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Em causa a credibilidade do Bastonário criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
29-Jan-2008
"Ou o bastonário concretiza as insinuações levantadas ou, mais uma vez, se lança um falso alarme sobre a vinda do lobo". Esta afirmação de António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), é um desafio que os demais agentes da justiça partilham. Para o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, o bastonário deve concretizar, "sob pena de ser questionada a sua credibilidade".

A iniciativa do procurador-geral da República de abrir um inquérito de averiguações vai ser um teste à credibilidade de Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados (OA), que, em entrevista à Antena 1, na sexta-feira, insinuou que existem políticos corruptos impunes.

O assunto está a ser levado muito a sério por Pinto Monteiro, que antecipou para domingo a reunião prevista para ontem com a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, a procuradora encarregue de dirigir as investigações. "Ambos têm mantido contactos telefónicos", confirmou fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Uma antecipação que se deveu à abertura do ano judicial, que decorre hoje no Supremo Tribunal de Justiça (STJ). Segundo a PGR, não estão previstas novas reuniões para os próximos dias.

"Ou o bastonário concretiza as insinuações levantadas ou, mais uma vez, se lança um falso alarme sobre a vinda do lobo". Esta afirmação de António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), é um desafio que os demais agentes da justiça partilham. Para o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), António Martins, o bastonário deve concretizar, "sob pena de ser questionada a sua credibilidade".

Em causa estão as declarações do bastonário, que acusa os membros do Governo de favorecerem interesses privados, para depois, quando abandonarem o Executivo, terem emprego assegurado. Para Marinho Pinto, "existe em Portugal uma criminalidade nociva para o Estado e para a sociedade". O bastonário frisou que "andam por aí impunemente alguns a exibir os benefícios e os lucros dessa criminalidade e não há mecanismos para lhes tocar. Alguns até ostensivamente ocupam cargos relevantes no Estado português".

As insinuações de Marinho Pinto põem em causa a capacidade de o MP investigar e de assegurar a legalidade. Em 2003, recorde-se, na qualidade de presidente da Comissão dos Direitos Humanos da OA, foi ouvido no Parlamento. Fazendo jus ao seu estilo de enfant terrible, o causídico acusou então os magistrados de pretenderem "manter o poder e privilégios", e defendeu "a responsabilização destes pela prescrição dos processos". Disse ainda que a classe se organizou em torno de um "sindicato que quer mais dinheiro, mais regalias e menos trabalho".

O então bastonário, José Miguel Júdice, demitiu-o imediatamente de presidente da Comissão e, mais tarde, foi convidado a abandonar o conselho geral da Ordem, onde regressou agora como bastonário. Em declarações ontem proferidas, Júdice considerou "péssimo" que o bastonário atire "bocas vagas (...) e pazadas de lama para cima de toda a gente sem concretizar".

Para o antigo bastonário da Ordem, Marinho Pinto vai "continuar a tentar enlamear toda a gente" e a "dar cabo" da OA. Marinho Pinto, entretanto, já esclareceu que falou como "provedor do cidadão" e não como bastonário, aplaudindo a iniciativa do PGR.

Mas, para os agentes judiciários, esse inquérito é um teste à credibilidade das insinuações mediáticas e generalistas. E esperam que o bastonário concretize.
 
DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 29.01.2008 
Comentarios (29)add
... : JCC
NÃO É TEMPO DE DIVISÕES. Todos seremos poucos. Os que nos governam, observam o já velho lema ( e ao que parece actual) : DIVIDIR PARA REINAR. É tempo de tomarmos consciência.
29.Janeiro.2008
... : ppp
Os que governam são, na maioria, ADVOGADOS...
29.Janeiro.2008
... : Mário Rama da Silva
Lê-se no artigo acima que o então Bastonário demitiu o Dr. Marinho Pinto da CDH e, posteriormente, foi convidado a abandonar o Conselho Geral da OA, à qual regressou agora como Bastonário. Talvez seja bom meditar nas razões. Quer dos Advogados que elegeram o Bastonário antes perseguido pelo Dr. Júdice quer sobre os ataques cerrados do Dr. Júdice ao actual e ao anterior Bastonário. Talvez se tirem conclusões.
No mais, como refere JCC, era melhor que as querelas pessoais não se transformassem em discussões institucionais e públicas, para gáudio da classe política.
Quanto ao lobo não parece que seja o Bastonário que deve investigar onde está, amarrá-lo e entregá-lo à polícia.
29.Janeiro.2008
... : trabalhador do lixo
podemos aceitar que dgam que os juízes são todos isto, os MP são todos aquilo, os advogados são tosdos aqueloutros? adjectivando gravemente os que exercem tais profissões sem consequências e com o pergigo que as generalizações acrretam?u
29.Janeiro.2008
... : O João Sem Terra.
Infelizmente, neste país de brandos costumes mas de " chicos espertos" ou melhor dizendo daqueles que não pagam impostos e fazem pouco daqueles que os pagam ou mesmo daqueles que fintam os outros para chegar prmeiro ou ainda daqueles que especulam na bolsa e chamam " parvos" aqueles que investem na criação de riqueza efectiva, quem quiser dizer alguma coisa tem que o fazer de forma "eufemistica" e comedida porque, caso contário, sujeita-se, sem mais, à fulminante perseguição penal que exige a prova inabalável do facto.
29.Janeiro.2008
... : Kikas
VIVA MARINHO, FORÇA ESTAMOS CONTIGO!!!!!!
29.Janeiro.2008
... : Zé Povinho
Não sei quem é o Mario Rama da Silva, se Juiz, Advogado, MP, Funcionário Judicial ou simples cidadão, nem isso será importante, mas que dá «gozo» ler aqui aqui os seus comentários, pele seriedade e lucidez dos mesmos, lá isso dá...
30.Janeiro.2008
... : Zé Povinho
Já agora subscrevo, tb, o escrito pelo «O João sem terra»!
30.Janeiro.2008
... : alguem
sinceramente, nao reconheço nem mais nem menos qualidades nos anteriores bastonarios... é só vasculharem as avenças que as grandes sociedades de advogados que eles representam têm com entidades do Estado e está tudo dito em termos de deontologia profissional..
tenho dito..
jurista do Estado..
30.Janeiro.2008
... : Um cidadão
Que tal obrigar o Sr. Bastonário apresentar uma acusação com a identidade dos arguidos, os crimes e todos os pormenores factuais que os secundam?
Nos crimes de tráfico de droga, os denunciantes, se houver, também conseguem identificar os grandes traficantes ou descrever o seu modus operandi?
Mesmo nos crimes de roubo, muitas vezes a vítima também não consegue identificar o autor e daí podemos concluir que a queixosa deveria ser punida?
E o exemplo da Casa Pia demonstra bem o contrário, quando nem o Ministério Público acusou nem o TIC pronunciou contra as testemunhas que identificaram um dos suspeitos.
Estou a ver o que queriam é poupar o dinheiro dos contribuintes, começando por dispensar os agentes da investigação criminal e os magistrados da acção penal.
30.Janeiro.2008
... : A.Silva
O bastonário pelo lugar que ocupa tem a obrigação de denunciar os crimes de que tem conhecimento,bem como os autores dos mesmos.Não como é evidente na praça pública mas a quem de direito.Ao afirmar que alguns ocupam neste momento funções no aparelho de Estado é porque sabe quem são,logo o povo agradece que assuma a responsabilidade de colaborar no inquérito aberto pelo procurador geral da república.Lançar uma acusação e suspeição generalizada e depois nada fazer,estou como diz o povo palavras leva-as o vento
30.Janeiro.2008
... : cgf
È esta liberdade de afirmar em voz alta o que os outros só se limitam a pensar que faz do Advogado o defensor de todos nós.
Se calhar para uma certa classe de pessoas era melhor que todos nós vivessemos numa certa aurea mediocritas, sem berros, denuncias, chamadas de atenção, barulhos, etc. O falecido Sr Prof de Finanças Públicas de Sta. Comba Dão chegou a falar disto muitas vezes. Se calhar ainda há gente que preferia que fosse assim.
A mim, pessoalmente repugnam-me os unanimismos e a apatia.
30.Janeiro.2008
... : Vila Verde
Questionar a credibilidade do Bastonário quando este disparou em todas as direcções e não falhou os alvos, ficando alguns com as asas feridas (que dirão alguns colegas, magistrados, políticos - ah, faltam dos deputados!).
Por isso, devemos aferir aquela credibilidade se os disparos forem, afinal, de pólvora seca.
Todavia, antes de acabar as munições deve procurar resolver os problemas internos da OA., nomedamente dos advogados em prática isolada que lhes faltam os tentáculos das grandes sociedades.
30.Janeiro.2008
... : BD
O que me está a fazer pensar é a frase de A. Cluny relativa ao "falso alarme sobre a vinda do lobo". Quem é o lobo de A. Cluny? O Bastonário ou a Corrupção? Quem é que afinal vem (ou não vem) aí? Se for a corrupção, isso significa que para A. Cluny ela é uma espécie de aparição. Nunca vem (e ele lá saberá do que fala: quantas pessoas estão neste momento presas em Portugal por corrupção? Uma? Duas? Isto num país famoso no estrangeiro precisamente por este tipo de habilidades...) E o Pedro da história de encantar, quem será? O Bastonário? O próprio A. Cluny?
31.Janeiro.2008
... : descamisado
o q este bastonário diz, todos dizem há muito, nos táxis, na rua...

nada de especial.
só barulho.
31.Janeiro.2008
... : Ad rem
Gostaria de dizer ao Ilustre Procurador António Cluny que não me lembro de ouvir da boca do Ex. Ministro Cravinho nem da Ilustre Procuradora Maria José Morgado os nomes dos corruptos, nem me lembro que os comentários destes insignes tenham dado alvo a algum inquérito contra os mesmos, se existiu não saiu da salinha do PGR, mas já me lembro de os mesmos terem afirmado em muitos órgãos de comunicação social que os corruptos existem e andam por aí a fazer estragos e que, porventura, são os mesmos que o nosso Bastonário anda a afirmar. Ao nosso bastonário digo-lhe que lute e que não se deixe esmorecer por comentários daqueles que estando bem "instalados" começam a sentir o tapete a escorregar e se limitam a fazer contra informação como melhor defesa. E não venham agora dizer que o discurso do nosso Bastonário é populista porque ele sempre foi fiel a si mesmo e foi assim que conseguiu arrebatar a maioria dos votos. O Dr. Marinho diz aquilo que muitos de nós não tem a coragem de dizer. Força Marinho!
31.Janeiro.2008
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O item --- Marinho Pinto propõe asneira total --- teve 2.534 acessos e, de 18JAN08 a 27JAN08, recebeu 97 comentários.

Pode tratar-se de um mau bastonário: a classe é que terá de o julgar. Mas nulidade não será. Não se presta tanta atenção a um zé-ninguém.
31.Janeiro.2008
... : horacio
O Dr. Marinho disse (com o "megafone" de ser Bastonário) aquilo que veio nos jornais e toda a gente sabe, menos o MP e a PJ. Ora a estes é que compete investigar e provar, não é ao Bastonário; mas só investigam e provam os crimes da arraia miúda. Toda a gente sabe e diz que há quem ganhe milhões com o tráfico de droga; há 30 anos que vejo a PJ a gabar-se na televisão, com grande aparato, de que fez "a maior apreensão de droga de sempre"; mas só a vejo prender ciganos e drogados miseráveis; onde é que estão os tais que ganham milhões?
31.Janeiro.2008
... : Zé da Tasca

O direito de estar calado e de tecer elogios também existe nos regimes totalitários. O Bastonário está simplesmente a cumprir o seu programa de acção sufragado pela esmagadora maioria da classe.

Quanto ao "lobo", também era só o que faltava, subscrevendo as sempre lúcidas palavras do comentador Mário Rama da Silva, ser o Bastonário a "investigar onde está, amarrá-lo e entregá-lo à polícia".

Mas quando os sobreiros, até então inseridos numa área de reserva ecológica, até então intocável, são abatidos devido à aprovação de um projecto imobiliário, de interesse público, segundo um despacho de um certo ministro na altura em funções, e depois começam a ser injectadas verbas, quase que a gotejar, na conta bancária de um certo partido politico, que por coincidência é o partido do tal ministro que despachou, e verbas essas provenientes do tal grupo económico, por coincidência o interessado na aprovação do tal projecto imobiliário de grande interesse nacional.

É pá! Não atirem lama, que eles são todos uma cambada de virgens imaculadas! FORÇA MARINHO!




01.Fevereiro.2008
... : alguem
até hoje tinha encarado com alguma seriedade as recentes declaraçoes do dr. Marinho Pinto, mas sinceramente, confesso que a perdi por completo a partir da entrevista de ontem do bastonário com a Judite Sousa e da forma leviana, redutora, inconsequente, toatalmente politicizada... como ele se referiu ao processo Casa Pia (para melhores esclarecimentos, caso nao tenham assistido à referida "peça jornalistica" - eu propria confesso que só vi e resumo e fiquei estupefacta com as as afirmaçoes feitas pelo bastonario nesta materia!!!- é só darem uma vista de olhos pelo Blog da Grande Loja do Queijo Limiano), um processo ainda em curso infelizmente e para vergonha do nosso país!!!


01.Fevereiro.2008
... : advogada e só
também vi com muita atenção a entrevista dada pelo meu Bastonário. Se o elegi(eu que sempre tenho votado em branco!) foi também e sobretudo pelo seu desassombro. È disso que a classe precisa, de alguém que fale claro que, afinal, não somos todos farinha do mesmo saco, passo a explicar: há muito que se fale e se sabe porque é uma evidencia que se passa das grandes sociedades de advogados para um qualquer governo...
Haja alguém que defenda quem trabalha denodadamente á margem de toda e qualquer panelinha politica.
Merecemos respeito ou somos apenas os otários de serviço?
Para que se saiba, não somos todos igauis e ainda bem.
Também abracei a advocacia, já lá vão mais de 20 anos e nunca, como hoje, me senti tão profundamente frustrada com o panorama actual...
Ventos de mudança? Venham eles
01.Fevereiro.2008
... : Nosso Comandante
Se, aos que compete investigar estas denuncias, abandonassem mais vezes o quentinho dos seus gabinetes, todos estes casos, que são do conheciomento geral, já teriam alguma resposta. O Sr. António, o que quer que lhe digam, onde, quando e quem deve ser investigado? Para isso basta mandar a Policia.
Um abraço Marinho.

01.Fevereiro.2008
... : Mendes de Bragança
Operários e camponeses, classe média e trabalhadores deste país. Explorados do grande capital, pobres e dementes, reclusos e marginais, prostitutas, lésbicas e homossexuais. Homens sérios e gente honrada de Portugal, que cava a terra de sol a sol. Ceiferias do Alentejo.
Bom povo português, que tanto ansiava por um libertador da classe operária, um grande timoneiro.
Ele chegou. É o Dr. Marinho Pinto que nos vai salvar.
Muito obrigado senhor Dr. Marinho Pinto e que Nª Sº de Fátima guie os seus passos para salvar o povo português.
01.Fevereiro.2008
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ANALOGIAS:

Em 16NOV05, escrevi à Procuradora do Círculo Judicial de Ponta Delgada:

01-Chegou o momento tão esperado e que se vinha adivinhando.
02-Hoje, já não sobram dúvidas ao declarante de que há quem prevarica,
no seio da magistratura judicial e do MP dessa comarca.
03-E é tal o volume, a intensidade e a frequência daquilo que o declarante
imputa que não será temerário suspeitar da existência de corrupção.

Por assim o crer, pensar e sentir, aqui o declara!

No dia seguinte, 17NOV05, assinada pela Ex.ma Magistrada a quem dirigira a declaração acima reproduzida, recebi a seguinte comunicação, com a nota de urgente:

01-Joaquim Maria Cymbron emite declaração de denúncia de corrupção de
magistrados Judiciais e do Ministério Público.
02-É crime grave.
03-Necessário se torna que sejam indicados os suspeitos, os factos que
são imputados e os meios de prova que consubstanciam
essa suspeita.
04-Aguarde-se a resposta do emitente.

No mesmo dia, 17NOV05, e também com a indicação de urgente, respondi:

01-Entra-se a deixar bem vincada a ideia de que o declarante
não denunciou qualquer crime de «corrupção de magistrados Judiciais
e do Ministério Público.»
02-Categoricamente, apenas declarou que havia prevaricação naquelas
magistraturas da comarca de Ponta Delgada.
03-Fê-lo com a seguinte expressão --- «há quem prevarica».
04-É um presente frequentativo, o que também abarca acções passadas.
05-Não emitiu qualquer denúncia por corrupção, limitando-se a afirmar
que «não será temerário suspeitar da existência de corrupção.»
06-Não se percebe como há-de o declarante indicar «meios de prova que
consubstanciam essa suspeita.»
07-Em crime público, isso constitui tarefa do MP, porque é ele que dispõe
do necessário poder legal para lhe dar cumprimento.
08-O declarante é um mero cidadão sem qualquer legitimidade institucional
para tão melindrosa investigação.
09-Pelo que o declarante não pode corresponder neste ponto.
10-Quando achar que é altura, o declarante apresentará denúncia nos
termos adequados, na PGD de Lisboa e nunca nesse círculo judicial,
por óbvias razões de hierarquia.
11-Entretanto, se essa Procuradoria decidir abrir inquérito e constituir
arguido o declarante, este defender-se-á em função das acusações
recebidas, recorrendo, se necessário for, à 'exceptio veritatis'.

Até hoje. Mas a figura mais representativa de um corpo como a OA tem, felizmente, outra audiência. Deus queira que tenha êxito, até porque a caça é muito mais grossa!
01.Fevereiro.2008
... : Mendes de Bragança
Consultei o blogue de Joaquimcymbrom e no frontão de entrada, pomposamente, diz-se: "O meu prato predilecto são os magistrados. É um prato indigesto, mas nem por isso deixa de ser o meu prato predilecto".
Do estilo e linguagem utilizada no blogue, que é igual à do comentário anterior, fica-se com uma sensação de náusea.
E chega. Não comento mais. Ele não merece.
02.Fevereiro.2008
... : BD
Efectivamente, Sr. Joaquim Cymbron ( e na esteira do comentário de Mendes de Bragança e após também visionar o seu blog), não haverá por aí uma simples embirração com uma determinada classe, digamos assim? Não me leve a mal, eu até gosto de ler alguns dos comentários que faz nesta revista digital, e quanto às quezílias que mantém com a magistratura até pode ter razão em muitas delas, não digo que não, mas, caramba, homem, o seu prato predilecto ser os magistrados?!... Então não era bem melhor que fosse o tradicional bacalhau à lagareiro? ou a célebre feijoada de búzios?
02.Fevereiro.2008
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Em 170OUT07, coloquei o meu primeiro comentário neste espaço. Somam, até hoje, salvo erro e omissão, trinta e dois, sem contar com o texto que agora segue.

Nenhum desses comentários deixou de ser recebido pelo Ex.mo Administrador. Em todos, procurei evitar o confronto singular com outros comentadores, o que não traduz acordo com tudo o que aqui leio. Acho que não é essa a finalidade desta revista digital e, por consequência, o lugar é impróprio para tais pugnas.

Fui, entretanto, alvo de uma apreciação muito directa, à qual não vou deixar de responder, o que passo a fazer nos seguintes termos:

Os comentários do seu autor já me tinham chamado a atenção. Não fazendo a mínima ideia de quem é a pessoa, pareceu-me sempre, pelo conteúdo dos seus textos, estar na presença de mais um seminarista egresso, daqueles que vão pela vida fora, sempre com uma visão mirífica do poder instituído. Alguns, diga-se de passagem, com bastante servilismo.

Acho, pois, lamentável o juízo formulado por Mendes de Bragança, contra mim. Não pelo que esse juízo encerra, porque, saído de quem saiu, pouco me afecta. As causas do meu desagrado são outras.

Com efeito:

Dizer que o meu comentário é idóneo a que se fique «com uma sensação de náusea», parece-me impertinente porque o que é nauseabundo, não merece publicação. Mais: não deve ser editado! Ora isto é invadir a esfera de competência do Ex.mo Administrador.

No que concerne ao que Mendes de Bragança viu no meu blogue, este espaço não é certamente a sede própria para discutir o que lá vem. Por isso, não adianto qualquer explicação ao teor do frontão de entrada que lá pus e que ele reproduziu.
02.Fevereiro.2008
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Ex.mo BD:

Acabo de ler o seu comentário. É urbano e está cheio de uma graça fina. Não posso também prosseguir, sem lhe agradecer o elogio que faz a alguns dos meus textos.

Respondendo às suas observações, direi:

Não há nenhuma birra com a classe de magistrados. Eu julgo que é mesmo a veneração que sinto por essa classe e, ainda mais, pelo órgão de soberania que representam, a causa do meu rigor na apreciação que faço de alguns magistrados. De alguns, sublinho bem. Esses, na minha opinião, não são dignos de envergar uma beca!

Quanto ao frontão de entrada, plenamente de acordo consigo em que há pratos bem mais agradáveis. Mas nem por aqui posso ser atacado de menos respeito para com os magistrados, se é por isso que me chama a atenção.

Na realidade, há pratos bons que são indigestos e outros que são indigestos e nos sabem mal. Foi tudo quanto eu quis dizer com aquele frontão. Creia, Ex.mo Sr., que eu não tenho vocação de canibal.

Se quiser honrar-me com uma visita mais demorada ao blogue, lendo tudo o que lá está, verá duas coisas:

1-Eu não sou um iconoclasta do poder judicial. Isso é patente, principalmente, no 'DRAMA JUDICIÁRIO'.
2-Tomará, também, conhecimento de vários atropelos, de que fui vítima, bem visíveis em 'UM SONHO DE UMA JUÍZA'. O resto está nas entrelinhas dos restantes textos. Nem de todos os desmandos, que me me atingiram, lhe posso, por agora, dar notícia: de uns, porque me parece prematuro fazê-lo; de outros, embora não estejam sob segredo de justiça, não me parece curial divulgá-los.

A CONCLUIR:

Eu acho que se deve retirar da praça pública a discussão de matéria sobre a qual ainda não se pronunciaram os que têm legitimidade para o fazer. Ajudemos os magistrados a decidir sem pressões, que, de outro modo, fatalmente se fariam sentir por mais que as leis proclamem a sua independência.

Penso que não será fácil ter maior respeito pela função judicial. Se assim não o entender, sinto pena porque o aplauso de gente educada interessa-me.
No entanto, não consigo mudar porque me acho no campo certo.

Devo ainda assinalar que as demandas, que arrasto por Ponta Delgadas, já me causaram um prejuízo patrimonial de muito milhares de euros e os danos morais sofridos, esses não são quantificáveis. E é aqui onde mais me dói.

Sempre no mesmo blogue e na altura própria, eu irei dando notícia de coisas que já se passaram e de outras que venham a surgir.

Entretanto e doravante, aos comentários insolentes não responderei. Àqueles que trouxerem a nota da sua civilidade, limito-me desde já a remeter os seu signatários para a resposta que, com todo o gosto, agora lhe dei.

De outra forma, isto deixa de ser um item dedicado ao apuramento da credibilidade do Bastonário da OA, para se transformar num fórum no qual se discute o meu comportamento. Correremos o risco de aparecer o Sr.Administrador a dar-nos um puxão de orelhas, com carradas de razão!
02.Fevereiro.2008
... : Barracuda
Ouvi a entrevista do Sr. Dr. Marinha Pinto. Não ouvi uma palavra nem contra o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público nem a Associação dos Senhores JuÍzes. Não me atrevo a pensar que os respectivos presidentes destas associações profissionais desconheçam que a sua natureza sindical lhes dá uma competência restrita,que se traduz na defesa e promoção dos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores que representam. Porque razão e com que fundamento aparecem repetidamente a terreiro para comentarem e muitas vezes de forma pouco comedida, opiniões sobre o o funcionamento do aparelho judiciário, sem que a responsabilidade pelas falhas seja atribuída às ditas formações sindicais e ou a sócios seus? Será que falam em nome pessoal? São por acaso portavoz do Conselho Superior da Magistratura ou da Procuradoria-Geral da República ou mesmo do poder eleito, este, em princípio, o responsável pelos males da Justiça? Será que ainda não esqueceram que nem sequer em nome dos magistrados em geral podem falar mas apenas dos seus membros? No corporativismo tinha alguma lógica, mas não o fariam de qualquer modo. Pudera! Isto não tem nada contra os ilustres magistrados que ocupam tais cargos. Pelo contrário, muito os aprecio e tenho-os na melhos conta. É uma questão de princípio.
02.Fevereiro.2008
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