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Lisboa vestida de negro criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
08-Mar-2008
Apesar de 20 autocarros terem sido retidos pela polícia nas portagens de Aveiras, na A1, alegadamente para inspecções à presença de cintos de segurança nas viaturas, culminando semanas de protestos, entre 80 a 100 mil professores manifestaram-se este sábado em Lisboa, numa iniciativa a que deram o nome de Marcha da Indignação. No final do desfile, o amplo espaço do Terreiro do Paço encheu-se de negro, a cor da roupa dos docentes em luto, e do branco das bandeiras dos sindicatos
 
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Os sindicatos garantem que se trata da maior manifestação de sempre na Educação e um dos maiores protestos dos últimos anos em Lisboa. Segundo a PSP, a Marcha da Indignação juntou 80 mil professores, mas os organizadores garantem que mais de cem mil docentes participaram na iniciativa, que tingiu de negro as ruas do centro de Lisboa.

No discurso que proferiu no final do desfile que ligou o Marquês de Pombal ao Terreiro do Paço, Mário Nogueira, dirigente da Fenprof e porta-voz da plataforma sindical, garantiu que "mais de um terço" da classe profissional participou no protesto de hoje - um anúncio que foi recebido com um forte aplauso pelos manifestantes.

Por seu lado, a PSP de Lisboa admite que o protesto juntou 80 mil professores, um número que ainda assim supera as expectativas iniciais dos sindicatos, que apontavam para 60 a 70 mil participantes.

A cabeça do desfile chegou ao Terreiro do Paço cerca das 16h30, mas mais de duas horas horas depois eram ainda milhares os manifestantes que chegavam ao local, onde decorrem os discursos finais. Cerca das 18h50, o Terreiro do Paço encontrava-se praticamente cheio, enquanto uma densa mole humana preenchia ainda os últimos dois quarteirões da Rua do Ouro.
 
O longo cortejo que durante toda a tarde vestiu de negro o centro de Lisboa começou a desenhar-se à hora de almoço, na rotunda do Marquês e no Parque Eduardo VII, local onde muitos professores aproveitaram para almoçar, depois de horas de viagem. A grande maioria dos manifestantes viajou nos mais de 600 autocarros fretados pela organização para transportar os docentes, oriundos do Norte ao Sul do país.

A longa marcha, antecedida por um minuto de silêncio, partiu cerca das 15h00 mas, meia hora depois, apenas o sector de Lisboa e Vale do Tejo tinha entrado na Avenida da Liberdade, enquanto os docentes do Sul e Ilhas e da região Norte se acotovelavam ainda na rotunda e na vizinha Avenida Fontes Pereira de Melo.

Na frente do protesto, caminhavam os dirigentes das dez estruturas que integram a plataforma sindical, encabeçados por uma faixa onde podia ler-se: “Pela dignidade da carreira docente, contra a precariedade”. Atrás, acotovelavam-se milhares de professores, na sua maioria mulheres, empunhando bandeiras e cartazes, muitos com referências às escolas onde leccionam. (...)

A presença policial ao longo de toda a manifestação foi reduzida, mas no final da concentração, Mário Nogueira disse ter recebido informações de que 20 autocarros foram retidos pela polícia nas portagens de Aveiras, na A1, alegadamente para inspecções à presença de cintos de segurança nas viaturas.
 
Entretanto, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que foi alvo dos protestos dos professores à entrada para uma reunião sobre os 3 anos de Governo, ontem à noite em Chaves,  respondeu com acusações aos manifestantes de estarem a levar a cabo uma intimidação antidemocrática, reivindicando ao mesmo tempo o estatuto de lutador pela liberdade. Augusto Santos Silva atribuiu o combate pela liberdade apenas a "históricos" do PS. O ministro acusou ainda os manifestantes de "nem sequer saberem distinguir entre Salazar e os democratas" e de nem terem "lutado contra o fascismo". Reagindo às afirmações, Luís Filipe Menezes (PSD) afirmou que Santos Silva tem um percurso político «vindo de uma área que no passado também queria impôr ditaduras».

Texto PÚBLICO e RTP | FOTO: Público | 08.03.2008
 

 
Avaliação

«Não é possível apoiar a ministra por inteiro, nem criticá-la por atacado. O seu legado de medidas, ideias e objectivos tem de tudo, do muito bom (a consolidação do cargo de director de escola, os contratos de três anos a favor de um princípio de estabilidade dos professores), ao muito mau (o sistema de avaliação, o regime de faltas dos alunos). Boas ideias, simples e necessárias, como fechar as escolas mais tarde e criar aulas de substituição, coexistem com propostas absurdas, como a de fazer intervir os pais na avaliação dos docentes ou de contar as notas dos alunos para a folha de serviços do professor. Como há também omissões dignas de recordação, em particular a aparente recusa de proceder, dentro da legislatura, à entrega das escolas às comunidades locais, às autarquias e às comunidades educativas (professores, pais e autarcas).
A persistência de um modelo de educação integrada, unificada e centralizada é não só a génese de inúmeras deficiências actuais, como também a razão de ser da dificuldade ou da impossibilidade de levar a cabo as reformas úteis e necessárias. É também a causa da transformação dos problemas de educação em guerra social nacional.

O elemento essencial das reformas de Maria de Lurdes Rodrigues consistiu, até hoje, na alteração da relação de forças dentro da educação. Em termos simples, retirou aos sindicatos uma parcela importante do poder que, sob várias formas, detinham até agora. Esta é a sua força. Nada seria possível fazer sem a remoção prévia da tenaz sindical que, sob múltiplas formas, mantinha a educação e o ministério como reféns.
Mas essa reforma, mais propriamente política, seria ineficaz e apenas adjectiva se não fosse completada por alterações importantes e razoáveis nas questões substantivas: a gestão do sistema, o modelo de organização, a definição de novos conteúdos curriculares e dos manuais, entre outras. Esta a sua fraqueza.
O que se passa nas ruas do país tem, evidentemente, conotações políticas. Não podia deixar de ser. A educação é um tema político de primeira importância. Aqueles que, no Governo e alhures, denunciam a ingerência de "políticos" e "partidos" avançam um argumento gasto e míope. Mas também é verdade que a contestação ultrapassou largamente as fronteiras da política pura e do sindicalismo, para se tornar também profissional e social. O Governo já percebeu isso, mas persiste em negar a evidência, na esperança de comover os pais, em particular, e a "maioria silenciosa", em geral. Daí o ter transformado os professores, todos os professores, em vilões. A atitude não é inédita e não merece que com ela se perca tempo.

O movimento dos professores tem muitos objectivos: o director da escola, o conceito de autonomia, o estatuto da carreira docente e outros. Além da parcela de poder sindical. Acontece que os professores têm algumas razões. E a ministra também. O facto de se ter declarado guerra entre aqueles e esta é infeliz, pois impede detectar as razões que assistem uns e outra. Infelizmente, é assim a luta das classes e das instituições. É frequente perder-se a semente no meio do joio.
A este propósito, sublinhe-se um erro decisivo na estratégia do Governo, não se sabe se da autoria da ministra, mulher tranquila, se da responsabilidade do primeiro-ministro, homem crispado. A ausência de vontade experimental, ou de estratégia empírica, esteve evidente desde o início. O Governo queria organizar uma cruzada, fazer tudo ou nada, agir por enxurrada e realizar tudo ao mesmo tempo, em todo o sítio e para toda a gente. Com este método, os erros tomam uma dimensão colossal e torna-se impossível corrigir o que quer que seja.
O sistema de avaliação que a ministra pretende impor e que os sindicatos recusam é apenas um dos temas de contestação. Mas é o que tem surgido com mais evidência. A coberto de uma virtude indiscutível, a ideia de avaliação não é recusada por ninguém. É de bom-tom dizer que se é "a favor da avaliação, mas contra esta avaliação". Para todos, ou quase, é uma espécie de santo-e-senha de honorabilidade. Acontece que não é. A palavra, o conceito, o mito e o tique nasceram há vinte ou trinta anos. Em Portugal e na Europa. Criado por burocratas e tecnocratas, os defensores da avaliação acreditam que um sistema destes promove a boa educação, melhora o ensino, castiga os maus profissionais, detecta os talentos, permite corrigir erros e combate o desperdício. Na verdade, o sistema e a sua ideologia, que infestaram o Ministério da Educação, são próprios de uma educação centralizada, integrada e uniforme. Na impossibilidade humana de "gerir" milhares de escolas e centenas de milhares de professores, os esclarecidos especialistas construíram uma teoria "científica" e um método "objectivo" com a finalidade de medir desempenhos e apurar a qualidade dos profissionais. Daí os patéticos esquemas, gráficos e grelhas com os quais se pretende humilhar, controlar, medir, poupar recursos, ocupar os professores e tornar a vida de toda a gente num inferno. O que na verdade se passa é que este sistema implica a abdicação de princípios fundamentais, como sejam os da autoridade da direcção, a responsabilidade do director e dos dirigentes e a autonomia da escola. O sistema de avaliação é a dissolução da autoridade e da hierarquia, assim como um obstáculo ao trabalho em equipa e ao diálogo entre profissionais. É um programa de desumanização da escola e da profissão docente. Este sistema burocrático é incapaz de avaliar a qualidade das pessoas e de perceber o que os professores realmente fazem. É uma cortina de fumo atrás da qual se escondem burocratas e covardes, incapazes de criticar e elogiar cara a cara um profissional. Este sistema, copiado de outros países e recriado nas alfurjas do ministério, é mais um sinal de crise da educação. Mais do que dos sindicatos ou dos professores, a ministra Maria de Lurdes Rodrigues é vítima da 5 de Outubro».

ANTÓNIO BARRETO | PÚBLICO | 09.03.2008
 
Comentarios (7)add
... : Mário Rama da Silva
Em Portugal estamos a pagar o custo de um governo de maioria absoluta exercido por gente que, no mínimo, suscita dúvidas legítimas pelo seu comportamento anterior e actual.
Um primeiro ministro que se apresenta como licenciado com 4 cadeiras dadas pelo mesmo professor (e uma oferecida pelo reitor) ou é demasiado ingénuo para ocupar tal cargo ou é demasiado esperto para fazer o mesmo.
Um pm que afirma assumir a responsabilidade dos projectos que assinou, como se fosse um acto de desassombro e não uma mera consequência, mas não explica claramente se é ou não o autor e, se não for, porque razão assinou, também não parece muito honesto para o cargo.
Assim, a equipa que tem é a equipa que merece, a equipa que não se importa de trabalhar com ele apesar de tudo, a equipa que pensa retirar proveito de trabalhar com ele ou, até, a que gosta dele e do tipo de gente que ele representa.
Agora foi a Educação, onde uma ministra manifestamente inepta politicamente, incapaz de falar cinco minutos seguidos sem repetir uma argumentação incoerente mas que lhe fizeram decorar na falta de companhia do ministro Santos Silva que lhe serve de ponto na AR, que veio ao rubro.
Na educação cometeu-se a maior estupidez de que este governo foi, até agora, capaz: atacar os Professores com o argumento dos pais e dos alunos, apoiado por um senhor duma CONFAP subsidiada para tal pelo próprio ministério, esquecendo que os Professores também são pais e que os seus filhos também são alunos.
Incapaz de apresentar uma política de educação consistente, apresenta medidas avulsas, algumas absolutamente disparatadas, cujo elo de ligação é sempre o mesmo: a causa dos males da educação são os Professores, que é necessário corrigir.
Pelas suas próprias palavras a ministra, deu a entender, após a manifestação, que os 100 mil que saíram à rua são gente mal informada, manipulada, partidarizada, incapaz de compreender a sua genialidade e do seu líder que, por isso, continuarão a trabalhar no mesmo sentido do bem da nação porque têm, só eles, a razão. Toda esta conversa cheira a bolor de almas cujo percurso político tem sido feito as ziguezagues mas que, ao fim e ao cabo,apenas acreditam nas suas próprias ideias e que entendem legítima a sua imposição.
A ministra da Educação teve uma única virtude reconhecida por todos: uniu os Professores.
Disso bem podiam as profissões forenses tirar uma lição em vez de se guerrearem, entre elas e dentro delas. Mas parece que vai ser bem mais difícil do que com os Professores.
Quanto ao ministro Santos Silva, independentemente do mofo e dos ziguezagues, apenas há que referir uma coisa: os portugueses, que se manifestam ou não, sabem distinguir muito bem entre Salazar e os "democratas" (leia-se pandilha governamental) a que ele se refere e cujo comportamento nada tem a ver com Mário Soares ou Manuel Alegre, do qual se livrariam com satisfação.
A diferença óbvia entre Salazar e os "democratas" que nos governam é que estes não têm coragem para mandar avançar a tropa de choque, ficando-se por ataques de raiva e por discursos histéricos contra quem não concorda com eles.
Mas não pode deixar de se notar que já é a 2:ª vez que um membro do governo afirma publicamente que uma manifestação de uma centena de pessoas tem o objectivo de condicionar a liberdade de reunião do PS.
Não tardará muito para que os mesmos que mandaram a polícia às escolas e ao sindicatos passem a mandar avançar a tropa de choque a bem da liberdade de reunião dos "democratas". Depois virão, com ar cândido, informar que foi instaurado um inquérito e o socialista Lello virá dizer na TV que talvez tivesse sido mera consequência de rotinas já existentes nos manuais.
09.Março.2008
... : Alberto Ruço
Por carência de tempo, não estou a par das reais divergências entre os Professores e o Governo.
Pelo que tenho ouvido nos meios de comunicação, os professores não estão contra a sua avaliação, mas apenas contra a forma ou a metodologia utilizada.
O número de 80 a 100 mil professores que saiu de norte a sul do país e se concentrou em Lisboa não pode ser fruto de um mero sentimento de sindicalismo militante.
Era mais agradável ter ficado em casa a descansar ou a passear.
Este movimento maciço só se compreende se tiver tido origem num sentimento genuíno de insatisfação, de injustiça ou, como alguns professores dizem, por se sentirem desrespeitados pelo Governo.
Perante estes números não parece possível que todos estes professores estejam carecidos de razão e tenham sido manipulados!
Se têm razão e o Governo mantém o rumo das reformas, há, objectivamente, razão para estarmos preocupados.

Houve-se dizer que os professores não têm autoridade.
Que é mais fácil para o professor passar o aluno do que reprová-lo, etc.

Quer-me parecer que, como em tudo, no ensino tem de haver verdade, responsabilidade e justiça.
Se um aluno não sabe não pode transitar para a fase seguinte.
Aliás, se o passarem sem ele saber, estão a desrespeitá-lo, a enganá-lo e a fazer com que ele chegue mais tarde a um ponto sem retorno, sem recuperação possível.
Se o ensino não se pautar por valores de verdade, responsabilidade e justiça estamos a contribuir para que esses alunos mais tarde, nos lugares que ocuparem na sociedade, não se pautem por valores de verdade, responsabilidade e justiça.

10.Março.2008
... : Socrália
O descrédito que o Governo lançou sobre instituições essenciais do País, como Educação e Justiça com o intuito de dividir para reinar, tem perna curta.
Foi criminoso descredibilizar tais funções, apesar da Sr^ª Ministra, AGORA, achar que temos os melhores professores do Mundo. Ainda, aguardaremos, o Sr. Ministro da Justiça dizer que, afinal temos os melhores Juízes ( e operadores Judiciários) do Mundo.
Responsáveis que governan o coisa pública, mudam de opinião da noite para o dia !! Dá que pensar...
Os professores acabaram por prestar um grande serviço ao país. São um exemplo, para reflectir e seguir.
Chega de (des)governação nas costas do povo.
É tempo de fazer acabar com o discurso de que o povo ( assalariados, professores, juízes...) são uns priveligiados, enquanto, os politicos, Bancos e meia dúzia de grupos, vivem cada vez mais à farta, pois, são os verdadeiros beneficiários desta governação que tem vindo a destruir o País.
10.Março.2008
... : Toni Carrera
antes foram os magistrados, depois os funcionários públicos, agora são os professores. e o governo conseguiu criar a convicção de que são rtodos uma corja de madraços e de calaceiros. e o que é curioso é que as sondagens estão como estão por ausência de oposição.temo que isto vá acabr mal.
10.Março.2008
... : jesuah
Opiniões são o espelho da alma politica do opinador.

há quem neste quintalito opine e tenha um processo disciplinar .....
mesmo assim, opino que a manif dos profs que, entre outras coisas, não querem ir a exame, foi inteligentemente aproveitada pela capacidade organizacional dos bolchevistas do pcp e da inter e por via dessa os desunidos profs, arrotearam por completo as vielas das catacumbas do império.....
... e quem ganhou?
opino k tenha sido o jerónimo e o seu delfim carvalho.

será k posso ?
.......ainda há professores sindicalistas k são pagos pelos silvas ?
i.e. pelo zé ?
... ou já não é assim ?
10.Março.2008
... : Mário Rama da Silva
Caro jesuah,

Aconselho-o vivamente a tentar perceber as razões da insatisfação dos Professores. Se o fizer pode mesmo concluir que não se trata de nenhum exame, ao contrário do que diz.
Quanto à tese da manipulação, dos muitos professores que conheço e estiveram na manif. nem um é comunista e poucos serão sindicalizados.
Pensar que uma classe deste tipo é manipulável - a esta dimensão - é passar-lhe um atestado de menoridade mental.
E sei que é isso que Sócrates diz e manda dizer aos seus ministros, mas o diploma dele não foi obtido da mesma maneira que os dos Professores, oque tem resultado em espectáculos de anti-comunismo primário mostrados nas televisões.
Talvez por isso o ódio que lhes tem e de que falava J. Gil num artigo recente da Visão.
Esclareço que não sou Professor, nem comunista nem, creio eu porque já é um juízo de valor, primário de pensamento.
10.Março.2008
... : sempre na mesma
Os advogados conseguiram se unir nas delegações e derrotar o Alberto sem Costa.. E lá se alterou a portaria em menos de 1 mês que nem republicada foi.. Agora os professores têm de chegar aos 2-0. O 3-0 é unirmo-nos todos e mandar às malvas os julgamentos de 16 de Julho a 31 de Julho e excepto casos urgentes deixar os tribunais entregues às moscas e aos ratos (boa-hora). 4-0 é baixar imediatamente sem condições a taxa do I.V.A. de 21% que é vergonhosa..E por aí fora! mas quem é que manda aqui?? Nós ou esses políticos incompetentes?? Qualquer dia é que o Socrates tem de correr bem veloz uma maratona inteira..
10.Março.2008
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