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Falecimento de Rodrigues Maximiniano criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
17-Mar-2008
O antigo inspector-geral da Administração Interna e magistrado do Ministério Público de carreira, Rodrigues Maximiano, faleceu, ontem de manhã, vítima de doença prolongada, informou fonte próxima da família. Tinha 61 anos e manteve-se activo até aos últimos. O funeral realiza-se hoje, às 15 horas no cemitério de S. Marçal, em Sintra.

António Henriques Rodrigues Maximiano, que se jubilou ao serviço da Inspecção-Geral da Administração Interna, chegou a ser, já depois de jubilado, vogal do Conselho Superior do Ministério Público.


Casado com a procuradora-geral-adjunta e directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, Cândida Almeida, começou a sua carreira como juiz, em Grândola, acabando por optar pela carreira do Ministério Público.

Ao longo da sua vida profissional , notabilizou-se em vários casos mediáticos, como a investigação das FP-25 e do "caso Melancia", que levou o ex-governador de Macau ao banco dos réus.

António Rodrigues Maximiano passou a vida a perseguir "o fantasma" da corrupção, sendo também conhecido por ser emotivo, um homem de esquerda, especialista em "processos quentes" e gostar de usar gravatas extravagantes e que eram a sua predilecção.

O ministro da Justiça salientou que Rodrigues Maximiano "é um magistrado que deixa marca, deixa obra e que se empenhou nas causas dos direitos e das liberdades" dos cidadãos. "Presto-lhe a minha homenagem", disse Alberto Costa, acrescentando que a sua morte "representa uma perda para a Justiça e, em particular, para o Ministério Público, para cuja valorização na sociedade portuguesa deu um grande contributo".

O presidente do Sindicato e Magistrados do Ministério Público , António Cluny, lembrou Rodrigues Maximiano como "uma das figuras que está na base do Ministério Público moderno e democrático em Portugal" e que "contribuíram para a democratização da Justiça portuguesa".

Para o juiz desembargador Ricardo Cardoso, a morte de Rodrigues Maximiano, de quem era amigo, é "uma perda inestimável para as pessoas de bem" e para a Justiça.

JORNAL DE NOTÍCIAS | 17.03.2008
Comentarios (3)add
... : BD
Não conhecia o magistrado Rodrigues Maximiano pessoalmente, pois sou doutra geração e creio que nunca nos cruzámos, mas o que me apraz dizer nesta hora difícil é que a Justiça fica sempre mais pobre quando desaparecem pessoas de bem e que toda a vida lutaram por uma sociedade melhor e fizeram disso a sua grande causa. Sentidas condolências à família do magistrado desaparecido e paz à sua alma. E recordo o poema do John Donne: "Nenhum homem é uma ilha isolada (...). A morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte do género humano. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por Ti."
18.Março.2008
... : Zé Povinho
Faço minhas as palavras de BD.
19.Março.2008
... : Barracuda
Maximiano era un gigante que não se importava de parecer pequenino. Para ele a Justiça era muito mais que uma ciência de ficheiro. Tinha conteúdo: o homem, igual em dignidade a qualquer a qualquer outro. Maximiano partiu. A magistratura, em especial a do MP, ficou mais pobre, passe o lugar comum, mas de qualquer modo, o que resta, não estava à sua altura. Mais anôes que gigantes. Até um dia, MAX!
20.Março.2008
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