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Salário de Marinho Pinto em xeque
08-Jun-2009
O  salário de Marinho e Pinto continua a dar que falar e a questão já chegou mesmo ao Tribunal de Contas. João Correia, vogal do Conselho Superior do Ministério Público, apresentou uma queixa ao órgão presidido por Guilherme D’Oliveira Martins por considerar que o ordenado de Marinho é “ilegal”. Apesar do Tribunal de Contas ter recusado, João Correia não desiste e já recorreu da decisão.


Na semana passada o tribunal negou ter competência para fiscalizar a legalidade do vencimento do bastonário da Ordem dos Advogados, mas o vogal do Conselho Superior do Ministério Público defende que a verba é “recebida ilegalmente”, já que foi o próprio bastonário que “definiu o critério de atribuição, sem que isso tenha passado por uma assembleia-geral”. A remuneração foi apenas aprovada pelo Conselho Geral, eleito e presidido pelo actual bastonário, em Janeiro de 2008, e não está cabimentada nas contas da instituição que foram chumbadas por uma larga maioria de membros da Ordem. João Correia participou a questão ao Tribunal de Contas, defendendo que Marinho “deve ser obrigado a devolver tudo o que ilicitamente ganhou, e ser condenado ao pagamento das multas respectivas”. Numa primeira resposta, o Tribunal de Contas concluiu “não ter competência para a fiscalização pretendida atendendo às fontes de financiamento da Ordem e às disposições da Lei” que regula o Tribunal de Contas, lê-se na resposta enviada ao Diário Económico. O advogado recorreu, argumentando que a Ordem dos Advogados é uma associação pública, logo, deve prestar contas a este tribunal.

Desta vez João Correia deu conhecimento da sua participação ao presidente do tribunal, Guilherme D’Oliveira Martins. O advogado vai aguardar por uma nova decisão, mas avisa que “se o Estado se demite da sua função de fiscalizar as contas de uma entidade como a Ordem dos Advogados, quem sou eu para me substituir ao Tribunal de Contas?

A polémica em torno do vencimento do actual bastonário já fez correr muita tinta. Marinho Pinto decidiu, ainda durante a campanha, que teria um ordenado de cerca de 6 mil euros pago pela Ordem. Após a tomada de posse aprovou as condições sobre a sua remuneração em reunião do Conselho Geral, mas não submeteu a proposta à assembleia-geral da Ordem.

Distritais da Ordem dos Advogados admitem demissão

Advogados querem afastar Marinho Pinto da Ordem.

Os presidentes das distritais da Ordem dos Advogados deverão reunir ainda esta semana para debater a actual situação da instituição. Em cima da mesa está a hipótese de propor a demissão em bloco de todas as distritais para forçar o bastonário a demitir-se do cargo.

O presidente do conselho distrital de Évora, Carlos d’Almeida, propôs o encontro e garante que tem condições para reunir assinaturas de todos os responsáveis pelas distritais, para apresentar ao bastonário uma demissão em bloco. O advogado receia, no entanto, que uma atitude dessas possa não ser suficiente para que Marinho deixe o lugar, mas lança o repto a todos os responsáveis pela instituição: “Vamos assumir uma posição conjunta” capaz de levar a Ordem “a eleições antecipadas”. “Se nos demitirmos todos, é uma hipótese de refrescar a legitimidade da direcção na Ordem dos Advogados”, defende o advogado, já que de acordo com o calendário previsto os advogados só voltam a eleger os seus representantes em Novembro de 2010.

Para o presidente da distrital de Évora a situação é “insustentável” e “é urgente revolver o equívoco que resultou das últimas eleições”, que deram a clara vitória ao actual bastonário, António Marinho Pinto. Actualmente, a Ordem atravessa uma situação financeira delicada. O orçamento para este ano foi chumbado em assembleia-geral em Novembro de 2008, desde então, a instituição vive em regime de duodécimos e as distritais queixam-se de dificuldades financeiras. Entretanto, os advogados voltaram a mostrar o cartão vermelho a Marinho, ao rejeitarem o relatório e contas de 2008. Carlos d’Almeida assume as dificuldades e revela que já recebeu cerca de 100 mil euros, menos de metade do que deveria ter recebido desde o início do ano.

António Cabrita, que lidera a distrital de Faro assina por baixo e garante: “Se a minha demissão contribuir para a saída do bastonário, acatarei essa hipótese”. O advogado do Algarve confirmou que estará nesse encontro, que deverá acontecer ainda esta semana, mas sublinha que “a demissão em bloco teria de chegar a todos os órgãos”, isto é, além das distritais, há as delegações e ainda as estruturas superiores da Ordem. Cabrita recorda, no entanto, que “no ano passado o bastonário admitiu que se a vontade dos advogados fosse a de que ele se demitisse, o faria”.

Além desta iniciativa, continua a decorrer a recolha de assinaturas para a realização de uma assembleia-geral extraordinária. Marinho Pinto terá de o fazer, caso lhe sejam entregues 2.600 assinaturas de advogados inscritos na Ordem. Já quanto à ordem de trabalhos proposta para essa reunião, nem todos estão de acordo. Segundo a convocatória, os advogados devem votar a exoneração do actual bastonário e a convocação de eleições antecipadas, mas a legalidade do afastamento de Marinho e Pinto por esta via tem sido discutida e muitos advogados discordam que deva ser esse o caminho a seguir.

O que prevê a lei
• De acordo com o seu Estatuto legal, a Ordem dos Advogados é a associação pública representativa dos licenciados em Direito.
• Entre os poderes de controlo financeiro do Tribunal estão as associações públicas, associações de entidades públicas ou associações de entidades públicas e privadas que sejam financiadas maioritariamente por entidades públicas ou sujeitas ao seu controlo de gestão.
• Segundo o regime das associações públicas profissionais, estas entidades estão sujeitas à jurisdição do Tribunal de Contas.

Impasse mantém-se nas contas da ordem
A Assembleia-geral da Ordem chumbou em Novembro de 2008, o orçamento consolidado da Ordem para 2009, apresentado pelo bastonário. A proposta foi rejeitada com 2.876 votos contra, tendo 832 votos a favor. Desde então que a instituição está em regime de duodécimos, e mantém-se o braço de ferro ente o bastonário e as distritais.

Relatório e contas de 2008 rejeitado.
Os relatórios e contas do conselho geral e da Ordem de 2008 foram chumbados em Abril. A AG que vetou as contas foi marcada por criticas ao bastonário. Para o presidente do conselho distrital de Lisboa, as contas “não são adequadas à execução orçamental” e contém “rubricas que não foram previamente legitimadas”.

Distritais não estão a receber o previsto
Os conselhos distritais da Ordem dos Advogados queixam-se da falta de verbas para pagar despesas, em alguns casos os salários dos funcionários. A situação já tem vários meses e não parece ter fim. Marinho Pinto exige que as distritais voltem a aprovar as contas, mas os órgãos alegam que não faz sentido repetir as votações.

SUSANA REPRESAS | DIÁRIO ECONÓMICO | 08.06.2009

Comentarios (16)add
... : Zé de Braga
Atento o estado de turbulência institucional que se vive no interior da Ordem dos Advogados, há, apenas, uma saída: Eleições Antecipadas.
Na verdade, contribuiram para a actual situação a acção e postura do bastonário e do conselho geral; dos conselhos distritais do continente e do presidente do conselho superior. bem como alguns, considerados, "barões ou "iluminados" da advocacia: Júdice; João Correia; Magalhães e Silva; Pires de Lima, etc....
Senão vejamos:
O bastonário desde o inicio sempre quis tomar decisões sem consultar os advogados ou contra o sentir da maioria, nomeadamente:
- exclusão dos estagiários do apoio judiciário;
- alteração dos estatutos
Dentro do conselho geral, por não acatarem alguma prepotência do bastonário, pelo menos, três conselheiros demitiram-se.

Por não se sentir respeitado o presidente da comissão dos direitos humanos da OA. bateu com a porta;

Os Conselhos Distritais, por não terem assento permanente no Conselho Geral, desde o inicio declararam guerra ao bastonário, bem como se movimentaram para que as contas da ordem fossem, sucessivamente, reprovadas;

O presidente do conselho superior não soube ou não quis demarcar-se, como devia, de algumas polémicas internas e lançou achas para a fogueira.

O Júdice - desde o dia das eleições, usando e abusando da comunicação social, tem criticado e injuriado o bastonário. Pois, como diz o povo - quem tem cú tem medo;

João Correia, desde o incío do mandato do bastonário (a derota fez-lhe muita azia) lançou um feroz cruzada para o tentar derrubar - basta atentar no recurso ao Tribunal de Contas;

Magalhães e Silva - nunca conseguiu digerir a derrota - um soft derrotado, implacavelmente, por um provinciano - porque bem sabia que muitas dores de estomago lhe iria causar - basta falar nas avenças do Estado.

Pires de Lima - turculento como é seu timbre - talvez dos melhores bastonários das últimas décadas - mas a querer mostrar-se antes que seja tarde. Esperemos o que virá.

Nisto tudo, tem-se aproveitado um pouco o Rogério Alves - ao bom estilo de mediador/conciliador (a agradar a gregos e troianos) prepara caminho para voltar ao comandos da Ordem.
Claro, agora o bastonário até tem um bom vencimento ...

Em todo este cenário tem-se aproveitado os órgãos menores da Ordem - Delegações. Pois, sempre que o bastonário e os conselhos distritais as convoca lá comparecem às assembleias e sempre com espirito participativo e colaborativo.

E os advogados deste país. Num frustrante silêncio vão assistindo impávidos e serenos - lamentavelmente !

Única solução - demissão de todos os órgãos "superiores" da Ordem.

Sr. Bastonário - não se deixe ir na onda - as assembleias gerais vão dar cabo de si.
Quer um conselho - convoque um congresso extraordinário - aí com uma moção de confiança sairá fortalecido e calará de vez com os seus opositores ... e provavelmente, com a democracia interna na Ordem!

Valha-nos Santo IVo.

08.Junho.2009
... : Suum Cuique Tribuere
Oh, oh, oh diz o Pai Natal às criancinhas!!! Ou o Dr Marinho ao salário (???) da OA.
08.Junho.2009
... : Rodolfo Massimo
Parabéns, Dr. João Correia, afinal ainda há Homens com coragem nos meandros da justiça, neste atribulado século XXI.
09.Junho.2009
... : JAC
Acho muita piada que os senhores magistrados do Ministério Público queiram mandar na casa dos advogados e sobretudo que o Conselho Superior queira ser a cúpula da Ordem dos Advogados! Pasme-se que não há noção dos limites.

Pois todos aqueles senhores advogados que apoiarem este tipo de comportamentos estarão a por em causa o futuro da ordem dos advogados e dos advogados. Estarem os o Ministério Público ou os Juizes a decidir sobre a Ordem dos Advogados é de facto um abuso.

Por alguma coisa a Ordem dos Advogados é autónoma e independente, quer no que respeita à orientação política quer no que respeita à gestão financeira.

O senhor procurador-adjunto não conhecerá os estatutos da ordem dos advogados e não conhece, pelos vistos, o Art. 45.º, n.º 1, al. d):

«Deliberar sobre todos os assuntos que respeitem
ao exercício da profissão, aos interesses dos
advogados e à gestão da Ordem dos Advogados
que não estejam especialmente cometidos a
outros órgãos da Ordem, sem prejuízo do disposto
no n.º 2 do artigo 32.º;»

Foi o salário dos funcionários da Ordem dos Advogados decidido e aprovado em Assembleia Geral? Se a Ordem dos Advogados paga à mulher da limpeza porque raio repugna tanto que um bastonário receba um salário?

E os senhores procuradores não têm que andar a cobiçar o ordenado do bastonário, porque no que toca a ordenado não têm de que se queixar, recebem um salário do Estado e não se quotizam.

Esta questão tem até um outro interesse: toda a direcção da ordem dos advogados deveria ser paga pelo Estado e não pelas quotas dos advogados, porque presta um serviço público. Eu cá gostaria de saber como é que um bastonário pode pagar o almoço se estiver em dedicação exclusiva. Ou defende-se que só pode ser bastonário quem é rico e não quem tenha mérito pessoal?

09.Junho.2009
... : Rato Velho
Acabem com ordenado do bastonário, tirem-lhe os milhares de euros mensais de que se apropria para despesas próprias... e vão ver se o "bom" Marinho não vai imediatamente pregar para outra freguesia!

Não tenham duvidas!
Marinho não dá "almoços grátis"!

Mas enquanto ser bastonário continuar a ser tão rentável, podem ter a certeza de que ele não se demite!

Vai ficar agarrado ao poleiro e ao vil metal e não vai haver assembleia-geral nenhuma que o faça sair pelo seu próprio pé!


09.Junho.2009
... : Rato Velho
Alguem está lembrado do célebre caso do avião de luxo, fretado para levar, numa viagem-relampago à Venezuela, 3 portuguesas, em 2004??

Aquele tal avião, em que a tripulação, no momento da descolagem de regresso a Portugal, descobriu no compartimento de carga algumas malas de viagem com 400 kg de cocaína! Estão recordados?

Pois bem, alguem sabe quem foi o advogado dessas 3 portuguesas?

Recordam-se das declarações desse advogado?


09.Junho.2009
... : sereno
JAC - Anda confuso!!!, o Dr. João Correia é ADVOGADO. O facto de pertencer ao Conselho Superior do Ministério Público não faz dele magistrado do MP. Deve estudar mais estas questões, designadamente a forma de composição, designação e eleição do referido Conselho.

09.Junho.2009
... : PAZ
Prometi não voltar a este blog, mas há limites!!!
E é que estou francamente comovido!!!
E cheio de pena do Sr. MeP!!!
Já tinha lido algures que ele era pobre (nada tenho contra e até admiro quem luta para subir na vida).
Por mérito pessoal????
Já não é a primeira vez que para justificar maus comportamentos e atitudes do Sr. MeP se vão buscar maus exemplos. Não faz sentido utilizar o que está errado para apoiar que se possa fazer também o que está errado (ou será que só é errado por ser nos outros??)!!!
Muito se esforçam algumas pessoas por justificar o seu bastonário, mesmo quando não concordam com ele... e acabam por dar tiros nos próprios pés!!!
O BOA não tem qualquer pudor em auto-aumentar-se (julgo que é isto que está em causa e não o facto de receber um salário!!!) e além disso prepara-se para receber um subsídio de reintegração! Não foi ele que já afirmou que "a Ordem vai ao bolso dos advogados estagiários"??? Vai daí "... vai ao bolso..."???
O Sr. MeP conduz os destinos da OA a seu belo prazer, sem qualquer humildade democrática, confortando-se na legitimidade que lhe adveio do voto, esquecendo (??) que ela é apenas originária.
Infelizmente, o futuro da Ordem dos Advogados está posto em causa enquanto houver advogados que apoiem e aceitem, acriticamente, tudo o que este Sr. MeP faz.
Infelizmente, "podem estar inscritos na Ordem, mas não são Advogados!"
09.Junho.2009
... : @ JAC
Caro JAC:

O Dr. João Correia é Advogado. É membro do Conselho Superior do MP, mas é Advogado.
Por outro lado, não resulta da peça que tenha apresentado queixa ao TC como membro daquele Conselho Superior.
Não deixe que a militância lhe dê cabo do argumento.
Cumprimentos.
09.Junho.2009
... : JAC
Caro sereno e companhia. Não é confusão, é ignorância. Pelo destaque que a notícia deu à qualidade de vogal do Conselho Superior do Ministério Público passou a ideia de que foi nessa qualidade que fez queixa...

Fico é com uma dúvida, se é membro do Conselho Superior do Ministério Público, não deveria estar ter pedido suspensão da sua actividade? Não são actividades incompatíveis? Se não são, face à expressão do Art. 77.º «designadamente», deveriam ser para se evitar estas confusões.

Do recurso não se espera grande coisa. Quando um advogado faz queixas destas não merece ter lugar no Conselho Superior do Ministério Público, mas como foram os partidos que o escolheram... tudo é possível.

Não estará o senhor João Correia muito irritado por o bastonário querer alargar as incompatibilidades? Não terá o sonho de vir a ser mais um advogado deputado? Parece mais isso. De qualquer forma o senhor João Correia não tem de ter inveja do bastonário, pois ele recebe o seu "salário" limpinho pela função, porque lhe desagrada que o bastonário também possa ver a sua dedicação à ordem compensada justamente?

Não há paciência para estes tipos.




09.Junho.2009
... : cabelos em pé!
Essa pecha do ordenado de Bastonário serve os interesses de muito boa gente. Diz o Rato Velho que, se lhe tirarem o ordenado, ele vai logo pregar para outra freguesia. Pudera, eu também ía. E porventura o Rato Velho também.

Qual seria o Bastonário que, não vivendo de rendimentos próprios ou do trabalho dos colegas, cumpria o mandato sem auferir rendimentos? Só alguns integrados na "elite sulista", porque outros ficam na rectaguarda a trabalhar por ele.

Sinceramente, quem tal defende, está a defender que o cargo de bastonário deve ser exclusivo de meia dúzia de advogados bem respaldados na sociedade que dominam ou de que são sócios...

A questão não são os (dizem) 6.000 euros. É que com uma retribuição o leque de candidados alarga-se de forma exponencial e a tal elite (meia dúzia) que "cooptava" entre si os candidados a bastonário, habitualmente por "promoção" do presidente do CDL, acaba por perder o feudo.
09.Junho.2009
... : Rato Velho
Caro JAC você é inqualificável !

Se tudo o que escreve é por ignorancia ou inocencia, seria bom um dia você tentar conhecer BEM Marinho Pinto!!

Fica-lhe mal ser inocente até aos 80 anos!

Agora, se é por pura militancia ou clientelismo, então fico com pena.


09.Junho.2009
... : Cicero de Portuscale
Então o Dr. Marinho não disse que ia exercer o mandato em exclusividade ? Não disse que iria ser remunerado? E não foi eleito ? A remuneração não foi votada pelo órgão competente? Em termos liquidos é superior ao do PGR?

Isto cheira mesmo a perseguição.
09.Junho.2009
... : Manuel Zé
Mas o que é que os advogados estão a fazer no CSMP e no CSM. Por acaso, também existem MP e juízes nos Conselhos de Deontologia da OA. Eu entendo que a AR possa designar cidadãos para um órgão de fiscalização das magistraturas. Agora indicar advogados é que me cheira a esturro. Só para se pavonearem estes advogados. Quando é que a AR terá o bom senso de indicar estes senhores.
09.Junho.2009
... : cabelos em pé!
.. : Manuel Zé
Mas o que é que os advogados estão a fazer no CSMP e no CSM. Por acaso, também existem MP e juízes nos Conselhos de Deontologia da OA. Eu entendo que a AR possa designar cidadãos para um órgão de fiscalização das magistraturas.


Caro Manel Zé,

Antes de mais, os advogados começam por ser cidadãos deste país e nunca deixam de o ser ( felizmente já passaram esses tempos).
Depois, os magistrados do M.P e Judiciais são pagos com os nossos impostos, devem prestar contas à sociedade e ser escrutinados (palavra na moda...) por esta.

A A.R. poderia escolher um cantoneiro de limpeza da C. M. de Almeida ou um pescador de Vila Real de Santo António, mas esse, por mais aplicado que fosse, não poderia dar grande contributo às actividades do CSMP ou do CSM.
Enquanto um cidadão-advogado de competência reconhecida pode.

A grande diferença, é que a Ordem dos advogados é suportada pelas quotas dos seus membros apenas (penso não estar enganado).

E, como se constata pelo número de advogados sancionados e pelo grau da sanção, há mais rigor nos Conselhos de Deontologia da Ordem do que em outras instâncias disciplinares.
Por isso a Ordem não precisa da participação de outras profissões nos seus órgãos disciplinares. Dão boa conta do recado.
10.Junho.2009
... : Desiludido
"O que os juízes deste país auferem são privilégios incumensuráveis" dizia há uns anos MP.
Logo que se apanhou BOA atribuiu a si mesmo um "privilégio incumensurável" e, já agora, do topo da carreira.
Não vê (melhor, ouve) quem não quer e há lá pior cego...
10.Junho.2009
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