| Os casamenteiros |
| 24-Set-2008 | |
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O Parlamento vai votar a formação de pares homossexuais. É uma perda de
tempo só oportuna para quem não queira discutir problemas reais do
país. Há muito que pares homossexuais são banais no quotidiano
nacional. Não sendo a sua existência controversa, tentar impor um
"casamento" homossexual à ordem jurídica é ilógico.
A sociedade humana é formada por células familiares mono ou poligâmicas, patriarcais ou matriarcais, mas todas elas com um elemento comum. A presença essencial dos dois géneros da espécie. A humanidade sempre manifestou consciência de que a sua existência depende da estabilidade de núcleos com capacidade reprodutiva. Por isso, bem ou mal, por via religiosa, jurídica ou consuetudinária, se tenta desde sempre contratualizar as relações entre sexos opostos de modo a garantir-lhes uma existência duradoura que promova a estabilidade da própria sociedade. Os entendimentos de como essa segurança pode ser conseguida ainda hoje variam de região para região, do mesmo modo que têm mudado através da história. O que tem sido omnipresente é uma preocupação social com a manutenção da parceria sexual organizada com potencial reprodutivo, logo, envolvendo os dois géneros. A essas uniões essenciais, sempre se chamou casamento. É importante desiludir todos aqueles que queiram ler aqui um manifesto contra a homossexualidade. Não é. Tão-pouco preciso de tornar público se tenho ou não tenho no meu convívio íntimo pessoas de orientação sexual variada ou qual é a minha própria orientação sexual. Nesta discussão não está em causa a respeitabilidade de pessoas nem a liberdade de opções. É a base do edifício social que está a ser posta em causa na tentativa de adulterar o seu elemento mais importante com experimentalismos. Nada há na norma constitucional ou jurídica que obste à formação de um par homossexual (ou uma tríade, porque não). Se quiserem contratualizar garantias patrimoniais podem fazê-lo nas actuais molduras legais. É possível adoptar sem casar. Mas se o casamento é muito mais do que um mero objectivo procriativo, ao excluir "ab initium" a procriação da unidade conjugal como, por força da natureza, aconteceria nas uniões homossexuais, está-se a torná-lo em qualquer coisa que o faz deixar de ser. Se há ambiguidade nesta área, desfaça-se. Reafirme-se o que sempre foi entendido como casamento, que é a união formal entre uma mulher e um homem. Experimentalismos façam-nos criando uma entidade nova para diferentes uniões que até poderão vir a estruturar sociedades futuras, mas que nada têm a ver com o casamento. No presente, destruir a natureza cultural, tradicional, biológica e social do único instituto que garante a continuidade de tudo numa sociedade, amputando-lhe a especificidade e alargando-o a conceitos que a sua génese natural nunca contemplou, nem é progressista nem liberal, é absurdo. MÁRIO CRESPO | JORNAL DE NOTÍCIAS | 24.09.2008 Comentarios
... : Huno
o presente artigo merece aplauso
É ridiculo, mas as pessoas que defendem o casamento homossexual, são as mesmas que ao longo das últimas décadas têm atacado duramente a instituição do casamento, e a maternidade, nada por ela fazendo, antes promovendo a legalização do aborto por razões económicas, ou por opção individual (a vida humana é decidida por razões humilhantes, tal como os nazis faziam, nas suas experiências sociais). A construção de uma sociedade e sua sobrevivência, é um assunto muito sério, cuja discussão não pode ser corrompida por preconceitos ideológicos tacanhos que enchem a boca com uma ideia de "liberdade", cujo conceito não é reflectido, mas apenas usado para se afirmar todo o disparate . A dissolução do núcleo familiar, e a menorização da maternidade tem conseqjuências desvastadoras . A união de facto, tem merecido um crescente esforço normativo de equiparação nos seus de efeitos jurídicos ao casamento. Até aí tudo bem. A união de facto é um acto de liberdade, tal como a escolha na orientação sexual. Contudo, diferente é a promoção legal da homossexualidade como valor social. É um absurdo, porque, pura e simplesmente, a homosexualidade não o é um valor social. Não existe psicólogo ou especialista de boa saúde, que consiga convencer alguém dos benefícios da adopção de uma criança pelos casais homossexuais. neste caso, trata-se de brincar ao casais, à custa do futuro e da personalidade de uma criança. Não existe sociólogo de boa saúde que defenda a promoção da homosexualidade como uma meta social evolutiva paralela, ou integrada num programa sociológico de uma sociedade em evolução. Homossexualidade/maternidade; homossexualidade/educação (principalmente, em sociedades em que amostra de casais homossexuais assumem expressão numérica significativa), são conceitos que colidem Não devia ser preciso escrever mais do que duas linhas para se perceber tudo isto, Mas este país tem a preversa lógica socrática 24.Setembro.2008
... : Rosário Marques
Xiiiiiiiiiii...... tanta homofobia! E eu a pensar que já tinhamos avançado um bocaditinho que fosse!
Tenho ideia que tambem eram razões equivalentes/paralelas a estas que se invocavam para justificar a situação própria da mulher, que a impedia de aceder a cargos públicos, magistratura incluida... 24.Setembro.2008
... : huno
xxiii vamos avançar para onde, já agora?
xxiii que bom, tão evoluidos que nós somos viva tudo, cebolas, com nabos e alfaces 24.Setembro.2008
... : Viriato de Viseu
É espantosa a evolução das opiniões sobre certas instituições como o casamento.
Há uns tempos, constituia um sinal progressista manifestar desprezo pelo casamento, que era considerado uma instituição burguesa, uma mera formalidade legal sem qualquer valor. Hoje, desde que se trate de pessoas do mesmo sexo, o "casamento" já aparece altamente valorizado. Talvez por, em rigor, não ser casamento. A sociedade está preocupada com outras questões mais prementes que não o casamento entre pessoas do mesmo sexo. 24.Setembro.2008
... : José Faria
O casamento é um instituto em fortíssima decadência em todos os países evoluídos. Actualmente, uma percentagem elevadíssima de casamentos redunda em fracasso completo, pois já lá vão os tempos em que a mulher tudo suportava por força da sua dependência económica.
Ainda assim, o casamento ainda existe e, pessoalmente, não encontro qualquer motivo para se impedir que este tipo de acordo de vontades se estenda a pessoas do mesmo sexo. E porque causa isso tanta preocupação? Quem é prejudicado com isso? E já agora, a propósito da adopção por homosexuais: há algum estudo sobre a percentagem de adoptados vítimas de maus tratos numa situação e noutra? É que há muitos casais heterossexuais responsáveis por situações terríveis! 25.Setembro.2008
... : wittgenstein-em-Embra
Nos jogos privados de linguagem...casamento é casamento como copo não ser uma jarra.
Chame-se união marqueira, união homosexual, união homo-afectuosa-agápica, mas não se chame casamento. Afinal, a jarra não é um copo. 25.Setembro.2008
... : Marquês de Montanelas
Como o meu aristrocrático nome o denuncia, (serei mais um daqueles marqueses do MP?) não aceito casamentos homossexuais.
25.Setembro.2008
... : Huno
José Faria
seria um gosto discutir consigo, mas convenha, que aquilo que problematiza, não vai ocupar o meu tempo. Apenas lhe peço que tenha consideração pela formação da personalidade das crianças, que não se destinam a ser usadas para mobiliar uma casa habitada por homossexuais que brincam aos casamentos. Quanto à bibliografia, consulte qualquer manual de piscologia, onde se estuda cientificamente a importância das referências maternais e paternais na formação da personalidade do individuo. o casamento é uma instituição desprezada e ridicularizada por vários sectores da sociedade, incluindo os homossexuais, contudo, o grande objectivo de se permitir que o vínculo entre homossexuais se possa fazer por casamento, reside na inerente promoção social e normativa, que assim os consagra como uma unidade legítima e querida na ordem jurídica e social. O legislador Socrático pretende a martelo introduzir na ordem jurídica, algo que nunca será um valor, algo que gera atrito e conflito com as forças essenciais de uma sociedade, como a maternidade e a educação Mas pronto, aceitamos uma sociedade homossexual, onde as crianças são criadas com o exemplo homossexual. Em duas gerações estamos extintos, e nas cidades só ficam para contar os cães e os gatos que deambulam pelas ruas. Esta discussão é profundamente ridícula, própria de uma sociedade sem norte, e dada a luxos. Eu nunca me pronunciei contra a homossexualidade, aliás, assim conheço vários indíviduos por quem tenho consideração, mas não façamos disso uma referência e um exemplo social tutelável. Trabalhem que faz falta. 25.Setembro.2008
... : Rosário Marques
Exm.º Huno:
Uma vez que considera que " tal como a escolha na orientação sexual", ou seja, que a orientação sexual é uma escolha, Gostava de saber se se lembra em que momento da sua vida é que fez a escolha da sua própria orientação sexual, ou se já alguma vez ouviu alguém comentar esse momento em que escolheu se tinha uma orientação sexual homo ou hetero. É que eu não me lembro de ter escolhido a minha! 25.Setembro.2008
... : José Faria
Caro Huno
Escreve V.Exa. o seguinte: "Mas pronto, aceitamos uma sociedade homossexual, onde as crianças são criadas com o exemplo homossexual. Em duas gerações estamos extintos, e nas cidades só ficam para contar os cães e os gatos que deambulam pelas ruas" Aceitará V. Exa. que este argumento não faz sentido. Quer proibir também o casamento de mulheres ou homens estéreis? Será que a procriação é o único objectivo do casamento? Quanto à sua restante argumentação, acho-a pouco relevante para a discussão que aliás V. Exa. considera "profundamente ridícula". Nesse caso porque participa nela? Tenha um bom dia. 25.Setembro.2008
... : Grande Manitu
Transcrevo aqui, com a devida vénia, a opinião que o Cons. Maia Costa publicou no seu blog (sine die) sobre este assunto, sendo que na minha opinião fica tudo dito, nada mais havendo a acrescentar.
«Casamentos homossexuais Um argumento esgrimido contra a aprovação do projecto que prevê os casamentos homossexuais é o de que não se trata de "questão prioritária". Trata-se obviamente de um argumento apresentado por heterossexuais, porque estes não precisam daquele projecto para nada. Mas para os homossexuais a questão será eventualmente prioritária, não é? É que, enquanto vigorar a lei actual, eles não podem casar! E casar pode ser para eles importante, tanto quanto o é para os heterossexuais. Portanto, a questão não se põe em termos de prioridade. Aliás, é sempre prioritário pôr termo às desigualdades e discriminações que possam existir! Surge então um segundo argumento: o casamento é só para heterossexuais. Para os homossexuais poderá, quando muito, arranjar-se um estatuto que proteja os interesses das pessoas que vivem em comum. Cai então a máscara: a questão não está na falta de prioridade, mas sim no preconceito e no dogmatismo tradicionalista - o casamento só pode ser entre pessoas de sexos diferentes, porque esse é que funda uma família, porque esse é que pode dar lugar à procriação. Sim, é aí que está o nó da questão: na procriação como "fundamento" e razão de ser do casamento. Sem comentários. Outro aspecto interessante é que, numa questão dita "civilizacional" ou "ética" ou do "foro íntimo", os dois partidos "centrais" estejam empenhados em impor a disciplina de voto. Diga-se, aliás, que essa disciplina, pondo de parte alguns axpectos essenciais ligados ao programa do partido, nunca deveria existir, porque o deputado presume-se adulto e responsável. Mas, num tema como este, é óbvio que a liberdade de voto deveria ser total. Mas não será assim. O PS invoca aliás um argumento interessante: esta questão não está na sua agenda política!... É então uma questão de falta de agenda? Ou é uma questão de falta de coragem? Ou uma questão de opção ideológica? Bem, os homossexuais que esperem. É que a questão não é mesmo prioritária para quem tem o poder de decidir.» 25.Setembro.2008
... : Alberto Ruço
Se esta questão extravasa o individual e se transforma numa questão social, então temos de pensar no bem comum, naquilo que é melhor para a sociedade.
Há que explicar, para compreender, que fundamentos existem para que a sociedade reconheça uma nova instituição social, com estatuto próprio. Que necessidade social visa satisfazer; quais os direitos e quais os deveres. Tem de haver algo de socialmente válido, porque, se assim não fosse, teríamos de reconhecer também legalmente, por exemplo: Que um homem esteja casado com três ou quatro mulheres. Uma mulher possa estar casada com três ou quatro homens. Que dois ou mais homens possam estar casados, simultânea e reciprocamente, com duas ou mais mulheres e possam constituir um «casamento colectivo» e uma família colectiva. Que duas ou mais pessoas do mesmo sexo possam viver em união sexual e sentimental com outras do mesmo sexo e sexo diferente. Etc.. Conseguem-se encontrar boas razões para justificar estas situações. Parece divisar-se uma tendência nítida nos últimos tempos, de misturar o que é diverso como se se tratasse da mesma coisa e tratar as coisas diferentes da mesma forma. Quero com isto dizer que seria preferível não falar em «casamento homossexual» porque o conceito de casamento está indissoluvelmente ligado à ideia de união de duas pessoas de sexos diferentes com a finalidade de constituir uma família (artigo 1577.º do Código Civil). Esta ideia é milenar. Cumpria deixá-la em sossego. 25.Setembro.2008
... : Rosa Suqueira-após-14h-no-mercado
Ómessa!!!!
Nunca casei, nem caso. Mas unde xá se biu essas porcarias diante os filhotes? Se os tiberem...co a tecnologia dus amercanos nun se sabe... Como bem diz o bit-qualquer-coisa-lá-in-cima casar é casar, é levar nas bentas, dar beijinhos, fazer filhotes, esfregar o chom, discutir. uma tomada precisa de ficha para dar luz, carago! Nun bêem? Que se unam, agora não me f...(porque nun gostam)... E nun me benham co a discriminaçõm... Porque descriminada fui eu....: Cando tibe aleijadinha conheci no Utá um Helder, Helder McFersom, rapaz galante e um Isaías, Isaías Tefferti, rapaz bom, e bom de traseiro...e andaba cos dois, e nun podia casar co eles: carago era a minha religiom, a dos Mómons, e eles cumprem o Ebangelho, só que eu queria os dois...Helder e Isaías... 25.Setembro.2008
... : Visao de Safo
A discriminação verifica-se no nome e no conteúdo.
A natureza escolheu, e nao fui eu. 25.Setembro.2008
... : Huno
José Faria,
debantou, porque lhe faltaram argumentos? tudo bem, a discussão é mesmo ridicula, nisso acordamos Rosário Marques também não me recordo. Essa historia da escolha livre, é o que se conta por aí 25.Setembro.2008
... : Visao de Casanova/Musharaf
Entao porque é que não adere integralmente ao capitalismo. Seja coerente, defenda a liberdade de escolha em tudo!
Eu sou tb discriminado: sou polígamo e monoteísta islâmico.. Aqui é discriminação por religião. E sabe?! É mais grave...e tanto é que o segredo religioso é o unico inquebrantável...Portanto numa norma a construír judicialmente o sistema jurídico carrega, densifica a liberdade de consciência religiosa. Daí ter o legislador de regular, isso sim, o casamento polígamo. Petição ao Parlamento (1000assinaturas) para regular a poligamia, Já! 25.Setembro.2008
... : Socrália
Tenho tanta compaixão dos homossexuais ! De facto, nunca souberam o que é fazer amor. Se soubessem, já sabiam da sua orintação sexual.
Nenhum dos homossexuais nasceu de uma relação homossexual. Porque será ? Já agora: o bloco de Leste implodiu e estamos a assistir à implosão do bloco ocidental. Também queremos implodir o Homem ? Franca cegueira e regressão civilizacional. 25.Setembro.2008
... : Jonas
A homossexualidade é tão antiga quanto a humanidade. Era pública, assumida, e socialmente aceite, ao que julgo saber na Grécia e Roma antigas. Lê-se em Platão sobre o seu amor aos jovenzinhos, lê-se em Yourcenar o amor de Adriano por Antinoo.
Ao que julgo saber, nessas sociedades não se instituiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas apenas de sexos diferentes. E porque terá sido assim, ainda antes da "condenação" da Igreja Católica? E porque deverá ser agora diferente? Deverá chamar-se casamento a uniões que sempre existiram, embora não reconhecidas legalmente, ou dar-se-lhe outro nome diferente? Sem prejuízo de tudo isto, parece-nos que o Estado não tem de incentivar nem os casamentos, nem as uniões homossexuais, mas unica e exclusivamente a procriação, que permite a perpetuação da sociedade. 25.Setembro.2008
... : Advogado Atento
Antes de mais, e para que fique esclarecido logo de inicio: sou a favor do casamento entre homossexuais. É uma questão de justiça e de respeito pelo Principio da Igualdade constitucionalmente consagrado.
Isto dito, e referindo-me agora ao artigo em análise, sou forçado a expressar o meu espanto por, em pleno Século XXI haver quem reduza o casamento à satisfação da necessidade reprodutiva da espécie! Que tal argumento fosse aduzido nos primórdios do sec.XX, dava para entender:afinal, a sociedade ocidental assentava num modelo patriarcal,judaico-cristão e predominantemente masculino, em que o casamento mais não era que um meio de o homem encontrar uma mulher que cuidasse de si,da casa e lhe desse filhos.A própria matriz da fé católica impunha essa ideia do casamento como meio de reprodução da espécie. Sucede que a sociedade evoluiu;por muito que custe aos senhores mais conservadores, o conceito de casamento nos dias de hoje já não coincide com o ideário católico - é antes encarado como a união entre duas pessoas que se amam e pretendem levar a efeito um projecto de vida em comum,do qual pode,ou não,fazer parte ter filhos.Daí que a orientação sexual do casal nada tenha a haver com o assunto. Absurdo não é falar-se em casamento de homossexuais;é, outro sim, que este ainda seja um tabu neste país e que uma faixa da população seja discriminada em função da sua orientação sexual. Absurdo é que,tal como sucede no texto em análise,se misture moralismos religiosos com ética juridica - porque a lei deve reflectir o minimo de principios ético-juridicos comuns a TODA a população,e não as convicções moralistico-religiosas de uma parte dessa população.É que nem todos somos Católicos - eu não sou,embora seja cristão.Mas todos somos portugueses,e como tal temos que ter todos os mesmos direitos. 25.Setembro.2008
... : Rodolfo Massimo
Vivemos numa sociedade de direitos e, como tal, todos têm o direito de exigir aquilo que consideram um direito. Logo, permita-se que, quem assim o entender, reivindique o direito a um casamento «sui generis». É um direito que lhes assiste, não pode ser coarctado por quem quer que seja. Mas eu também tenho direitos! Pode parecer estranho, mas tenho. Já sei, não sou filiado no partido do poder, abomino a pedofilia, não apoio o simplex, não frequento nenhum clube pratrasex, não passo 5 dias a escrever, não faço parte de nenhuma câmara corporativa, deste modo, certa intelectualidade sinistra, acha que eu não tenho direitos. Mas tenho, e muitos. E um desses direitos é não dar o meu voto a um casamento entre iguais. Fiquemo-nos por aquilo que temos, casamento civil, católico, união de facto e «união de taco».
RM 25.Setembro.2008
... : 123
Qualquer opinião que belisque as pretensões de homosexuais é logo apelidada da homofóbica.
Assim não dá para discutir. Quem é favorável ao "casamento" entre três ou mais pessoas (por que não, seus preconceituosos), entre pais e filhos, entre homens e cenouras ou entre sociedades comerciais e mulheres? 26.Setembro.2008
... : alberto
Se temos de aceitar o passado diferente ou parecido, aceitemos o presente! Pró ou anti-homossexual, pró ou anti-família, pró ou anti-raça humana, pró ou anti-procriação no amor ou no desinteresse!
O resto é política e estratégia grupal, comum desde o início da Natureza. A mim o que mais me interessa é: - evitar o fim da raça (?!) caucasiana - evitar a hipocrisia sociológica - não violar o princípio da igualdade - proteger as crianças - antes de acabar com a discriminação sexual, acabar com a pobreza e desigualdade de oportunidades - não chamar nomes feios ao que é incomum ou minoritário, sem igualizar o diverso. 26.Setembro.2008
... : pasmado
Ainda bem que o Prof. Antunes Varela já cá não está! Alberto Ruço concordo inteiramente.
26.Setembro.2008
... : Rosário Marques
Hmmm ... essa "ou entre sociedades comerciais e mulheres?" com jeitinho, acho que me era conveniente.
26.Setembro.2008
... : Rosário Marques
"E porque deverá ser agora diferente? "
Bem, se calhar agora deve ser diferente pelas mesmas rzões que se evoluiu do feudalismo e dos servos da gleba. Ou pelas mesmas razões que as mulheres começaram, também, a viver a vida pública, saindo de casa estudando e exercendo profissões. Ou pelas mesmas razoes que se anda de carro e de avião, e não de cavalo ou carro de bois. Só não consigo entender o porque de tanto medo, de tanta "aversão" à homossexualidade! Afinal a diferença que existe apenas se passa na cida privada, na intimidade deles. Ou será que o incómodo que gera é por se ficar a pensar insistentemente nessa intimidade deles, seus malandrecos??? 26.Setembro.2008
... : Rosário Marques
Ao Administrador do blogue,
Tenho que dar os parabéns, sinceros, sentidos, Por ter disciplinado de tal maneira as participações que, sim, brinca-se, fala-se sério, fala-se até com sentimento violento, profundo, Mas sempre com elevação, sempre com educação, mesmo quando atrás de um nick. Os meus parabéns e a manifestação do meu grande prazer por me ser permitido andar por aqui. Rosário Marques 26.Setembro.2008
... : Rosário Marques
Já agora, para complementar o debate:
http://dn.sapo.pt/2008/09/28/sociedade/jovens_homossexuais_catolicos_vivem_.html Igreja. Encontro ibérico de organizações cristãs está a decorrer em Évora Os jovens homossexuais portugueses "vivem verdadeiros terrores" por não conseguirem conciliar a sua orientação sexual com a fé católica, e, nas igrejas, há fiéis que continuam a ocultar a sua homossexualidade com medo de represálias dos padres. A denúncia é feita pelo Rumos Novos - Grupo Homossexual Católico -, que promove, em Évora, o encontro ibérico "Uma Nova Consciência para um Tempo Novo", reunindo 27 representantes de organizações cristãs de homossexuais de Portugal e Espanha, e que termina hoje. 28.Setembro.2008
... : Mário Rama da Silva
A política e os políticos têm uma inegável capacidade. Com tantos problemas graves para resolver e que atingem a generalidade dos portugueses, conseguem centrar as atenções em questões que dizem respeito apenas a alguns para os quais, obviamente, a questão pode ser a mais importante do mundo, com o direito que lhes assiste de pensar primeiro, ou mesmo exclusivamente, nos seus próprios problemas. Mas será mesmo importante?
29.Setembro.2008
... : Barracuda
Tanto argumento para justificar o injustificável cheira-me a esturro. Não vale a pena perder tempo com demonstrações de que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não tem nada a ver com igualdade de direitos, nem com amor, nem com nada que de uma forma ou de outra terá levado à moldura jurídica da união entre um homem e uma mulher designada por casamento. Que eu saiba a homossexualidade não é um impeditivo de casamento se quem o for preencher os seus pressupostos, nomeadamente casar com pessoa de outro sexo e ter a idade mínima para o efeito. É também claro que a procriação não é conditio sine qua non para o dito contrato, sem o que só quem já tivesse procriado poderia fazê-lo. Não é também um requisito da sua subsistência já que a sua falta não leva à sua caducidade. O casamento também não tem nos seus pressupostos o amor entre os nubentes nem o seu desaparecimento, a ter existido, leva à extinção da relação matrimonial. Também não me parece que o casamento tenha por objectivo a regulação de interesses patrimoniais entre sujeitos de direito. Para isso existem outros institutos. No entanto, apesar do que foi dito, uma coisa é certa: que eu saiba o casamento como contrato de união entre pessoas de sexo diferente é um instituto de direito civil com um regime de direitos e obrigações de interesse colectivo e na sua essência escapa à liberdade de contratação, constituindo para a colectividade uma fonte de obrigações, nomeadamente em termos de segurança e previdência sociais, com repercussão no domínio da fiscalidade, supostamente mais favorável para os casados. Parece também inquestionável que o casamento civil terá resultado da conveniência de dar à união de facto entre um homem e uma mulher com a normal vinda de filhos de ambos, conhecida do meio em que viviam mas desconhecida além dele, um regime oponível jurídicamente e sem dúvida para proteger o agregado familiar, incluindo os filhos e não a notoriedade das relações sexuais entre os cônjuges.
Não será assim na nossa modernidade ocidental? É a orientação sexual e só ela que conta? Então acabem com o casamento e todos ficaremos a ganhar. Desde logo pela eliminação de custos administrativos e judiciais. Não havendo casamento, não há divórcio, não há conflitos judiciais, toneladas de papel economizadas e subsequente protecção do ambiente. Por outro lado muito se popupará em termos de encargos com a previdência social. A sua desnecessidade parece-me evidente se considerarmos que se justifica para satisfação de legítimos direitos dos homossexuais. No entanto porque razão estes o querem impor aos heterosexuais, eventualmete a grande maioria, acompanhado dos respectivos custos para a colectividade? Talvez o facto de terem a nível internacional demonstrado que são efectivamente de tal modo poderosos e organizados que se permitem colocar nas ruas, com as perturbações que se conhecem nas maiores cidades do Ocidente, muitos milhares de demonstrantes com atiutudes grotescas que acabarão por chegar ao acto sexual em público, se assim o quiserem os seus organizadores, permita vislumbrar a verdadeira razão deste exigência. Não haverá partido político que os bata nesta matéria. Se tivermos em conta que essas largas centenas de milhares em muitos casos incluem um número apreciaável de estrangeiros que não têm o direito de se manifestar em cada país e além disso que não há, ao contrário do que se passa com as manifestações laborais, nem contagens apoucadoras nem recusas por falta de objectivo atendível de tais manifestações, teremos de concluir que os homossexuais têm hoje, no Ocidente, a força e o peso político e económico sificientes para imporem o casamento e muito mais. Não há por isso necessidade de adiantarem argumentos ridículos. Quem pode manda e os nossos legisladores não têm mais que vergar-se e dar à luz a dita leizinha. Temos eleições à porta! O resto é querer tapar o sol com uma peneira. Argumentar em sentido contrário, ainda que sabiamente, é tempo perdido. O que daí vier ver-se-à. 05.Outubro.2008
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