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Revelações fragilizam procurador
06-Fev-2010
A  revelação pública dos despachos dos magistrados de Aveiro que entenderam haver "indícios fortes" da existência de um plano do Governo para controlar a Comunicação Social que podia configurar um crime de atentado contra o Estado de Direito caiu como uma bomba no Ministério Público.
 
Se dúvidas já havia quanto à decisão do procurador-geral da República (PGR), que recusou abrir um inquérito, a divulgação da fundamentação de Marques Vidal e de Costa Gomes não deixou margem para dúvidas.

'Perante despachos daquele teor, qualquer magistrado abria um inquérito', disse um procurador ao CM, adiantando ainda que 'se fosse um procurador-adjunto a fazer uma coisa destas estava arrasado e levava com um processo disciplinar'. O mesmo magistrado, que dada a sensibilidade do assunto solicitou o anonimato, garantiu que a revelação dos despachos do processo ‘Face Oculta’ foi ontem o assunto do dia nos tribunais, deixando os magistrados do Ministério Público estupefactos com a decisão de Pinto Monteiro, que conclui não existirem 'indícios probatórios' que levassem à instauração de um inquérito.

'Eu, como magistrado, sinto-me envergonhado. O PGR ultrapassou todos os limites', disse outro magistrado, acrescentando: 'Se isto não tem consequências...'

Ontem, porém, o procurador-geral revelou, em comunicado, que 'não altera absolutamente nada do que decidiu, por não existir qualquer fundamento jurídico para tal'. Ou seja, apesar do 'esquema' descrito pelos dois magistrados de Aveiro, que não tiveram dúvidas em pedir uma investigação urgente à tentativa do Governo de 'controlo dos meios de Comunicação Social visando limitar as liberdades de expressão e informação', Pinto Monteiro reitera não ter encontrado quaisquer indícios que justificassem a instauração de um inquérito visando o primeiro-ministro José Sócrates. Já quanto à questão colocada pelo CM sobre se tem condições para se manter no cargo, Pinto Monteiro não respondeu – o PGR é nomeado pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, e por isso só o Chefe de Estado o pode afastar de funções. O CM contactou também o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, João Palma, que 'por ora' recusou fazer comentários.

NORONHA FOGE A COMENTÁRIOS MAS PROMETE ESCLARECER
'O senhor Presidente encontra-se em funções fora de Lisboa, pelo que é difícil poder responder às questões do Correio da Manhã durante o dia de hoje [ontem].' Foi esta a resposta que o CM obteve do gabinete de Noronha Nascimento, depois de pedidos vários esclarecimentos sobre a sua decisão de mandar destruir as escutas que envolviam o primeiro-ministro, mesmo após a existência de despachos de dois magistrados diferentes que sustentavam estar em causa um crime grave. 'De momento não irá fazer nenhuma declaração nem comunicado sobre esta questão', adiantou ainda a mesma fonte, revelando que na próxima semana Noronha Nascimento 'esclarecerá publicamente estas questões' – entre as quais se entende ter condições para se manter no cargo. No entanto, o gabinete de Noronha Nascimento acrescentou desde já que o presidente do Supremo que não contribuirá para 'alimentar notícias'.

'BASTA HAVER INDÍCIOS':  Paulo Saragoça da matta, Professor de Direito

Correio da Manhã – Os indícios sustentados nos despachos dos magistrados eram suficientes para abrir uma investigação?
Saragoça da Matta –
 Para que haja condenação tem de haver prova cabal, para haver investigação basta que haja indícios. A factualidade que veio a público parece-me preencher o conceito de indício. Não me parece que haja uma situação de irrelevância manifesta.

– Em que consiste o crime de atentado contra o Estado de Direito?
– São actos que põem em causa os fundamentos da organização do poder político, que põem em causa a independência de um poder. 

SEGREDO INTERNO JÁ TERMINOU NO PROCESSO
O segredo interno do processo ‘Face Oculta ’ já terminou. A decisão do juiz foi tomada na sequência dos requerimentos dos assistentes – entre eles o subdirector do semanário ‘Sol’. António Costa Gomes dizia que, tendo a investigação começado há mais de um ano, a lei não permitia a manutenção do segredo. Os advogados e os assistentes têm acesso a todos os autos, com excepção das certidões que deram origem a inquéritos que estão em segredo de justiça. Não é o caso, porém, das escutas envolvendo José Sócrates. Não tendo aberto qualquer investigação, Pinto Monteiro abriu a porta à divulgação dos despachos.

AS DUAS FACES DA JUSTIÇA, POR EDUARDO DÂMASO

PINTO MONTEIRO
Deu um golpe severo no cargo.Arquivou sem argumentos conhecidos algo em que dois magistrados vêem mais do que indícios. Está a deixar o Ministério Púbico de rastos

NORONHA NASCIMENTO
Não tinha à disposição o filme todo. Só avaliou as escutas de Vara com Sócrates e não as que revelam os passos dados para controlar a TVI. Sai muito mal

ANTÓNIO COSTA GOMES
O juiz de instrução demonstra uma qualidade e espírito de serviço público invejáveis. Os seus despachos mostram a iniquidade de decisões superiores

JOÃO MARQUES VIDAL
O papel em todo o processo é inatacável. Também as decisões mostram uma valoração dos indícios absolutamente segura. Dignifica a magistratura

TEÓFILO SANTIAGO
Mostrou, com a sua equipa da PJ de Aveiro, o que é uma verdadeira investigação criminal. Até alguns advogados do caso o admitem. Um valor absoluto

ESCUTAS NÃO PODEM SER DESTRUÍDAS
A determinação de Noronha Nascimento de destruição das escutas telefónicas envolvendoJosé Sócrates e Armando Vara não pode ser cumprida no imediato por constrangimentos legais. Mesmo assim, o juiz impediu o acesso aos 'produtos' – leia-se escutas – por parte dos intervenientes, embora aqueles tenham de manter a existência física até ao trânsito em julgado da decisão. O único que poderá aceder aos suportes magnéticos é Armando Vara, já que os mesmos podem ser usados para a sua defesa. A obrigação das escutas se manterem até ao final do processo foi criada pelo próprio Partido Socialista na última revisão ao Código.

OS PROTAGONISTAS NO PROCESSO

ARMANDO VARA
Actual consultor do BCP ficou com o lugar de administrador supenso na sequência do caso ‘Face Oculta’
Nascido há quase 56 anos em Vinhais, distrito de Bragança, Armando Vara frequentou vários cursos e licenciou-se na Universidade Independente já depois de passar pelo Governo. Antes de ter sido deputado à AR foi bancário da Caixa Geral de Depósitos mas quando regressou à instituição, depois de o então Presidente da República, Jorge Sampaio, ter obrigado Guterres a demiti-lo de ministro na sequência do escândalo da fundação da prevenção rodoviária, teve uma promoção fulgurante e chegou à administração. Após a guerra no Millennium bcp, acompanha Santos Ferreira como vice-presidente, ficando com um poder imenso. O caso ‘Face Oculta’ obriga-o a suspender o cargo.

PAULO PENEDOS
Filho do ex-presidente da REN, advogado, é arguido no processo ‘Face Oculta’. Pagou caução de 25 mil euros.
Filho e sobrinho de destacados militantes do PS, Paulo Penedos ficou conhecido como protagonista de candidaturas quase folclóricas. Enfrentou o histórico Jaime Soares para a Câmara de Poiares, e sofreu uma pesada derrota, mas a sua campanha teve impacto por causa de um deslumbrante Ferrari vermelho. E há oito anos o jovem Paulo apareceu como o rival de Ferro Rodrigues na corrida à liderança do partido.

RUI P. SOARES
Administrador da PT e membro da Comissão Executiva da operadora nomeado pelo BES e CGD.
Rui Pedro Barroso Oliveira Soares nasceu a 13 de Outubro de 1974. Licenciou-se em Gestão e Marketing no Instituto Português de Administração de Marketing. Militante da Juventude Socialista, a sua vida muda radicalmente quando coordena o ‘site’ da candidatura de Sócrates a secretário-geral do PS. O seu nome é proposto para a PT em 2005. Actualmente gere os milhões da publicidade da PT.

ATENTADO AO ESTADO DE DIREITO
Este é um dos crimes essencialmente políticos, ou seja, típico dos titulares de cargos públicos e políticos. Previsto no artigo 9.º da Lei dos Crimes da Responsabilidade dos Titulares dos Cargos Públicos, de 1987, este delito salvaguarda valores constitucionalmente protegidos como a liberdade de expressão, liberdade de informar e ser informado e o pluralismo político. Ou seja, é um diploma que reforça os mecanismos do Estado de Direito Democrático contra a violação de direitos, liberdades e garantias com o propósito de subverter o Estado de Direito. Este crime é, afinal, equivalente ao que existe noutros países, como os EUA, e se define pela conspiração contra as instituições e princípios basilares do Estado. A pena prevista é de 2 a 8 anos na consumação do crime e de 1 a 4 na forma tentada.

CORREIO DA MANHÃ | 06.02.2010

 

Comentarios (22)add
... : JOSÉ AUGUSTO RODRIGUES DE SÁ
Eu dou a cara e o nome mas percebo quem não queira dar o nome com medo de represálias. Há que reconhecer que nós magistrados não conhecemos os factos mas de uma coisa não há dúvida: Situações como a descrita bem como outras que já aconteceram e que vão acontecer são péssimas para a imagem da justiça. Se até já quem é magistrado e advogado não entende o que se está a passar como vai entender o Povo? Salvo o devido respeito por opinião contrária urge, como o pão para a boca, que o Conselho Superior da Magistratura e o Conselho Superior do Ministério Público esclareçam, de forma mais concreta e cabal, o que tem vindo a acontecer. Quer se queira quer não o que tem vindo a acontecer na Justiça Portuguesa vai deixar marcas indeléveis e de natureza negativa para todo o Estado de direito. Se quem manda continuar no silêncio fica sempre a duvida sobre o que se passa. A ser verdade o que diz a notícia, está-se a chegar ao extremo de que até os magistrados não conseguem perceber o que se passa!!! . Por muito boas intenções que haja e por muito bem que se esteja a cumprir a Lei, isto não pode continuar assim.
06.Fevereiro.2010
... : Hannibal Lecter
Quer se queira quer não, a ideia de Justiça acarreta automáticamente a ideia da igualdade de todos perante a Lei. O Tribunal é aquele lugar onde todos são iguais e todos têm de responder pelos seus actos, desde um pelintra até um milionário, desde um cantoneiro até um primeiro ministro.
Desde que não estejamos em Portugal.
Aqui o primeiro ministro está factualmente acima da lei, e é objectivamente protegido pelas mais altas instâncias judiciais. As quais entram em choque com as intermédias.
Eu só pergunto, como o Rui Santos: o que é que este senhor Sócrates tem de tão valioso que justifique que tanta gente se rebaixe e se degrade tanto para o proteger ?
06.Fevereiro.2010
... : acabl
É muito, muito grave o que se passa com o comportamento do procurador geral.
É muito grave o que vem hoje no Público pela pena do Dr. Teixeira da Mota quanto à forma como são sonegadas sentenças ao conhecimento público, e principalmente pelo conteúdo do seu artigo. Vindo de quem vê merece respeitabilidade e ponderação.
Será muito grave que o sindicato fique calado. O silêncio será um murro na credibilidade do presidente do sindicato.
06.Fevereiro.2010
... : Sauer
Face ao teor dos depachos ora conhecidos SEXA o PGR devia demitir-se...
06.Fevereiro.2010
... : Cícero de Portuscale
A par de outros, este é o estado degradante a que a Justiça chegou. Para se conseguir protagonismo, até procuradores e juízes se deiuxam seduzir pelas luzes da ribalta. Essa do atentado contra o Estado de Direito é cair mesmo no ridículo, mas aproveitada pela comunicação social, políticos e até juristas. De facto, procuradores e juízes de 1ª instância, ávidos de poder e protagonismo, ficam cegos e deixam que o espírito se turbe e o CSM devia tomar posição, o que não acredito muito atento o laxismo conhecido.
Estou de acordo que ninguém está acima da Lei e do Direito. Na lista acima, incluiria também os próprios juízes e procuradores, que deviam ser julgados por abusos de poder. Como o sistema judicial funciona em circuito fechado, nada acontece e há-de acontecer. O descrédito será cada vez maior.
06.Fevereiro.2010
... : Tony
Ridículo é o seu comentário, Círcero de Portuscale.
Não foi o juiz do processo que fez publicar os seus despachos na comunicação social. Não se vê onde foi procurar o poder ou o protagonismo. Como o Cícero é rosa até ficar rosado, compreende-se o seu comentário laxista onde o abuso de poder só pode ser exercido pelos seus chefes-mor (Sócrates e Marinho). Como o sistema político e da OA funcionam em circuito fehado, nada acontece e há-de acontecer. O descrédito será cada vez maior.

06.Fevereiro.2010
... : Mário Rama da Silva
De facto, como refere Tony, só faltava agora que viessem culpar o Juiz e o Procurador de Aveiro.
O legislador, quando fabricou a lei proibindo a publicação de escutas que já não estavam em segredo de justiça esqueceu-se foi mesmo de proibir a publicação de tudo o que estivesse no processo... mesmo que tivesse deixado de estar em segredo de justiça.
Protagonismo do Juiz de Aveiro? E nós a pensarmos que os protagonistas eram outros... embora a fugir do protagonismo causado pelos seus actos "privados".
06.Fevereiro.2010
... : Cícero de Portuscale
Tony, o meu único chefe é a minha Consciência. É do maior RIDÍCULO, reafirmo a tentativa de indiciar o PM por ilícito contra o Estado de Direito. Pessoalmente, não me interessa discutir pessoas, mas factos e ideias.
Se não quisessem protagonismo, não se vinham com essa do ilícito contra o Estado de Direito. Porque estariam a pensar ficar na História com a denúncia e pronúncia de um PM por atentado contra o Estado de Direito!
FRANCAMENTE!
Quem atenta contra o Estado de Direito em sentido amplo, é que não tem o mínimo de BOM SENSO e SENSATEZ.
Senhores JURISTAS deixem a Política para os Políticos. Estes vão entreter-se na Comissão de Ética na AR. Pode não ter sido muito Ético, posso até não por em causa. Mas ilícito contra o Estado de Direito, é demais.
Por isso, é que a Justiça anda pelas ruas da amargura, como se diz em linguagem popular!!

06.Fevereiro.2010
... : Olhão
Estes senhores, PM, Presidente do CSM e PGR que se demitam
Só num país como o nosso é que isto acontece
É mau de mais
Onde estão os senhores que se levantaram no tempo do Santana?
Onde estão aqueles jornalistas que tanto lhe bateram?
Pois, actualmente o que conta é o venha a nós, diga-se empregos, taxos, panelinhas, publicidade para os jornais, para teelvisões e afins, resumindo tudo facilidades,
Neste país as pessoas com alguns principios estão em vias de extinção, mas não é por acaso é só ver o que fizeram durante os anos em que estiveram no governo à instituição - A FAMILIA
Há algum tempo eu disse que o nosso PM tinha ido fazer uns estágios para a China e para a Venezuela, mas enganei-me, ele foi dar formação
06.Fevereiro.2010
... : HajaPaciência
É! O Cícero revela os preconceitos que são conhecidos contra as magistraturas. Mas, infelizmente, muito do que - aqui e noutros lados - se lê, e que passa por ser comentário jurídico, está cheio de preconceito político em relação à figura do nosso Primeiro...

07.Fevereiro.2010
... : nosmedia
Claro que são "conversas privadas". Que descoberta genial, pá! Quando alguém está a fazer tráfico de influências, quando alguém quebra todas as regras da democracia, esse alguém normalmente é esperto o suficiente para fazer isso em "conversas privadas". É para isso que precisamos da polícia e do MP.


07.Fevereiro.2010
... : José
O José Augusto R. Sá quer dar a cara para escrever algo que quem não dá a cara também o poder fazer. Sem qualquer motivo para esconder.

Portanto, quando alguém que é magistrado, não quer dar a cara, tem de tomar cuidado com o que escreve por um motivo ou dois: pode não querer assumir a condição profissional de magistrado e assim poder ser mais livre, iniludivelmente. Um magistrado, pelo facto de o ser, fica condicionado no que diz e no que é percepcionado pelos que o lêem. Não devia ser assim, mas é. O mesmo acontece com um médico quando escreve sobre problemas da medicina, com um senão: o magistrado é frequentemente confrontado com um dever de resrerva que alguns entendem estender até aos limites do insuportável e que pura e simplesmente é a censura total de comenrtários a processos.

Em segundo lugar, o que um magistrado escreve, não querendo dar a cara, deve ser fundamentado e devidamente sopesado, mas há um aspecto inquestionável ligado à liberdade de expressão: esta não deve ficar diminuida pelo facto de ser um magistrado a escrever a sua opinião. E quando aqui chegamos instala-se novamente o equívoco, porque muitos pensam e dizem que um magistrado não deve dar opiniões sobre algumas coisas. E em certo sentido terão razão, porque um magistrado não deve fazer política partidária, por exemplo. Através de acção ou omissão, por causa do dever de imparcialidade e objectividade que tem de denotar em cada despacho e atitude processual.
Por isso, o dilema: como é que um magistrado que quer fugir a essas armadilhas pode exprimir a sua opinião sobre tudo aquilo a que tem direito enquanto cidadão?

Quanto a mim, só se o fizer de modo anónimo e sem dar a cara. Mas podendo deixar implícito e não se importando que quem está por trás do pseudónimo pode ser magistrado. Daí a maior responsabilidade que implica um refreamento na liberdade total de expressão. Mas o equilíbrio ficará ainda com a consciência de cada um.

Por isso, acompanhando o que José Augusto Sá diz, vou mais longe porque acho ter esse direito:

é minha opinião ( e que está implícita no juizo de censura que aquele faz de modo suave, quiçá por receio de dizer mais) que o PGR tem de se demitir porque é uma vergonha para a democracia o que fez.

E os blogs "é uma vergonha" para quem não sabe medir a sua própria...
07.Fevereiro.2010
... : Bártolo
Cá para mim Cícero e BOA são a mesma pessoa. Até rima...

07.Fevereiro.2010
... : Célia Mirario
Os Juristas e falando ou escrevendo nessa qualidade, devem saber resistir à tentação de se imiscuir em assuntos políticos e partidários. É consabido, que todos os governos lhe foi imputado este ou aquele controle de meio de comunicação social, que teve o expoente máximo no período gonçalvista.
É de uma meridiana clareza que quando as escutas no ãmbito do processo Faça Oculta quando se detecta que está a ser escutado o PM, o caso devia ser imediatamente remetido para o Presidente do STJ. Foi o mesmo que declarou que o juiz de Aveiro violou os seus deveres legais e funcionais e isso é uma evidência. Ainda vai se classificado com MUITO BOM!
O indiciário ilícito contra o Estado de Direito é uma autoridicularização, que só coloca em mau campo os tribunais, interna e internacionalmente.
Seria interesante saber quais as simpatias ou antipatias politico partidárias dos intervenientes!
Num país a sério o procurador e o juiz seriam processados criminalmente por abuso de poder e quem devia tomar a iniciativa era o PGR. Naturalmente, que vinham logo os sindicatos das agremiações a protestar pela independência dos tribunais.
Folclore politico. Desta o facto político é oriundo dos tribunais. Seria ainda interessante saber as conversas do procurador e do juiz em torno do caso!
Deixo declarado que nunca votei naquele que é o actual PM.
Voto nas escutas permanentes a juízes e procuradores a espiar pelo SIS! Quem for zeloso e escrupuloso dos seus deveres, nada devia temer!

07.Fevereiro.2010
... : Vitoria
SUBSCREVO NA INTEGRA o comentário de Cícero de Portuscale.

O Senhor Tony deve ter educação q. b. para poder tem a dignidade de não intitular outros pelo seu espelho de alma.
Parece que as palavras lhe assentaram que nem uma luva...percebemos que sim....a frase "FUJAM DA JUSTIÇA TERRENA", tem toda a razão de existir.
É verdade sim...existem muitos magistrados que actuam acima da lei e interessadamente...
ESTE SISTEMA de justiça, NÃO INTERESSA A PORTUGAL, NÃO INTERESSA AO DESIGNIO DA JUSTIÇA e sobretudo NÃO INTERESSA A QUE CARECE DE JUSTIÇA.
08.Fevereiro.2010
... : Pires, o sadino
Célia Mirario escreveu: "Voto nas escutas permanentes a juízes e procuradores a espiar pelo SIS! Quem for zeloso e escrupuloso dos seus deveres, nada devia temer!"

Senhora D. Célia, tem dúvidas que isso acontece, sobretudo nos processos mais mediáticos?
Alguém acredita que o SIS não escuta os juízes e procuradores desses processos mediáticos?
É evidente que escuta.
08.Fevereiro.2010
... : J.
É vergonhoso e indigno o que passa em Portugal, a a todos os niveis.
É suposto que os mais altos cargos da Nação devam ser ocupados por pessoas com o mínimo de Ética. Porém, nada disto existe. Perante, esta falência, tudo o mais que vai ENVERGONHADAMENTE sucedendo, SEMPRE SEM CONSEQUÊNCIAS, acaba por desembocar num beco sem saída.
O último reduto, no VERTÍCE, comunga, sustenta e alimenta esta falência. Que pena, que país miserável, estamos a deixar aos nossos filhos: nem, sequer, o direito à Esperança.
08.Fevereiro.2010
... : Zé do Tacho
A notícia «caiu como uma bomba no Ministério Público», é favor, na minha modesta opinião deu um rude golpe às mais altas instâncias judiciais portuguesas.

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08.Fevereiro.2010
... : José
Zé do Tacho:

Acho nada evidente que escute por um ou dois motivos prosaicos:

No Face Oculta, se escutassem teriam sabido antes que o Vara e amigos andavam a ser escutados. E ter-lhe-iam dito? Por supuesto que si. Mas isso parece-me fantasioso pela razão simples de que o teriam que fazer à margem de toda a legalidade. Ora, o SIS tem funcionários e a não ser que haja por lá infiltrados que sejam sabujos do Governo, não vejo que eles o façam, porque não têm interesse nisso.
E ainda por outro motivo simples, a meu ver: os suspeitos só souberam que andavam a ser vigiados no dia 23 de Junho de 2009, precisamente no dia em que houve uma reunião na PGR.

Isto, quanto a mim, diz tudo. Mas diz nada do SIS. Talvez de outros mistérios...
08.Fevereiro.2010
... : Cabelos em pé!
Parece que já ninguém se entende.

Eu ouvi dizer o presidente a Comarca do Baixo Vouga que estas gravações não são as mesmas que foram enviadas ao PGR e ao Presidente do STJ. E se não são as mesmas, como podem alguns comentadores tirar conclusões tão precipitadas sobre as decisões daqueles?

08.Fevereiro.2010
... : Olhão
Casos: Beiral Alta e baixa, projectos assinados ou por assinar, centro de saúde em Vieira do Minho, Charrua, freeport, diplomas de fim-de-semana, face oculta, TVI, Manuela Moura Guedes, para um PM de um país democratico é demais e o pior, continua em funções.
Mas eu entendo porquê, é ler a quantidade de nomeações no DR
e alguns dos nossos comentários
08.Fevereiro.2010
... : Clube de Bilderberg
A transparência da Justiça de que são paladinos tantos membros do CSM (e do CSMP) poderia levá-los agora a exigir dos seus "subordinados", como o Presidente do STJ (e o PGR), a darem mais explicações ao Povo, para defesa da CREDIBILIDADE DO STJ e da PGR.
09.Fevereiro.2010
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