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Empresários contra feriados
26-Dez-2009
Para combater a crise a Associação Empresarial de Portugal (AEP) propõe que se reduza o número de feriados em Portugal. O primeiro que propõe extinguir é o 1 de Dezembro, que celebra a autonomia face a Espanha.


"Estamos num período excepcionalmente difícil, perante o qual devem ser tomadas medidas excepcionais", defendeu o vice-presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida, em entrevista à agência Lusa. A associação alega que Portugal tem mais dois feriados do que a média da União Europeia, pelo que considera que, numa altura em que está em causa "a sobrevivência dos postos de trabalho", seria "facilmente compreensível um esforço colectivo".

A proposta da AEP foi contestada de imediato pelo bispo do Porto, D. Manuel Clemente. "Ter momentos de celebração é, também, uma boa maneira de combater a crise", sublinhou o clérigo.

Mexer nos feriados, porém, não é ideia nova. Recorde-se que, em 2002, o então ministro do Trabalho, Bagão Félix, quis colar os feriados aos fins-de-semana. Em 2010, cinco dos 14 feriados nacionais calham ao fim-de-semana, mas haverá quatro oportunidades de se fazer ponte.

CORREIO DA MANHÃ | 26.12.2009

Comentarios (17)add
... : Mendes de Bragança
Concordo e até proponho que se acabe com a semana inglesa.

26.Dezembro.2009
... : jcs
Senhor da AEP ou o que quer que seja, o ser humano não nasceu para ser escravo e trabalhar a vida toda. A crise que se lixe, o capitalismo, consumismo, as empresas, a tecnologia. Sempre se viveu sem isto e estas crises. Não há dinheiro não se compram tretas de utilidade nula. Os senhores empresários querem ? que vão para outros Paises, que contratem ilegais, escravos, etc.

26.Dezembro.2009
... : O Clandestino
O "esforço colectivo" proposto é só para um dos lados. Para o de quem trabalha, como é habitual.
Os senhores empresários que o Sr. Almeida representa bem que podiam dar o exemplo e esforçar-se por diminuírem os custos das suas empresas, trocando os Ferraris, os Porches e outros veículos da mesma gama (cuja indispensabilidade para o transporte dos senhores empresários não será assim tão grande, digo eu) por viaturas mais modestas, ou passando a fazer almoçaradas e jantaradas (essenciais ao desenvolvimento da actividade empresarial, como é bom de ver) em restaurantes mais modestos.
Assim enfrentariam melhor a crise, dariam um bom exemplo, deixariam os feriados em paz e, quem sabe, até poderiam deixar de reclamar contra o aumento do salário mínimo para um valor que, mesmo com esse aumento, nos envergonha face aos nossos parceiros europeus.
26.Dezembro.2009
... : Compadre Alentejano
CONCNORDO, se o termo dos feriados resolver os problemas do País!
Depois, aproveitem (a embalagem) e experimentem, tambem, por termo às más agencias de emprego - Leia-se - partidos!
26.Dezembro.2009
... : serenidade
Acho louvável a ideia dos senhores empresários, se é sua a maravilhosa intenção de fazer diminuir, com esse maior número de dias de trabalho, o número dos desempregados (de Portugal).
Caso contrário, parece-me melhor continuar a ouvir o velho dito "o Sábado foi feito para o homem, não o homem para o Sábado".

26.Dezembro.2009
... : Insolente Poetastro
Concordo que deveriam ser abolidos os feriados religiosos, que não fazem qualquer sentido num Estado laico. A que propósito é que são feriados os dias da Imaculada Concição, do Corpo de Deus-seja lá isso o que for- etc.?
26.Dezembro.2009
... : Mário Rama da Silva
O empresário português tem, em geral, uma capacidade inferior à média europeia, no que contraria o número de feriados.
O empresário português tem falta de capacidade para organizar a sua empresa e os métodos de trabalho e é essa a razão da falta de produtividade em Portugal, sempre assacada aos trabalhadores.
O empresário português não tem, muitas vezes, coragem para despedir um trabalhador que a isso dê sobejas causas e pretende a liberalização dos despedimentos para o poder fazer a seu bel prazer mas sem ter de assumir motivos e aproveita, agora, a desculpa da crise para fazer despedimentos colectivos.
O empresário poruguês não tem coragem, em muitos casos, para impedir o gozo das pontes pelos seus empregados e até as concede para ficar bem visto mas, no fundo, odeia as pontes e os feriados que as induzem.
O empresário português não gosta dos feriados porque tem de os pagar e de os compensar e a crise seria óptima para acabar com eles.
O empresário português é, de um modo geral, medíocre na gestão da sua empresa e só o não é na escolha do automóvel e da moradia luxuosos, onde gasta a totalidade dos lucros, sem se preocupar em investir e modernizar a empresa, queixando-se, depois, da falta de competitividade e estendendo a mão ao subsídio.
Há. porém, que referir que a escolha do primeiro feriado a suprimir foi bem pensada: afinal, comemorar a independência ainda faz sentido? Ou o 5 de Outubro? Ou o 25 de Abril?
Pensando bem, para aqueles que culpam sempre a Igreja de todos os males e atrasos do país, se a Igreja perder o poder que ainda tem lá se vão também os feriados religiosos, os municipais que coincidem com o santo da terra e até os domingos.
26.Dezembro.2009
... : Hi-Hi-no-Havai
Completando o bom post de MRS - o empresário português tem sobretudo falta de cultura e de ética. Sobra-lhe, no entanto, a ganância sem limites e a habilidade com que esconde o dinheiro dos olhos do Estado. O empresário português é, de um modo geral, perigoso.
26.Dezembro.2009
... : In Vino Veritas
Concordo, em absoluto. Com empresários destes, sim, seremos todos ricos se optarmos pelo seu modo de estar na vida. E os ? 25 de aumento do rmmg que o Sócrates quer impor (talvez a acautelar-se para a cada vez mais prováevl sessão de eleições antecipadas que aí vêm, mas isso é outra coisa)? Não é escandaloso? Será por isso que dou por mim cada vez mais nacional-socialista? Ou nacional-comunista, que é mais ou menos a mesma coisa? Enfim, enquanto o PDR ou lá o que é, não der nada, acho que me vou render ao PCP. É fácil, barato e seguro. Só não dá milhões, mas não podemos ter tudo!
26.Dezembro.2009
... : Ai Ai
Meus amigos, nem só de pão vive o Homem.

27.Dezembro.2009
... : Simplesmente Maria


Claro que os empresários, não querem tantos feriados,porque o pessoal assim que há um feradito toca de ir dar uma passeta e se houver fim de semana melhor.... se se ficar a dever aqui e ali não faz mal, o que interessa a ir passear para quando voltar ter alguma coisa para contar aos colegas;as invejosas e a cusca da vizinha. Mas como o empresario é muito boa pessoa não quer os seus funcionários percam a cabeça e andem para aí a endividar-se. È por isso e só por isso que eles são contra os feriados. Quem é amigo quem é?
27.Dezembro.2009
... : pé de vento : http://pepe
Quando os portugueses pretendem a união a espanha, nada justifica que se comemore o dia 1 de dezembro, até porque este feriado pode ser mal entendido pelos nossos irmãos espanhois e criar dificuldades à integração....é um assunto que deve estar na ordem do dia dos nossos governantes.
28.Dezembro.2009
... : Vitor Tomás
As 8 horas, o direito ao descanso, o fim de semana, as férias para todos, são conquistas civilizacionais do Sec. XX, é bom não esquecer !

O que agora se pretende, em nome da crise, é voltar ao sec.XIX, como se , a maioria da população fosse a culpada da crise, e esta não fosse intríseca ao actual estado do Capitalismo enquanto sistema político,económico e social actualmente dominante.

O que vale é que: "sempre que o Homem sonha, o Mundo pula e avança!"
28.Dezembro.2009
... : Anónimo
A RFA tem 15 feriados nacionais; a Espanha tem 15; a França tem 13; a Itália tem 12. Portugal tem 14. Não é o n.º de feriados que afecta o desempenho da economia.
28.Dezembro.2009
... : Mário Rama da Silva
A propósito da contagem dos feriados municipais que, não sendo nacionais nem existindo em todos os municípios não faria sentido, porque não pode acrescentar-se em Portugal, a bem de uma posição, o que se não acrescentou nos outros países, convirá lembrar que há países da europa, aqui mesmo ao lado mas não só, em que as festas locais - chamem-se ou não feriados - duram vários dias em que os estabelecimentos industriais e comerciais reduzem a sua actividade para meio dia, encerrando mais cedo ou da parte da tarde, sem que isso os faça ficar atrás de nós.
Como dizia um francês cujo nome agora não recordo: les patrons portuguais sont les plus stupides de l'Europe.
Trabalhassem eles a organizar o trabalho dos seus empregados, que normalmente nem sequer sabem fazer ou como é feito, tivessem coragem para proibir o messanger e quejandos nas suas empresas, reinvestissem parte dos lucros para melhorar a produção em vez de os esbanjar na totalidade e não haveria tanta insolvência em Portugal.
30.Dezembro.2009
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