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Eleições na Ordem dos Advogados criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
30-Nov-2007

António Marinho Pinto foi eleito Bastonário da Ordem dos Advogados com 7265 votos. Em segundo lugar ficou Magalhães e Silva com 4366, em terceiro Menezes Leitão com 2973 e em quarto Garcia Pereira com 2205 votos.
Por sua vez, José António Barreiros foi eleito Presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, com 7.413 votos. José António Barreiros, numa candidatura única e independente, obteve mais votos do que Marinho Pinto, apesar deste órgão ter contado com menos 100 votantes: 7413 contra 7265.
Outro dos vencedores da noite foi Carlos Pinto de Abreu, no Conselho Distrital de Lisboa, que constatou o número elevado de votos em branco nas eleições: “Significa um desencanto da classe”.

Comentarios (17)add
Estou curiosa para ver o que se irá passar no próximo mandato. Que é necessário fazer qualquer coisa parece que já nem ninguém põe em causa...
02.Dezembro.2007
... : Mª
Este jornalista vai ridicularizar a advocacia.
02.Dezembro.2007
... : Alcides
Este jornalista vai dar cabo da imagem da advocacia, da justiça, dos juízes, do MP, do Governo, do Ministério da Justiça, do Estado de Direito.
Vai ser um grande actor no palco mediático, onde se irá confrontar com os juízes habituais comentadores de TV.
Talvez ele consiga o feito histórico de implodir antes do fim do mandato, pois não será capaz de estar à altura que o cargo exige.

03.Dezembro.2007
... : Silvério
Finalmente temos BASTONÁRIO para pôr a Ordem na ordem e os juízes (alguns) na linha. E para pôr o governo a ouvir os Advogados. Vejam os exemplos de algumas sentenças que constam do livro deste Bastonário, acabado de publicar, e depois digam se é para rir ou chorar. Eu ri-me e também achei que falta, por vezes, senso comum.
03.Dezembro.2007
... : Tony
Ó Silvério, modere-se.
O Bastonário eleito tem agir como bastonário e não como cacique. Os bastonários da ordem dos advogados devem primeiro por a casa em ordem. A começar por ele próprio.
Quanto aos juízes, pôr linhas só se for a coser alguma beca. Mas primeiro que cosa a toga rota de muitos advogados. Tenha juízo que a era do justicialismo balofo vai esvaziar-se com esta eleição.
03.Dezembro.2007
... : Advogado descamisado
O que eu quero ver é se este que acusou os juízes de terem muitas férias ... judiciais, o que vai fazer perante as críticas de 99% dos advogados que não deixam de criticar o actual regime das férias judiciais, pelo encurtamento dos prazos que provocou e pelo caos que implica para quem faz advocacia de prática isolada. Vou começar a contar as vezes que o actual bastonário se vai desdizer com aquilo que em gritaria disse antes. Quero ver quantas vezes vai defender os advogados descamisados. Ver para crer, Silvério. E olhe que se a ideia é atacar, atacar, atacar os outros, designadamente os juízes, o bastonário que tenha a sua defesa muito protegida porque corre o risco de sofrer um golpe final, que infelizmente, será uma machadada principalmente para os advogados descamisados, dos quais eu sou um entre muitos.
03.Dezembro.2007
... : PRodrigues
Ó Silvério... se o que quer são os Advogados ao poder - a mandar nos juízes, no Governo, quem sabe a revogar sentenças... -, não acha que (alguns) já lá estão?
E quem é que os põe "na linha"?
03.Dezembro.2007
... : GFT
O que é certo é que o Dr. Marinho e Pinto foi eleito pelos seus pares como Bastonário. Merece respeito de todos, sob pena de se entender que ele tem razão quando chama o que chama aos juízes. É que não se justificam comentários difamatórios como já vi escritos por um senhor juiz. Há que ter respeito pelos outros, se se pretende que os outros tenham respeito por nós.
03.Dezembro.2007
... : Grande Manitu
Neste país há o estranho hábito de dar importância e poder aos atrasados mentais que vão por aí aparecendo a gritar uns disparates ([...] , etc.).
Temo que o novo bastonário (à semelhança do seu antecessor Pires de Lima) se integre neste grupo. No entanto, há que lhe dar o benefício da dúvida.
Encaro com alguma espectativa como vai decorrer a "co-habitação" entre o novo bastonário e o novo presidente do CSOS J A Barreiros.
O voto dos advogados deve ser interpretado como significando um voto de protesto contra o actual estado de coisas. Espero que nesse protesto não se ignorem as culpas próprias dos advogados e da OA, nomeadamente quanto ao silêncio na criação e manutenção de dezenas de faculdades de direito e quanto ao rumo da justiça em Portugal. É bom não esquecer que, depois de Laborinho Lúcio, os ministros da justiça têm sido sempre advogados. E é bom não esquecer também a percentagem de advogados com assento na AR, os que se movem nos corredores dos poderes (comunicação social incluída) e os que fizeram parte dos lamentáveis trabalhos legislativos que têm aparecido nos últimos anos.
03.Dezembro.2007
... : PRodrigues
Aliás, Silvério, se os Senhores Juízes também pudessem publicar livrinhos com os disparates que os Senhores Advogados cometem - muitas vezes com prejuízo da parte que lhes outorgou procuração -, pode ter a certeza de que se encheriam verdadeiros "códices" com vários tomos.
Mas não podem.
E sabe porquê?
Porque lá estaria um Senhor Advogado-Vogal-do-CSM a pugnar (com sucesso) pela punição do "infractor" por violação de deveres de correcção. E isso acontece, não é só conversa...
Já se algum Senhor Juiz se queixar do Dr. Marinho Pinto à OA pelas mentiras que escreve, o resultado é sempre o mesmo: aquivamento liminar, com fundamento no exercício da liberdade de expressão...

Sabe, no dia em que pudessemos TODOS exercer livremente o direito de crítica e "pôr tudo em pratos limpos", não seria certamente a judicatura a ficar (mais) manchada.

Por isso, respire fundo, tenha calma e conte até mil. As guerras do Dr. Marinho são moinhos de vento que só servem para lhe alimentar o ego.
03.Dezembro.2007
... : Eça de Queirós Alternativo
Vai dar cacete.

03.Dezembro.2007
... : Tertuliano
Tenho a certeza absoluta que este Bastónário vai mostrar um cartão amarelo ao Governo no que diz respeito às questões da Justiça.

Por isso caros amigos deixem-se, por agora, de questões laterais o que importa é aparecer alguém que seja audível e faça ver à comunidade que o governo está completamente alheado das questões da Justiça pois, até hoje, quer o Sindicato dos Magistrados quer os anetriores Bastonários, apesar da voluntariedade, nunca o conseguiram fazer.
03.Dezembro.2007
... : Silvério
Quem tem medo do Bastonário?
03.Dezembro.2007
... : peço justiça
Pois, Caro Silvério, já espreitou aqui?
http://joeiro.blogspot.com/2007/12/ordem-entregue-bicharada.html
03.Dezembro.2007
... : Zé Povinho
Somos um povo assim: maldizente e invejoso! Atrazadinhos como sempre...
03.Dezembro.2007
... : Alberto Ruço
O Sr. Bastonário, Dr. Marinho Pinto, como toda agente que se dirigue a outros, divulgou na imprensa ideias correctas e outras incorrectas.
Um exemplo de coisas incorrectas, pelas razões que vão sendo referidas:
Com o título «Justiça e Comunicação Social», apareceram no jornal 24 Horas, de 12 de Agosto de 2007 as seguintes palavras do Dr. Marinho Pinto :
« A nossa justiça é em muitos aspectos medieval. Desde as vestes ( iguais aos hábitos dos inquisidores do Santo Ofício ) ao ritualismo praticamente tudo está desfasado do nosso tempo. »
O que se quer dizer com isto ? Quis transmitir a ideia, a quem não anda pelos tribunais, que a justiça está «velha» e é necessário substituí-la por uma «nova» ?
Quais são esses «muitos aspectos» ?
A que propósito vem colada à justiça a ideia negativa que denotam as palavras «inquisidores» e « Santo Ofício» ?
O que se pretende transmitir com esta associação ? Pretende-se transmitir algo de real ? Se sim, porque não concretizou ?
E qual seria essa «nova» justiça ?
«Tudo está desfasado do tempo ». O que é que está desfasado do tempo ?
Outra passagem .
« Quem for a um tribunal tem de se dirigir ao juiz como que a uma divindade e sempre de forma tão reverencial como um servo da mais remota antiguidade o fazia perante o seu amo ».
Porventura isto tem alguma tradução na realidade ?
Se o Sr. Dr. Marinho Pinto realmente sente isto que escreveu, quando vai a tribunal, eu pergunto-me se poderá estar a sentir e a ver a realidade tal como ela é ?
Os advogados que diariamente andam pelos tribunais que julguem por si mesmos!
Outra passagem .
« A justiça não cultiva a transparência, mas sim a opacidade, muitas vezes para evitar que sejam conhecidos os erros, a incompetência e negligência dos seus agentes ( magistrados e advogados incluídos ) ».
Existe porventura em toda a administração pública mais transparência do que nos tribunais, onde cada parte é representada por um advogado, o qual tem sempre acesso ao processo e sabe o que lá se passa, onde os julgamentos são públicos e a prova é gravada ?
O que quis dizer o senhor advogado por «transparência» ?
Outra passagem.
« A justiça olha para os órgãos de informação com desconfiança, como algo que pode mostrar a decadência, que grassa nos seus interiores. E sobretudo vê-a como um limite, de facto, aos poderes arbitrários e insindicáveis que nela proliferam ».
Outra vez afirmações negativas « a decadência », « poderes arbitrários e insindicáveis que nela proliferam » .
O que quis dizer com isto? Referiu-se a quê ? O que tinha em mente ao dizer isto ?

Segundo as estatísticas publicadas no site do Direcção Geral da Política de Justiça ( http://www.dgpj.mj.pt ), entraram nos tribunais judiciais de 1.ª instância portugueses em 2001, 682 800 processos e findaram 619 540; em 2002 entraram 738 882 e findaram 657 889; em 2003 entraram 802 202 e findaram 700 191; em 2004 entraram 780 175 e findaram 662 551; em 2005 entraram 826 414 e findaram 697 511 e em 2006 entraram 790 453 e findaram 797 128.
Com este Mar de processos ( os 826 414 processos entrados em 2005, colocados uns a seguir aos outros, em fila indiana, no sentido do comprimento cobririam 244 quilómetros, isto é, começávamos em Lisboa e terminávamos em Aveiro ! ), como falar em decadência ?
Se a justiça estivesse assim tão decadente não havia tanta procura.
O que são esses « poderes arbitrários e insindicáveis que nela proliferam » ?
O senhor Dr. Marinho Pinto, agora bastonário, escreveu e falou neste artigo muito mal da justiça, mas não concretizou nada.
Ando há bastantes anos pelos tribunais; vejo muita coisa com que não concordo e está claramente errada; acho que se pode fazer muito melhor, mas aquilo que o Dr. Marinho Pinto escreveu não existe como realidade quotidiana.

Agora, como bastonário, o Sr. Dr. Marinho Pinto não pode, aliás ninguém pode, divulgar juízos negativos acerca de juizes, magistrados do ministério Público, advogados, funcionários judiciais, Ministério da Justiça, etc., sem os assentar em realidades históricas que os suportem, dos quais se deduzam.
Ninguém pode pegar num caso, dois ou três, falar deles e dar a entender que a justiça praticada em Portugal é assim.
Entram 800 000 mil processos por ano nos tribunais, em todos os processos são proferidas variadas decisões.
Alguém, com algum sentido de justiça, pode pretender que não haja erros?

Falar mal, dizer que algo está errado, que há aqui um defeito, é a coisa mais fácil do mundo.
Basta procurar e ter um pouco de jeito.
Difícil, mesmo muito difícil, é fazer e fazer bem.
Só não erram os que não trabalham e não fazem nada.
Muitas vezes são estes os mais intolerantes e os que pensam, depois dos factos serem todos conhecidos e avaliados de uma só vez, como se eles tivessem todos ocorrido ao mesmo tempo, e de conhecerem toda a sequência dos factos, mesmo aqueles que na altura de uma decisão eram futuros e imprevisíveis: « mas como é possível ter procedido assim ? Se fosse eu a fazer não cometia um erro destes !
Só que estas pessoas, em regra, nunca fizeram nada e por alguma razão é que nunca fizeram nada.

Quero com tudo isto dizer o seguinte :
Não se pode tolerar que o Sr. Bastonário profira juízos como aqueles que ficam referidos.
Juízos como aqueles denigrem as pessoas, ofendem todos os magistrados, não lhes dão hipótese de contraditório e de defesa, por não se saber ao que se referem.
Emitir juízos que transmitem uma imagem negativa só é legítimo se isso for verdade.
Mas neste campo só há verdade se esses juízos forem a conclusão lógica de factos certos determinados que são enunciados.
Há que exigir ao Sr. Dr. Marinho Pinto, se tal se revelar necessário, claro está, e provavelmente não será, já que agora as responsabilidades são outras, que concretize em factos os juízos negativos que emitir acerca dos juizes, dos tribunais e da justiça, sob pena de lhe ser solicitado pública e repetidamente que se «cale» e de ser apontado pública e repetidamente como um agressor sem causa, entendendo-se por agressão «...um acto intencional com vista a prejudicar ou infligir dor. O acto tanto pode ser físico como verbal» - Elliot Aronson, O Animal Social ? Introdução à Psicologia Social, pág. 279, Instituto Piaget/2002.

04.Dezembro.2007
... : Mário Rama da Silva
Como já referi em comentário a outra notícia, creio que, perante o rumo que leva a "reforma" da Justiça, é tempo de as profissões forenses (também eu não gosto de ser operador pois não opero nada nem ninguém) se unirem, deixando de lado ressentimentos.
O actual Bastonário terá proferido afirmações desagradáveis, excessivas ou para alguns até tidas como ofensivas.
Quem assim pensou não pode, pelo menos não deve, criticar no mesmo tom menos delicado.
Livrinhos com disparates dos advogados? Eu tenho uma prateleira com uma vintena, quase todos edições inglesas, que incluem divertidos disparates de advogados e juízes. Eu próprio tenho coligido alguns disparates, como é bom de ver, dos outros.Cá não existe o culto de rir de nós próprios e, talvez por isso, agredimo-nos uns aos outros como forma de desopilar.
Descredibilizar o Bastonário da OA, por rancores passados, não é um bom serviço para a Justiça, nem para os Juízes.
É apenas uma boa ajuda a quem a quer descredibilizar.
05.Dezembro.2007
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