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Parlamento responsável pelo estado «caótico» da justiça
23-Set-2009
O antigo director nacional da Polícia Judiciária José Marques Vidal responsabilizou hoje a Assembleia da República pela situação "caótica" em que se encontra a justiça portuguesa, criticando a reforma do Código do Processo Penal.


Para o juiz conselheiro um dos exemplos mais visíveis do estado da justiça portuguesa, que classifica de caótico, prende-se com a aprovação do Código do Processo Penal, legislação que só fez piorar o estado da justiça.

"A culpa disto é dos deputados", disse Marques Vidal durante um colóquio realizado promovido pelo PSD/Algarve e realizado em faro sob o tema "Justiça e Segurança: Estado de emergência ou emergência de Estado?".

Marques Vidal criticou ainda o facto de os jornalistas não poderem publicar o teor de escutas telefónicas sem autorização dos visados, quando o podem fazer relativamente a outros pormenores dos processos judiciais.

"Essa norma foi feita por um incompetente porque é ilegal e inconstitucional", sublinhou o antigo director nacional da Judiciária, classificando a situação como uma "anormalidade jurídica".

No colóquio participaram ainda Loureiro dos Santos, ex-ministro da Defesa e Armando Marques Guedes, presidente do Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que defenderam o duplo uso dos meios das Forças Armadas.

Segundo Loureiro dos Santos, deveria haver uma revisão constitucional no sentido de dar a possibilidade às Forças Armadas de intervir na segurança interna, evitando que os meios existentes sejam apenas colocados ao dispor da segurança externa.

Marques Guedes, por seu turno, salientou que zonas como o Algarve deveriam ter um controlo securitário "maior do que é normal", uma vez que as áreas de grande fluxo turístico são as mais visadas pelo terrorismo.

LUSA | 23.09.2009

Comentarios (4)add
Marques Guedes, terrorismo? Algarve? calma! Estamos em Portugal... isto está mau, mas pó terrorismo ainda faltam...... 6 meses.....

Acerca de Loureiro dos Santos, tambem concordo, em vez de mandarmos fragatas brincar aos piaratas enquanto entra droga a pontapé na nossa costa, era pô-los a patrulhar! ops... mas isso não lhes dava dinheiro.... se calhar já não havia interesse por por parte dos Comandantes....
23.Setembro.2009
... : Catilina
É de mau tom que em plena campanha eleitoral um Sr. Conselheiro se preste a participar num colóquio de um partido político, independentemente do respectivo colorido.

Também estarei de acordo que, de facto, o Parlamento como supremo órgão legislativo e fiscalizador do executivo é o responsável pelo caótico estado da Justiça.

O estado caótico da Justiça também se resolvia, em parte, com efectiva responsabilização dos juízes, que devia ser feita em sede do Parlamento e não deixá-la a um órgão corporativo, sem antes lhes traçar um quadro claro de deveres no respectivo Estatuto.

É ao Parlamento que compete rever a CRP para alcançar aquele desiderato de responsabilização directa dos juízes perante o órgão expressivo e electivo da vontade popular.

Como tem sido o Parlamento, que indirectamente, tem sido responsável pela formação tecnicista e positivista das masgistraturas.

Como é o Parlamento o responsável pela permissão da existência do Sindicato dos Juízes e à consequente e inerente luta e lógica do sindicalismo, o que é contrário à dignidade que é devida ao órgão de soberania Tribunais.

Etc., etc. etc.


24.Setembro.2009
... : Francisco Bruto da Costa
Um Conselheiro jubilado tem todo o direito de participar em todos os colóquios, debates ou mesas-redondas que bem entender.
De mau tom é a sobranceria da crítica de um Catilina qualquer que sem dar a cara vai dizendo o que lhe parece de bom ou mau tom, sem fundamentar minimamente a sua infeliz observação.
O meu nome é Francisco Bruto da Costa e sou Juiz Desembargador na Relação de Lisboa, além de amigo e admirador do Senhor Conselheiro José Marques Vidal.
25.Setembro.2009
... : Insolente Poetastro
A meu ver Catilina tem toda a razão. È certo que usa um pseudónimo - como aliás a maior parte dos comentadores desta revista. Mas isso deve ser por causa da "asfixia democrática" que reina nos Tribunais: os juízes podem identificar-se à vontade, pois têm a faca e o queijo na mão!
26.Setembro.2009
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