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Advogados com PC e net a preços especiais criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
28-Mai-2008
Os advogados em prática isolada e em início de carreira vão ter acesso a um programa com contornos semelhantes ao e.escola, que lhes permitirá a aquisição de computadores e de acessos à Internet a preços reduzidos, revela hoje o Jornal de Notícias. De acordo com o revelado ao jornal pelo secretário de Estado da Justiça, João Tiago Silveira, a medida resulta de um acordo entre a Ordem dos Advogados e o Governo.
EXAME INFORMÁTICA | 28.05.2008
Comentarios (49)add
... : Álvaro
Ora aí está mais um privilégio inadmissível, despótico a esses malandros privilegiados que são os juízes.
OOOps, enganei-me, afinal o privilégio é para os advogados.
E o Bastonário não berra nada contra estes privilégios ???
28.Maio.2008
... : Marinho Pinto
Isto não sáo privilégios !!
Trata-se de o Estado reconhecer onde estão as prioridades para a área da Justiça e investir nelas. Para quê gastar dinheiro com juízes mandriões e arrogantes, e magestáticos, e , hum , arrogantes, ah, não arrogantes já disse, eh, mal cheirosos, bafientos, quando pode ajudar quem realmente trabalha em benefício do estado de direito, que são os Advogados ?
Privilégios nunca, está a ouvir ?
Sâo direitos, e inteiramente merecidos.
Privilégios têm os srs. juízes, hein ??
Está a perceber, ou quer levar um pontapé na cabeça ?
...
lá me exaltei outra vez por causa destes m.... destes juízes. D. Efigénia, passe-me o comprimido.
28.Maio.2008
... : Ávaro S. Vieira
E os arquitectos?

28.Maio.2008
... : juiz já a presidir
e eu que precisava no meu tribunal de livros e revistas jurídicas não tenho orçamento.
28.Maio.2008
... : Tony
Convém não esquecer estes "acordos"... que, claro, não são privilégios e que li aqui nesta revista:
http://www.inverbis.net/advogados/advogados-pagos-pelo-governo.html
28.Maio.2008
... : desconfiado
Os políticos, sobretudo os deste governo, não dão nada de graça. Tudo é negociado, tudo é toma lá dá cá.
Assim, o que será que o sr. Marinho deu ao governo em troca ? Ou vai dar ?
Será apenas o ataque aos juízes a contrapartida, ou algo mais ?
huuuummmmm !
28.Maio.2008
... : Cidália
Claro, os privilegiados são sempre os outros...
28.Maio.2008
... : Já Fumega Ferreira
Confesso que não comprendo a notícia.

O Estado subsidia a aquisição de computadores?
O Estado empresta dinheiro?
Quais os contornos do programa?
Quais as contrapartidas?

É que, dada a notícia da forma como o foi, levanta uma mera suspeita, mas sem qualquer conteúdo palpável.
28.Maio.2008
... : Evita o Peron

Num país onde ninguém se importa de votar num político corrupto, se ele "tiver obra" para mostrar, Marinho Pinto ainda vai ser o orgulho de muitos advogados.
28.Maio.2008
... : ABCDEF
A isto se chama o grande sindicato dos advogados (bastonário) a tratar da sua quintinha e a lançar pedregulhos para as quintas dos outros. Ele que não está preocupado com sindicato dos magistrados, acaba de provar que este acordo que ele fez (a troco de quê) com o Governo, para usar as suas próprias palavras, o que ele quer é "mais dinheiro e menos trabalho para os seus", além do dinheiro das custas pagas pelos cidadãos e que vão direitinhas dos cofres dos tribunais para os órgãos da OA (Ah! isto não são privilégios, são acordos...)
Parece afinal que "as reformas judiciais dos últimos 15/ 20 anos na justiça são para satisfazer as reivindicações sindicais" (frase de Marinho Pinto) ... mas dos advogados !!
28.Maio.2008
... : ...........
Eles comem tudo
Eles comem tudo
E não deixam nada.
28.Maio.2008
... : advog.
se os juizes têm portatil de borla, pq. é que os advogados não podem ter um sistema semelhante ao e. escola, com o qual o estado nada gasta?
28.Maio.2008
... : ...........
É simples, advog., os juízes não têm nenhum portátil à borla, porque os computadores não lhes pertencem, mas sim aos tribunais, tendo que ser devolvidos e estão bloqueados à utilização exclusiva dos programas relacionados com a prática dos actos processuais. Não têm net portátil nem computadores para utilizarem como lhes aprouver. Por isso, o seu comentário, além de uma falácia populista à altura do seu bastonário, é uma grande mentira. Antes de escrever certifique-se da veracidade do que escreve e não atire poeira para o ar como é apanágio do seu mentor.
28.Maio.2008
... : eu quero é emigrar
Seus infieis!

Como é possível verem nisto algo que se assemelhe a um privilégio?! O Profeta Marinho está simplesmente a ajudar o seu rebanho, os seus seguidores, a conseguirem os instrumentos que lhes permitirão derrubar o poder dos maléficos juízes, que é como quem diz, o poder de satanás. Satanás tem computador? Tem! Então também temos de o ter. Os seguidores do Profeta vivem tempos difíceis. Estão constantemente a crescer, felizmente, mas isso implica que, para serem sustentados, alguém tem de se chegar à frente. As oficiosas já não chegam, aqueles a quem servimos pagam cada vez menos (e ás vezes nem pagam, pelo que temos de recorrer a tribunal (c'órror! credo!) para conseguir alguma coisa), por isso o Profeta fez o milagre da multiplicação dos computadores, conseguindo que César os subsidiasse (dai ao Profeta o que é de César!). Só falta mais um passo: a criação da dízima! Todos, seguidores e não seguidores, crentes e não crentes, têm de contribuir para esta cruzada: acabar para sempre com os juízes, subsidiando os seguidores do Profeta Marinho!

Louvemos o Profeta Marinho!

28.Maio.2008
... : bife rolha
tem razão Sr. Dr. "advog."
Aliás, os juízes não têm gabinete onde podem trabalhar com luz, material de escritório, etc., de graça? E não têm de pagar o salário dos funcionários!
Faz todo o sentido que o Governo monte escritórios aos Srs Advogados e lhes pague as despesas com a luz e funcionários, designadamente!
O que afirma não é demagogia rasteira: é pura (cenurado)

28.Maio.2008
... : o rei vai-se vestindo
Ele é o colocar de advogados como instrutores públicos.
Ele é a criação de um salário para o Bastonário.
Ele é integrar os advogados na administração do Estado (em sentido lato), na gestão dos tribunais.
Ele é a subsidiação dos advogados.

Este jornalista/assalariado/advogado Bastonário (já está a receber o salário?) vai transformar profissionais liberais em assalariados.
E com a mentalidade de boa parte dos portugueses (que o que querem é um empreguinho seguro na função pública) ainda o vai conseguir, entre os aplausos dos seus pares.

28.Maio.2008
... : AECOP
Com o respeito devido por opinião contrária, acho que é uma medida positiva. Sobretudo para advogados isolados ou em início de carreira, cujas dificuldades são actualmente evidentes, não vejo por que não pode o Estado criar um sistema parecido com o e.escola (no qual uma das 3 operadoras de telemóveis se associa, implicando um acesso a baixa velocidade, é certo, mas a preço reduzido).

Por outro lado, dizer-se que os advogados recebem este tipo de incentivos e os Juízes continuam a ser perseguidos, por mais acertado que seja (e é), não deve ser motivo para criticar a medida.
Lá estamos de novo a mostrar como somos portugueses, querendo que o vizinho tenha menos. TODOS devemos lutar por ter mais e melhor, e NÃO para que os outros tenham menos.
O que o Juízes devem agora fazer é, aproveitando esta iniciativa (que, repito, não é de todo negativa), exigir serem tratados com mais respeito e serem-lhe concedidas melhores condições - desde logo, o acesso gratuito EM PAPEL ou EM CASA aos Diários da República, por exemplo. Acesso ao sistema CITIUS em casa (onde faço 99% das minhas sentenças, saneadores, etc., por não ter absolutamente tempo nenhum para os fazer no Tribunal - a não ser que por lá fique até às 2 ou 3 da manhã, todos os dias; mas, para isso, "prefiro" ficar até essas horas no recato do meu lar, conseguindo ver a cara da minha mulher e dos meus filhos, ainda que por poucos minutos que sejam).

É pelo MAIS que devemos lutar. Não pelo MENOS.
28.Maio.2008
... : Vila Verde
O Sr. Secretário de Estado e o Sr. Bastonário deveriam preocupar-se, não em fornecer pcs e banda larga a "baixos custos" do género e-escola aos advogados, mas em pagar os honorários das oficiosas atempadamente (ou seja serem adiantadas pelos cofres dos estado, porque muitos senhores magistrados, face á nova lei, não decide pelo adiantamento pelos cofres e o IGFPJ não paga enquanto a cobrança não for feita pelo devedor).
Além disso, somente quem não conhece o material que é fornecido no programa e-escolas é capaz de aderir (ser enganado) a tal programa - os computadores são medianos/fracos, lentidão da internet e frequentes avarias nos modens. Enfim, mais uma campanha enganosa que parece querer favorecer os advogados e apenas favorece as empresas fornecedoras dos serviços. Não caem nessa caros colegas.Vamos dizer ao nosso bastonário que mais do que aderir a uma campanha promocional de empresas de telecomunicações, deve sim, abrir concurso para prestação de serviços de limpeza da imagem social da advocacia que cada vez mais necesssita de um forte detergente porque o que temos parece que só faz espuma e nada limpa. E, nós advogados começamos a ver os senhores juízes a gozarem com os "privilégios" que a OA está a conseguir para os advogados. Não se deixem enganar caros colegas, porque com esta Grande Conquista da OA ao Governo, vai sair muito cara, já após as férias quando forem excluídos milhares de advogados do sistema de apoio judiciário que lhes garantia algum sustento. Depois que adiante ter computador/internet se não têm trabalho para lhe dar utilidade. Começo a sentir que há necessidade de ditar protesto para acta.
28.Maio.2008
... : Administrador In Verbis
AECOP, em relação à possibilidade de acesso às funcionalidades do Diário da República em casa, com a mesma amplitude da fornecida pela rede do Ministério da Justiça, existe uma plataforma designada VPN (Virtual Private Network), que na prática permite simular uma rede (v.g., a do MJ) através de um acesso de internet normal.

Devido à especificidade das funções que exerço (deslocação a comarcas do Círculo onde não se pode ligar à rede do MJ por incompatibilidade de IP) e, ademais, pelo facto de actualmente no "pavilhão industrial" não ter acesso à funcionalidade do Diário da República, solicitei já há mais de um mês e meio ao ITIJ, através do meu endereço de e-mail oficial a atribuição desse acesso, que estava circunscrito a juizes conselheiros e desembargadores, mas que o anterior Presidente do ITIJ asseverou poder ser atribuído a qualquer juiz, desde que solicitado.

Apesar do tempo decorrido ainda nem sequer recebi uma resposta de acusação de recepção do pedido.

Saliento que na sequência de contactos estabelecidos com o então Presidente do ITIJ, visando o acesso às funcionalidades de valor acrescentado do Diário da República Electrónico, foi pelo mesmo me facultado um folheto em PDF contendo as instruções para acesso ao DRE através do programa VPN que seria fornecido pelo ITIJ, pelo que bastava o envio de um CD-ROM contendo o programa de instalação VPN para que sem qualquer encargo para o Ministério da Justiça, pudesse aceder através de qualquer serviço de Internet a essa funcionalidade do Diário da República nos termos facultados pela rede do MJ.

Ou seja, a tecnologia existe, é possível ser utilizada sem encargos adicionais, mas a burocracia impede o funcionamento da mesma. Os juízes portugueses sempre estiveram na vanguarda e interessados na utilização das novas tecnologias com a maior eficiência e produtividade possível, mas é preciso que se lhes sejam facultados os meios. Sugiro assim que solicite o acesso VPN esperando que tenha maior felicidade que eu que continuo a aguardar nem que seja uma mensagem de recepção da solicitação.
28.Maio.2008
... : Álvaro
Concordo com essa sugestão do Vila Verde, «abrir concurso para prestação de serviços de limpeza da imagem social da advocacia que cada vez mais necesssita de um forte detergente porque o que temos parece que só faz espuma e nada limpa».
A principiar pelo Bastonário da OA que precisa de uma forte limpeza mas creio que só o detergente não será suficiente, pois o ódio aos juízes está tão encrustado que só com uma reparação de fundo, tipo ser subsituído por outro que saiba o que é exercer uma função com sentido de responsabilidade.
28.Maio.2008
... : lp
tirem-me deste país...
isto é demais.
28.Maio.2008
... : Voz da consciência
Votei no Dr. Marinho, o que é irrelevante, porque, independentemente do sentido do meu voto, ele é o bastonário dos advogados (de todos os advogados - dói mas é uma verdade insofismável!).
Confesso o sentido do meu voto, por razões de honestidade intelectual, consciente do preço que pagarei por tal confissão, considerando, sobretudo, o local onde deixo lavrada a minha confissão.
Votei no Dr. Marinho e Pinto e não estou arrependida. Para já, dirão alguns, talvez, diria eu...!
Em todo o caso, não posso deixar de sublinhar que não concordo com tudo o que o nosso bastonário diz, e,sobretudo, não me revejo em muitas das críticas que faz aos magistrados portugueses.
Ainda assim, como participante e leitora assídua do In Verbis, não posso deixar de resgistar os inúmeros comentários de baixo nível, atentatórios da dignidade dos advogados e do seu bastonário e a destilarem um ódio (nutrido por alguns magistrados contra os advogados), que eu desconhecia existir.
A culpa é do bastonário provocador, dirão alguns..! Eu diria, que se tais magistrados (que fazem os comentários que referi) não estivessem dominados por tais sentimentos de profundo rancor contra os advogados, jamais seria possível produzirem, como produzem, reacções tão violentas.

Não sei se alguma vez me desencatarei com o meu Bastonário, agora o desencanto,que me têm provocadoas reacções desenfreadas de tantos magistrados que por qui escrevem,esse, já ninguém me tira.
Sempre respeitei todos os magistrados.
Sempre fui respeitada por todos os magistrados.
Confesso, que não admitiria não ser respeitada, mas vejo muitas faltas de respeito nos comentários, e isso, entristece-me.
Tenho trinta e sete anos, estarei, provavelmente, mais trinta a advogar.
Foi-se a ilusão da família judiciária... !
Tenho pena, muita pena, porque sempre pensei advogar no seio de tal família.
Dir-me-ão que a culpa é do bastonário:
Será?!
Gostava que assim fosse, mas para acreditar gostaria que alguém me esclarecesse, porque há tanto ódio a circular nos comentários orientado para os advogados.
Reflictam...!
Fico a aguardar resposta, sincerta, porque de demagogia estou eu farta, reservemo-la para os politicos.

29.Maio.2008
... : miúdo
Gostaria por começar por informar que lamento profundamente os "jogos de porder" estabelecidos entre governo e o Senhor Bastonário (que não a OA).
Para além disso, rogo a V. Exas. que não façam comparações despropositadas, visto que, estarão a cair no comportamento vergonhoso do Senhor Bastonário.
É obvio que é importante que os jovens advogados tenham oportunidades de crescer, tendo um computador e acesso à internet. Todavia, sou de opinião, que os beneficiários deste futuro programa comprovam que este serviço será para única e exclusivamente para uso profissional.
A não ser assim, a ideia básica perderá a sua funcionalidade.
Por fim, imploro mais uma vez que elevem o discurso, mas caindo na figuria triste que alguns fazem.

29.Maio.2008
... : josé costa - casal do marco
O respeito não se consegue com arrogância mas com actos concretos que permitam aos outros aferir da ética de vida de quem os pratica! Isto vale para todos, mas com mais incidência para os magistrados do M.P e juízes! Concordo com muito do que diz o Bastonário e também com esta porque tem lógica perante a sociedade que se nos apresenta no futuro, com base na tecnologia informática, mas não concordo com a forma como foi posta em prática pois haveria formas socialmente mais justas para a aplicar, incentivando também outros cidadãos, especialmente os mais idosos (para ajudar a combater a solidão) e jovens mais desfavorecidos que hoje não têm (nem os seus pais) possibilidades de comprar computadores a preços normais! E porquê o governo não incentiva estudantes de informática a recuperar os milhares de computadores que, por troca de equipamentos de topo de gama,vão ficando nas repartições do estado, inclusive nos tribunais! Há uns anos, antes da privatização dos notários e talvez para melhor ajudar a "vender" essa ideia, o estado trocou todo o equipamento desse sector por topos de gama que foi comprar( Tal como chegou ao meu conhecimento) ao Corte Inglês sem qualquer concurso público. Segundo sei eram os mais caros do mercado e bem tentei confirmar mas não consegui porque essa informação era "segredo de estado"! A distribuição de equipamento informático deveria ser acompanhada por acções formativas a nível de I D entre universidades politécnicos e empresas que os pudessem construir no país! Poderia ser e assim justificar muitos actos que isoladamente geram críticas, algumas com razão para serem feitas!Mas sobre arrogância=falta de humildade ligada ao pouco sentido cívico e claros abusos de poder que deverão sempre ser frontalmente condenados e que por defeito do sistema , que os deveria imediatamente expurgar credibilizando com esse acto de justiça a restante classe de que fala o Bastonário e não só, permitam-me fazer uma simples pergunta! Não sentem que existe na justiça, na sua totalidade, um fraco conhecimento dos direitos cívicos e democráticos dos cidadãos? E a culpa é dos deputados ou pelas vossas acções, pode ter que se imputar grande parte da culpa aos operadores judiciários? Bem hajam!
29.Maio.2008
... : BOPE
É extremamente positivo! Nem possibilita qualquer contestação. Estranha-se é que nenhum dos anteriores dirigentes da OA tenha pensado e investido neste sentido junto do Governo. E, já agora, face aos comentários realmente depreciativos aos Advogados (como bem diz acima a Voz da consciência) por esta vitória do respectivo Bastonário em favor, no fundo, da melhor administração da Justiça, não devia a ASJP preocupar-se também mais com estas coisas, ao invés de outras bem menos interessantes...?! Afinal, quem é que olha para a casa do lado eh?

Cara ou caro Vila Verde,

Deve ter concerteza reparado que, também através deste Bastonário, a OA e, assim, todos os Advogados, conseguiu alterar o novo regime de Apoio Judiciário possibilitando até coisa que era inédita até hoje: adiantamento por conta de despesas e honorários no patrocínio oficioso.
Em poucos meses fez já mais que os imediatos sucessores durante anos, tendo até que remediar erros que aqueles consentiram ou não conseguiram evitar. Reconheça-se o valor!
29.Maio.2008
... : josé costa - casal do marco
A justiça é um dos principais pilares da democracia, mas caros amigos, sinceramente pensam que tal como está a justiça a mesma é JUSTA E ASSIM RECONHECIDA PELOS CIDADÃOS? Não podem abrir os vossos espíritos e mentalidades à modernidade dos tempos actuais e reconhecer que são servidores do estado e se no vosso seio houver esta instabilidade, a sociedade portuguesa está doente! è que se não conseguírem resolver este problema e auto regularem as comunicações entre vós, estão a dar um sinal para a sociedade de que terá que haver da parte da mesma uma forte acção correctiva, pois quem se comporta com o sentimento de que tudo pode fazer sem castigo entrando em birra se não o conseguir é o meu neto de 3 anos e não homens e mulheres feitos, que pela sua formação, paga por todos nós, deveriam ser aqueles em que nós povo e dono deste país, possamos confiar para julgar os nossos conflitos ! Com justiça e humanidade!
29.Maio.2008
... : Vila Verde
miúdo,
com o devido respeito, não sei se será miúdo ou graúdo. No entanto, eu como advogado, talves mais graúdo, não posso concordar consigo quando afirma: "é importante que os jovens advogados tenham oportunidades de crescer, tendo um computador e acesso à internet". Caro Colega, os jovens advogados não crescerão com um computador e internet, mas sim com trabalho, com intervenções processuais e formação contínua.

Com três ou quatro intervenções oficiosas o jovem advogado ganha para adquirir o computador que querem vender aos advogados (com a benção da OA e do Governo). Com uma consulta juridica mensal, o jovem advogado ganha para ter um acesso rápido à internet e não usufriur de um acesso lento ( eventualmente, a ? 17,50, como no programa e-escola) que para enviar uma peça processual demora duas horas. A OA. (melhor - os Advogados) devem preocupar-se com a desjudicialização da justiça, a ilegal concentração dos actos próprios dos advogados e solicitadores nas conservatórias e nos centro de formalidade de empresas, com a diginificação do apoio judiciário e da defesa oficiosa ( que vai acabar para o jovem advogado (registe nos seus apontamentos porque daqui a algum tempo dirá o Vila Verde tinha razão). Pergunta, porque diz isso? Basta recordar o que o nosso bastonário - por enquanto (embora eleito com o meu voto) - já afirmou na comunicação social (o que mais grave) e em reuniões da OA que não quer estagiários e inexperientes no serviço oficioso (confronte com a recente portaria). Mais, porque razão a OA ainda não definiu os critérios para a selecção e hierarquização dos advogados para integrarem os LOTES de oficiosas? Já passaram cicno meses após a publicação da nova Portaira e NADA. Talvez, primeiro tentará sossegar os "miúdos" com um rebuçado e depois, se nada tiverem para fazer, têm pelo menos um computador para consultar o in verbis, enviar mails aos colegas ... etc. - Valha-nos Deus ( porque Santo Ivo parece não ter força suficiente).
29.Maio.2008
... : AECOP
Caríssimo Administrador

Já o fiz. Já pedi acesso VPN e, na acção de formação que frequentei no COJ sobre o Citius frisei a necessidade de conceder tal acesso, sob pena de aquele sistema ser, para os juízes, de nulo efeito - aliás, somente prejudica no despacho diário...
O que me foi respondido foi que tal possibilidade se encontra em estudo e que as dificuldades resultam do número de acessos que têm de ser disponibilizados e da segurança dos mesmos.
Desde então, nada mais me foi comunicado sobre o assunto.
DE qualquer modo, vou interceder junto do ITIJ também.
Obrigado pelo update.
29.Maio.2008
... : Viperina
Eu, até conhecer este site, não sabia que a classe e os advogados era tão odiados pelos Juízes. Nunca tinha visto juízes a atacar por tão pouco advogados. A ganhar a oportunidade de atacar nas noticias mais insignificantes. Nunca tinha visto um juiz a reclamar algo que é dado ou permitido a um advogado.
Não era certamente esta a imagem que tinha dos Magistrados, o quais me habituaram a muito mais.
Sinceramente este site é muito esclarecedor e tenho-o aconselhado a muita gente. Os meus parabéns ao seu responsável.
29.Maio.2008
... : Já Fumega Ferreira
Repito o que já disse anteriormente.
Parece-me que está toda a gente a opinar, dizendo bem ou mal, conforme as camisolas que ostentam, sem saberem do que falam, já que a notícia não fornece quaisquer informações concretas sobre o protocolo.
29.Maio.2008
... : cm
Sou advogado em pratica isolada numa comarca nos arredores de Lisboa e um pouco por todo o país, venho apelar para o bom senso dos comentadores desta revista digital.
Algum dia qualquer um de nós intervenientes na justiça e frequentadores dos tribunais estamos sujeitos a precisar de um advogado por qualquer problema da nossa vida profissional ou particular.
Para termos o direito de escolher uma defesa personalizada, com rosto, a quem podemos telefonar para o telemovel é preciso que existam advogados em pratica isolada.
Caso contrário só teremos as sociedades...
Esta medida pode ser um verdadeiro balão de oxigénio para muitos advogados em inicio de carreira.
Um computador bem organizado e com os programas certos e bom acesso à net pode substituir uma secretaria, poupando-se um custo.
Já alguém pensou em analizar a questão de quantos advogados em pratica isolada se estão a reformar ultimamente ??
Vejam as despesas com seguros, telecomunicações, arrendamentos, novas tecnologias, deslocações... alguem aguenta isto ?
É preciso que as pessoas se sentem à mesa para conversar, os Senhores Juizos, os Senhores Advogados (o Senhor Bastonario incluido) , os Senhores Procuradores, Os Senhores Funcionarios...etc porque de facto quem lucra com estas divergencias é ...o poder politico....
Dividir para reinar !!!

PS: já agora não nos tirem a possibilidade de enviar peças por correio electronico com MDDE .




29.Maio.2008
... : ADV
Ainda há coisa de duas/três semanas comentava eu com mais dois/três Colegas acerca destas novas imposições legais, "com tanta despesa que temos de suportar, ao menos que nos "ponham" a internet mais barata!"
E esta, hein? Quem não faz a mínima ideia da evolução a que a prática da advocacia foi submetida (independentemente de boa ou má) por imposições legais ao longo dos últimos anos, é natural que sinta desconforto. Mas é muito simples de compreender: basta reparar no efeito "subida dos preços dos combustíveis" e ir fazendo deduções e tirar conclusões. Não se trata, definitivamente, de um qualquer tipo de privilégio
29.Maio.2008
... : Administrador In Verbis
Viperina, obrigado pela referência que tem dado a esta revista digital, porém não tome por certo e garantido que quem aqui se identifica como juiz seja efectivamente juiz, que quem se identifica como advogado seja efectivamente advogado e quem se identifica como tendo qualquer outra profissão a tenha efectivamente.

Salvo os casos raros em que os comentadores se identificam pelo seu próprio nome e é conhecida a profissão que exercem, no mais não significa que as opiniões aqui veiculadas por comentadores anónimos correspondam ao sentimento da profissão x ou y, pois aliás, são completamente autónomas e independentes do administrador, já que este só é responsável e assume os seus próprios comentários e observações que expressamente se identifica como tal, não fazendo quaisquer outros comentários aos itens publicados.

Creio, finalmente, que deve fazer-se uma distinção muito clara entre "advogados", "juízes", "magistrados do mp", "funcionários", etc., genericamente falando e as condutas individuais concretamente individualizadas e identificadas, maxime, aquilo que aqui foi objecto de mais acesa discussão, do que foi declarado pelo Senhor Bastonário da Ordem dos Advogados que não pode deixar de ter que assumir as consequências do que expressamente profere.
29.Maio.2008
... : AECOP
À Voz da Consciência e à Viperina

O Caro Administrador já respondeu parte do que eu pretendia dizer.
Mas acrescento isto: sendo certo que por vezes surgem aqui comentários de "alegados" juízes que pecam por alguma falta de serenidade, nunca aqui vi ninguém da magistratura a falar mal "dos advogados".
As críticas que tenho lido são dirigidas ao Sr.Bastonário e não aos advogados em geral.

Aliás, quanto ao presente tópico, as referências aos privilégios não são dirigidas aos advogados mas, creio, ao poder político que tem extinto vários direitos aos magistrados, afirmando que os mesmos constituem privilégios. Nada disto tem a ver com os advogados, Viperina.

Por fim, quanto à "família judiciária" sonhada pela Voz da Consciência, tenho de dizer que, aos 37 anos, não é apenas uma romântica como, sobretudo, tem andado muito distraída.
TODAS as intervenções que se vêm registando nesta revista electrónica resultam das afirmações proferidas pelo Bastonário da OA. Até então, não lia aqui acusações entre juizes e advogados.
Acha mesmo que quando um Bastonário da OA apelida "a maioria dos juízes" como "incompetentes, arrogantes", que exigem submissão, "fazem o que querem" e até causam escândalos no interior do País (!) é possível falar de uma família judiciária?

Eu já o disse algures: fui advogado durante vários anos e ao longo de todo esse período tentei defender ao máximo aquilo que julgo ser o elemento mais importante da profissão: a honra. Se estudar a história da advocacia, vai descobrir que tal profissão nasceu, cresceu e solidificou-se associada ao valor da honra.
Reconhece nas palavras do Sr.Bastonário algum resquício desse valor?
Não creio que haja algum magistrado que confunda o Sr.Bastonário com os demais advogados.
Agora, tenho por certo que alguns magistrados (felizmente muito poucos), desdenham os advogados. Como também não tenho dúvidas de que alguns advogados (também muito poucos), desdenham os juízes.
Sempre assim foi e sempre assim o será. Mas a maioria respeita-se mutuamente e sabe distinguir a crítica processual (contda nas decisões ou nas alegações) dos ataques pessoais à honra de cada um.

Romantismo é bom. Sonhar é bom.
Mas infelizmente convém estar atento à realidade.
Cumprimentos e felicidades profissionais.
29.Maio.2008
... : Álvaro
Exactamente, AECOP, tirou-me as palavras ... do teclado.

Pessoalmente, como juiz que sou, não tenho nada a apontar a todos os advogados com quem tenho trabalhado. Há questões de natureza processual, maior ou menor adesão a determinadas interpretações, mas o relacionamento é sempre de grande elevação, respeito e consideração, mútuos.

Creio que a esmagadora maioria, seguramente próxima dos 100%, quer dos juízes, quer dos advogados, quer dos magistrados do MP, quer dos oficiais de justiça, dirá exactamente o mesmo das demais profissões forenses.

Diferente e incompreensível é o ódio atroz, infundado e vorazmente repetido até à exaustão, como se fosse esse o seu lema de vida, o ódio que o Bastonário da OA exterioriza para com todos os juízes portugueses, porque genericamente acusa a todos de todos os epítetos possíveis e imaginários.

Que diriam a Viperina, a Voz da Consciência e os órgãos da OA se por exemplo, um Presidente do Tribunal Superior dissesse que a classe dos advogados é corrupta, malandra, enganadora, falaciosa, incompetente, arrogante, que só sabe formular requerimentos dilatórios "porque lhes interessam", etc., etc. ?
Sentir-se-iam alegres e contentes ?
E se tal se repetisse por várias vezes, sempre sucessivamente desde a tomada de posse do mesmo ?
Há limite para tanto ódio.
Há limite para fazer do lema da vida só o ódio.
E se um organismo da OA viesse então sugerir para que esses ataques genéricos parassem e tratasse de participar junto do órgão competente dos casos concretos que ele pudesse conhecer e que já não tivessem sido objecto de decisão ou apreciação pelo órgão competente ?
Que acha se o Presidente do tal Tribunal Superior viesse a responder que tudo isso não passava de propaganda sindicalista da Ordem dos Advogados e que nenhuma relação tinha com essa Ordem ?

Não confundam a árvore com a floresta.
Os juízes portugueses, por mim próprio falo, não confundem.
Sabem que é uma pessoa que é responsável.
Mas também é lamentável que os advogados se calem e se remetam ao silêncio concordante, pois passam a ser responsáveis por essa concordância.
E não mudem de assunto. Afinal, quem demonstra ódio pelos juízes é o Sr. Bastonário da OA e depois os juízes é que têm ódio para com os advogados ?!!!?? Que inversão é esta ? Mesmo quando o ódio está do outro lado eles é que são os bodes expiatórios autores desse ódio ?
29.Maio.2008
... : Pako
Eis a génese de todos os problemas que acabam por "dar à costa" nas páginas desta revista: o excesso de licenciados em Direito.
Direito sempre foi um curso apetecível porque permite o desempenho de um grande leque de profissões (advogado, juiz, bancário, banqueiro, empresário, funcionário público, etc...), sucede que, sem olhar á realidade do país, deixaram abrir de forma indiscriminada faculdades de Direito que potenciaram a formação de licenciados em Direito em excesso ( e a culpa tanto impende sobre as públicas (Cbr. e Lx. juntas são responsáveis por 880 caloiros/ano) como sobre as privadas (muitas das quais não fornecem a formação mínima adequada (antes vendem embustes e ilusões)).
O resultado de tudo isto foi a hecatombe jurídica que vivemos, com crispações constantes no meio da selva do salve-se quem puder, onde a advocacia é a saída de recurso para quase todos e a magistratura (CEJ) uma espécie de lotaria.
Já disse isto e repito, muita da explicação do número de candidatos ao CEJ tem origem, tristemente, na falta de opções.
Tudo somado temos a justiça transformada num campo de batalha que não serve o país.
Salve-se quem puder e viva os computadores!
29.Maio.2008
... : Alberto Ruço
A advocacia é uma profissão liberal.
Mas também exerce uma actividade auxiliar e imprescindível na administração da justiça.
Por outro lado, a administração da justiça tende para a informatização máxima, onde o computador é um instrumento de trabalho necessário.

Nestas condições não repugna que o Estado auxilie os advogados, mas só devem beneficiar os que necesitam.
29.Maio.2008
... : Viperina
Álvaro, respondendo-lhe directamente à questão que me formula: "Que diriam a Viperina, a Voz da Consciência e os órgãos da OA se por exemplo, um Presidente do Tribunal Superior dissesse que a classe dos advogados é corrupta, malandra, enganadora, falaciosa, incompetente, arrogante, que só sabe formular requerimentos dilatórios "porque lhes interessam", etc., etc. ?" Devo-lhe dizer que não ficaria contente, nem alegre pois como já fiz referência, em anteriores posts, condeno o repetido ataque do BOA, pois tenho a certeza da sua injustiça, pior que a injustiça a imagem que se dá.
E se o Presidente do Tribunal Superior o fizesse publicamente ficaria melindrada pela repercussão que teria sobre a imagem dos advogados em geral. No que me diz respeito, pessoalmente, não me atingiria, antes me daria ânimo para combater todos os dias, no meu trabalho e reafirmar , junto dos que sirvo, a injustiça da generalização das palavras proferidas. Não vejam Senhores Magistrados, aos que o são, atenta ás palavras do Administrador do site, que estou do ?outro lado da barricada?, não.
Antes defendo aqui e já o disse e mais uma vez repito, considero que a única forma de combater as palavras de Marinho Pinto , cuja a repetição é perigosa para todos tendo em conta a força da opinião pública, é através da união entre os vários intervenientes do sistema de justiça em prol da respeitabilidade do mesmo. Por uma questão de coerência, pois se não concordo com o ataque gratuito de Marinho Pinto aos Juízes, também não poderei concordar com as guerras entre classes ou um anunciado corte de relações com a OA, como forma a fazer privilegiar uma imagem.
Quando refere que é lamentável que os advogados se calem, lhe digo que não me vou calar, nem falar, pois a minha opinião vale o que vale, basta-me saber que não contribuo, no meu dia a dia para a credibilidade do BOA nesse ataque contínuo que faz aos Juízes

29.Maio.2008
... : Mário Rama da Silva
Comentário curto e acertado de Alberto Ruço.
Não se estranha.

O que se estranha, ou talvez não, são os comentários peçonhentos contra os Advogados com base num notícia da cinco linhas que pouco tem de concreto e que mostra a ignorância asinina, ressalvem-me a irritação, de muitos comentadores.

Para os que não sabem, estes programas de venda de computadores, patrocinados por este governo de marketing, são um verdadeiro negócio para as operadoras que não aderiram a eles para fazer favores ou propiciar privilégios a ninguém - estudantes, professores, eventualmente advogados - mas porque lhes interessava.

O computador, e muitos deles com problemas diversos de instalação do software só mais tarde corrigidos, é entregue contra 150 euros e após a assinatura de um contrato que implica a fidelização do acesso à net por tempo mais do que suficiente para garantir a amortização do equipamento e uma razoável margem para a operadora. Não é mais do que uma encapotada venda a prestações que tem como promotor comercial o próprio governo que disso retira dividendos.

Só almas azedas, ou completamente ignorantes, pensam e comentam que o governo está a dar seja o que for aos Advogados, porque nada deu aos Professores e parece ser o mesmo programa comercial.
Só invejosos, igualmente ignorantes, se queixam de que o governo está a dar aos Advogados alguma borla a que se julgam, eles próprios, com direito.
Os Advogados pagam do seu bolso os livros, os computadores, a mesa onde trabalham e a cadeira onde se sentam, a renda, a luz, a água que gastem durante o seu tempo de trabalho, os transportes, o telefone, a internet e não levam para casa um estipêndio fixo.
Ressalvados alguns privilegiados, que de facto existem em todas as profissões, se não trabalharem e duro, mal lhes chega para as despesas.
Porque o Advogado não tem nada que lhe seja pago pelo Estado nem deve ao Estado nenhuma benesse, nem sequer a formação profissional paga.
E, para aqueles que se sintam tentados a referir, por acinte, as verbas entregues à CPAS, sempre direi que essas verbas dificilmente pagarão num futuro próximo as defesas ofociosas que durante anos os Advogados fizeram sem qualquer remuneração e que hoje são pagas por montantes lastimáveis. E lembro aos que defendem, também por acinte, que o Estado devia ter um corpo de defensores oficiosos próprios e sem subordinação à OA que, para além da subversão da independencia do defensor oficioso, isso seria bem mais caro para o Estado do que aquilo que agora gasta, porque nenhuma razão poderia justificar que o seu número fosse inferior ao do MP colocado nem que a sua remuneração fosse inferior à destes.

Comentem, critiquem, acusem, mas falem só do que sabem.
29.Maio.2008
... : mário
O que pretendo do Estado e da sociedade como juiz é que me sejam concedidas as melhores condições materiais e humanas que sejam possíveis e não vejo que isso fique prejudicado pela concessão de facilidades e contributos para outros colaboradores da Justiça ou para a respectiva Ordem, que é uma associação pública.
E se essas facilidades ou contributos não prestam ou não são adequados, não são os juízes que têm que se preocupar com isso.
Estas invejas e disputas só agravam o estado lastimável da situação e personificam nos seus autores o que alegadamente criticam.
29.Maio.2008
... : Hi-Hi-no-Havai
Neste post, confesso que estou com Alberto Ruço e Mário Rama da Silva. São simples computadores e net mais barata para quem inicia a carreira e trabalha sozinho. Não tem mal, nem gravidade. A maioria são jovens. Não devemos ser invejosos. Fica-nos mal o reparo. Temos coisas bem mais importantes a tratar. Como a questão do desbragado e inconsequente Marinho.
29.Maio.2008
... : Juiz
Srs. Advogados:

este bastonário não mereceria tanta atenção, não fora a falta de censura pública que seria de esperar do MJ e do Presidente do STJ ante tão ignóbeis posições da OA!
Este bastonário a falar é a OA a falar!
E só este facto (!) é que torna o assunto importante.
29.Maio.2008
... : Um Juiz Desiludido
Sendo Juiz, não me choca que o Estado patrocine um qualquer acordo em benefício dos Jovens Advogados, mas impõe-se que tal acordo seja claro e publicitado, para que se perceba não advir daí despesa pública. Mas não vale comparar a situação com a dos Juízes, como fez o Caro advog., pois a resposta será sempre óbvia: somos «Estado», é normal que o mesmo nos forneça as ferramentas de trabalho.


30.Maio.2008
... : Mário Rama da Silva
Caro Juiz Desiludido,

Infelizmente, caso queira assegurar-se de que estas maningâncias da e-escola, e-professores, e-oportunidades, e- tudo e qualquer coisa que possa surgir, não causam um tostão de despesa pública que beneficie os adquirentes dos computadores, terá de ler os contratos subjacentes, mas bastará isso para essa conclusão.

Se o não fizer, ficará como grande parte dos portugueses, convencido que o governo, este governo de publicitários, está a subsidiar ou comparticipar em qualquer coisa que é da sua iniciativa, à custa do orçamento.

Quando muito estará a gastar dinheiro em acções promocionais da imagem do governo, caso não sejam suficientemente inteligentes para fazer com que sejam a TMN ou a Optimus a pagá-las.
Como esta governo paga a agências para contratar crianças para as acções promocionais do primeiro-ministro, até pode estoirar milhões para passar a imagem das benesses que o não são, como do grande mecenas Sócrates dos computadores para todos, mas esse dinheiro não pode ser considerado benefício de quem adquire o computador mas esbanjamento de quem dele beneficia: o próprio governo.

Quanto aos meios de trabalho dos juízes é óbvio que tem de ser o Estado a fornecer os que lhes sejam necessários, mesmo que não proporcione todos os que seriam úteis ou desejáveis.
O mal não está, nem estará, nesse facto,mas no de o Estado não usar os mesmos critérios para, por exemplo,os Professores, que têm de mendigar os livros às editoras se os não quiserem comprar do seu bolso como compram a generalidade dos materiais de trabalho, porque o Estado apenas se limita a colocar-lhes à disposição cadeiras e mesas infinitamente inferiores àquelas de que dispõe qualquer administrativo numa repartição pública.
É que este não é um Estado justo, nem equitativo e os Juízes são hoje, talvez, o único órgão de soberania que ainda pode contribuir para aproximar o Estado daquilo que devia ser e não podem deixar de constituir esse último reduto, seja quais forem as opiniões sobre eles expressas.
Por isso é que eu não acredito que muitas das opiniões que nesta revista vão sendo expressas - e não é o seu caso - possam ser provindas de Juízes.
30.Maio.2008
... : Um Juiz Desiludido
Caro Mário Rama da Silva, não direi que o programa de apoio ao jovens Advogados é bom ou mau, nem que outros sectores do Estado também não devam ser ajudados. Somente quiz enfatizar que não discordo de alguma ajuda lhes deva ser prestada no início da carreira. É que, não esqueçamos, embora profissionais livres, os Advogados também prestam algum serviço público (oficiosas e patrocínio) e isso não deve ser esquecido. De todo o modo, respeito opinião contrária ou algo divergente apenas!
31.Maio.2008
... : Mário Rama da Silva
Caro Juiz Desiludido,
Creio que as nossas opiniões não são divergentes. Bem pelo contrário.
Só quiz esclarecer que alguma eventual falta de transparência nesta história dos computadores resulta da eficácia com que o governo utiliza o marketing para fingir que estas iniciativas - que até podem ser ideia do governo, do que eu duvido - são, de facto, um benefício concedido pelo Estado.
31.Maio.2008
... : diazzz
Desculpem-me, mas tenho de criticar os Srs. Juízes que aqui vieram criticar este acordo como se de um beneficio se tratasse para os advogados. Pois o "Acordo" implica a compra de um portátil com especificações abaixo do mediocre e a sujeição a um contrato de n anos com o prestador de serviços de Internet (ex: tmn), de um serviço a velocidades lentas de navegação. Muitos Juizes tiveram portátil à borla e que deixaram abandonados a um canto por manifesta incapacidade pessoal e de formação. Beneficios têm V. Exas., nós os advogados em prática isolada temos benesses destas que nem dadas.
01.Junho.2008
... : Zé da Tasca

Desconheço o protocolo, desconheço o e-learning, e-tudo o que seja e-semelhante, mas pelo teor da notícia, trata-se de um protocolo em que os advogados em início de carreira ou em prática isolada vão ter acesso (se vão beneficiar ou não, só conhecendo o teor do protocolo) a Internet e a computadores a preços reduzidos (portanto, interessará porventura a quem ainda não tenha computador e pretenda adquirir um, porque quem já tiver, talvez até não tenha interesse em adquirir outro).
Ora, como em qualquer protocolo a entidade fornecedora de bens ou prestadora de serviços, ao praticar tais preços reduzidos, não o faz certamente por carolice, pois falamos de empresas, mas sim porque, ao abrigo do protocolo que celebrar com uma entidade, que será a OA, terá assegurado um número de clientes que doutra forma, não conseguiria. Ou seja, reduzindo a margem de lucro por unidade, mas compensando-a com o total do lucro obtrido resultante da soma de todas as margens reduzidas. Puro marketing, portanto...
E também, pelo teor da notícia, não dá para perceber qual a intervenção do Estado...

18.Junho.2008
... : diazzz
A intervenção do Estado, como já aqui foi dito, limita-se apenas a fazer publicidade ou marketing a uma campanha privada, camuflada de benesse pública.
26.Junho.2008
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