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05-Ago-2007

Adolfo de Carvalho, 54 anos, funcionário público português, com licença sem vencimento, vive há sete da recolha de garrafas nas ruas de Copenhaga, Dinamarca. Assume-se como um «sem-abrigo» com um «ordenado» invejável para Portugal, poupando 50 euros por dia e viajando "somente" de avião.

Natural de Amarante, Adolfo, conhecido nas ruas da capital dinamarquesa por 'Porto', em conversa com a Lusa, garante que vai «morrer nesta cidade» porque não se está a ver a regressar a Portugal para ter um emprego que, «no máximo, daria 500 euros por mês».

A explicação é simples. Todos os dias consegue, com o seu trabalho, guardar 50 euros, «no mínimo», e «comer e beber bem», apesar de dormir na rua, «onde calha». Um «príncipe» português que admite «reinar» nas ruas da capital dinamarquesa.

O seu «banco», onde guarda as poupanças diárias, é uma casa de banho pública, que, em Copenhaga, dispõem de cacifos que podem ser alugados ao mês, guardando os restantes haveres num carrinho de mão.

Este pequeno carro, coberto com um oleado verde «porque chove muito nestas terras», serve-lhe, ao mesmo tempo, para recolher e transportar garrafas vazias que, depois, vende por entre uma e três coroas dinamarquesas cada (entre 15 e 40 cêntimos de Euro).

Adolfo de nada se queixa, até porque todos os anos faz «duas a três semanas» de férias em Portugal e «só» viaja de avião.

Já não tem família em Portugal, mas todos os anos visita um «bom amigo» que tem em Matosinhos.

Adolfo prefere ser sem-abrigo na Dinamarca do que regressar à sua antiga vida em Portugal, apesar de ser um «funcionário público» com uma licença sem vencimento «por 10 anos», sendo o seu antigo local de trabalho uma escola de Amarante, onde está(va) colocado como electricista, a sua profissão.

«Não, não me estou a ver regressar a Portugal por causa dos 500 euros que os meus antigos colegas ganham. Estou bem aqui e é aqui, em Copenhaga, que vou morrer. Só espero que seja daqui a muitos anos», disse em conversa com o jornalista da Lusa.

'Porto', como é conhecido na cidade onde garante que é respeitado «porque se dá ao respeito» e «até onde a polícia já o conhece e cumprimenta» por saber que não é «pessoa para arranjar problemas», afirma ter «muitos amigos» que lhe dão dinheiro, mas «nunca de mão estendida» porque «mendigar, nunca!».

Antes de chegar às ruas de Copenhaga, Adolfo de Carvalho, passou por França, Holanda, Suécia «e outros países», mas em «nenhum deles» se sentiu tão bem como na Dinamarca, onde admite que um dia quer estar integrado no sistema de segurança social para poder ter um quarto que substitua as ruas, e onde quer também vender o Hus Forbi, o jornal de rua dinamarquês.

Isto porque «aqui dão aos sem abrigo um mínimo de 7.000 coroas dinamarquesas», sendo que os seus amigos «da rua» têm esse subsídio e «até mais», como é o caso de um finlandês, Asser, a quem 'Porto' chama 'Esquimó', que recebe do estado dinamarquês, «sem falta», 10.500 coroas mensalmente. Uma fortuna», diz Adolfo.

Adolfo é o único português a viver nas ruas de Copenhaga e garante que tem o estatuto de ser, dos actuais sem abrigo que circulam pela cidade, «o que aqui anda há mais tempo», sendo, por isso, sublinha, «um bom representante de Portugal» por estas paragens.

IN JORNAL SOL 

Comentarios (28)add
... : Tony
É a triste realidade que os políticos portugueses, repletos de tachos e panelas, lobbies e lugares principescos de assessores não querem reconhecer. Os melhores e mais competentes funcionários perderam a alegria e o incentivo de trabalhar porque quanto mais se dedicam mais bofetadas recebem.
Infelizmente parece que os sucessivos governos de Portugal querem que os funcionários públicos se transformem em sem-abrigo ou então em filantropos da coisa pública, enquanto se esbanjam milhões em projectos faraónicos de duvidosa utilidade e outros tantos mihões em propaganda de mentiras.
E... qualquer dia teremos também juízes que, pela mediocridade do seu vencimento, compensará mais ir para qualquer emprego do outro lado da fronteira ... ainda que menos remunerado que a sarjeta dinamarquesa, porque a dignidade é coisa que ainda os juízes portugueses vão tendo.
05.Agosto.2007
... : truth
viva este portugal, feito pelos portugueses...
05.Agosto.2007
... : Um cidadao
O triste espelho da nossa colectiva idiossincracia que com o andar dos anos nos deixaria na cauda da UE.
06.Agosto.2007
... : aguenator
com o desnorte dos estrangeiros e estrangeirados
06.Agosto.2007
... : Cidadão
'Porto' que pensas que essa maltosa (leia-se pret[***], braz[***], romenos, oriundos de paises de leste, etc.) que prolifera por terras lusas vagueando faz??
Tou certo farás melhor figura que essa gentinha e no fundo retratas o enxovalho público aos funcionários públicos!! Safa-te meu, aqui só dá para os politicos!!

[***] Moderação efectuada pelo Administrador
06.Agosto.2007
... : Julio Roque
Jamais pensei ver neste forum comentários xenofobos e racistas como o que acima se lê, subscrito por um [***] que se autointitula "cidadão". Nao é um comentário é um [***], que insulta todos aqueles, que embora tenham opiniões diferentes, se respeitam. Tenho ainda a certeza que a esmagadora maioria das pessoas que tão acintosamente pretende insultar são mais produtivos e úteis ao nosso País que este "cidadão".

[***] Moderação efectuada pelo Administrador
07.Agosto.2007
... : Administrador In Verbis
Por favor, agradeço que nos comentários se evitem referências ofensivas de outros comentadores ou de terceiros, já que embora seja completamente avesso a qualquer censura prévia, não se pode permitir a publicação de comentários passíveis de desvirtuar os princípios e o sentido de actuação que se pretende com a revista digital.
Certo da vossa compreensão.

07.Agosto.2007
... : Julio Roque
Apenas um comentario: se o texto do "cidadão" ao invés de ter sido publicado integralmente tivesse sido "moderado" previamente, o meu comentário nunca teria atingido a violência que levou à sua "moderação". Reagi como cidadão que não tolera actos de xenofobia e racismo e penso que "opiniões" de "cidadões" destes devem ser combatidas sem tibiezas.
07.Agosto.2007
... : Jacinto
Júlio Roque: eu queria vê-lo a apanhar com três pretos na sua garagem às 8,30 horas, com a sua mulher e uma filha pequena para levar à escola.
Adeus racismo e xenofobia. Veja o que se passa em Lisboa com os vagabundos romenos a pedir e a roubar nos semáforos, apontanso navalhas ao pescoço dos condutores. E com as máfias do leste por esse país fora, etc, etc.
Blá, blá, blá, Júlio Roque, blá, blá,blá.
12.Agosto.2007
... : Maria Rita
Das 2 uma: ou levamos com "eles" e bico calado, ou se dizemos qualquer coisa somos logo racistas e xenófobos.
Se gostam tanto deles, levem-nos para as vossas casas, para a vossa vida mas não obriguem os que não gostam a conviver com "eles".
13.Agosto.2007
... : Marto
Se nos apelidam logo de racistas e xenófobos, tudo é fruto de uma cultura que criou raízes em 1974/1975 e que custa a desaparecer.
Razão tem o Presidente da França. Grande homem o Sarkosy que teve a coragem de chamar escumalha aos marginais oriundos do norte de África que não querem trabalhar.
Sigamos todos o seu exemplo no nosso dia-a-dia para que o medo não se instale nas nossas mentes.
Portugal é dos portugueses e estamos fartos de tanta escumalha, de vagabundos e de amrginais que só cá vivem para explorar e sugar a nossa Segurança Social.

14.Agosto.2007
... : Julio Roque
Jacinto: Qual é a diferença entre encontrar, nas circunstâncias que descreveu, três pretos ou três brancos portugueses? Quanto ao que se passa em Lisboa, confesso que só sei o que passa nos media, obviamente que um residente, como parece ser o seu caso, tem um conhecimento da vida real que eu não possuo. Eu o que condeno é a associação da marginalidade à nacionalidade, raça ou etnia. Não devemos igualmente esquecer que os grandes genocídios aconteceram tendo por motivação, pelo menos, uma destas motivações.
Agora imaginemos que o governo dinamarquês tinha a mentalidade dominante nos comentadores: o nosso compatriota certamente que nao teria dado a entrevista, uma vez que nem sequer teria entrado na Dinamarca quanto mais receber tão chorudo subsídio e nós nao teríamos tema para comentar...
14.Agosto.2007
... : Jacinto
Portugal não é nem nunca foi um país racista. Os portugueses não são racistas e até deram mostras ao longo da sua história de que o não são.
Mas eles são racistas, odeiam o branco por um puro sentimento de inferioridade e vingam-se quando podem.
O preto odeia o mulato e o mulato é racista em relação ao preto, pois que se sente muito mais próximo do branco.
Esta é a realidade de quem vive em Lisboa, que é um bom observatório para questões de racismo.

14.Agosto.2007
... : Português
Basta ver as origens da actual população prisional.
A maioria é portuguesa? Não!
Agostinho da Silva dizia que Portugal é um pais onde não é preciso plantar parvos que eles nascem.
Nada mais acertado.
Os politicos dizem que essa gentinha faz falta ao país, à economia.
Resta saber se à economia do país se à dos construtores e dos que vivem à conta do trabalho dessa malta.
E para o país interessam? Realmente geram mão de obra barata mas que à posterior nos vem a sair nos sai cara: é o subsidio de desemprego, depois o rendimento minimo garantido, depois mandam vir a familia, reproduzem-se por cá, etc e o Português contribuinte que pague para parecer bem aos politicos e ilustres com traumas com a xenófobia e afins. Afinal está na moda, não é?
Basta ver o que aconteceu no concelho de Oeiras (eles sabem bem como captar os votos dessa gentinha): primeiro deram-lhes casas (pagas por todos nós entenda-se), entretanto, como se reproduziram há que lhes dar casa maiores! Nós contribuintes não temos mais filhos porque não temos condições para os sustentar, se queremos casa compramos e todos sabemos com que sacrificios.
Já fizeram contas aos milhões que os sucessivos governos e a UE esbanjam em prol do desenvolvimento dos paises donde essa gentinha é oriunda? Não bastava o esbanjamento com os teatros de guerra pelo mundo fora? Num caso e no outro em alguns países que tão pouco sabemos onde ficam!
Deixem-se de manias poque fica bem na fotografia!
14.Agosto.2007
Cantinho da criminalidade.

"São três, todos brasileiros, e desde o início de Setembro que tinham a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal e a GNR de Almada no seu encalço. A PJ queria apanhá-los por causa de um roubo, com sequestro, ocorrido em Agosto. A GNR suspeitava de que os três fossem os autores de inúmeros furtos na Herdade da Aroeira. Ao início da manhã de anteontem foram finalmente detidos, na Charneca da Caparica."


E continua a ser necessários mais imigrantes para manter a segurança social. Estes deviam descontar uma percentagem menor devido à profissão de risco que desempenham e ao elevado interesse público.

http://carvalhadas-on-line.blogspot.com/2005_10_01_archive.html

15.Agosto.2007
... : Grandes Artistas
Não bastava a solução de insonorização adoptada na A5 (Auto-Estrada de Cascais) pelas mentes iluminadas que se entretêm profissionalmente a agredir o ambiente urbano, e repare-se que ainda a "obra" recentemente se iniciou e já esses "importados" (por vontade própria ou de quem vive à sua pála) quiseram partilhar a sua "arte" pintando graffitis. Lindo, facilitem a vnda destes "importados", no fundo só a extensão da A5 já dá para bastantes se entreterem a graffitar mesmo debaixo do alcance das cameras controladas pelas autoridades.
E se fosse um de nós, num país a sério? Seriam passivos connosco?
15.Agosto.2007
... : Mário Rama da Silva
Não sei se algum anti-racista, anti-xenófobo e quejandos notou que o português acima, segundo a notícia, não anda a viver da segurança social mas do seu trabalho de recolha e venda de garrafas que pode ser "extravagante" mas o alimenta melhor do que muitos portugueses profissionalmente integrados em Portugal.
Aliás, cá pedem-nos para separar e colocar as garrafas em vidrões como um mero acto cívico que depois vai encher os bolsos das empresas que se dedicam à reciclagem.
Mais dia menos dia existirá um imposto (única matéria onde a cratividade dos governos se não esgota) por cada garrafa deitada fora (v.g. sujeitando a abertura do vidrão àintrodução de uma moeda) e uma multa para o caso de não ter sido colocada no vidrão. Podem mesmo, na ânsia persecutória, afectar os recursos da polícia científica à identificação das impressões digitais deixadas nas garrafas em vez de ser para resolver coisas sérias.
Afinal já temos a polícia municipal, em Lisboa, quase exclusivamente afecta ao negócio dos bloqueadores e agora, pasme-se, ao controle de velocidade por radar sem existir lei que lhes confira competência específica legalmente necessária (ao abrigo de uma autorização surrealista da CNPD).
Quanto aos "importados" pouco me importa, bem como à generalidade, os que cá estão legalmente, integrados e a trabalhar. O que me preocupa é a multidão dos que por aí andam, ilegais, sem trabalho ou sem querer trabalhar (que de alguma coisa vivem e não é de recolher garrafas) e que não são imediatamente "re-exportados" quando são apanhados em vez de lhes darem um prazo de 30 dias para mudarem de poiso e não serem encontrados depois de decorridos os 30 dias.
Uma achega: na minha vida profissional (e não sou polícia) já me passaram pela vista vários bi falsos, de africanos, e já vi cartões de contribuinte de malta de leste que nunca morou em minha casa ou de minha Mãe embora tenha indicado essas moradas. Seria azar se tivesse sido eu o único.
Agora, falem-me em racismo ou xenofobia.
15.Agosto.2007
... : Espanhóis
Já é diferente.
16.Agosto.2007
... : Jacinto
Eles não só sujam "grafitam" esses paineis da AE, como em todo o Bairro Alto em Lisboa. Há zonas lindíssimas no Bairro Alto que foram recuperadas, prédios pintados, uma beleza.
Vieram os pretos e pintaram tudo, sujaram tudo com tintas. Mas nós não podemos dizer nada, temos de estar caladinhos. A comunicação social, moita carrasco. Os jornalistas até parece que têm medo. Quando muito lá deixam escapar, a muito custo, a expressão "africanos".
Nós não somos racistas, mas temos que ser muito vigorosos com essa gente; caso contrário eles abusam, são extremamente mal educados e agridem-nos na nossa própria pátria. Há que os educar.
16.Agosto.2007
... : Ecopontos
Bastante interessantes as posições acerca dos imigrantes que não desejamos, mas permiam-me, o Mário Rama da Silva foi buscar um tema interessante: os ECOPONTOS e as firmas que lucram com o nosso lixo.
Apregoam tanto com a protecção do ambiente e depois colocam-nos não um mas três (e lindos, é nas cores e no tamanho) à porta de casa, desgraçados dos que moram nos andares de baixo.
São verdadeiros pólos de esterco e de imundice, toda a gente deposita junto toda a espécie de monos, à dias tinha um tapete, de sala, dois maples individuais, uma mesinha e até uma TV.
Vêm empresas das proximidades ali encostar o seu lixo a qualquer hora do dia e ali fica a marinar...
E o barulhinho dos experts em mandar garrafas, partindo uma a uma meticulosamente?
Depois é a recolha, por vezes diversas vezes por dia, mas seja de dia ou de noite imaginem o barulho.
Será uma actividade em prol do ambiente (e se fosse a solção passa por prejudicar gravemente e agredir hoje para eventualmente proteger o amanhã) ou do lucro das empresas?
E, como os imigrantes que não desejamos mas alguns fazem questão de aparecer nos retratos a dizer que os amam, também com "ambientalismo" me lembra o que disse o Português atrás "Agostinho da Silva dizia que Portugal é um pais onde não é preciso plantar parvos que eles nascem".
Porque havemos de viver de ilusões e de aparências e não passamos a ser verdadeiros, como eramos dantes quando eramos descobridores.
16.Agosto.2007
... : Nuno S.
Mas... o post não era sobre um funcionário público que trocou o seu posto de trabalho em Portugal para, como sem-abrigo, vender garrafas na Dinamarca? Não serviriam estes post e noticia para ilustrar a diferença de custo e qualidade de vida entre aquele país nórdico e Portugal? É que, sinceramente, não percebi de onde e porque é que surgiram os comentários dos membros da Ku Klux Klan...
16.Agosto.2007
... : Jacinto
Está-lhe a dar. Agora chama-lhe KKK.
Em frente ao Fonte Nova, em Lisboa, numa carrinha Ford Transit abandonada numa zona escura, três pretos assaltam dois jovens, um irmão e uma irmã.
Obrigam-nos a entrar na carrrinha e com ameaça de facas obrigam-nos a ter relações sexuais um com o outro - relações sexuais entre o irmão e a irmã. Como os dois jovens recusam, os três pretos violam a irmã e o irmão.
E ainda há quem os defenda.
16.Agosto.2007
... : Mário Rama da Silva
Meu caro Jacinto,
Tente compreender estes "politicamente correctos", anti-racistas, anti-xenófobos, etc.
Se um "africano" (não escrevo preto para não ser apelidado de KKK) dá uma facada num branco por mera selvajaria, trata-se de um delinquente comum. Se um de nós der uma simples bofetada num "africano" que nos insulta, com a insolência de quem se sente protegido pelos "correctos", trata-se de uma bárbara agressão racista (ainda que aplicássemos .
Claro que estes "correctos" nunca irão perceber que é a sua posição intransigente de defender as tropelias de "africanos" e quejandos que acaba por gerar reacções racistas e xenófobas dos que já viram, numa pacata rua residencial, um "africano" a correr atrás de um branco com um facalhão só porque ele lhe chamou (educadamente) a atenção para uma notória falta de civismo.
Até que lhes bata à porta...
Só então vão perceber que o problema não é termos cá brasileiros mas deixar que cá se mantenham, ilegalmente, muitos brasileiros que transformam ruas de Lisboa em verdadeiras favelas.
Só então vão perceber qe o problema não está em termos cá estrangeiros mas em deixar que se estabeleçam livremente estrangeiros meliantes.
Só então vão perceber que, se temos que aguentar os meliantes portugueses não existe nenhuma boa razão para cá termos mais, circulando impunemente e atraíndo outros que vão percebendo que os "politicamente correctos" portugueses lhes fornecem todas as condições para fazer o que na terra deles os levaria à cadeia e, nalguns casos, à forca?
Recordo-me de, pelo menos dois anos seguidos, boa parte dos indultos presidenciais ter consistido na revogação de penas de expulsão de criminosos estrangeiros. Certamente que se tratava de gente que cá fazia falta.
16.Agosto.2007
... : Jacinto
"Africanos", entre áspas"? Mas que medo tem o Mário Rama da Silva. Medo de quê? Eles não gostam que lhe chamem esse nome.
Eles preferem que lhe chamem pretos. No julgamento da violação dos dois irmãos, ficaram escandalizados com os juízes, por lhe terem chamado "africanos".
Apanharam uma pena a rondar o limite máximo e gritaram: "vivam os pretos".
Não é racismo nenhum dizer que eles são pretos. Não há ódio contra eles, mas revolta contra o facto de não se quererem integrar na nossa sociedade aberta e democrática, em vez de optarem pela provocação e pela marginalidade.
Eles têm que se dar ao respeito. Isto é elementar. O resto é blá, blá, blá, ou seja, linguagem politicamente correcta, de pezinhos de lã.
E já é altura de começar a falar uma linguagem que rompa com tudo isso. Qualquer dia não lhe chamamos pretos, mas escumalha, como disse o Sarkosy e isso não gostariamos que acontecesse.
As últimas gerações de "africanos", digo, de pretos são um mau exemplo e não fazem falta a Portugal.

16.Agosto.2007
... : Nuno S.
...e continuamos todos sem perceber que ligação é que existe entre esta verborreia toda e o post lá em cima. A ideia que dá é que estas opiniões - as dos membros honorários das SS, entenda-se - foram um tanto ou quanto introduzidas a martelo. Mas, enfim, todo o pobre - até o de espírito - tem direito ao direito de antena.
17.Agosto.2007
... : Antunes
Que superioridade moral Nuno S. só própria dos espíritos iluminados. A realidade da vida é outra. Talvez o Jacinto tenha um pouco de razão.
17.Agosto.2007
... : Mário Rama da Silva
Meu caro Jacinto,
Temo que não tenha percebido a ironia subjacente aos "africanos". Se eu tivesse medo não escrevia o que escrevi uma vez que não me é aplicável o dito "quem tem medo compra um cão". Já tenho dois, puros e de uma raça portuguesa, por sinal ambos pretos.
E não me importo nada que me chamem de KKK ou de SS. Não sou, não fui e não penso vir a ser, mas isso não passa de um insulto vulgar hoje em dia, por parte dos "politicamente correctos".
17.Agosto.2007
... : Jurista português
O "Esquimó" ou o "Porto", na Dinamarca, ganham mais que:
um Juiz Desembargador; um advogado que não venda submarinos; um médico que trabalhe no serviço Nacional de saúde; um professor universitário; um Ministro do Governo.
Expliquem-me por favor, que outras riquezas tem a Dinamarca, que não tenha Portugal!
Mar? também temos! Turismo? Temos mais!
Já sei?!
-Não tem tantos corruptos.
O problema não é pois de posição geográfica, mas sim de pessoas.

03.Setembro.2007
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