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Falta de pulseiras reduz vigilância criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
02-Jun-2008
O Tribunal de Santa Maria da Feira decretou a prisão domiciliária do homem que tentou atropelar uma patrulha da GNR, mas como não havia "pulseiras" disponíveis não terá vigilância electrónica. O resultado é que não será possível verificar se cumpre ou não a ordem judicial.


O suspeito, de 27 anos, tinha sido surpreendido pelo proprietário da Papeleira Brandoense, em PaçosdeBrandão, quando, na passada terça-feira, furtava várias peças metálicasqueiriatransportar numa carrinha de caixa aberta. Ao aperceber-sedosmilitaresda GNR, o jovem entrou para a carrinha e fugiu. Tentou atropelar um polícia que, segundo o proprietário da empresa, "saltou no último instante". Os guardas ainda fizeram alguns disparos de intimidação na direcção da carrinha, mas o assaltante não se intimidou.

Um dia depois foi avistado por uma patrulha do posto de Esmoriz, Ovar, e encetou nova fuga, mas sempre com os militares no seu encalço. Durante vários quilómetros tentou despistá-los, até que em Paços de Brandão, se juntou à perseguição uma patrulha da GNR de Lamas, obrigando-o a procurar caminhos de mato, nas imediações da quinta do Engenho Novo. Sem saída, deixou a carrinha numa "picada" e tentou fugir a pé, mas não demorou muito até os guardas o agarrarem e deterem.

O homem, vizinho da empresa que assaltou, é também suspeito de outros furtos, entre os quais o da carrinha que usava na fuga, a mesma que utilizou na Papeleira Brandoense. Foi ainda indiciado por tentativa de atropelamento.

CORREIO DA MANHÃ | 02.06.2008 

Comentarios (2)add
... : Ramsés
Somos óptimos a fazer leis; pensamos que somos.
Porém, somos uns tristes e pobres.
Faltam pulseiras? Essa é boa.

A pulseira electrónica é um Brasil.
Estou em casa e é o mesmo que estar na prisão.
Vou esgotar os recursos e o prazo da medida de coação de permanência na habitação.
Que nojo!
02.Junho.2008
... : Viva o Rei!
Considerando que a notícia foi publicada pelo CM, é pouco fiável.
Por regra, quando é aplicada a medida de obrigação de permanência na habitação com vigilância electrónica, o arguido aguarda em prisão preventiva até que exista parecer favorável da DGRS (ex-irs) à aplicação da medida. Ou seja, o arguido só vai para sua casa quando a vigilância electrónica se inicia.
E se assim acontecer no presente caso, a consequência da falta de pulseiras será a de o arguido permanecer mais tempo na prisão, não me parecendo que venha grande mal ao mundo por causa disso, antes pelo contrário.

No que respeita à bondade da existência da medida de obrigação da permanência na habitação e do cumprimento de pena de prisão no domicílio, parece-me óbvio tratar-se de um caso de privatização da justiça criminal (o próximo passo será a privatização das cadeias...), além de que viola o princípio da igualdade, já que são medidas que só se aplicam aos ricos - os que têm casa e dinheiro para se sustentarem sem fazer nada.
Os desgraçados que não têm onde cair mortos vão sempre para a cadeia...
03.Junho.2008
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