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O antigo inspector-geral da Administração
Interna e magistrado do Ministério Público de carreira, Rodrigues
Maximiano, faleceu, ontem de manhã, vítima de doença prolongada,
informou fonte próxima da família. Tinha 61 anos e manteve-se activo
até aos últimos. O funeral realiza-se hoje, às 15 horas no cemitério de
S. Marçal, em Sintra.
António Henriques Rodrigues Maximiano, que se jubilou ao serviço da
Inspecção-Geral da Administração Interna, chegou a ser, já depois de
jubilado, vogal do Conselho Superior do Ministério Público.
Casado com a procuradora-geral-adjunta e directora do Departamento
Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, começou a sua
carreira como juiz, em Grândola, acabando por optar pela carreira do
Ministério Público.
Ao longo da sua vida profissional , notabilizou-se em vários casos
mediáticos, como a investigação das FP-25 e do "caso Melancia", que
levou o ex-governador de Macau ao banco dos réus.
António Rodrigues Maximiano passou a vida a perseguir "o fantasma" da
corrupção, sendo também conhecido por ser emotivo, um homem de
esquerda, especialista em "processos quentes" e gostar de usar gravatas
extravagantes e que eram a sua predilecção.
O ministro da Justiça salientou que Rodrigues Maximiano "é um
magistrado que deixa marca, deixa obra e que se empenhou nas causas dos
direitos e das liberdades" dos cidadãos. "Presto-lhe a minha
homenagem", disse Alberto Costa, acrescentando que a sua morte
"representa uma perda para a Justiça e, em particular, para o
Ministério Público, para cuja valorização na sociedade portuguesa deu
um grande contributo".
O presidente do Sindicato e Magistrados do Ministério Público , António
Cluny, lembrou Rodrigues Maximiano como "uma das figuras que está na
base do Ministério Público moderno e democrático em Portugal" e que
"contribuíram para a democratização da Justiça portuguesa".
Para o juiz desembargador Ricardo Cardoso, a morte de Rodrigues
Maximiano, de quem era amigo, é "uma perda inestimável para as pessoas
de bem" e para a Justiça.
JORNAL DE NOTÍCIAS | 17.03.2008
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