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02-Jan-2008

ImageOs presidentes das empresas portuguesas ganham, em média, 21,7 mil euros por mês, um valor 30 vezes superior ao rendimento salarial médio mensal dos trabalhadores por conta de outrém, que se situa nos 720 euros, refere a Lusa. O ranking das funções mais bem pagas em Portugal, da Mercer Consulting revela que os presidentes delegados recebem em média, por ano, 304 mil euros (vencimento base e componentes fixas), o que, dividido por 14 meses, representa 21,7 mil euros por mês.

 

Seguem-se os administradores delegados, que usufruem de 167,8 mil euros por ano (12 mil euros por mês), e os directores gerais, com uma média anual de 127,4 mil euros (9 mil euros por mês), adianta o ranking da Mercer, com base em dados recolhidos junto das empresas em Junho de 2007.

Os últimos dados do Inquérito ao Emprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), referentes ao terceiro trimestre do ano passado, revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém é de 720 euros.

Na tradicional mensagem de Ano Novo, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, interrogou-se se «os rendimentos auferidos por altos dirigentes de empresas não serão, muitas vezes, injustificados e desproporcionados, face aos salários médios dos seus trabalhadores».

Os dados do INE revelam que o rendimento salarial médio mensal líquido dos trabalhadores por conta de outrém, por sectores de actividade, é de 779 euros nos serviços, 636 euros na indústria, construção, energia e água e 489 euros na agricultura, silvicultura e pesca.

Tendo em conta o escalão de rendimento salarial mensal líquido, os dados do INE referem que 41 por cento dos trabalhadores por conta de outrém integrava o escalão de rendimento salarial entre os 310 e os 600 euros.

Com salários entre os 600 e os 900 euros situavam-se cerca de 25 por cento dos trabalhadores por conta de outrém, de acordo com os dados do terceiro trimestre do ano passado.

Pelo contrário, apenas 0,5 por cento dos trabalhadores por conta de outrem integram o escalão de rendimento salarial mensal líquido de 3.000 ou mais euros.

Também apenas 0,6 por cento dos trabalhadores por conta de outrém recebe entre 2.500 e 3.000 euros.

PORTUGAL DIÁRIO | 02.01.2008 

Comentarios (6)add
... : Uma espécie de coisas
Só num país de invejosos é que tal é problema.
Se dou ao meu administrador 40 000 Euros por mês é questão entre eu e ele, mais nada.
Ainda bem que ganham assim! É porque merecem...Ponto.
03.Janeiro.2008
... : Socrália
Na nomenKlatura da ex- união sovietica também era assim... Na mensagem do Sr. Presidente da República está explicita uma ideia de proporcionalidade e de Justiça, embora, alguns, confundam com inveja. Sinais dos tempos...
03.Janeiro.2008
... : BD
Caro, uma espécie de coisas,
Primeiro, o meu caro não dá nada a administrador nenhum, pois nos dias de hoje já não há donos de empresas, ou melhor, de sociedades anónimas, ou por quotas, que criam ou não empresas, e quem dá, vá lá, são os accionistas ou os sócios, a não ser que V. seja uma sociedade unipessoal e dê a si próprio, e eu então passo a acreditar na sua indignação. De qualquer modo se V, que se considera uma empresa, ou uma sociedade, não fugir ao Fisco cometendo fraude fiscal nem branquear capitais nas, vamos lá, Ilhas Virgens, e se se portar bem para com a comunidade, não perdoar dívidas chorudas a familiares, etc., V. e a sua empresa ou sociedade, entenda-se, se estiver disposto a pagar 40000 euros por mês a um seu administrador porque ele merece candidato-me desde já para o cargo administrador executivo na sua entidade comercial e prometo-lhe que vou fazer os possíveis e os impossíveis por merecer. Chamo-me BD, sou jurista, jogo golfe e ganho ao fim do mês como 'pistoleiro' pouco mais que o ordenado mínimo.
03.Janeiro.2008
... : juo
Uma espécie de coisas

Se fosse para dizer que os servidores do Estado ganham muito, já não era inveja...
04.Janeiro.2008
... : Mário Rama da Silva
Em Portugal existe o hábito incontrolável de raciocinar ao contrário.
Foi o que fez o PR que, na essência e como vem demonstrando, concorda com a política económica dste PM.
A dúvida de Cavaco podia, com vantagem, ser reformulada da seguinte forma: Será que uma empresa que paga dezenas de milhar de euros mensais a cada um dos seus administradores, por vezes em número notoriamente excessivo, não poderia pagar um pouco melhor aos seus empregados?
É que, de um modo geral, não são os gestores que ganham demais, mesmo quando ganham muito, são os portugueses vulgares que ganham miseravelmente, para gáudio de ministro da Economia que disso mesmo se gabou na China, com aquela perspicácia que lhe é conhecida.
E quanto a Cavaco, a minha dúvida é outra: não acumulará uma pequena reforma (talvez lá para os 6/7 mil euros) do Banco de Portugal, com o estipêndio de PR? E não terá algum daqueles subsídios vitalícios de político? Não tenho nada contra, mas... ou há moralidade...
04.Janeiro.2008
... : WATER
Para haver escolha, desde já, também sou candidato a candidato.

Cumprimentos Bloggistas
04.Janeiro.2008
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