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Portugal indefeso perante ciberterrorismo criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
04-Mai-2008
As principais economias mundiais estão atentas e preocupadas. O ciberterrorismo já mostrou que pode fragilizar qualquer país e Portugal não está livre de ser atacado. Não há exército ou estratégia militar que consiga prever ou evitar uma ofensiva ciberterrorista, passando a solução por minimizar estragos. Uma das maiores lacunas no tecido empresarial português é a falta de investimento em programas de segurança e formação dos administradores de sistemas, deixando os servidores ainda mais vulneráveis a ataques de ciberterroristas.

"É um assunto que diz respeito a todos os países desenvolvidos. É impossível perceber-se a origem deste tipo de ataques e ninguém está totalmente protegido. Portugal não é excepção", diz Paulo Veríssimo, especialista em segurança informática, da Universidade de Lisboa.

A Estónia, um dos países mais avançados em tecnologias de informação, foi o primeiro a sofrer na pele as consequências de três semanas de ataques de hackers (piratas informáticos), em 2007, com consequências dramáticas.

O rasto deixado pelos autores é praticamente inexistente e descobri--lo é um enorme desafio para quem estuda crimes informáticos. "O tempo das brincadeiras de jovens que se juntam e tentam invadir computadores está a acabar. Este tipo de ataques está a ficar bastante especializado", diz Paulo Veríssimo, explicando as dificuldades de quem investiga:"Os ataques podem ser feitos em qualquer sala de estar, de qualquer pessoa, em qualquer parte do Mundo. Arranjam forma de se apoderarem dos computadores de pessoas honestas, colocam um programa que fica adormecido e, no momento do ataque, se essa pessoa estiver ligada à internet, ‘colabora’ na ofensiva".

O modus operandi dos novos terroristas é simples e extremamente eficaz. Recorrendo ao ‘Ataque de Negação de Serviço’ [Denial-of-service (DoS)] entopem os servidores das empresas ou instituições previamente seleccionadas:"Milhares de computadores disparam mensagens/pedidos para a mesma máquina, até que deixe de funcionar devido a excesso de trabalho."

Com a progressiva informatização dos serviços, aumentam as consequências devastadoras de um ataque em massa a infra-estruturas de água, gás ou electricidade. "As principais potências mundiais, como os Estados Unidos, estão a olhar para estas possibilidades, com milhares de máquinas de pessoas honestas que estão a atacar os serviços de empresas sem que tenham noção disso".

DETALHES

INVESTIR EM SEGURANÇA
Uma das maiores lacunas no tecido empresarial português é a falta de investimento em programas de segurança e formação dos administradores de sistemas, deixando os servidores ainda mais vulneráveis a ataques de ciberterroristas.

PIRATARIA ABRE PORTAS
Em Portugal, a maioria do software utilizado pelas empresas continua a ter origem pirata. Sistemas operativos de origem desconhecida – autoridades suspeitam que provenham de países asiáticos – já são disponibilizados com falhas de segurança.

CORREIO DA MANHÃ | 04.05.2008 

Comentarios (1)add
... : Tony
...«a falta de investimento em programas de segurança e formação dos administradores de sistemas, deixando os servidores ainda mais vulneráveis a ataques de ciberterroristas»...
Estão a falar do Citius ... é ?
Pois... esperem ... se houver alguma tragédia, ai que vai ser lindo!
05.Maio.2008
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