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Fisco acciona alarme para as penhoras criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
19-Mar-2008
Nos primeiros dois meses a execução de penhoras fiscais de automóveis, salários, contas bancárias ou imóveis ficou aquém do previsto, ameaçando as metas de cobrança intermédias. Os cifrões não estão consolidados, mas algumas repartições de Finanças estão a receber "sinais de alarme" com o próprio director geral de impostos, José Azevedo Pereira, a fazer marcação cerrada às respectivas chefias. Azevedo Pereira enviou no princípio desta semana, para algumas repartições um e-mail personalizados, chamando a atenção para o fraco desempenho dos serviços na execução fiscal, no que é visto como "um autêntico puxão de orelhas". Um acompanhamento pessoal para obrigar os chefes de repartição a intensificar as penhoras fiscais.

"Os objectivos em Janeiro e Fevereiro não foram atingidos", descrevem algumas das mensagens electrónicas personalizadas, recebidas pelos chefes de repartições, disse fonte da máquina fiscal. É a primeira vez que um director geral se dirige aos serviços de forma directa. Por norma, cabe aos directores distritais de Finanças ou ao director do núcleo tributário vigiarem o comprimento das metas impostas aos serviços.

Muitos serviços explicam "o fraco desempenho" na receita com o contencioso pela necessidade de proceder à "limpeza de carteira", de acordo com planeamento em 2007, pelo núcleo tributário. É que milhares de processos estão a ser revistos e "deitados ao lixo", já que prescreveram ou a probabilidade de execução de encaixe monetário é considerada como diminuta.

Mas também é verdade que muitos serviços começam a queixar-se de falta de efectivos para proceder a cobranças em sede de contencioso tributário. Por exemplo, ontem em Viseu, o director distrital de Finanças chegou a afirmar que "haveria trabalho" se o quadro de inspectores fosse o dobro.

O objectivo do fisco é chegar ao fim deste ano com a receita executiva a atingir os 1,5 mil milhões de euros, um decréscimo de 6% em relação a 2007, explicado pela "escassez de processos" e por uma maior adesão voluntária no pagamento de impostos, antes da fase da venda em hastas públicas. Apesar da dívida ao fisco estar calculada em 14,6 mil milhões de euros, a meta traçada aos serviços é considerada como "ambiciosa". No ano passado foi já nas últimas semanas do ano que o Fisco conseguiu arrecadar 1,63 mil milhões de euros em execuções fiscais.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS | 19.03.2008 

Comentarios (1)add
... : armando
O excelente desempenho da administração fiscal em usar de meios pouco claros e senão ilicitos na prática abusiva de colectas que se encontram ou operaram a caducidade ou prescreveram, como é que vai ser, o Estado paga a porcaria que os seus administradores colocam no terreiro, os cidadãos serão ou não reembolsados, os juizes acatarão a lei 67/2007, ou vai haver diversão de opiniões divergentes, ora eu, ora tu,
21.Março.2008
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