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O Estado português vai ser alvo de
uma queixa no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos no âmbito do
chamado “caso Esmeralda”. O pai biológico da menina de Torres Novas,
Baltazar Nunes, não se conforma com a decisão tomada ontem pelo
Tribunal que entregou a guarda da criança aos pais afectivos.
Logo depois da decisão do tribunal de Torres Novas o advogado de Baltazar Nunes classificou-a de "inacreditável"
e, além do previsível recurso dentro do sistema judicial português, o
pai biológico de Esmeralda vai a Estrasburgo, ao Tribunal Europeu dos
Direitos do Homem.
Segundo o blog “Esmeralda Sim”, que reúne apoiantes de Baltazar Nunes nesta batalha judicial, a queixa justifica-se pela "demissão do Estado português em fazer cumprir a lei e respeitar os direitos humanos".
O texto classifica a decisão do tribunal como “uma anedota”
ao fazer o processo regredir cinco anos para apreciar de novo o poder
paternal sobre Esmeralda, que já foi avaliado por 11 juízes em quatro
instâncias.
SIC | 24.07.2008
RELACIONADOS
Textos publicados no Blogue "Esmeralda Sim"
«Ao criarmos este blogue, acreditávamos que o Caso Esmeralda se devia a
uma série de falhanços, mas que a Justiça ainda queria funcionar.
Todos
os Acórdãos dos juízes – e entre eles Sílvia Pires - apontavam para um
grave e continuado comportamento doloso do sargento Luís Gomes, a que
urgia pôr cobro. Na defesa de Esmeralda e das Instituições, os
Tribunais pareciam-nos dispostos a repor a legalidade, só estando à
espera duma oportunidade.
O nosso objectivo foi apenas libertar os
Tribunais da pressão mediática a que estavam sujeitos, abrindo assim
caminho ao cumprimento das decisões judiciais. Porém, quando pareciam
criadas as condições para uma decisão sensata e livre de pressões
externas, assistiu-se ao inadmissível num Estado de Direito: violando
regras elementares do funcionamento da Justiça, o Tribunal de Torres
Novas permitiu que o Sargento tivesse livre acesso aos Relatórios
Técnicos entregues à Juíza, colaborando assim no desencadear duma nova
campanha mediática contra Baltazar Nunes.
Ao mesmo tempo, Sílvia
Pires ignorou os novos actos de desobediência do Sargento: a inscrição
de Esmeralda numa Escola de Torres Novas e a não entrega da
documentação de Esmeralda a Baltazar Nunes, para que a menina fosse
inscrita na Escola de Cernache, tal como ela ordenara em Abril de 2008.
Os
malefícios que o casal induz em Esmeralda são flagrantes. É claríssimo
para toda a gente que nunca os Gomes hão-de permitir uma aproximação ao
pai, impossível nas actuais condições de pressão sobre a menor. A
decisão ora tomada, de voltar com o processo à linha de partida de 2003
e reanalisar a regulação do poder parental só pode parecer uma anedota,
depois desse assunto já ter sido avaliado por onze juízes, em quatro
instâncias, até ao Supremo. Para além de prejudicar Esmeralda e o seu
pai, e só beneficiar os infractores, tal decisão põe ainda em causa o
próprio funcionamento da Justiça.
Face a este fechar de olhos a
actuações criminosas, Baltazar Nunes está desolado e, embora descrente
da Justiça, ainda vai apresentar queixa na Relação. No entanto, perante
a demissão do Estado Português em fazer cumprir a lei e em respeitar
Direitos Humanos, universalmente aceites, irá também apresentar uma
acção contra o Estado Português, no Tribunal Europeu dos Direitos do
Homem. Acusação insólita que desprestigia Portugal, colocado ao nível
duma Sérvia ou dum Sudão.
Vão também ser accionados processos
judiciais contra a deputada Cidália Faustino, contra a apresentadora
Fátima Lopes, contra a Revista VIP e contra a revista TV Mais.
Duma
maneira geral, também toda a imprensa que persista em divulgar notícias
falsas ou deturpadas, com vista a obstruir a administração da Justiça
ou em prejudicar ou denegrir Baltazar Nunes, poderá vir a ser alvo de
processos judiciais.
Por muito menos do que Baltazar Nunes tem
sofrido, Robert Murat conseguiu um acordo histórico na civilizada
Inglaterra. Talvez o caso Esmeralda possa inaugurar uma nova época,
acabando com a impunidade da comunicação social e sem que o Sindicato
dos Jornalistas ou a Alta Autoridade se dignem actuar, como seria seu
dever.
A Direcção do Blogue»
BLOGUE ESMERALDA SIM | 23.07.2008
«3 – Tribunal Europeu
Esclarece-se que os Tribunais Europeus não
podem obrigar os Tribunais Portugueses a mudar sentenças. Qualquer
condenação será sempre moral e uma recomendação, colocando Portugal,
caso se deixe condenar, ao nível dos Estados Párias. No entanto, o
Tribunal apenas poderá condenar o Estado Português a indemnizar as
vítimas e nunca a alterar sentenças. Ficou ontem decidido que o
processo contra o Estado Português irá ser brevemente apresentado no
Tribunal europeu dos Direitos do Homem.»
BLOGUE ESMERALDA SIM | 24.07.2008
Jornal da Noite, SIC, 23-07-2008
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