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Perante a notícia publicada no Jornal "Público", onde a jornalista imputava ao Juiz Conselheiro Dr. Santos Bernardino, a autoria do acórdão do STJ rotulado pela imprensa escrita como da "coutada do macho latino", foi este obrigado a recorrer de novo ao exercício do direito de resposta para a reposição da verdade.
«O jornal "Público" insere na edição do dia 4, na pág. 2, um artigo da jornalista
Paula Torres de Carvalho, que, começando por referir alguns acórdãos do STJ que,
no dizer da articulista, suscitaram polémica, me visa directamente, embora sem
citar o meu nome, imputando-me a autoria, como relator, de um desses
acórdãos.Diz Paula Torres de Carvalho, no 3° parágrafo da sua prosa: Célebre
ficou também outro acordo, cujo relator foi o último vice-presidente do Conselho
Superior da Magistratura, que na apreciação de um processo de violação de duas
mulheres destacava como facto relevante a circunstância de aquelas se terem
exibido vestidas de forma provocante, na "coutada do macho latino". Esta decisão
ficou conhecida como "o acordo do macho latino ".
Esta parte do artigo releva
da mais grosseira e despudorada falsidade! Ofende a minha dignidade e reputação,
e é causal de graves danos morais.
Na verdade, o acórdão aludido pela
jornalista não foi por mim relatado, nem nele tive qualquer intervenção.
E
fácil seria a jornalista evitar a baixeza da ofensa. Bastava, para tanto,
atentar em que
a) o dito acórdão foi proferido em finais da década de 80 -
exactamente em 18.10.89 - ou seja, mais de treze (13!) anos antes do meu acesso
ao STJ, que se verificou em ,Março de 2003;
b) No Supremo, nunca estive
colocado em secção criminal - sempre pertenci à 2.a secção (cível) - pelo que
jamais relatei ou tive intervenção como vogal em processos de natureza criminal».
António Cardoso dos Santos Bernardino
Jornal Público, 10.06.2007, p.12
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