| Não estamos imunes ao crime violento |
| 25-Out-2008 | |
Mário Mendes, secretário-geral do Sistema de Segurança Interna. Na primeira entrevista, o homem escolhido para coordenar todas as polícias, defende que estas deviam ter uma só tutela governamental e assume que o seu cargo é uma "solução de estudo". Reconhece que o Estado "perdeu autoridade" e que a polícia tem de "recuperar a rua".
Sente-se um 'super-polícia'?
Não. De forma alguma. Nunca fui super-nada. Não entendo as minhas competências com esse alcance. Mas tem poderes que nunca antes estiveram reunidos numa só pessoa...Não há dúvida nenhuma. E isso acentua-se principalmente nas situações de crise, onde tenho poder de comando operacional. Todas as restantes competências, a coordenação, direcção e controlo que me estão atribuídas na lei de segurança interna são funções de mediação. No meu entender, este cargo deve ser visto em duas vertentes. Primeiro é que, dada a natureza da organização policial no nosso país, e preciso que haja uma entidade que coordene. A segunda vertente é a necessidade de racionalização dos meios que existem. Não somos um país que possa desperdiçar os recursos que tem. Uma duplicação de recursos para uma mesma situação é irracional, quer do ponto de vista da actuação, quer do ponto de vista financeiro.
É isso que acontece? Não há coordenação nem racionalização?
Como é que vai acabar com isso? Não basta uma lei...
Seria mais fácil com uma tutela única para todas as polícias?
Essa opinião contraria a política que foi definida pelo Governo...
E o que falta em Portugal para se dar esse passo?
Vê este seu cargo como uma solução transitória para esse cenário?
Uma questão controversa, que preocupou o Sr. Procurador-Geral da
República PGR), tem a ver com a sua competência de poder dar
orientações genéricas aos órgãos de polícia criminal. Como é que pode
fazer isso sem ter acesso aos inquéritos em concreto e ao que está a
ser tratado, entrando assim no campo de intervenção do Ministério
Público?
Que tipo de relação vai ter com o PGR?
Outra das suas competências é dirimir conflitos de competências
entre forças de segurança. Estão identificados os principais focos de
conflitualidade?
Por vezes tem havido também nos assaltos a bancos com sequestros,
como aconteceu em Almada há um ano. No caso deste Verão, do BES, o que
teria sido diferente se já estivesse em funções?
Este assalto tão violento fê-lo concluir que já não estava num país de brandos costumes?
Mas aquele caso foi uma sucessão de vários, igualmente violentos
que tinham começado no início do Verão, o duplo-homicídio, a bomba do
avião...
Acha que os 'snipers' que atingiram os assaltantes do BES devem ser alvo de um inquérito?
Teria dado a mesma ordem?
Em que é que o 'Verão quente' de crimes poderia ter sido diferente se o Sr. Secretário-geral já estivesse neste cargo?
E o que é que vai passar ser diferente nestes casos?
A polícia perdeu o contacto com a rua?
Mas não se pode ter um polícia em cada esquina?
Acha que há falta de polícias no país?
Mas há áreas críticas em que esse ratio não é assim tão bom...
Os militares podem ser uma ajuda também? Houve críticas de altas
patentes pelo facto das forças armadas não terem ficado com um papel
mais definido no sistema de segurança interna, como acontece nos mais
importantes países europeus. Podemos prescindir destes recursos?
Não o chocaria, como acontece, por exemplo em Paris, ver
militares nas ruas ao lado de polícias, em acções de prevenção, quando
há ameaças terroristas?
Na intervenção que fez no parlamento falou em novos riscos na criminalidade. Quais são as ameaças emergentes?
E a tendência é para piorar, caminhar para uma criminalidade cada vez mais violenta e espectacular?
Tem cuidados especiais quando sai à noite?
Como interpreta o aumento das agressões a polícias?
Porque se sentem impunes?
E as leis penais não estão muito brandas?
Como juiz o que acha das notícias recorrentes "polícia prende, tribunal liberta'?
Mas são os polícias que prendem mal ou os juízes que soltam mal?
Mas as pessoas ficam confusas. Não percebem o que está a falhar ..
Uma questão que foi levantada com a criação desta estrutura, na
dependência do primeiro-ministro (com competências delegadas no MAI) é
o da governamentalização da segurança e de um excesso de poder político
sobre as polícias. Sente-se de mãos atadas ou sente-se um homem livre?
E vai servir primeiro os interesses dos cidadãos que os interesses do Governo?
Mas essa influência pode ser exercida em pequenas coisas, como ordens para divulgar ou esconder determinadas estatísticas...
Mesmo que contrarie o Governo?
Quais são as suas prioridades neste momento?
Mas ninguém quer dar informação à 'quinta' do lado...
O que leva um magistrado do Supremo Tribunal de Justiça, no topo
da carreira, uma vida à partida pacífica, a aceitar um cargo destes
onde os riscos que corre provavelmente são maiores dos que os
benefícios Participei em alguns trabalhos do grupo do professor Severiano Teixeira, quando ele estava no Instituto Português de Relações Internacionais, sobre os modelos do sistema de segurança interna e ao aceitar este posto quis ver se era possível por alguma daquelas ideias em prática, algum desafio profissional. Desde há muitos anos que vinha defendendo a necessidade de uma coordenação nas polícias. Desde que estive na PJ e já saí de lá há 13 anos.
E quer ficar na história como a pessoa que conseguiu por todas as polícias sob o mesmo comando ?
EXPRESSO | 25.10.2008 Comentarios
... : Mendes de Bragança
Este juiz esteve 15 anos fora dos tribunais.
Há que alterar rapidamente o EMJ para evitar situações destas. 26.Outubro.2008
... : SxZ-Zeta
--pois há q recuperar a rua...mas:
-----n é com procuradores que estejam nos gabinetes a cuidar das custas... -----n é com leizinhas que importam ao suspeito a gargalhada... ----n é com exigências probatórias dos srs. juizes que é como ir buscar o anel a Saturno. ----n é com presunções da treta porque nem sequer chegam ao facto conhecido... 26.Outubro.2008
... : McData-23Com
Dizem-me aqui ao lado que há policias sem boné....
... pessoal...e que tal uma comissãozita? Até ia bem....não era o primeiro...e assim, lá se ia a dor na consciência...bora lá para a Comissão dos D. H. M.L. T. A..; eu irei também: ao lado é a dos SubPrimers...está cá uma crise...mais um carrito à minha espera...e à sua também.Divirta-se! Eu quero preto para dar o ar de soberano. Assim, tipo volvo, bmw mercedes ou audi e nada de carrinhas que parece logo que ando nos hipers com os filhotes...nem jeeps porque um urbano não anda de jeep...apesar de darem pica! Está uma crise do caneco...e despachar processos ... 26.Outubro.2008
... : Alberto
Reconhece que o Estado "perdeu autoridade" e que a polícia tem de "recuperar a rua". E quem pôs o Estado sem autoridade...? vá lá, um caramelo... ... ... Exacto! Acertou, e vai levar um vale de compras...no ...no.... E votou? Então...Enganou-se, foi não foi...? Engana-se muitas vezes....reze. Vem lá de cima, a sério...um esforço. Também a crise...é o Estado que tem de apoiar...um Estado-bombeiro; um deus-bombeiro, o PM.bombeiro, é um país de bombeiros... 26.Outubro.2008
... : Sidharta
E o boné?
26.Outubro.2008
... : BenYoussiri
Claro que é preciso a polícia única!
Assim há menos bonés... Assim, rapadinhos...está frio .tudo bem..mas como o petroleo vai subir: sem bonés. É tempo de contenção. Policia é policia. Não há policias...A policia. O boné. 26.Outubro.2008
... : JovemSempreJovem
"Primeiro é que, dada a natureza da organização policial no nosso país, e preciso que haja uma entidade que coordene. A segunda vertente é a necessidade de racionalização dos meios que existem. Não somos um país que possa desperdiçar os recursos que tem. "
Este país tem coordenadores a mais e menos coordenação. Tem muitos bonés como bem se diz. O que este país faz é desperdiçar. Absoluto.Ponto. Vai um estudozinho?! 26.Outubro.2008
... : Rosário Marques
Mas. Senores! se acabam com os coordenadores (e as Empresas Municipais e afins) como justificam depois os honorários??
É que Policia é o que trabalha, o que precisa... 26.Outubro.2008
... : zé pobo
Deixai o homem trabalhar.
O que diz, não é importante porque não tem a função de dizer "algo". Já foi tempo de o nomeado dizer "algo", agora é coordenador. 26.Outubro.2008
... : Imunes-só-agora
Não estamos...ao crime violento.
Que evidência espantosa ... Só agora. Agora é que há crime violento.Buuuuuuu.....casper....casper...onde ´tás tu? Caim, onde foste parar? Agora é o teu único momento. Só agora. ... ... é preciso um estudo...para se definir "violento". Aqui, o de cima, rei dos estudos, neo-con, também coordenador dos estudos de impacto social e cíclica de Kondratieff, ex-membro do comité de evolução social e económica para a reforma da luta, ex ex-membro da organização da recolha das superestruturas de influencia nefasta à Ordem Social criada pelo Grande Verão, ex ex ex membro da Liga dos Amigos da Família, Fado e Futebol, ex ex ex ex membro da escola primária de S. Benevides da Touca OFERECE-Se....só 24 Euros à página, letra 11, e margens 3x3x3x3.sem recibo por causa do TC (o de contas...). 26.Outubro.2008
... : Orlando
Senhor Dr. Mário Mendes
Antes de agir nas novas funções não se esqueça de MUDAR a MENTALIDADE das hierarquias na PSP/GNR ou então terá problemas como os seus colegas tiveram na PSP. É que os "senhores" oficiais da PSP, ao que parece agora querem ser directores disto e daquilo, funcionam por quintas e quintais e aprova disso é o Comando do Porto onde há dois serviços de informações a funcionar no mesmo piso só por questões de ego de alguém!!! E muitas outras coisas... 26.Outubro.2008
... : Orlando
E mais senhor Dr., não se pode exigir a pessoas completamente desmotivadas e sem apoio algum das hierarquias!!
Os "senhores oficiais" da PSP não acompanham os seus colegas agentes em lado nenhum e isso tem que mudar como tudo o resto. Como vê tem muito trabalho pela frente, se é que quer MUDAR realmente alguma coisa!! 26.Outubro.2008
... : Mizé
eu cá só queria ser secretária...de segurança. Mas a vida ... foi feliz para mim... já me contento com despachar processos.
27.Outubro.2008
... : Baltasar
Bonés há muitos...
Ah! Eram chapéus... peço desculpa. Às vezes precipito-me. 27.Outubro.2008
... : Barracuda
Já me tinha passado pela cabeça que os métodos do melhor português de sempre haveriam de criar émulos e vir de novo a ser modernos. É preciso dizer assim pois tudo o que tem mais de 10 anos é retrógado e ou vira progresso ou fica retrógrado. Conheci o tal, o maior, conheci é um pouco de presunção já que nem sequer me era dado abrir-lhe a porta do carro, mas conheci-o na minha insignificância, de ontem, como a de hoje aliàs. Sabia, por ver, que tinha o mau feitio de enviar um cartãozinho escrito com pena de pato ao encontro dos seus instrumentos de poder e que nele se limitava a agradecer os bons e leais serviços prestados. Resultado, quando os destinatários estavam a corar ao sol na praia e aparecia uma espécie de cangalheiro fardado e com sapatos calçados pela praia fora, o servidor titulado ficava logo a tremer: lá vem o cartão de despedimento... Claro que sol a mais nâo aquecia nem arrefecia. Era rua e bico calado. Agora contrata-se por telemóvel e aceita-se após madura reflexão, com o sol a bater na cabeça e o outro com a técla de attente premida. Só falta o cangalheiro praia fora, mas lá que há semelhamças há.
No mais não me atrevo a comentar. Há um fosso entre o que o Sr. Conselheiro diz e o que eu penso e como é ele o coordenador a ele a palavra mas, cá para mim, a recuparação da rua pela polícia cheora-me a esturro. E se for a polícia a ser recuperada pela rua? Eu pensava que toda a recuperação passava pela Escola e depois pelo trabalho dignamente remunerado, mas enfim. Ficam-me umas dúvidazinhas sobre quando a sua intervenção real embraia, porque razão um juíz vai coordenar polícias em fase de actuação técnica e quem tem a chave de contacto para que a coordenação arranque em termos oparacionais, i.e, quando passa de espectador a interventor. O resto, como de costume: agitação e acalmia. O povo é sereno. 27.Outubro.2008
... : Suum Cuique Tribuere
Sobre o Sr Polícia agora nomeado devo dizer o seguinte, em jeito de troco ao Caro Mendes de Bragança: ouvi falar de uma exm,ª Colega (melhor, li nos jornais de então...) que foi promovida à Relação (no caso, a de Lisboa), tendo, por junto, 2/3 anos de trabalho efectivo na 1.ª instância. outro caramelo a quem adivinhar quem é a Senhora. daí que deste Colendo Conselheiro se pode dizer que se fartou de trabalhar como juiz, ou não?
27.Outubro.2008
... : A.Silva
As pessoas estão confusas porque as confundem.Falou o Sr.Juíz no caso de Portimão,não sei se reparou mas o assunto foi noticia de abertura de alguns noticiários televisivos durante todo o dia,mas não explicaram nada do que o Sr.diz agora.Nunca como agora a falta de respeito pelas decisões dos juízes foi tão evidente.Se preciso for até anunciam de vespera que no Tribunal tal se vai dar no dia seguinte o julgamento de A ou de B,para que ajuntamento á porta do Tribunal renda audiencias,depois discute-se com qualquer comentador de trazer por casa as decisões proferidas pelos juízes,explicando melhor os juízes julgam os reus e os comentadores televisivos julgam os juízes nos noticiários.Portanto não sei realmente o que se pode fazer para que as autoridades sejam policiais ou judiciais sejam respeitadas.Se os meninos batem nos professores vem logo uma comitiva de criançologos por a mão por cima dos meninos,crescem batem nos policias e batem nos juízes como já tem acontecido.
27.Outubro.2008
... : Romão
: http://in-dignidade.blogspot.com/
"Portanto não sei realmente o que se pode fazer para que as autoridades sejam policiais ou judiciais sejam respeitadas."
Sr. A.Silva, a questão é muito simples. Talvez demasiado complexa para quem esteja no alto do seu pedestal, e tenha dificuldade em observar ao seu redor : " DAR-SE AO RESPEITO, PARA SER RESPEITADO ". É bem simples. No "blog" supra mencionado, pode verificar o que não se deve fazer a um cidadão, para que ele não perca o respeito. Porque quando passamos por uma experiência destas, quase apetece generalizar que : " todo o sistema judiciário, polícias, advogados e juízes é tudo a mesma . . . . . "coisa" ". Só não generalizo, porque neste percurso de 16 anos de tribunais, também encontrei 3 SENHORES, no STJ, e só por ELES, eu não generalizo, porque seria uma tremenda injustiça. Aconteceu-me de tudo, o pior que consiga imaginar, aconteceu-me ! A seu tempo o divulgarei, porque de facto há situações INACREDITÁVEIS ! Além disso, ainda acredito, que na justiça também há mais gente séria e competente. E refiro-me concretamente a uma dúzia (12) magistrados, cujo trabalho, em minha opinião, foi simplesmente deplorável, para não dizer desprezível. E acredite que estou a ser moderado nesta apreciação. RP. 27.Outubro.2008
... : A.Silva
Sr.Romão deve estar confundido quando fala do pedestal porque não tenho nenhum,não sou juíza nem procuradora nem advogada.Sou técnica de contas e estou já reformada.Portanto sou uma cidadã comum e preocupa-me ver que o desrespeito começa nos bancos da escola e em muitos casos vai-se agravando á medida que os miudos vão crescendo.Vivemos numa sociedade em que os valores se vão perdendo e cada um faz pela sua "vidinha"
27.Outubro.2008
... : Mendes de Bragança
Suum Cuique Tribuere :
Sei muito bem quem é essa Senhora Desembargadora que refere no seu comentário. É por essas e por outras que o EMJ deveria ser alterado no sentido de apenas permitir aos juízes a colocação em comissões de natureza judicial. Comissões de natureza não judicial, ou seja, políticas, deveriam ser proibidas para os juízes. A regra deveria ser esta: quem quer ser juiz não pode andar em comissões de serviço. Deve fazer a sua carreira só nos tribunais. É lá que eles fazem falta e não nos gabinetes ministeriais ou na UE. Estamos entendidos? 28.Outubro.2008
... : Baltasar
Parece-me que o Mendes de Bragança tem razão.
Os juízes fazem falta nos tribunais. É para isso que são juízes. Foi para isso que foram formados e receberam formação. Foi para isso que prestaram os respectivos compromissos de honra. Não foi para fazer fretes a um primeiro ministro néscio e intelectualmente limitado que quis salvar e apaziguar as àguas que se levantaram aquando da criação de um cargo totlitário e fascista como este... que vergonhosamente um juiz foi ocupar. Um juiz não faz fretes. 28.Outubro.2008
... : Romão
: http://in-dignidade.blogspot.com/
Senhora Dª. A.Silva, antes de mais, as minhas desculpas por a ter tratado por Sr. .
Quanto ao pedestal, quase tinha a certeza que não lhe seria aplicável, mas o comentário não lhe era expressamente dirigido. Mas que a situação existe, disso não tenho a menor dúvida, e essas pessoas , têm dificuldade em olhar para baixo, provavelmente porque ainda não repararam que existe "gente" ao seu redor, ou então, coitados, devem sofrer de vertigens. Na nossa sociedade há duas enfermidades flagrantes : 1- A questão da escola, onde me parece estarmos de acordo. Porque as "criancinhas", são o futuro de qualquer sociedade, e quando esses alicerces nascem com as limitações que todos conhecemos, é óbvio, que não se conseguem edificar grandes "construções", nessas "fundações". Porque é na escola, que se começa a desenhar o caracter e personalidade, e a inculcar as regras da vida em sociedade. 2- A questão da responsabilidade. No nosso quotidiano, é vulgar encontrarmos as mais diversas irresponsabilidades, cometidas por quem quer que seja, pessoas e/ou instituições. A resposta é uma constante; desta ou daquela maneira, a impunidade é a regra. Para quem ainda tenha uma "pinga" de decência, é o convite à desobidiência e inevitável falta de respeito, sobretudo quando quem de direito, porque não pode ou porque não quer, fica quedo. RP. 28.Outubro.2008
... : Rosário Marques
Cito. " Romão :
(...) porque neste percurso de 16 anos de tribunais (...)". 16 anos? Só?? Então, imagine eu que ando lá, sempre com o mesmo caso e variantes, desde 1981/82. Já são quantos anos?? Mas olhe, em beneficio da minha sanidade mental, nem me dei ao trabalho de contar quantos Juízes ou julgamentos já foram, ou os que ainda estão pendentes. Mais, veja, já lá vão TANTOS anos, que os Magistrados que apanhei na 1.ª Instancia, estou agora a encontrá-los no Supremo. Irónico, não é? Mais ainda, não ganhei um só processo na primeira instancia.. todos conheciam demasiado bem a outra parte... as decisões ficaram a meu favor, SÓ, quando saí daquele Tribunal. Sabe.... é TODA a minha vida adulta! 28.Outubro.2008
... : Romão
: http://in-dignidade.blogspot.com/
Sra. Dª Rosário Marques, não conheço o seu caso e por isso seria arbitrária qualquer opinião que manifestasse.
Contudo, 26 anos numa acção, parece-me manifestamente exagerado, seja qual for a situação. No meu caso, que pode consultar no blog supra mencionado, vou-lhe de entre várias, mencionar apenas duas situações. -1- O conflito roda em torno de um r/c, composto por duas lojas independentes, direita e esquerda, como foi esclarecido em resposta a quesito específico, nesta questão. Eu ocupava o nº26, que é uma dessas lojas.Matéria assente. Em resposta a dois quesitos, ficou provado que: - a loja esquerda, estava fechada e em estado de abandono há mais de 3 anos. - o nº 26 não corresponde à loja direita. Será a Srª capaz de me explicar onde se situa o nº26, e a que loja corresponde? Porque o tribunal não conseguiu, aliás, nem sequer tentou fazê-lo ! Mas decidiu assim, o que normalmente se designa por um absurdo. Isto apesar dos recursos junto do TRL e STJ. -2- A autora pede duas indemnizações, das quais não pediu juros de mora, até ao final da discussão na 1ª instância. O TRL, no meu recurso, absolveu-me desse pagamento, precisamente com esse fundamento, pois a 1ª intância tinha-me condenado ao pagamento daqueles. Além disso, a autora conformou-se com esta decisão, não recorrendo dela. Uns anos depois, na segunda volta pelos tribunais, a autora junto TRL, reclama os juros, que foram concedidos e posteriormente confirmados pelo STJ. Numa aclaração junto do STJ, este respondeu que a decisão tinha sido clara, e por isso nada havia a esclarecer. Esta questão é absolutamente académica, qualquer caloiro de direito aprende nos primeiros anos de faculdade, a doutrina nesta matéria. Por favor, comentem, as decisões, e também se são necessários 16 anos para decidir sobre estas questões ! RP. 28.Outubro.2008
... : Rosário Marques
Ora, ora Romão... então para o caso dos outros, acha 26 anos manifetsamente exagerado! Masno seu caso, ja acha 16 anos, por duas lojas, um tempo normal.
Não se trata de dois pesos e duas medidas, pois não? ;-) Como digo, mantenho a minha sanidade mental, não pensando nisso... Apesar de ter partido de uma questão perfeitamente académica, que qualquer caloiro aprende nos primeiros anos de faculdade... tal como eu aprendi. 29.Outubro.2008
... : Mário Rama da Silva
Lá me irão acusar de querer introduzir regras onde o Sr. Administrador da Revista o não faz e de ser adepto de censura, lápis azul, e outras similitudes, mas continuo a não perceber porque é que os comentadores se não cingem à matéria do artigo a comentar e persistem em fazer propaganda dos seus blogues e da matéria que aí tratam, arrastando outros comentadores e transformando esta revista num mixto de blogue e de chat-room que, manifestamente, não devia ser.
Já sei, porque alguém me disse aqui, que se não gosto não devo comentar, donde concluí que só deveria comentar o que gosto, mas, de facto, não gosto de abrir um artigo sobre um determinado tema e ver metade do espaço de comentários dedicado a temas totalmente diferentes, questões personalizadas relativas a outros assuntos, ou simples propaganda de causas e blogues pessoais. Parece-me falta de respeito pelos outros leitores e comentadores obrigá-los a ler bugalhos em artigos que tratam de alhos. Mas talvez não... talvez agora me respondam "se não gosta mude-se" porque a liberdade é cada um escrever o que lhe apetece, quando lhe apetece e onde lhe apetece... assim como o grafitti. Resposta do Administrador: Dr. Mário Rama da Silva: tenho, de facto, procurado evitar não publicar comentários, porém tenho que o secundar e reiterar para que os comentários se restrinjam ao objecto do item publicado, evitando que versem sobre questões de natureza pessoal ou sobre processos concretos. Obrigado. 29.Outubro.2008
... : Rosário Marques
Mário Rama da Silva
Sei que não precisa que eu lhe dê razão, mas... tem razão. Penitencio-me. (O que não quer dizer que não volte a cair no mesmo, mas...) 29.Outubro.2008
... : Mário Rama da Silva
Cara Colega Dra. Rosário Marques,
Obviamente o comentário não lhe era dirigido mas aos bloguistas de causas que aproveitam este espaço para as promover, e induzindo-nos, muitas vezes e a todos, a passar a comentar os temas que introduzem sem ligação com os assuntos tratados. É que, de facto, as causas, muitas vezes justas, atraem-nos a todos e a tentação de passar a falar de outros temas é, por vezes, irresistível. 29.Outubro.2008
... : Romão
: http://in-dignidade.blogspot.com/
Sr. Mário Rama da Silva, aceito e respeito os comentários do Sr. Administrador, sendo este espaço da sua "propriedade" e responsabilidade.
E por consequência reconheço-lhe toda a legitimidade para determinar os princípios que regem a utilização deste "ponto de encontro", independentemente do que por ele seja estabelecido. Com todo o respeito que o Sr. me merece, e aos seus comentários, cuja pertinência me parece ajustada, permita-me lembrar-lhe que não passa de um simples "visitante" como eu, e portanto com um estatuto semelhante. As minhas desculpas se estiver enganado. Ao tecer esses comentários incorreu no mesmo erro que me imputa, perante terceiros. Cumprimentos. 29.Outubro.2008
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