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Nova lei penal solta jovens delinquentes criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
01-Ago-2007

Substituir as penas de prisão até cinco anos por internamentos em centros educativos é uma das propostas do projecto de revisão do regime penal especial para jovens entre os 16 e os 21 anos, que tem como objectivo aumentar a aplicação de medidas tutelares educativas e evitar a prisão dos jovens delinquentes - dada a sua "natureza criminógena".
O diploma, que está em fase de consulta, já mereceu duras críticas do Gabinete de Estudos da Ordem dos Advogados, que considera que a proposta é "potenciadora de elevada danosidade social" e constitui um "instrumento de desresponsabilização dos jovens adultos".

Segundo o projecto de proposta de Lei, a que o CM teve acesso, o novo regime especial determina ainda, no artigo quarto, a dispensa de pena nos casos em que a prisão, para o crime em causa, não seja superior a um ano ou a multa superior a 240 dias: "O tribunal pode considerar o arguido culpado, mas não aplicar qualquer pena."
No que diz respeito à pequena e média criminalidade, as alterações propostas pelo Ministério da justiça vão no sentido de alargar as penas de multa, de prestação de trabalho a favor da comunidade e de admoestação. Quando a prisão, como pena ou medida de coacção, for mesmo decretada pelo tribunal, "deve ser executada em estabelecimentos especificamente destinados a jovens ou em secções de prisões específicas", lê-se no documento.
O Ministério da justiça garante, porém, que as medidas elencadas no diploma estão ainda em estudo e em fase de apreciação.

Centros substituem prisões
A substituição da prisão pelos centros de detenção é a ideia geral do anteprojecto do regime especial para jovens entre os 16 e os 21 anos que tenham cometido crimes. As três novas penas de substituição, no âmbito do alargamento da aplicação de medidas tutelares educativas, são a colocação por dias livres ou em regime de semi-internato em centros de detenção (para penas não superiores a seis meses) e o internamento em centro de detenção, que substituiu a pena de prisão aplicada em medida não superior a cinco anos. Segundo a proposta do Governo, os centros devem ser localizados em espaços urbanos. Actualmente existem 12 estabelecimentos para menores, sob a tutela da Direcção-Geral de Reinserção Social, dirigida pela procuradora Leonor Furtado.

"Internados num campo de férias"
O Gabinete de Estudos da Ordem dos Advogados, presidido pelo penalista Germano Marques da Silva, publicou um parecer muito crítico sobre o novo regime para jovens, classificando o anteprojecto como "um diploma deficiente que não poderá substituir com vantagem o regime em vigor". No documento, que teve como relator o advogado Pedro Alhinho, propõe-se que "a medida concreta das penas de prisão substituíveis não deveria ultrapassar os três anos de prisão" e a eliminação da proposta de colocação por dias livres em centro de detenção: "A colocação por dias livres em centro de detenção significa colocar os jovens adultos numa espécie de campos de férias em que são ‘internados’ ao fim-de-semana para praticarem actividades lúdicas." No caso das penas de muita, os advogados lembram que "os jovens adultos delinquentes terão situação económica precária e não disporão de condições para efectuar o cumprimento da pena". Já o Conselho Superior da Magistratura considerou este anteprojecto uma proposta positiva, e os magistrados do Ministério Público partilham das ideias fundamentais da proposta.

Saiba Mais
4981 Euros é quanto custa mensalmente ao Estado cada menor internado nos centros educativos, o que corresponde a 59 778 euros por ano.
284 menores estavam internados, em Dezembro, nos 12 centros educativos existentes em Portugal – dez masculinos e dois femininos – sob a tutela da Direcção-Geral de Reinserção Social.

CORREIO DA MANHÃ | 01.08.2007 

Comentarios (5)add
... : pontodevista
a noticia não dá elementos suficientes para fazer uma avaliação do projeto.
no entanto parece desde já que a posição da OA é alarmista e populista, do tipo limpem-lhes o sebo ou passem-nos ao garrote. talvez haja aqui um interesse corporativo que temem ver lesado, menor número de patrocínios oficiosos...
03.Agosto.2007
... : Maria Rita
Há aqui qualquer coisa que não se entende:

Cerca de 3500 euros mês é quanto custa uma mensalidade em alguns dos melhores colégios suíços...


06.Agosto.2007
... : Fubo n´dinga
Agora a malta de cá, só tem de assaltar barcarena e sete rios; a buraca muda-se para cetro educativo pago pelo tuga..que a gente vai pra centro de luxo. Os camarada juíz e mp até concordam...
Eu, o zambu, o biratwuo, o agostinho, o amilká, e o xosa já compramos n relógio umas bisnagas, e no furubu da linha é qui vai sê.
Biba Europa! Aqui, a tchente dá-se bê.
13.Agosto.2007
... : Menino Gaspar
Porreiro. eu que vivo com meu pai e com a amiga dele, e já saquei na linha uns trocos...não vou à prisa, e os chuis só têm de ter respeitinho com a porrada. bem, o melhor é criar sustentatibilidade no crime:
eficiência no ataque: no relógio já se compra a 340 Euros um canhão.
organização da malta de ranholas, buraca, amadora e algés: passamos de três para doze e varremos o comboio.

13.Agosto.2007
... : Magnólia
Ex.mos Senhores
O Problema reside fundamentalmente, nas mansinhas palavras como são tratados estes jovens deliquentes.
Qual não foi o meu espanto, quando um amigo meu, magistrado, me referiu que perante um crime de furto de menor gravidade só iria aplicar o TIR e mantinha o internamento de um dos jovens numa instituição de apoio a jovens em risco. E, eu, incrédula e revoltada com estas medidas, perguntei-lhe se achava que seriam as melhores medidas a aplicar, pois pelos vistos para aqueles jovens o terem de se apresentar periódicamente no posto da PSP não lhes retiraria qualquer contratempo ás suas insignificantes vidinhas.Perguntei-lhe porque não lhre aplicar uma medida de trabalho a favor da comunidade, nomeadamente limpar estradas e ajudar em instituições de solidariedade social, pelo que o meu amigo achou que eu não conhecia bem a realidade detes jovens, contudo sei que o fiz pensar!!!

Ex.mos Senhores magistrados o TIR e outras mais medidas tão necessárias não se ajustam,contudo, aos padrões de delinquência juvenil que estamos a viver; há que incutir-lhes maiores responsabilidades e levá-los a perceberem que o terem de se apresentar preiodicamente no posto policisl não é sufeciente para chamá-los á razão!
13.Agosto.2007
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