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Segurança ilegal criminalizada criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
16-Mai-2008
A prática de segurança privada sem licença passará a ser crime, depois de uma proposta do Governo nesse sentido ter recebido, esta sexta-feira, no Parlamento, os votos favoráveis de todas os partidos representados no hemiciclo. Quem incorrer neste ilícito arrisca uma pena de prisão até dois anos.


Por parte do PSD, Fernando Negrão, congratulou-se com esta imposição, num sector que tem conhecido um acréscimo de pessoas que trabalham à margem da lei. «São bem-vindas medidas de criminalização», apontou, frisando que a necessidade de impor «limites» a esta actividade se impunha.

Já Nuno Melo, do CDS-PP, gostaria que a lei fosse um pouco mais além no que diz respeito às penas que foram impostas, que prevêem prisão até dois anos ou multa até 240 dias. «A criminalização poderia e deveria ser aumentada», referiu o deputado, durante a sessão plenária desta sexta-feira, apontando que na especialidade será colocado a discussão este tema.

«Meios de defesa não letais

Esta sexta-feira foi também aprovado, no âmbito da proposta de Executivo, a permissão do uso de «meios de defesa não letais», como é o caso de aerossóis e armas electricas, por parte dos seguranças. Esta medida já não foi tão consensual, especialmente entre o PCP e o BE.

O comunista António Filipe salientou o que no entender o seu partido configura uma contradição. Por um lado o sinal positivo da criminalização da prática ilegal da actividade e por outro a permissão deste tipo «armas não letais», que considera «discutível», por ser passível de «ofender direitos, liberdades e garantias».

O deputado do PCP alertou ainda para que não aconteça com esta lei uma «substituição de PSP por empresas privadas de segurança».

Luís Fazenda, do BE, deixou uma crítica no mesmo sentido: «A proposta tem um aspecto muito positivo, que é a criminalização da actividade de segurança privada ilegal, mas temos uma crítica quanto à possibilidade de utilização de armamento não letal».

PORTUGAL DIÁRIO | 16.05.2008 

Comentarios (1)add
... : Mário Rama da Silva
A segurança de pessoas e bens é uma das funções básicas do Estado que, para assegurar as suas funções, cobra impostos ao comum cidadão.
O Estado, não só o nosso, vai-se demitindo sucessivamente das suas funções, incentivando a criação de estruturas privadas, muitas vezes subsidiadas om dinheros públicos. para o desempenho dessas mesmas funções: acção social, saúde, justiça, estradas, segurança... deixando o cidadão cada vez com mais dúvidas sobre o destino dado aos seus impostos.
Mas, já que o faz, pelo menos que regule e discipline o exercício privado de tais funções sob pena de, em vez da chamada segurança privada passarmos a ter bandos de jagunços que cada um contrata a seu belo prazer ou até grupos organizados a oferecer segurança/protecção ao velho estilo de Chicago.
Pena é que se não veja logo de início que a privatização de qualquer função que compete prioritariamente ao Estado propicia o abuso. Por qualquer razão oculta essas funções eram consideradas apanágio do próprio Estado.
22.Maio.2008
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