header image
Início seta Arquivo seta casoesmeralda seta ASJP pede tomada de posição do CSM
ASJP pede tomada de posição do CSM criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
22-Jan-2007

ImageA Associação Sindical dos Juízes Portugueses remeteu hoje um ofício dirigido ao Conselho Superior da Magistratura, pedindo uma apreciação urgente do tratamento noticioso da justiça, no «Caso Esmeralda» em defesa do prestígio e da dignidade dos Tribunais.


Texto integral (transcrito a partir do sítio www.asjp.pt) :

«Exm.º Senhor
Vice Presidente do Conselho Superior da Magistratura

Lisboa, 22 de Janeiro de 2007

Face à repercussão que teve a decisão proferida no Tribunal Judicial de Torres Novas no dia 16.01.07, a Direcção Nacional da ASJP decidiu emitir em 19.01.07 o comunicado que junto envio, o qual teve por objectivo permitir que a opinião pública pudesse formular um juízo esclarecido e livre de visões distorcidas.

Como resulta do comunicado, não nos pronunciámos, até por não o podermos nem devermos fazer, sobre o conteúdo da decisão, face à natural reserva de jurisdição dos tribunais.

Considerando porém que o prestigio e a dignidade dos tribunais, bem como dos juízes que proferiram a decisão, continua a ser colocado em causa pela forma como o caso tem sido objecto de tratamento distorcido na comunicação social e, atendendo ao facto de se encontrar marcada para amanhã uma reunião do Plenário, solicita-se que o Conselho Superior da Magistratura proceda a uma apreciação urgente desta forma de tratamento noticioso da justiça, em defesa do prestigio e dignidade dos tribunais.

Com os melhores cumprimentos,
O presidente da Direcção Nacional,
(António Francisco Martins)»

Comentarios (4)add
... : mfr
Esteve, pois, bem a ASJP.
A tomada de posição do CSM deve ser conhecida o mais rapidamente possível. Só lamento que ainda não tenha ocorrido... e por iniciativa própria...
23.Janeiro.2007
... : JPVV
Esteve bem a ASJP.
O colectivo de torres também esteve bem; ou seja: deu um acórdão despido de sentimento e vestido de grande competência técnica. Dizem que as duas ordens não se tocam forçosamente, a da moral e a da justiça, contudo por vezes aproximá-las não seria mau de todo. Este caso em concreto carece de mais sensibilidade moral e talvez menos justiça radical.
24.Janeiro.2007
No meio desta embrulhada de informações e contra-informações, de tantos culpados que até se torna impossível apurar o maior culpado, de tantos erros s da justiça e das instituições, qual é o verdadeiro papel da Esmeralda? Continuará a ser um mero produto genético a devolver, a todo o custo ao seu legítimo «dono»? Será uma «arma» para punir os desobedientes? Ou continuará a ser a vítima privilegiada de uma justiça cega, insensível, autoritária que teima em fazer cumprir uma decisão tão cruel e desumana?
Como simples cidadã atenta e preocupada, gostaria de pedir aos Exmos Senhores Drs. Juízes, que quando tivessem que decidir sobre estes casos, tivessem em atenção o seguinte:
-O amor paterno não está codificado nos genes.
- O maior interesse de uma criança não é viver junto dos seus cromossomas, mas sim viver com quem ama e por quem é amada.
- A personalidade de um ser humano forma-se nos primeiros 3 anos de vida, e é determinada, sobretudo, pelos seus primeiros vínculos afectivos, que são também os mais fortes e tendem a manter-se para o resto da vida. Quebrar estes vínculos aos 2,5 anos ou aos 5 anos, é destruir o afecto, a estabilidade emocional e os alicerces da personalidade, resumindo, é destruir uma vida, é comprometer um futuro. Muitas destas crianças tornam-se agressivas e revoltadas e, mais tarde, adultos violentos, desprovidos de afecto e com dificuldades de relacionamento.
Quem tem os devidos conhecimentos e algum poder no nosso país, deveria tudo fazer para alterar tal atitude face ás crianças. Será que queremos mais Vanessas, mais Edgarzinhos, ou outros tantos, vítimas de decisões judiciais tão semelhantes a estas?
Um facto não poderá ser negado, estes pais adoptivos foram os únicos que evitaram que esta criança fosse uma desgraçada, e não os sequestradores de uma criança com pais que a queriam. Eles estiveram ao lado de E. quando esta mais precisou, só por tal facto merecem a nossa consideração. Eu, como mãe dificilmente cumpriria tal decisão judicial de entregar esta criança indefesa a alguém que, sejamos honestos, não merece grande crédito ou confiança para criar um ser indefeso, numa situação tão vulnerável e traumática. Além disso, não consigo perceber porque este pai biológico não deixa sua filha em paz, sabendo que será bem melhor para asua setabilidade e não espera que ela cresça e decida por si com quem quererá viver.


29.Janeiro.2007
... : Um cidadão
Não percebo porque é que o Baltazar não pode ficar com a sua filha desde a altura em que soube que era o pai da criança?
Qual foi a razão que levou os senhores detentores da criança a recusarem a entrega da criança ao seu verdadeiro pai dois anos atrás?
Eles queriam tê-la como um objecto de posse para satisfazer os seus desejos sentimentais ou amam realmente a criança e querem o bem desta?
Será que ao caso não se aplica os direitos fundamentais consagrados na Constituição (artº 36º nºs 5º e 6º)?
Finalmente, para além de pobreza e da falta de apoio da turba, há mais algum impedimento para que o Baltazar possa exercer o seu direito de pai?


05.Fevereiro.2007
Escreva o seu Comentario

Este post foi bloqueado. Impossivel adicionar comentarios.


busy
 
< Item anterior   Item seguinte >
Sondagem