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A brasileira Aidida Porto, mãe de Esmeralda, não disse ao pai biológico que tinha entregue a filha a terceiros e impediu-o de conhecer a menina, alegando que ela estava em Lisboa com familiares. No início de 2003, após perfilhar Esmeralda, que tinha então um ano, Baltazar procurou Aidida, mas ela deu-lhe sempre informações erradas e mentiu sobre o paradeiro da menor.
Na sentença de regulação do poder paternal é explicado que o pai biológico, "a partir da altura em que viu cientificamente comprovada a paternidade [Fevereiro de 2003], procurou imediatamente Aidida no intuito de estabelecer relações com a filha". Nomeadamente "deslocava-se à Sertã, aos fins-de-semana, sendo que Aidida afirmava que [Esmeralda] estava em Lisboa, em casa de uma tia".
Baltazar Nunes só soube que Esmeralda tinha sido entregue por Aidida a Luís Gomes e Adelina Lagarto no Verão de 2003, através do Ministério Público da Sertã e após sucessivas insistências.
O juiz Domingos Mira, que assina a sentença que atribuiu o poder paternal a Baltazar, considera que ele "revelou, a partir do momento em que ficou provada a paternidade, uma enorme preocupação, traduzida na incessante busca de um momento com a sua filha". Por outro lado, o Tribunal ficou convencido de que Baltazar rejeitou inicialmente a gravidez de Aidida e suspeitou que não era o pai da criança, devido ao carácter esporádico da relação amorosa entre ambos.
CORREIO DA MANHÃ | 10.02.2007
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