunicados ignorados, etc, etc.
Bem, para o Dr. RR provavelmente serei daqueles cujo pensamento cheira a bafio e estou a trilhar a estrada sinuosa e pouco transparente da cegueira corporativa. Pois... Infelizmente não tenho engenho nem arte para trilhar uma estrada recta e transparente como é o percurso e o discurso do Dr. RR. 21.Janeiro.2009
... : PG
Infelizmente, na maioria das vezes os jornalistas "erram, excedem-se, por vezes, ofendem gratuitamente e violam as regras da sua profissão.", não por serem livres mas por estarem condicionados por outros poderes. Sendo assim, além de concordar com os comentários anteriores, acho absurdo que se use a liberdade como justificação para actos de jornalistas que não são livres e além disso violam direitos de outros.
21.Janeiro.2009
... : IVA
SO TENHO UMA COISDA A DIZER : SEM COMETARIOS
![]() 21.Janeiro.2009
... : Ora Pro Nobis
Por isso...por isso...cuidado com as éticas...
Uma boa ética, muitas vezes, serve para calar a mais horrivel das desumanidades... A História tem exemplos, mas os pequenos no tempo nada percebem.São pequenos de memória. A ética de imprensa, a ética de negócios, a ética da enfermagem, a ética...de tudo e mais alguma coisa do humano. A mistura do privado com o público. A mistura do dizente com o fazedor. A inibição, a ética. A sublimação, a anti-ética. Não vou em éticas. Já mataram gente a mais. O caso em causa tinha uma norma. O Direito deve ter algo de positivo. Mude-se a lei...desconstrua-se... O para além da norma, não é só o superior interesse da criança, conceito a delimitar no terreno positivo, e não numa qualquer intencionalidade "a gosto". Construa-se positivamente a filiação de afecto...in futurum...agora, o que está-aí não é isso! * Construa-se a parelha homossexual. A comunidade poligâmica.A adopção homossexual-parental...a comunidade pan-natural de tecto, mesa, leito e manjedoura. Não apareçam é artifícios...só porque a "ética" dos media exige a uma unilateral transparência, o justicismo. Nunca houve justiça sacrossanta, mas alguns a pensam como tal. Muda-se uma norma, e rios de tratados jurídicos pertencerão à história do sorriso. Caluniou-se o caso. A ética dos media fez juízos, patrocinou debates, e? É no meio desta gente que devemos confiar? Obviamente que não, porque a ética que eu conheço é a ética da divisão de poderes...única e sem futilidades...e ainda pouco construída! Ler antigos, faz bem aos tempos de crise: Montesquieu. O resto de ética, nasce-se e cresce-se sem mais. Como a abóbada. 21.Janeiro.2009
... : Rosário Marques
Toc, toc, Ora Pro Nobis ...
Só uma coisitinha.... é que, bem sabe, não é preciso contruir agora, porque sempre existiram, a parelha homossexual e a comunidade poligâmica. Certo, a parelha homossexual andou sempre escondida, por uma questão de sobrevivencia, mas A comunidade poligâmica sempre existiu à vista de todos e apalusos da metade masculina, e, por desinformação, de parte da feminina. Talvez actualmente se tenha reduzido com o acesso da mulher ao mercado de trabalho, à autonomia económica e a uma maior consciencialização que afinal não tem que sacrificar tudo ao lar e à família. Assim sendo, e na esteia do que afirmou, resta só construir (ou será antes ampliar?) a comunidade pan-natural de tecto, mesa e leito. A manjedoura, parece-me que foi só para o menino Jesus e a Maria..... ou estou enganada? Mas, consta-me que até esta comunidade já existe, de forma embrionária é certo, mas, ao que tudo indica, em desenvolvimento... e, veja só, consta-se que as mulheres tem estatuto de igualdade na familia/comunidade, imagine só! 21.Janeiro.2009
... : Mendes de Bragança
Um juiz nunca poderá ter tanta intervenção mediática, nas TVs ou numa coluna semanal num jornal diário.
Nunca. É contra a própria natureza da profissão do juiz. 21.Janeiro.2009
... : Ora Pro Nobis
Rosário: é a relevância no direito q falo, e não na vinculação normativa da factualidade histórica. O sempre existiu é critério de adesão do Direito?
22.Janeiro.2009
... : Rosário Marques
Ora Pro Nobis,
Ao que sei, a relevancia no direito, em regra, advém do facto de sempre ter existido, de normar a realidade existente, criando regras gerais e abstractas que resolvam possiveis futuras situações de conflito. Mas, posso sempre ir dra nova leitura na sebenta de Introdução ao Estudo do Direito do Dr. Castanheira Neves, que afinal já lá vão uns anitos! 22.Janeiro.2009
... : Miguel de Antas de Barros
Lamento muito, mas creio que o Senhor Desembargador autor do escrito está redondamente errado! Aliás, a experiência das tentativas de aproximação aos média por parte dos Tribunais, até agora, só serviu para desprestigiar a administração da Justiça e todos os intervenientes.
É que, está bom de ver, a origem do problema não se encontra na qualidade (ou falta dela) das decisões ou na capacidade de os seus autores esclarecerem "o público em geral" sobre o seu conteúdo. Convenhamos: a média dos jornalistas neste país é profundamente ignorante e incapaz de entender (mesmo com muito boa vontade) o conteúdo da mais simples das sentenças. Basta ouvir as barbaridades que diariamente nos entram pela casa dentro! Como dizia, a principal razão do desprestígio actual da magistratura reside no desprestígio social dos juízes. O juiz, independentemente da capacidade técnica e das qualidades de jurista de cada um, é um titular do mais fundamental dos órgão de soberania, resultado da primeira tentativa da Humanidade em criar um sistema organizado que permitisse realizar o Direito, protegendo-o e aos indivíduos das arbitrariedades dos fortes, dos muitos ou de um qualquer poder. Tão fundamental que o Direito e a Lei impõe ao juiz a obrigação de, em caso de necessidade, decidir contra a opinião de dez milhões de portugueses (jornalistas incluídos). Vejo muitas razões e muitas causas para que a situação tenha chegado a este ponto e os Srs. juízes desculpar-me-ão a franqueza, mas também não estão inocentes. A técnica das últimas três décadas de despejar nos tribunais juristas altamente qualificados (digamos assim), mas sem o mínimo de preparação para o exercício do poder e da autoridade, tudo aliado a um sistema político que tende a concentrar o poder (todo o poder) na direcção dos partidos, teria esta consequência inevitável - a real politic já demonstrou à saciedade que, no nosso sistema, não se conseguiu uma verdadeira separação entre o que é legislativo e o que é executivo e, pelos vistos, estamos todos satisfeitos com isso: de quatro em quatro anos lá "elegemos o Governo". Convenhamos: a minha geração nem sequer "foi à tropa" e foram poucas as oportunidades que tivemos de ser mandados, de aprender a mandar e de compreender que não são as normas, as divisas ou a beca, mas as qualidades pessoais que estão na origem do prestígio e do respeito do demais. O que não pode acontecer (mas acontece) é usar os símbolos, ser depositário das competências, mas não fazer a mínima ideia do que fazer com elas... Desconheço as soluções. Mas sei que não se ama, não se respeita, não se preza, não se admira, nem se honra aquilo que se não conhece. Por isso, para começar a devolver o prestígio aos Tribunais, sempre vai sendo tempo de que os Srs. juízes procurem granjear o respeito das comunidades em que têm que julgar: dos advogados, procuradores, solicitadores, funcionários e seguir por aí fora. E eu disse: ?granjear respeito? e não outra coisa qualquer. O primeiro passo é ?dar-se ao respeito?. Conheço excelentes exemplos. Vale para todos, incluindo os meus colegas advogados (a começar pelo Senhor Bastonário). 22.Janeiro.2009
... : ....--Também Tu Brutus...
Caro Mendes de Bragança,
Parece-me que a virtude estará no meio. Escrever nos jornais por tudo e por nada --- Não. Mas o modelo de juiz que, na sua comarca, lê a sentença que é conhecida por toda a comunidade logo a seguir, já acabou. Temos que saber lidar com a comunicação social porque esta é, hoje, o único meio para chegar ao povo. É para ele que se trabalha... bem o sabemos e escrevemos em todos os discursos....... 22.Janeiro.2009
... : Mendes de Bragança
Também Tu Brutus:
Concordo perfeitamente com o conteúdo do seu texto - a virtude está no meio. Mas verifico que passamos do oito para o oitenta e isso não nos prestigia. Creio que, quem se proclama constantemente na comunicação social, é porque não tem aceitação no meio judicial de onde provém. 22.Janeiro.2009
... : Alberto Ruço
1. Os tribunais ganharão se se derem a conhecer. As mesmas acções, desvaliosas, cometidas por um nosso amigo, «são desculpáveis», mas cometidas por um desconhecido, são uma barbaridade. Se pensarmos nisto, veremos que os tribunais e quem neles trabalha, só têm a ganhar se conseguirem dar-se a conhecer, quem são (não quero dizer as pessoas individuais, mas sim a função e o estatuto), o que têm para fazer, o que fazem, como fazem e com que meios fazem e em que condições fazem. Quem desconhece, desconfia; quem conhece, compreende. 2. Como comunicar, sendo certo que o cidadão não compreende o discurso ou a linguagem da Justiça ( valores, princípios gerais, conceitos, lógica)? Está fora de hipótese ministrar ao cidadão um curso de direito em cinco minutos, numa hora, num dia, numa semana, num ano. Sendo assim, parece impossível comunicar, mas não é. Solução: o cidadão não entende a nossa linguagem, mas nós entendemos a dele; sendo assim, temos de comunicar na linguagem dele. 3. Parece-me fundamental exigir, severamente, da (e na) comunicação social: Um discurso de respeito pelos outros (crítica não se confunde com a satisfação dos instintos ou desejos de agredir o outro; pode-se dizer que algo está errado ou pode ser feito de outra forma, sem ofender o outro); Um discurso de verdade que começa pela procura séria de apuramento dos factos que efectivamente ocorreram. Um discurso que procure compreender as acções regredindo às causas dessas acções (um facto isolado da sua razão de ser nunca pode ser compreendido). Um discurso que promova o contraditório. Um discurso que encoraje a pensar com a própria cabeça, ao invés, de promover a opinião que parece estar na moda ( toda a gente fala deste assunto; então é porque é importante; por isso, eu também vou falar deste assunto...). 23.Janeiro.2009
... : Dos Santos
: http://
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Bem esta visto que nem aqui esta toda gente de acordo,o que nao admira,mas em relação ao caso "Esmeralda" houve logo a partida um afronto e uma falta de respeito pela justiça por parte da Mãe dita adoptiva,porque o que ela fez foi um rapto e se o seu marido nao fosse da G.N.R. ela teria sido presa como é que o povo pode acreditar na justiça se ela nao é igual para todos?E é isso que a justiça é ou alias deveria ser igual para todos é a única virtude com Ministério próprio"justiça" e você senhor Mendes de Bragança deve saber bem disso numa região aonde as amizades entre advogados juízes e homens de negocio vale mais que a verdade,aonde os toxicodependentes,pequenos delinquentes vão presos e os grandes traficantes saem em liberdade com cauções,mas nao é só em trás os montes que isso acontece mas aqui nao admira nada fomos abandonados em todos os aspectos mas parece ser assim no Pais todo e para acabar senhor Mendes aqueles que tem a coragem de dar a cara na televisão e defender as suas convicções sejam la as que forem só enriquecem o debate publico e ajudam a esclarecer as pessoas a meu ver nao tem nada a ver com aceitação ou nao do meio judicial de aonde provém,o nosso problema é que somos uma democracia jovem com falta de consciência politica,filosófica,cultural e nao só,isto é que é de lastimar e compete a cada um de nos trabalhar nesse aspecto temos uma grande carência a nível associativo a todos os níveis e também na defesa dos direitos do homem.O pior nao são esses casos que vemos na televisão esses casos são maus para a imagem do Pais é um facto mas o pior são as mães que nao tem como pagar um advogado ao filho para nao ir preso vai ter como advogado um estagiário pago pelo estado "neste aspecto estamos no bom caminho mas ainda falta e muito",são os tribunais que nao tem como se proteger de qualquer tipo de agressão são as faltas de meios de investigação é a falta de infra estruturas para proteger mulheres batidas pelos maridos e muito mais acontece todos os dias nos nossos tribunais aonde quem tem dinheiro se pode defender e quem nao tem vai preso mesmo inocente essa é que é a verdade e a meu ver o único problema da nossa comunicação social é nao fazerem trabalho de investigação como se faz noutros Países nao contra juízes nem advogados mas sim em busca da verdade por afinal de contas e disso que se trata porque o que acontece é que neste momento ainda há muita gente em Portugal que vai presa por meras suspeitas sem provas esta é que é a verdade.A evolução vai ao-de-la do que precedeu,porque ela tem que abraçar o que precedeu,então a sua natureza é de transcender e incluir uma direcção,uma onda para mais profundidade das consciências e maiores valores.Para acabar quem esta amordaçado é o povo pela ignorância que lhe é imposta e nao os tribunais nem a comunicação social a nos de fazer o pouco que nos é permitido é preciso mais associações de voluntários para ajudar quem precisa a todos os níveis sobre tudo mais debates públicos dos nossos poucos intelectuais a meu ver o nosso problema é a nossa consciência de massa é muito pobre.Saudações e obrigado pela a oportunidade que aqui me foi dada.
23.Janeiro.2009
... : Cleopatra
: http://cleopatramoon.blogs.sapo.pt/
... : pontos nos is
Também gosto dos pontos nos is "(...). Ser, porém livre na sua actividade, não significa que o jornalista possa dizer levianamente aquilo que entende e não sofrer as consequências disso. Infelizmente é isso que acontece na grande maioria das notícias sobre justiça e sobretudo dos casos mediáticos: Relatam-se supostos factos, sem que lhes seja exigido rigor e seriedade de forma a que quem os lê ou ouve possa formar uma opinião isenta e esclarecida. Um jornalista com alma e livre na sua actividade é sobretudo um bom profissional. E um bom profissional tem que ser rigoroso. É este rigor que vai faltando aos jornalistas quando abordam matérias de justiça. " É fácil exigirmos aos jornalistas rigor e seriedade. Mas não é legitimo. Nós mesmos deviamos contribuir para esse rigor e seriedade. Rigor e verdade na comunicação ao cidadão em geral das decisões dos tribunais. Nós sabemso que na sua maioria os jornalistas que abordam questões de justiça nada sabem de direito. sabemos que nos procuram para saber e que nós não queremos falar salvo raras e honrosas excepções de colegas que reunem uma pequena súmula do que foi realmente decidido e fornecem à comunicação. Não sei,.... mas talvez estejam esquecidos, que quando a actual lista que representa a ASJP fez a sua campanha há 3 anos... por aí mais ao menos, uma das nossas bandeiras era um gabinete de comunicação e imagem. E, não servia o mesmo apenas para "atirar cá para fora todos os dias " um rol de notícias que são publicadas nos vários jornais todos os dias e publicadas no site da ASJP. Servia também ou era esse um dos objectivos iniciais , para dar cursos de formação aos juizes que os quisessem frequentar para estarmos preparados para contactos com os média e sabermos como transmitir através deles, as nossas decisões. Preparados para sermos abordados... Tenho para mim que um jornalista bem informado e claro, de preferencia pela fonte, que somos nós, é um jornalista que transmitirá com rigor, porque a partir daí tal lhe pode ser exigido, as posições e decisões dos juizes. Mas não.. a certa altura o projecto emperrou.. parece que saía caro... não sei. Sei que tudo o que se tinha projectado foi por água abaixo e que o gabinete de comunicação e imagem se resume ao envio diário das noticias sobre justiça, a maior parte delas mal dadas e que posso encontrar via NET sem ter de pagar uma empresa. E sei que o Presidente da ASJP acaba por ter menos visibilidade que o Autor dese artigo de "tanta pomba assassinada!" (Desculpem mas os jornalistas amordaçados fez-me lembrar a canção da Simone de Oliveira .. coisas minhas e do meu mau feitio...) Como disse alguém supra :- "Sei que não se ama, não se respeita, não se preza, não se admira, nem se honra aquilo que se não conhece." E alguém dizia há tempos que os juizes viviam fechados em cavernas.. E continuam,... Até a maneira de se relacionar com os média é pouco inteligente. Ora se fala demais,atacando os mais próximos,...ora se fala de menos, não contribuindo com o rigor juridico mas não em jurisdiquês, para o direito à informação do cidadão. Lamento mas é o que penso. 24.Janeiro.2009
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