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O bastonário da Ordem dos Advogados (OA) criticou hoje
o "modelo de gestão autocrática e unipessoal", baseada na
figura do juiz-presidente, prevista para os tribunais no futuro mapa
judiciário. António Marinho
Pinto falava na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos,
Liberdades e Garantias, onde o mapa judiciário está a ser apreciado
na especialidade.
Entretanto, O presidente da Associação Sindical dos Juízes já reagiu às críticas
formuladas pelo bastonário da Ordem dos Advogados. Ouvido pela TSF,
António Martins devolve que o modelo que António Marinho defende é que
está fora de prazo.
Marinho Pinto critica liderança pelo juiz-presidente
Apesar de admitir
que "o mapa agora tem mais aspectos positivos que negativos",
o bastonário considera que o "modelo de gestão baseado num juiz,
em vez de um conselho consultivo com representantes do Ministério Público
e da Ordem dos Advogados, não é justo, não é correcto e é perigoso". Segundo o advogado,
este modelo de gestão "põe em causa a independência dos próprios
juizes".
Outra das críticas
do bastonário prende-se com o facto do previsto conselho consultivo
das comarcas ser composto, entre outros, por representantes dos cidadãos
que "serão escolhidos pelo juiz-presidente".
Como pontos
positivos do mapa judiciário, que entrará em vigor em 2010 depois
de um período de experiência em três comarcas, Marinho Pinto apontou
"a oferta de Justiça especializada" e a "possibilidade
de adaptação do mapa à realidade do país".
LUSA | 13.05.2008
Bastonário diz que novo mapa judiciário pretende agradar aos juízes
O bastonário da Ordem dos Advogados acusa o Governo de ter cedido aos
interesses dos juízes na elaboração do novo mapa judiciário.
Para o bastonário dos advogados o mapa judiciário representa um
«retrocesso» e empurra os tribunais para a era do pré-25 de Abril. A
reforma está também longe de servir os interesses dos cidadãos. Esta é
pelo menos a opinião do bastonário da Ordem dos Advogados.
Para
Marinho Pinto o modelo obedece a uma lógica economicista que vai sair
cara à justiça portuguesa. O responsável defende igualmente que o poder
político não pode permitir uma «autocracia».
Os tribunais
funcionam em regime de autocracia pura e neste momento acho que é
altura de levar um pouco da aragem ao esconsos do nosso sistema
judicial e o primeiro passo seria neste caso criar um modelo de gestão
democrática, ou seja, participada dos tribunais», afirma.
Nesta
gestão participada devem estar incluídos o Ministério Público e a
própria Ordem dos Advogados, assim como funciona actualemente, apenas
com juízes, estamos perante um sistema perigoso, adianta Marinho Pinto».
TSF | 13.05.2008
Presidente da ASJP diz que modelo do Bastonário é retrógado
O presidente da Associação Sindical dos Juízes está em desacordo com as
fortes críticas feitas, esta segunda-feira, pelo bastonário da Ordem
dos Advogados, que considera que o novo mapa judicial foi feito para
agradar aos juízes.
António Martins considera que o modelo defendido por António Marinho é que está fora de prazo.
«Um
tribunal tem que responder pelos seus resultados e deve fazê-lo. Uma
organização só consegue responder pelos seus resultados se tiver uma
liderança», adianta o presidente da Associação Sindical de Juízes. Os
modelos de gestão colectiva, defendidos pelo bastonário, pensei que
tivessem ficado ultrapassados pelo muro de Berlim, mas pelos vistos
segundo determinada filosofia de determinadas pessoas, os modelos de
gestão colectiva ainda se deviam aplicar em Portugal no século XXI. São
modelos ultrapassados, retrógrados e que explicam tudo de quem os
propõe», acrescenta.
TSF | 13.05.2008
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